Lopo Soares de Albergaria
| Lopo Soares de Albergaria | |
|---|---|
| Lopo Soares de Albergaria, in Livro de Lisuarte de Abreu | |
| Governador da Índia |
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| Mandato | 1515 — 1518 |
| Antecessor(a) | Afonso de Albuquerque |
| Sucessor(a) | Diogo Lopes de Sequeira |
| Vida | |
| Nascimento | C. 1442 Lisboa |
| Falecimento | C. 1520 Torres Vedras |
| Progenitores | Mãe: D. Mécia de Melo Pai: Rui Gomes de Alvarenga |
Lopo Soares de Albergaria (Lisboa, c. 1442 — Torres Vedras, c. 1520) ou Lopo Soares de Alvarenga, como mais usualmente é apelidado1 , foi um influente aristocrata e militar, capitão-mor e governador da Fortaleza de São Jorge da Mina, depois nomeado por D. Manuel I, em 1515, como o 3.º governador da Índia, sucedendo no cargo a Afonso de Albuquerque.
Índice |
Biografia [editar]
Em novo, a 18 de Janeiro de 1469, igualmente, usou o nome Lopo Soares de Mello e com este, sendo na altura moço fidalgo da Casa Real, teve uma tença anual de D. Afonso V para mantimento de seus estudos.
Há que diga que não conseguiu dar continuidade ao trabalho de Afonso "o Terribil", tendo tido vários insucessos militares. Mesmo assim, chegado à Índia, o novo governador venceu a armada do Egipto e incendiou Zeila, na costa etíope. Mas em geral desagradou, não só aos réis indianos, mas também aos portugueses. A sua expedição ao Mar Vermelho, em 1517, em busca de turcos, resultou em fracasso. Após três anos de governo na Índia, voltou a Portugal, substituído do cargo por Diogo Lopes de Sequeira. Mas não sem antes, em 1518, fundar a fortaleza de Colombo, Ceilão (actual Sri Lanka).
Viveu por algum tempo no Solar de Refojos, em Vale de Cambra, no lugar da Portela de Vila Chã, mas, quando regressou foi antes para a sua quinta, em Torres Vedras.
Tinha como sua propriedade uma capela na Igreja da Graça, em Lisboa, onde se encontrava sepultada sua mulher. Era sob a invocação de São Fulgêncio, onde está o actual baptistério, e tinha sido mandada edificar para si e seus herdeiros que a cederam depois1 . Os seus pais tinham antes dele lá uma outra ou mais provavelmente era uma extensão da mesma pois ela seguiu essa instrução e a sua família, pela mão de sua filha D. Catarina e única a ter descendência, continuou a usar esse espaço, pelo menos até 1884, para túmulo2 .
Dados genealógicos [editar]
Lopo Soares de Albergaria 1.º senhor de Pombalinho3 (que comprou ao Conde de Penela). Nascido cerca 1442, em Lisboa e falecido depois de 1520, em Torres Vedras.
Filho de:
- D. Rui Gomes de Alvarenga, conde palatino, chanceler-mor do reino, presidente da Casa da Suplicação, fidalgo do Conselho, doutor em Leis, embaixador a Castela 4 ;
e de: D. Mécia de Melo ou D. Milícia de Melo Soares, filha de Estêvão Soares de Melo, senhor da honra de Melo, e de D Tereza de Andrade5 , filha de Rui Nunes Freire de Andrade, senhor de Algés.
Casamento
- Com: D. Ana de Albuquerque, filha de Nuno da Cunha «o Velho» e de D. Catarina de Albuquerque.
Tiveram:
- D. Guiomar de Albuquerque casada com D. Afonso de Menezes e Vasconcelos, senhor de Mafra. Sem descendência.
- D. Catarina de Albuquerque, 2ª senhora de Pombalinho (herdeira), casada em 1490 com D. Fernando de Almada. Com descendência.
Referências
- ↑ a b Pe. Ernesto Sales, A Igreja da Graça jazida de três governadores da India, Revista de Historia, Typ. Emp. eteraria e Typographia, Porto, 1922.
- ↑ Pe. Ernesto Sales, A Igreja da Graça jazida de três governadores da Índia, Revista de Historia, Typ. Emp. eteraria e Typographia, Porto, 1922. Facto confirmado por documentação do Arquivo da Casa Almada
- ↑ Lopo Soares de Albergaria, geneall
- ↑ Rui Gomes de Alvarenga, roglo
- ↑ Milícia de Mello Soares, roglo
Ligações Externas [editar]
- Genealogia de Lopo Soares de Albergaria, Genealogias dos Vice-Reis e Governadores do Estado Português da Índia no século XVI, Centro de História de Além-Mar, Criação e Manutenção Cátia Carvalho & Madalena Ribeiro
- Lopo Soares de Albergaria, roglo
| Precedido por Afonso de Albuquerque |
Governador da Índia Portuguesa 1515 — 1518 |
Sucedido por Diogo Lopes de Sequeira |
Vale de Cambra, 2009/05/22, Armindo Costa