Campeonato Argentino de Futebol

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Campeonato Argentino de Futebol
Campeonato Argentino
Flag of Argentina.svg
Dados gerais
Organização AFA
Edições Não disponível
Local de disputa Argentina
Número de equipes 20 (30 a partir de 2015)
Sistema Temporada, Pontos corridos, Inicial e Final
Divisões
Primeira DivisiónPrimera B NacionalPrimera B MetropolitanaFederal APrimera C Metropolitana
Soccerball current event.svg Edição atual
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O Campeonato Argentino é organizado pela AFA. Entre as temporadas 1990/1991 e 2011/2012, o campeonato era dividido em dois torneios por temporada o Torneio Clausura, disputado na primeira parte do ano e o Torneio Apertura, disputado na segunda metade do ano, e o campeão de cada um desses torneios era considerado campeão argentino, ou seja, dois campeões por época.

A partir de 2012/13, a AFA propôs um novo campeonato, dividido em Torneio Inicial e Torneio Final, com os ganhadores de cada torneio sendo proclamados campeões argentinos e se enfrentando numa finalíssima para definir o campeão da Superfinal logo após o término do Torneo Final.[1]

Atualmente, há 20 times na primeira divisão, sendo que o Boca Juniors e o Arsenal (11 anos) são as únicas equipes que nunca foram rebaixadas.

O campeonato argentino é atualmente ranqueado entre os 10 melhores do mundo pela IFFHS. É uma das mais prolíficas fontes de jogadores para os principais campeonatos do mundo como a La Liga (Espanha), Serie A (Itália), Primeira Liga (Portugal), Brasileirão (Brasil), Premier League (Inglaterra), Ligue 1 (França) e a Bundesliga (Alemanha).

Transmissão na TV[editar | editar código-fonte]

Transmissões na Argentina[editar | editar código-fonte]

A Crise Financeira que atingiu mundialmente várias empresas e investidores, atingiu, também, a principal detentora de transmissão dos jogos do campeonato argentino, a emissora de TV por assinatura TyC Sports, resultando na não renovação com a AFA.

Desde a temporada 2009-2010, o Governo da presidenta Cristina Kirchner adquiriu os direitos de transmissão da competição, através da emissora aberta estatal Canal 7 (Argentina) de Buenos Aires que no ano de 2009 transmitiu todas as partidas de forma exclusiva e simultânea.

Porém desde de 2010 passou a revender para outras emissoras abertas e negociando de acordo com o índice de audiência de cada emissora nos últimos 12 meses.

Transmissões no Brasil[editar | editar código-fonte]

A primeira transmissão do Campeonato Argentino para o Brasil foi da TV Jovem Pan em 1991.

Nas temporadas 2010/2011 e 2011/2012, os brasileiros puderam assistir o Campeonato Argentino pela TV Esporte Interativo, canal aberto nas antenas parabólicas em todo o Brasil.

Os canais pagos SporTV e SporTV 2, ambos da empresa Globosat (que pertence ao Grupo Globo), também transmitem alguns jogos do Campeonato Argentino para os seus assinantes, porém as transmissões não são ao vivo pois o governo argentino detentor dos direitos, obriga todas as emissoras, inclusive as do exterior, a manterem a transmissão original com várias entradas com propagandas dos patrocinadores do campeonato, e por não serem anunciantes no canal brasileiro, o SporTV só transmite os jogos em VT para poder editar e cortar as imagens do patrocinador.

Em 2012, devido a participação do River Plate na Primera B Nacional (equivalente a segunda divisão), a ESPN Brasil passou a transmitir alguns jogos dessa competição, tendo como comentarista o ex-jogador argentino Sorín.

Desde a temporada 2012/2013, o Fox Sports vem transmitindo o Campeonato da Primeira Divisão 2012/2013 (Argentina).

Transmissões em Portugal[editar | editar código-fonte]

As temporadas do campeonato argentino são transmitidas em Portugal pelo canal pago Sport TV. É escolhida uma partida para transmissão a cada fim de semana, geralmente aos domingos à noite.

Formato[editar | editar código-fonte]

Nesta segunda-feira, 29 de abril de 2014, a Associação Argentina de Futebol (AFA) decidiu que o campeonato nacional terá um novo formato. Ao invés de dois torneios curtos por ano com 20 equipes, o novo campeonato será disputado ao longo de todo o ano e contará com 30 equipes a partir de 2015. A decisão partiu de Julio Grondona, presidente da Associação e idealizador do novo formato, e dos presidentes dos clubes que compõem a associação.

Esta mudança representa a realização de algo que Grondona vem tentando há várias temporadas: aumentar o número de participantes da Primeira Divisão. Em 2011, quando o River Plate foi rebaixado, ele propôs a criação de um Campeonato Argentino com 40 clubes, com o objetivo de ter os Millonarios na primeira divisão sem muito esforço. Mas o projeto não avançou, a virada de mesa não vingou, e o time de Núñez teve que retornar à elite pelo futebol.

Mesmo com alguns clubes discordando do novo regulamento, o projeto foi aceito pela maioria. Apenas Armando Pérez, presidente do Belgrano, teve coragem de debater com o chefão. Nem Boca Juniors e River Plate se manifestaram, mesmo ambos sendo contra o novo modelo.

No segundo semestre deste ano, será disputado um novo torneio, chamado de Torneio de Transição, com os mesmos moldes do Inicial, mas sem os rebaixados da atual temporada e com os promovidos da segunda divisão, mas sem descenso. Será apenas para definir os classificados para a Copa Sul-Americana e Copa Libertadores da América.

