Siad Barre
| Siad Barre محمد زياد بري Siyaad Barre |
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| Retrato militar do general Mohamed Siad Barre. | |
| 3º presidente da Somália |
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| Mandato | 21 de Outubro de 1969 a 26 de Janeiro de 1991 |
| Vice-presidente | Mohamed Ali Samatar |
| Antecessor(a) | Sheikh Mukhtar Mohamed Hussein |
| Sucessor(a) | Ali Mahdi Muhammad |
| Vida | |
| Nascimento | 6 de Outubro de 1919 Shilavo, Ogaden |
| Falecimento | 2 de janeiro de 1995 (75 anos) Lagos , Nigeria |
| Cônjuge | Khadija Maalin e Dalyad Haji Hashi[1] |
| Partido | Conselho Supremo Revolucionário Partido Socialista Revolucionário Somali |
| Religião | Islam |
| Profissão | militar |
Muhammad Siad Barre (Somali: Maxamed Siyaad Barre, em árabe: محمّد زياد بري) (nascido em 1919 e falecido a 2 de janeiro de 1995) foi o ditador militar [2][3] e Presidente da República Democrática da Somália entre 1969 e 1991. Durante seu governo, denominou a si próprio como Jaalle Siyaad ("Camarada Siad")..[4]
Filho de um nômade, Barre apenas teve estudos básicos, serviu à polícia somali (1941-1960) subindo até o cargo de inspetor, com a independência de seu país em 1960, entrou para o exército em 1969 e obteve após o assassinato do chefe de Estado da recente Somália independente, Abdirashid Ali Shermarke, o mais alto cargo público, exercendo um governo autoritário, combatendo a Etiópia pela posse da região de Ogaden em uma guerra que perdeu.
Na época da independência em 1960, a Somália foi apontada no Ocidente como o modelo de uma democracia rural na África. No entanto, os clanismos e lealdades familiares estendidas e os conflitos foram os problemas sociais que o governo civil não conseguiu erradicar e, finalmente, sucumbiu a si mesmo.
A junta militar liderada por Barre que chegou ao poder após um golpe de Estado, tratou de adaptar o socialismo científico às necessidades da Somália. Baseou-se fortemente nas tradições da China. Promoveu o trabalho voluntário na agricultura e a construção de estradas e hospitais. Quase toda a indústria, bancos e empresas foram nacionalizadas. Cooperativas agrárias foram incentivadas. O governo proibiu o clanismo e destacou a lealdade às autoridades centrais. Um nova escrita totalmente nova para a língua somali foi introduzida. Para espalhar a nova linguagem, os métodos e a mensagem da revolução, as escolas secundárias foram fechadas em 1974 e 25.000 alunos entre 14 a 16 anos de idade e um adicional de 3.000 empregados do serviço militar e civil foram enviados para as zonas rurais para educar seus parentes nômades. [5]
A Somália, vítima da Guerra Fria devido a sua localização estratégica pela passagem do Mar Vermelho, suscitou o interesses das superpotências, os Estados Unidos e a União Soviética. O Governo Barre inclinou-se em primeiro lugar para os soviéticos, que o ajudou financeiramente até 1977. Os Estados Unidos aproveitando a ruptura somali com a União Soviética apoiou o regime de Barre, a enfrentar a Etiópia na Guerra de Ogaden, esta última apoiada pelos soviéticos.
Em 1980, os clãs passaram a exigir mais autonomia, particularmente nas regiões do norte do país (que inclui a antiga Somalilândia britânica). Barre enviou tropas para controlar os grupos pró-independência mediante a forte repressão, sem sucesso; porque em 1991, as milícias rebeldes foram capazes de penetrar em Mogadíscio que posteriormente foi capturado e pôs fim não só ao seu governo, mas também a integração de seu próprio estado que se desmembrou em diferentes setores controlados pelos líderes dos clãs e o surgimento de novas repúblicas não reconhecidas internacionalmente como a Somalilândia, entre outras. Desde então, os restos territoriais da Somália são controlados pelos "senhores da guerra" agrupados em clãs e pelo direito consuetudinário dos clãs, deixando o país numa situação de total anarquia, sem um governo efetivo.
[editar] Notas
- ↑ Obituary: Siad Barre
- ↑ George James "Somalia's Overthrown Dictator, Mohammed Siad Barre, Is Dead" New York Times (1/3/1995)
- ↑ Immigration and Refugee Board of Canada "The Horn of Africa: Somalis in Djibouti, Ethiopia and Kenya" UNHCR (1/2/1991)
- ↑ Jaalle também se traduz como "Senhor"
- ↑ Yiorgos Apostolopoulos, The Sociology of Tourism, pp. 41
[editar] Referências
- Glickman, Harvey (ed.) (1992), Political Leaders of Contemporary Africa South of the Sahara, Westport, Connecticut: Greenwood Press, ISBN 0-313-26781-2.
[editar] Bibliografia
- Shire, Mohammed Ibrahim, Somali President Mohammed Siad Barre: His Life and Legacy, (Cirfe Publications, 2011)
| Precedido por Abdirashid Ali Shermarke |
Presidente da Somália 1969 – 1991 |
Sucedido por Ali Mahdi Muhammad |
