Maurice Maeterlinck

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Maurice Maeterlinck Medalha Nobel
Maurice Polydore Marie Bernard Maeterlinck
Nascimento 29 de agosto de 1862
Gante
Morte 5 de maio de 1949 (86 anos)
Nice
Nacionalidade Bélgica Belga
Ocupação Dramaturgo, ensaísta

Maurice Polydore Marie Bernard Maeterlinck[1] (Gante, 29 de agosto de 1862Nice, 5 de maio de 1949) foi um dramaturgo, poeta e ensaísta belga de língua francesa, e principal expoente do teatro simbolista.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Maeterlinck nasceu em Gante, na Bélgica, para uma rica família de descendência francesa. Seu pai, Polydore, era um notário que gostava de cuidar das estufas em sua propriedade. Sua mãe, Mathilde, veio de uma família rica.[2]

Em setembro de 1874, iniciou seus estudos num colégio jesuíta e estudou Direito na Universidade de Gante. Em 1885, publicou seus primeiros poemas de inspiração parnasiana na revista literária e artística: Jeune Bélgique.

Em 1886, deixa a profissão e transfere-se para Paris, onde estabelecerá relações com os escritores que mais o influenciarão: Stéphane Mallarmé e Villiers de l'Isle-Adam, e, depois de 1890, com Octave Mirbeau. Villiers fá-lo-á conhecer toda a profundidade do idealismo germânico (Hegel, Schopenhauer). Nessa mesma época, Maeterlinck estuda Ruysbroeck, o Admirável, um místico flamengo do século XIV. Isto o faz descobrir os recursos intuitivos do mundo literário alemão, muito distante do racionalismo predominante na literatura francesa. Com esse espírito, e notavelmente influenciado por Novalis (George Philipp Friedrich von Hardenber), entra em contato com o romantismo de Iéna, autor de "August et Friedrich von Schlegel" e da revista "l’Atthenäum", precursor direto do simbolismo. Nas obras que Maeterlinck publica entre 1889 e 1896, reflete-se essa influência alemã.

Em 1920 escreveu "Monna Vanna", obra teatral que interpretará Georgette Leblanc, actriz a quem conheceu em 1895 e que será sua companheira até 1919, ano em que contrai matrimônio com a jovem Renée Dahon.

Em 1921 lecionou nos Estados Unidos e, nesse país, passou a Segunda Guerra Mundial. Durante uma breve estadia em Portugal escreveu o prefácio do discurso político de Salazar: Une révolution dans la paix.

Manuel Teixeira Gomes, presidente da República de Portugal e escritor, era um grande apreciador de Maeterlinck: “Á altura de Verhaeren elevou-se logo Maeterlinck, polígrafo incomparável, espírito inovador, generoso, requintado, sondando com fruto quantos problemas psicológicos perturbam a quietação da consciência social, que a mais e mais se vai adiantando para a solução definitiva e suprema da justiça humana.” (Inventario de Junho, terceira edição, Lisboa, 1933, p. 119).

Maeterlinck foi lido por notáveis personalidades históricas, tais como o poeta alemão Rainer Maria Rilke, o compositor australiano Percy Grainger, a bailarina americana Isadora Duncan, o filósofo e matemático britânico Bertrand Russell, o novelista Americano Henry Miller, a poetisa brasileira Cecília Meireles, a escritora belga Marguerite Yourcenar e a primeira ministra indiana Indira Gandhi.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Serres chaudes (Os Invernadeiros) (1889) - musicado por Ernest Chausson
  • La Princesse Maleine (A Princesa Malena) (1889)
  • L'Intruse (A Intrusa) (1890)
  • Les Aveugles (Os Cegos) (1890)
  • Les Sept princesses (As Sete Princesas) (1891)
  • Pelléas et Mélisande (Peleás e Melisanda) (1892) – A ópera com música de Claude Debussy foi representada na Opéra-Comique de Paris em 1902
  • Alladine et Palomides (Aladino e Palomides) (1894)
  • Intérieur (Interior) (1894)
  • La Mort de Tintagiles (A Morte de Titangiles) (1894)
  • Le Trésor des humbles (O Tesouro dos Humildes) (1896)
  • Douze Chansons (Doze Canções) (1896)
  • Aglavaine et Sélysette (1896)
  • Ariane et Barbe-Bleue (1901) - musicado por Paul Dukas
  • Soeur Béatrice (1901)
  • La Vie des Abeilles (A Vida das Abelhas) (1901)
  • Monna Vanna (1902)
  • Joyzelle (1903)
  • L’Oiseau bleu (O Pássaro Azul) (1908)
  • Tradução de "Macbeth" para o francês (1909)
  • L'Intelligence des Fleurs (1910)
  • La Mort (1913)
  • Marie-Magdaleine (1913)
  • L'Hôte inconnu (1917)
  • Le Miracle de Saint Antoine (1920)
  • Le grand secret (1921)
  • Les Fiançailles (1922)
  • La puissance des morts (1926)
  • La Vie des Termites (A Vida das Térmitas) (1927)
  • La Vie de l'Espace (1928)
  • La Grande Féerie (1929)
  • La Vie des Fourmis (A Vida das Formigas) (1930)
  • L'Araignée de verre (1932)
  • La Grande Loi (1933)
  • Avant le grand silence (1934)
  • L'Autre Monde ou le cadran stellaire (1942)
  • Jeanne d'Arc (1948)
  • Bulles Bleues (1948)

Referências

  1. The Nobel Prize in Literature 1911 (em inglês) Nobel Foundation. NobelPrize.org. Página visitada em 10 de janeiro de 2013.
  2. Bettina Knapp, Maurice Maeterlinck, (Thackery Publishers: Boston, 1975), 18.

Leitura adicional[editar | editar código-fonte]

  • MAETERLINCK, Maurice (1977), Peleás e Melisanda, Rio de Janeiro: Emebê Editora. ISBN Teatro Clássico, vol. 4, Trad. Newton Belleza

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
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Wikiquote
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Precedido por
Paul Heyse
Nobel de Literatura
1911
Sucedido por
Gerhart Hauptmann


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