Para determinar as 10 equipes que irão disputar a Primeira Divisão em 2015, a Primera B Nacional (segunda divisão) será disputada por 22 times: os três rebaixados da Primeira Divisão, os 15 que não subiram, dois que subiram da Primera B Metropolitana (terceira divisão) e outros dois do Torneo Argentino A. Essas 22 equipes serão divididas em dois grupos de 11, com jogos de ida e volta, e os cinco primeiros de cada grupo se juntarão aos 20 clubes da Primeira Divisão.

O novo formato de campeonato pode gerar algumas situações inusitadas. O Argentinos Juniors, por exemplo, já rebaixado para a segunda divisão da próxima temporada, pode se aproveitar desta mudança de regulamento e, em fevereiro, estar entre os 10 classificados que disputarão a Primeira Divisão. Vale lembrar que Luis Segura, presidente do Argentinos Juniors, é também vice de Grondona na AFA.

A classificação para as competições internacionais também serão modificadas. Para a Copa Libertadores da América de 2016, irá o campeão, o melhor argentino da Copa Sul-Americana de 2015, o campeão da Copa Argentina e duas equipes que se classificarem via Liguilla. Para a Copa Sul-Americana de 2016, serão seis equipes: o campeão da Supercopa Argentina e cinco clubes de outra Liguilla, que será disputada pelas equipes que terminarem entre a quarta e a vigésima terceira posição.

Com o novo modelo, o Campeonato Argentino será disputado em 29 rodadas, nove a menos que o atual formato. Além dessas 29 rodadas, teremos uma rodada mais só com clássicos. Por exemplo: se Boca Juniors e River Plate se enfrentaram na La Bombonera, nessa rodada adicional, jogarão no Monumental de Núñez. Com as equipes que não tiverem rivais, a AFA irá selecionar seu adversário.

Um dos maiores pontos negativos deste novo modelo é o desnivelamento do campeonato. Fica difícil imaginar um Douglas Haig, atualmente na Primera B Nacional, disputando em pé de igualdade com um Estudiantes ou Vélez. Enquanto a maioria dos clubes da Primeira Divisão recebe, no mínimo, 21 milhões de dólares, os clubes da Primera B Nacional recebem 3,5 milhões.

Estão enganados os que pensam que Grondona mudou o regulamento só para ajudar o Independiente, que corre sérios riscos de não conseguir acesso para a Primeira Divisão. Um dos motivos que o levaram a propor um campeonato com 30 equipes é poder incluir times do interior na elite do futebol argentino e, com isso, aumentar a arrecadação dos direitos de televisão.

Na atual temporada, apenas quatro das 23 províncias tem algum representante na Primeira Divisão. Outro argumento usado por Grondona é acabar com o imediatismo, já que, em torneios curtos, o planejamento a longo prazo é coisa rara.

O presidente da AFA acredita que com isso o governo federal, através do Fútbol Para Todos, que transmite o Campeonato Argentino desde 2009, aumentará o pagamento dos direitos televisivos, que hoje giram em torno 825 milhões de dólares por ano. Com uma maior receita, a fiscalização financeira sobre os clubes deverá aumentar. Clubes como All Boys e Colón, que devem salários a seus jogadores, foram proibidos de contratar pela AFA na atual temporada. [2]

Maiores torcidas da Argentina[editar | editar código-fonte]

Equipe Metropolitana Pampas Patagônia Noroeste argentino Cuyo Mesopotâmia, Chaco Total
Boca Juniors 40,4 % 33,8 % 44,1 % 35,0 % 35,0 % 47,7 % 40,4 % - 16.4 milhões
River Plate 29,9 % 28,5 % 39,8 % 37,6 % 40,7 % 39,0 % 32,6 % - 12.6 milhões
Independiente 7,0 % 4,9 % 3,8 % 5,3 % 5,7 % 4,0 % 5,5 % - 2,2 milhões
Racing 5,5 % 2,9 % 4,0 % 4,6 % 3,1 % 4,8 % 4,2 % 1,7 milhões
San Lorenzo 6,9 % 2,3 % 3,8 % 2,0 % 3,0 % 3,0 % 3,9 % 1,56 milhões
Rosario Central 0,2 % 4,6 % 0,1 % 1,0 % 1,7 %
Gimnasia La Plata 4,6 % 0,3 % 1,6 %
Estudiantes 0,1 % 4,2 % 0,6 % 1,6%
Outros Clubes 2,9 % 1,2 % 1,6 % 1,4%
Talleres 0,1 % 3,6 % 0,1 % 1,3 %
Belgrano 3,7 % 1,3 %
Newell's Old Boys 3,5 % 0,1 % 1,2 %
Vélez Sársfield 2,6 % 0,01 % 0,03 % 1,4 % 1,1 %
San Martín 7,4 % 1 %
Atlético Tucumán 5,4 % 0,6 %
Huracán 1,4 % 0,5 % 0,5 % 0,3 % 0,6%
Consultora Equis, 2006.[3]

Pode-se observar que Boca Juniors e River Plate são as maiores torcidas do futebol argentino, tendo milhares de torcedores em todo o país, portanto são duas torcidas nacionais. O San Lorenzo, o Independiente e o Racing, que são consideradas grandes equipes, possuem torcedores em todo país, mas com muito menos torcedores em relação à Boca Juniors e River Plate, tendo mais torcedores em suas cidades de origem, Buenos Aires e Avellaneda, respectivamente. Os demais clubes possuem torcidas apenas em suas respectivas cidades ou regiões.

Clássicos[editar | editar código-fonte]

Principais clássicos da história do futebol argentino ordenados por número de jogos disputados nos torneios da AFA.

Também se soma os clássicos disputados entre os times denominados cinco grandes, exceto o Superclássico e o Clássico de Avellaneda, já citados acima.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]