Hipocaliemia

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Hipocaliemia
ECG de nível de potássio 1.1 caracterizado por depressão no segmento ST, onda T invertida, longa onda U waves e intervalo PR mais prolongado.
Classificação e recursos externos
CID-10 E87.6
CID-9 276.8
DiseasesDB 6445
MedlinePlus 000479
eMedicine article/242008 emerg/273
MeSH D007008
Star of life caution.svg Aviso médico

Hipopotassemia ou Hipocaliemia ( do latim, kalium: potássio) é um transtorno do metabolismo caracterizado por concentração do íon potássio no sangue em níveis abaixo de 3,8 miliequivalentes (mEq) ou 3,8 mmol por litro de sangue.[1] Quando a concentração de potássio sérico é menor que 2,5 mmol/L passa a ser considerado como hipocaliemia grave e é uma emergência médica potencialmente fatal.

Causas[editar | editar código-fonte]

As causas mais comum de perda excessiva de potássio são[2] :

Outra possível causa são infecções que causem excreção excessiva do potássio pela urina ou fezes ou vômitos, tirem o apetite e diminuam o fluxo de íons pelas células.

Também inclui-se entre as causas o aumento da secreção de renina pelos rins ou de angiotensinógeno pelo fígado, pois esses hormônios regulam a perda de potássio na urina.

Na síndrome de Cushing há um aumento nos níveis de glucocorticóides e mineralcorticóides como a aldosterona, causando retenção de íons nos rins.

Anorexia[editar | editar código-fonte]

Anoréxicos que usam diuréticos, se alimentam mal e forçam o vômito costumam sofrer tanto com esse transtorno, como com outros desequilíbrios de íons, como hipernatremia (excesso de sódio) e hipocalcemia (falta de cálcio) e déficits vitamínicos. Essas complicações frequentemente geram arritmias cardíacas fatais.

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

O potássio se encarrega de facilitar a transmissão do impulso nervoso através da membrana celular, logo seus sintomas envolvem por distúrbios neuromusculares como[3] :

É muito perigosa em pacientes cardíacos e com dificuldade respiratória.

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

Pode manifestar-se numa debilidade progressiva com hipoventilação e o acometido pode apresentar comportamentos anormais no eletrocardiograma (elevação da onda U e depressão da onda T), por doenças renais e por distúrbios gastrintestinais.[4]

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Primeiro, deve ser feita a reposição do potássio por soro fisiológico oral ou intravenoso. Para evitar reincidência é importante incluir alimentos ricos em potássio na dieta como (comparação de 100g)[5] :

  • Café: 3256mg
  • Damasco seco: 1179mg
  • Feijão: 1100 a 1450mg
  • Gérmem de trigo: 930mg
  • Grão de bico: 971mg
  • Soja: 927mg
  • Massa de tomate: 888mg
  • Lentilha seca: 866mg
  • Ameixa seca: 744mg
  • Amendoim torrado: 740mg

E tratar as causas primárias desse déficit. Suplementos podem ser necessários em casos graves.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]