Olga Feodorovna da Rússia (Cecília de Baden)

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Olga Feodorovna da Rússia
Grã-Duquesa da Rússia
Princesa de Baden
Cônjuge Miguel Nikolaevich da Rússia
Descendência
Nicolau Mikhailovich da Rússia
Anastasia Mikhailovna da Rússia
Miguel Mikhailovich da Rússia
Jorge Mikhailovich da Rússia
Alexandre Mikhailovich da Rússia
Sérgio Mikhailovich da Rússia
Alexis Mikhailovich da Rússia
Pai Leopoldo I de Baden
Mãe Sofia da Suécia
Nascimento 20 de Setembro de 1839
Karlsruhe, Alemanha
Morte 12 de abril de 1891 (51 anos)
Cracóvia, Império Russo (actual Polónia)

A grã-duquesa Olga Feodorovna da Rússia (Karlsruhe, 20 de setembro de 1839Kharkiv, 12 de abril de 1891) foi a esposa do grão-duque Miguel Nikolaevich da Rússia, o filho mais novo do imperador Nicolau I.

Nasceu como princesa Cecília Augusta, a filha mais nova do grão-duque Leopoldo I de Baden e de sua esposa, Sofia da Suécia. Cecília trocou seu nome para Olga, por razão de sua conversão à fé ortodoxa.

Casamento[editar | editar código-fonte]

Olga com o seu filho Sérgio.

A história do primeiro encontro entre Cecília e o grão-duque Miguel Nikolaevich não foi registada, mas o casamento aconteceu por amor e Cecília teve sorte: dos quatro filhos do czar Nicolau I, apenas Miguel foi fiel durante todo o casamento. Cecília tinha dezasseis anos quando ficou noiva. Miguel disse à sua cunhada Maria Alexandrovna que tinha escolhido o nome "Olga Fedorovna" porque não gostava de "Cecília". Os dois casaram-se no Palácio de Inverno a 16/28 de Agosto de 1857: "Rezei fervorosamente", escreveu Miguel no seu diário, "e agradeci a Deus com todo o meu coração por poder viver este dia." Os "Michels" eram um casal muito adorado no geral e a rainha Vitória achava-os "muito amáveis e amigáveis" e, sobre a grã-duquesa, disse: "tem muito bom humor, é alegre, muito encantadora - tão calma e gentil (...) Ficamos encantados com ele e ouvi dizer que, para onde quer que ele vá, todos os adoram, classes altas e baixas." A sua filha chamou-o "uma criatura de Deus em todos os sentidos".[1]

Vida no Cáucaso[editar | editar código-fonte]

Em 1862, o grão-duque Miguel foi nomeado vice-rei do Cáucaso, uma posição que manteve durante quase vinte anos. O casal tinha a sua corte no Palácio de Tiflis e quatro dos seus sete filhos nasceram nesta região. Apesar de viver longe da capital, Olga adaptou-se completamente ao estilo de vida do país do marido e achava-se completamente russa. A posição de vice-rainha permitia-lhe um certo nível de autonomia ao lado do marido e foi ela que abriu a primeira escola para meninas no Cáucaso, bem como um instituto técnico exclusivamente feminino. Também se envolveu em trabalhos médicos, principalmente durante a Guerra Russo-Turca de 1877-78. Gostava de saber o que se passava à sua volta e as suas observações eram reveladoras. Uma das suas damas-de-companhia descreveu-a mais tarde como "uma mulher anormalmente esperta, com um sentido crítico afiado. Alguns círculos sociais temiam-na profundamente devido aos seus comentários maldosos. Pessoalmente, não senti nada senão gentileza e consideração da parte dela (...)"[2]

Morte[editar | editar código-fonte]

Olga foi a primeira nora do czar Nicolau I a morrer. Tinha-se queixado de má saúde durante muitos anos e foi atrás de uma cura ilusória por muitas cidades spa europeias. Sempre se disse que tinha sido o telegrama com a notícia do casamento ilegal do seu filho Miguel que lhe provocou o ataque cardíaco que a viria a matar numa estação de comboio em Cracóvia, mas tal como muitas histórias do género, esta é uma versão distorcida do que realmente aconteceu. A notícia sobre o que Miguel tinha feito já tinha chegado a São Petersburgo antes de Olga partir para a Crimeia. Foi por causa disso que ela decidiu partir mais cedo e sozinha a 28 de Março de 1891, dizendo a Maria Feodorovna que não se estava a sentir bem e precisava de tempo para recuperar em paz. Adoeceu no comboio nessa mesma noite e regressou a Cracóvia cerca de sete horas depois de ter passado pela estação. Os médicos foram chamados ao compartimento e ordenaram que a grã-duquesa fosse levada para a sala-de-espera do czar. Ficou lá dois dias antes de morrer na companhia dos criados.[3]

Descendência[editar | editar código-fonte]

  1. Nicolau Mikhailovich da Rússia (26 de Abril de 185928 de Janeiro de 1919), um historiador de renome foi assassinado em consequência da Revolução Russa. Nunca se casou nem teve filhos.
  2. Anastasia Mikhailovna da Rússia, (28 de Julho de 1860 – 11 de Março de 1922), casada com o grão-duque Frederico Francisco III de Mecklemburgo-Schwerin; com descendência incluindo a rainha Alexandrina da Dinamarca.
  3. Miguel Mikhailovich da Rússia, casou-se morganáticamente com a condessa Sofia de Merenberg; com descendência.
  4. Jorge Mikhailovich da Rússia (23 de Agosto de 186328 de Janeiro de 1919), casado com a princesa Maria da Grécia e Dinamarca; com descendência. Foi assassinado em consequência da Revolução Russa.
  5. Alexandre Mikhailovich da Rússia (Sandro) (13 de Abril de 186626 de Fevereiro de 1933), casado com a grã-duquesa Xenia Alexandrovna da Rússia; com descendência.
  6. Sérgio Mikhailovich da Rússia (7 de Outubro de 186918 de Julho de 1918), nunca se casou nem teve filhos. Foi assassinado em consequência da Revolução Russa.
  7. Alexis Mikhailovich da Rússia (28 de Dezembro de 18752 de Março de 1895), morreu de tuberculose aos dezasseis anos de idade.

Genealogia[editar | editar código-fonte]

Os antepassados de Cecília de Baden em três gerações
Cecília de Baden Pai:
Leopoldo I de Baden
Avô paterno:
Carlos Frederico de Baden
Bisavô paterno:
Frederico de Baden-Durlach
Bisavó paterna:
Amália de Nassau-Dietz
Avó paterna:
Luísa Carolina de Hochberg
Bisavô paterno:
Luís Henrique Filipe Geyer de Geyersberg
Bisavó paterna:
Maximiliana Cristiana de Sponeck
Mãe:
Sofia da Suécia
Avô materno:
Gustavo IV Adolfo da Suécia
Bisavô materno:
Gustavo III da Suécia
Bisavó materna:
Sofia Madalena da Dinamarca
Avó materna:
Frederica de Baden
Bisavô materno:
Carlos Luís de Baden
Bisavó materna:
Amália de Hesse-Darmstadt

Referências

  1. Zeepvat, 42
  2. Zeepvat, 42
  3. Zeepvat, 184

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • ZEEPVAT, Charlotte, "The Camera and the Tsars", Sutton Publishing, 2004