Pedro Henry

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Pedro Henry
No Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, em 2005.
Nome completo Pedro Henry Neto
Nascimento 19 de Abril de 1957 (54 anos)
Santo André, São Paulo

Pedro Henry Neto, mais conhecido apenas Pedro Henry (Santo André, 19 de abril de 1957) é um médico e político brasileiro, filiado ao Partido Progressista (PP-MT).

Os parentes do político são proprietários da TV Descalvados, afiliada do canal SBT no Mato Grosso.[1]

Índice

[editar] Biografia

Apesar de ser paulistano, mudou-se para a cidade de Cáceres, no estado de Mato Grosso, onde iniciou carreira médica. Após um ano de medicina e ser conhecido na cidade, iniciou carreira política, como vereador, depois para deputado estadual e finalmente deputado federal.[2]

Já como mandato de deputado federal, integrou na equipe do primeiro mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso.

[editar] Processos por corrupção

[editar] Peculato

Tramita no STF o Inquérito 2913[3], no qual o MPF alega que o parlamentar deve ser investigado por suposta contratação de um assessor técnico adjunto que trabalhava como seu piloto particular[4]. Ao se defender nas contrarrazões, o deputado federal sustenta que não há qualquer irregularidade na contratação do assessor, pois, no período em que foi contratado (1º de junho de 2004 a 21 de janeiro de 2005), não havia vedação para o exercício de funções do Cargo de Natureza Especial fora das dependências da Câmara dos Deputados, o que só ocorreu com a edição do Ato da Mesa nº 86/2006[4].

[editar] Mensalão

Em 2005, Pedro Henry foi acusado de ser uns dos integrantes do maior escândalo de corrupção no Governo Lula, ao receber dinheiro para votar a favor do governo, no Escândalo do Mensalão.

Em 2006, apesar das acusações comprovadas no escândalo, foi absolvido no plenário por seus colegas da Câmara dos Deputados.[5]

[editar] Sanguessugas

No mesmo ano (2006), quando a Polícia Federal deflagrou Operação Sanguessuga e o envolvimento do deputado no novo escândalo, chamado de Escândalo dos Sanguessugas, foi acusado de fazer licitações das ambulâncias irregulares (daí o nome do escândalo) na cidade de Cáceres. Teve o nome para ser cassado, mas não houve porque havia grande número de deputados para cassar.[6]

Apesar dos escândalos, se candidatou à reeleição no estado. Em 1º de outubro, foi reeleito, ficando em sexto lugar com 5,11% dos votos válidos, indo para o quarto mandato como deputado federal.

[editar] Acumulação de cargos

Em janeiro de 2012, foi noticiado a acumulação de cargos públicos por Pedro Henry — ocupar dois cargos públicos ao mesmo tempo é expressamente proibido pelo artigo 37 da Constituição Brasileira —, o de deputado federal conjuntamente com o de Secretário Estadual de Saúde de Mato Grosso. Ao ser questionado, ele alegou não ter tomado posse oficialmente, e que uma assinatura sua num ato administrativo do Diário Oficial de Mato Grosso fora um "erro da secretária".[7]

[editar] Ligações externas

Referências

  1. Justiça arromba TV de Henry e "faz limpa" para pagar dívida (em português). RDNews (14-9-2010).
  2. Henry não teme incomodar com mudanças (em português). Diário de Cuiabá (16-1-2011).
  3. STF (Acompanhamento Processual) Inquérito 2913 - INDIC.(A/S) PEDRO HENRY NETO
  4. a b STF (Notícias) STF mantém tramitação de inquérito contra deputado federal Pedro Henry Neto por peculato
  5. Ex-deputado absolvido no mensalão fica inelegível (em português). Conjur (20-7-2010).
  6. Sanguessugas: deputados acusados podem sair ilesos (em português). G1 (1-12-2006).
  7. Mensaleiro na ativa como deputado vira secretário (em português). Exame (27-1-2012).


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