Luiz Carlos Alborghetti

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Luiz Carlos Alborghetti
Luiz Carlos Alborghetti
Deputado estadual do  Paraná
Mandato 19862002
Vida
Nascimento 13 de fevereiro de 1945
Andradina, SP
Morte 9 de dezembro de 2009 (64 anos)[1]
Curitiba, PR[1]
Nacionalidade Brasil Brasileiro
Dados pessoais
Partido MDB, PMDB, PRN, PTB, PFL, Democratas
Profissão jornalista policial, radialista, político
Serviço militar
Apelido(s) Alborghetti, Dalborga, Mestre

Luiz Carlos Alborghetti (Andradina, 12 de fevereiro de 1945Curitiba, 9 de dezembro de 2009[1] ) foi um jornalista policial, radialista, apresentador de televisão e político brasileiro. Foi deputado estadual no Paraná por dezesseis anos.[2] Entre suas características marcantes estavam o tom inflamado e desafiador, e o discurso ácido e informal, não raro com o uso de termos chulos para expressar sua indignação. Seu estilo e formato de apresentação pioneiros influenciaram outras personalidades do rádio e televisão policial no Brasil, tais como o apresentador Carlos Massa, o Ratinho (que iniciou a carreira como repórter de Alborghetti).

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido em Andradina, mudou-se para o Rio de Janeiro aos dezesseis anos para estudar.[2] Iniciou sua carreira em 1976 na cidade de Goioerê, Paraná, onde foi apresentador de um programa na rádio Goioerê, dono de revista e ainda atuou no extinto jornal “Folha do Vale do Piquiri”.[carece de fontes?] Depois segue Londrina, no Paraná, para trabalhar numa rádio com um programa policial com o nome de Cadeia, programa no qual relatava os crimes ocorridos na cidade.[3] Três anos mais tarde, Alborghetti estreou um programa de televisão, também chamado Cadeia, inicialmente para a cidade de Londrina, sendo ampliado posteriormente para todo o estado do Paraná em 1982. Neste mesmo ano, Alborghetti foi eleito vereador pela cidade,[4] e, quatro anos depois, deputado estadual pela primeira vez (em 1986, Alborghetti estava filiado ao PMDB), sendo reeleito em 1990 pelo PRN. Em 1992, Alborghetti estreou o Cadeia Nacional,[5] levando seu programa para todo o Brasil, através da Rede OM de Televisão (hoje Central Nacional de Televisão - CNT), que possuía em seu quadro de afiliadas, entre elas a TV Gazeta, canal 11 de São Paulo.

Várias características marcaram a atuação de Alborghetti na televisão: o discurso ácido,[6] uma toalha dependurada sobre os ombros, os óculos de leitura, uma caneta entre os dedos da mão direita e um porrete de madeira, que ele usava para descontar sua raiva batendo em qualquer objeto que visse (principalmente em sua mesa) sempre que algo o enfurecia. Um dos seus influenciados foi o apresentador de televisão Carlos Roberto Massa, o Ratinho, que trabalhou como repórter policial para ele por doze anos, tendo sido lançado em seu programa.[2] [3] [6] Com a frase "Esse governador de São Paulo, Fleury, é um bundão!", dirigida ao então governador do estado de São Paulo na época, Luiz Antônio Fleury Filho, ele foi afastado temporariamente do Cadeia Nacional, dando oportunidade para Ratinho apresentar o programa. Seu tom inflamado e desafiador contra os criminosos sempre foi uma característica marcante. Por exemplo, ao denunciar o tráfico no Rio de Janeiro, nos anos 1990, chamou a facção criminosa Comando Vermelho de "bando de bichas". Também, ao comentar sobre o PCC, chamou seu líder Marcos Camacho (o Marcola) de "bundeiro" e "dador de bunda". Outro fato marcante ocorreu em 1997: através do Ministério Público ele impediu que a banda Planet Hemp se apresentasse no Paraná, devido às letras do grupo, que consistiam basicamente no apoio à descriminalização do uso da maconha. Dois anos mais tarde, Alborghetti deixou, provisoriamente, o comando de seu programa para concorrer à deputado estadual, desta vez pelo PTB. Foi eleito pela terceira vez e, ao retornar ao programa, mudou de emissora e passou a concorrer com o antigo programa, com transmissão voltada apenas para o estado do Paraná, pela então TV Independência, atual RIC TV Record. Em 1998, deixa o comando deste para tentar a sua terceira reeleição, agora filiado ao PFL, sendo bem-sucedido. Pouco tempo depois, retorna ao comando de seu programa, também veiculado na CNT. Em 2002 tentou novamente a reeleição, sem sucesso.[3] Perdeu por cinco mil votos.

