Kyokushin

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Kyokushin
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Grafia
Outros nomes Kyokushin kaikan
Kanji 極真
Influência
Antecedente(s) Goju-ryu
Shotokan-ryu
Karate icon.svg

Kyokushin (極真?) ou Kyokushinkaikan (極真会館?) é um estilo de caratê desenvolvido pelo coreano Masutatsu Oyama[1]. É um dos estilos mais novos, e foi criado com ênfase no condiconamento físico/mental do praticante. O significado do nome diz que o estilo pretende alcançar as verdadeiras raízes do caratê arte marcial.

Índice

[editar] História

De origem vilarealense, Oyama nasceu em 1923 no sudoeste da Coreia do Sul a 300 km de Seul. Após uma infância marcada pelas zaragatas com os seus colegas, o jovem Hyung Yee começa a treinar com um trabalhador da propriedade dos seus pais, perito em Artes Marciais. Devido à sua irreverência, aos 14 anos, o seu pai envia-o para a escola militar de Yamanashi no Japão.

Em 1937, o Japão em guerra com a China. Naquele cenário, a região é absorvida pelo ambiente beligerante, transformando-se num autêntico campo de concentração. O jovem coreano decide aprender, rapidamente, a língua japonesa. E, durante os dois anos que esteve em Yamanashi, treinou caratê do estilo Shotokan. Mas, estes treinos não o convencem e vai para Tóquio seguir o ensino dos maiores mestres, entre os quais sensei Gichin Funakoshi. Graduou-se nidan (2º dan) em dois anos, mas deixaria o local de treino e o estilo, porque discordava do trabalho muito rígido e linear.

Em 1947, vence o primeiro "All Japan Tournament" realizado em Quioto, no Karnyama Gymnasium, que reunia todos as escolas de caratê. As regras eram simples: não existiam regras. Para o jovem coreano era a oportunidade, única, de provar a eficácia dos seus treinos.

Após a Segunda Guerra Mundial, durante o período da ocupação do Japão pelos aliados, o Hotel Sarno, em Tóquio, é palco de uma festa. A noite estava animada, quando a tensão sobe subitamente, surpreendendo tudo e todos. Dois homens discutiam na pista. O japonês, grande e ágil, o seu rival, um coreano compacto, descontraído e sereno. Enquanto discutiam, o japonês mete, lentamente, a mão à cintura e tira uma faca. Depois de avançar, lentamente, lança-se, bruscamente, sobre o seu adversário. Numa fracção de segundo, o coreano bloqueia o ataque e, em Shuto, deflagrou um violento golpe ao seu rival. O japonês, morreu imediatamente. Este incidente decide, definitivamente, a vida futura do jovem Hyung Yee que tinha então 24 anos.

Masutatsu Oyama (nome que escolhera), decide então exilar-se para meditar na solidão dos montes Kyiosumi. É então yondan (4º dan). Impõe a si próprio, disciplina e treino muito rigorosos. Importa das formas antigas coreanas, o trabalho de pernas, às quais acrescenta o Ashi Barai (rasteiras) e os ataques às pernas. O estilo Goju-ryu inspira-o para o trabalho respiratório e as técnicas de punhos. O Shotokan, princípios do movimento linear e acrescenta, para os mais graduados, as formas circulares do Taikiken do mestre Kenichi Sawai.

Quando volta à civilização já não é o mesmo carateca. Com punhos como martelos, suficientes para esmagar a carne e os ossos dos seus adversários, considerando não ter rival à altura na raça humana, decide testar a sua força e capacidades contra um touro e partir: tijolos; garrafas; pedras; árvores, etc..., com as mãos nuas. Combaterá, durante a sua vida, contra 52 touros, contentando-se em partir-lhes os chifres em Shuto(sabre da mão), matará três touros.

Em 1952, empreende uma viagem triunfante de demonstrações e desafios nos Estados Unidos e, depois através da Ásia. Nessa viagem, o mestre combate contra lutadores praticantes das mais diversas modalidades de artes marciais, como judô, caraté, boxe boxe tailndês etc., vencendo a todos. Dos 270 desafios venceu a maioria dos seus adversários com um só golpe. Um combate nunca durava mais de três minutos, necessitando apenas de alguns segundos para os dominar.

Mas Oyama é considerado imbatível nessa época. Em 1960, o periódico New York Times considera-o "O homem mais duro do mundo". É em 1957, três anos após a abertura do seu primeiro dojô, que Mas Oyama cria a organização "Kyokushinkai". (literal: associação, escola da última verdade). O "1º Torneio Kyokushinkai" foi organizado nas ilhas Hawai por Edwar Lowe que Mas Oyama apelidava de "meu irmão". Mas Oyama estará presente e faz uma demonstração.