Em 2006, Alborghetti estreou o programa Cadeia Sem Censura, veiculado de segunda a sexta-feira na Rede Intervalo de Comunicação, uma rádio pela Internet posteriormente transformada em programa de televisão, baseada em Curitiba. Ficou seis meses no ar, até agosto do mesmo ano. Por falta de patrocinadores, o programa saiu do ar, fazendo com que Alborghetti migrasse para a Rádio Colombo, também de Curitiba. Na mesma época, a sua relação com a Internet e as redes sociais se intensificaram. Nas mídias digitais é referenciado como "Mestre", "Mestre Dalborgha" ou mais recentemente, "Charles Dal". Alguns de vídeos acabaram se popularizando da Internet, como o episódio em que ele comenta o filme 300.[2] Ele também passou a ser referenciado na televisão: o programa Hermes e Renato, da MTV Brasil, fez uma paródia entre 2007 a 2008 do programa de Alborghetti no quadro "Chapa Quente", em que o apresentador Bradock faz o papel de jornalista policial e mais recentemente no programa Pânico na TV da Rede TV! com vinhetas do jornalista dizendo O Capeta existe e outros vídeos clássicos de quando Alborghetti liga pra polícia e diz que só tem duas viaturas para atender toda a cidade de Curitiba(capital do estado do Paraná). Outras manifestações também ocorreram na música: a banda curitibana de ska rock Boi Mamão compôs "Vagabundo" em homenagem ao apresentador, e o músico Rogério Skylab faz uma alusão à Alborghetti na canção "Cadê meu Pau".[carece de fontes?] Em 7 de maio de 2007, passou a apresentar seu programa Cadeia Sem Censura exclusivamente pela Internet,[7] de segunda a sexta-feira, de 10 às 12 horas, e disponibilizava os programas em sua comunidade oficial do Orkut. Estreou em 3 de março de 2008 o programa Plantão Mais, exibido de segunda a sexta-feira, das 17 às 19 horas, na Rádio Mais AM 1120. Em 4 de agosto de 2008 passou a apresentar o Cadeia Sem Censura na Fusão TV,[8] que foi exibido de segunda a sexta-feira, de 17 às 18 horas no endereço. Depois de meses longe do trabalho para se dedicar a tratamentos,[2] Alborghetti morreu em Curitiba, em 9 de dezembro de 2009, vítima de câncer de pulmão.[3] [5] [6] [9] [10]

Referências

  1. a b c William Marchiori (10 de dezembro de 2009). Morre Alborghetti, a passagem de uma lenda. ALBORGHETTI, Luiz Carlos. Página visitada em 3 de dezembro de 2009.
  2. a b c d e Morre o apresentador e ex-deputado Luiz Carlos Alborghetti. Notícias de Pop & Arte. Portal G1 (10 de dezembro de 2009). Página visitada em 8 de dezembro de 2009.
  3. a b c d Eduardo Neco (10 de dezembro de 2009). Morre, aos 64 anos, o jornalista Luiz Carlos Alborghetti. Portal Imprensa. Página visitada em 10 de dezembro de 2009.
  4. Câmara Municipal de Londrina - 9ª Legislatura. Página visitada em 19 de agosto de 2009.
  5. a b Morre em Curitiba o apresentador Luiz Carlos Alborghetti. Terra (10 de dezembro de 2009). Página visitada em 10 de dezembro de 2009.
  6. a b c Morre o apresentador Luiz Carlos Alborghetti. Diário do Grande ABC (10 de dezembro de 2009). Página visitada em 10 de dezembro de 2009.
  7. Acessível em http://www.cadeiaweb.com.br
  8. Acessível em http://www.fusaotv.com
  9. MPost "Morre o apresentador e ex-deputado Luiz Carlos Alborghetti" (10 de dezembro de 2009).
  10. SRZD "Antes de morrer, Alborghetti fez vídeo para seus fãs: 'Estou careca, mas legal'" (8 de dezembro de 2009).

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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