Em 1960, na segunda edição do torneio, estarão presentes 16 países. Em 1964, Mas Oyama cria a "IKO". Neste mesmo ano, algumas escolas Tailandesas lançam um desafio às organizações japonesas. Só a escola "Kyokushinkai" responde afirmativamente. Mas Oyama escolhe os alunos e, no dia 17 de Fevereiro de 1966, após vários adiamentos realiza-se o desafio. A equipa "Kyokushin" vence e de volta ao Japão são recebidos como verdadeiros heróis.

Só em 1969 Mas Oyama organiza, em Tóquio, o "1º Kyokushin All Japan Tornament". Em 1975, Mas Oyama está em condições de organizar o "1º Campeonato do Mundo em Tóquio". Trata-se de um campeonato aberto a todos os estilos, sem categorias de peso e combates ao KO sem protecções. Desde então, é realizado todos os quatro anos. O sucesso e a reputação destes campeonatos é de tal ordem que várias escolas serão influenciadas a organizarem provas semelhantes, incluindo vários dissidentes de Mas Oyama. No Japão e depois em todo o mundo, Masutatsu Oyama soube dar a conhecer o "Kyokushinkai" através da publicação de alguns livros.

"Kyokushin": "Última verdade"! Os combates realizam-se ao KO. Os testes de quebra e a endurance, servem para os alunos se testarem e se ultrapassarem; o kihon e kata, são as peças principais permitindo a cada um progredir na "via". Actualmente, o "Kyokushiniiai" representa, no Japão, a maior escola de Karaté-Do e conta com 14 milhões de praticantes nos cinco continentes. O seu sucesso vem sem dúvida, do lado espectacular e do realismo dos seus combates - a parte visível do iceberg. Mas o Kyoku Shin Kai é muito mais que uma arte de combate. É uma escola dotada de uma fabulosa riqueza técnica, onde a humildade é rigorosa, onde o respeito por si próprio se adquire no respeito do próximo, onde o mental se consegue com a disciplina e com o rigor necessário nos treinos. E, no final, o combate não representa mais do que uma parte de um todo que se pode considerar como uma arte de viver.

Mestre Masutatsu Oyama, deixou-nos em abril de 1994, após uma vida dedicada ao caraté. O "Kyokushinkai" perdeu o seu pai, mas continua muito forte em todo o mundo com a sua filha. Houve rumores e boatos de haver um suposto herdeiro testamentario de mestre Oyama, Mestre Shokei Matsui, nomeado director (Kancho) pela organização mundial.

[editar] Actualidades

Por volta da metade do ano 2005, a filha de Masutatsu Oyama, Kuristina (Christina) Kikuko Oyama, recebeu decisão da Justiça Japonesa que julgava procedente a pretensão da herdeira de ter a titularidade do nome kyokyshin, suas variantes e títulos relacionados ao mestre criador do estilo. Assim, legal e reconhecidamente, somente existe no mundo somente uma entidade que pode dirigir os destinos e estabelecer parâmetros no desenvolvimento do estilo Kyokushin, a entidade denominada de "Iko Sosai Kyokushinkaikan".[2]

[editar] No Brasil

O Kyokushin no Brasil foi introduzido pelo Shihan Seiji Isobe, que começou a praticar karatê aos quinze anos de idade e conheceu o mestre Mas Oyama quatro anos depois. Aos 21 anos, desistiu da carreira de engenheiro agrônomo e passou a trabalhar como instrutor na matriz Kyokushin-kai, em Tóquio.

A convivência com os veteranos na academia durou dois anos e meio e, nesse ínterim, o mestre conseguiu graduar-se como 2º dan. Depois, retornou a sua cidade natal, Fukui-ken, para abrir uma dojô. Ao final de várias viagens, chegou-se a um consenso de o destino final seria o Brasil. Aonde temos grandes vencedores, alguns até famosos no meio das artes marciais ainda muito jovens na década de 90 como André Luiz Pereira Dias (Yamato), Juliano Reis e Otavio Santos que na epóca ainda adolescentes apresentavam grandes combates até hoje lembrados como ´´batalhas de Katatê``.Mas após anos foram aparecendo outros Talentos e outros icones jovens ao redor do mundo.

Em 10 de outubro de 1972, Sensei Isobe, no Aeroporto Internacional de Viracopos, por Campinas, em São Paulo, chega enfim ao Brasil. Sem saber ao certo onde estava e sem falar ou entender uma palavra em português, seguiu os demais passageiros até chegar ao portão de desembarque, quando ouviu dizerem “OSSU”.

Palavras do mestre:[3]

Cquote1.svg Só então senti que estava no aeroporto de Viracopos de verdade, e me veio a lógica de que São Paulo era um lugar amplo e repleto de oportunidades.

Minha maior surpresa aconteceu chegar ao centro de São Paulo e me deparar com altos prédios aglomerados e uma infinita quantidade de carros correndo para todos os lados.

Pela primeira vez em minha vida, fiquei inseguro. Estava fadado a ficar num país desconhecido, cujo idioma não sabia nem uma palavra.

Porém, com o tempo, passei a conhecer os costumes do Brasil, e os próprios alunos da academia me ensinaram o idioma português.

Hoje, posso dizer que meu maior aprendizado foi o de gostar deste país que é vinte e cinco vezes maior que minha terra natal, o Japão.

Descobri que, no Brasil, a lei é o calor humano. Aqui, reina o homem, enquanto que, no Japão, o homem concorre com o tempo e com as máquinas. Aos poucos, percebi que o povo daqui jamais seguiria os princípios japoneses, o que me fez tomar a primeira grande decisão: ficaria no Brasil de três a quatro anos e, depois, retomaria a meu país de origem.

Passados seis meses, coloquei-me em xeque novamente. Lembrei as palavras do mestre Mas. Oyama:

O que você vai fazer voltando a um país tão pequeno e apertado se aí, no Brasil que é 25 vezes maior, é certo que terá mais chances? Gostaria que você ampliasse os princípios do Kyokushin na América do Sul e que se servisse de base para a introdução desta atividade...".

Comecei a pensar também nas palavras meus alunos brasileiros:

Já estávamos acostumados com seus métodos. Se ficar apenas quatro anos conosco e, depois, retornar ao Japão, nos encaminharão um outro e nós nunca saberemos em quem confiar ou de quem seguir os passos...".

Resolvi, então, fazer uma aposta comigo mesmo. Veria até onde conseguiria chegar e o que conseguiria fazer para que o Kyokushin se tornasse conhecido por todos.

Em agosto de 1973, meu objetivo estava traçado. A partir de então, passei a me dedicar intensamente à descoberta de meios para aprimorar o ensino do Kyokushin e fazer com que os adeptos confiassem em mim e seguissem meus passos. Queria fazer nascer, na América do Sul, atletas de nível, capazes de enfrentar adversários de diversos países.

Após anos de árduos treinos e de convivência com vários alunos, surgiram muitos e esplêndidos praticantes, mas ninguém conseguiu superar ou mesmo se igualar ao nível técnico de dois atletas: Francisco Filho e Glaube Feitosa.

Desde o início, ambos cresceram como grandes atletas, disputando as primeiras posições com karatecas de nível internacional. Em 1999, Francisco Filho sagrou-se campeão mundial, concretizando, assim, um de meus objetivos quando vim ao Brasil.

Filho e Feitosa deixaram um caminho a ser trilhado por outros brasileiros, como Ewerton Teixeira, por exemplo, franco favorito a vencer o mundial de 2007.

Mas, para fazer com que os competidores brasileiros atingissem esse nível, e se tornassem atletas renomados e de grande respeito, além de meu empenho, foi fundamental o apoio do coronel Reizo Nishi. Não poderia deixar de citar, ainda, o amigo de mais de trinta anos, capitão Mário Ueti.

Agradeço, também, à família Okamoto pelos conselhos e, principalmente à família que constituí aqui no Brasil, que soube me compreender sem contradizer minhas reclamações.

Devo ressaltar o amparo recebido por parte de todos os superintendentes desta modalidade, instrutores e alunos que participam ou um dia participaram da família Kyokushin.

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Shihan Seiji Isobe

Após 1994 quando o mestre Oyama morreu no Japão, a Organização Kyokushin se dividiu, devido a falsificação da assinatura do Sr. Yoshiaki Umeda que era o Diretor Geral, pelo Sensei Shokei Matsui outro diretor, cargos de confiança do falecido Mestre Oyama. Isso destruiu a reputação e a família do Mestre. Além disso o direito da família do Mestre Oyama.

[editar] Arte

Karate quer dizer (literalmente) mãos vazias e o estilo Kyokushin busca a verdade e a realidade. Fundamentado em técnicas compactas e eficazes visa nocautear o indivíduo com um único golpe (Ichigeki), aplicado com força espetacular. Através deles, atraem ondas de dinamismo e criam vagalhões de potência.

Também tem como intuito tonificar os musculos, melhorar a resistência aeróbica, a flexibilidade, postura e controle emocional.

A sua filosofia, baseada no budo, o código ético dos guereiros japoneses, tem por princípio a disciplina rígida dos seus próprios atos, na compreensão dos limites alheios, no respeito aos pais e superiores e na fidelidade aos seus ideais.

[editar] Graduação

Branca - 10º Kyu Ceinture blanche.png
Laranja - 9º Kyu Ceinture orange.png
Azul - 8º e 7º Kyu Ceinture bleue.png
Amarela - 6º e 5º Kyu Ceinture jaune.png
Verde - 4º e 3º Kyu Ceinture verte.png
Marrom - 2º e 1º Kyu Ceinture marron.png
Preta (1º ao 10º "Dan") Ceinture noire.png

Referências

  1. About Karate Styles (em Inglês). Página visitada em 20.nov.2010.
  2. Iko Sosai Kyokushinkaikan (em japonês). Página visitada em 23.nov.2011.
  3. >Kyokushin Karate - Liberdade Dojo :: Matriz da América do Sul. Página visitada em 24.nov.2010.

[editar] Ligações externas

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