Oi! (gênero musical)

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Oi!
Informações gerais
Origens estilísticas Punk rock[1]
Glam rock[1]
Pub rock[1]
Cantos de beber
Cantos de futebol[1]
Folk
Contexto cultural Final dos anos 70.
Reino Unido (especialmente região oeste de Londres).
Instrumentos típicos Vocais - Bateria - Guitarra - Baixo
Popularidade Underground. Sucesso entre punks, skinheads, herberts e casuais.
Gêneros de fusão
New York hardcore  · Anhalt EBM
Outros tópicos
Streetpunk  · Sounds  · Classe trabalhadora

Oi! é o nome popular do gênero musical streetpunk, uma variação do punk rock que surgiu no final dos anos 70 no Reino Unido[2] com bandas como o Sham 69 (considerada como os pais do estilo), Cockney Rejects, Cock Sparrer, The 4-Skins e outras.

É o punk rock vindo dos subúrbios, que é apreciado principalmente por punks e skinheads. O streetpunk/Oi! era basicamente um punk rock tocado por jovens dos subúrbios londrinos, tinha como proposta ser uma revitalização do punk rock agressivo, realista, das ruas, sem a comercialização e a suavização da new wave. Era a música que segundo Bushell, pai do termo Oi!, unia "punks, skins e toda a juventude sem futuro".

Índice

[editar] História

O termo Oi! foi originado no início da década de 1980 pelo jornalista britânico Garry Bushell para designar o street-punk, termo esse retirado da música dos Cockney Rejects "Oi! Oi! Oi!".[3] Porém, a subcultura já existia desde o final dos anos 1970, liderada por diversas bandas. A palavra oi! na gíria cockney, tem o mesmo significado da saudação oi! em português.

O streetpunk/Oi! foi associado ao fascismo e ao neonazismo, pois skinheads neonazistas ouviam esse tipo de som e iam aos shows. Porém, várias bandas iniciais do estilo como Cockney Rejects, Sham 69, Angelic Upstarts, The Burial, The Oppressed The Oppressed, The Redskins entre outras, se declararam publicamente contra essa associação.[4] Jeff Turner, vocalista do Cockney Rejects, em sua autobiografia, descreve um incidente em que os membros da banda e seus roadies se envolveram em uma briga contra membros do British Movement Party num dos primeiros shows do Cockney Rejects. O Sham 69 parou durante um tempo de tocar ao vivo, depois que um concerto em 1978 no Middlesex Polytechnic foi interrompido por white powers simpatizantes do British National Front que quebraram o palco. Com o passar do tempo, os skinheads neonazistas se ligaram mais ao RAC do que ao streetpunk/Oi!.

[editar] Oi! no Brasil

No início da década de 1980, a cena streetpunk/Oi! brasileira era muito complexa, muitas bandas (skinheads e punks) fizeram parte diretamente e indiretamente. Dentre essas, destaca-se diretamente: Garotos Podres, Vírus 27, 88Não!, Dose Brutal, Histeria Oi!, Neuróticos e Desordeiros; e com certa influência: Submundo (futuramente Garotos Podres), Hino Mortal e Fogo Cruzado.

Neuróticos (formada por integrantes da banda de punk rock Inocentes) e Dose Brutal foram praticamente as primeiras bandas streetpunk/Oi! do Brasil. Com destaque por suas participações no festival punk O Começo do Fim do Mundo em São Paulo, que foi registrada com as músicas "Faces da Morte" do Dose Brutal e "Careca" do Neuróticos, no álbum gravado nesse festival.

No final dos anos 90, devido à cultura de gangues na cena punk e careca paulista, o termo streetpunk ficou associado a bandas formadas por punks, e o termo Oi! associado às bandas formadas por skinheads ou carecas, embora as raízes sonoras sejam as mesmas, ou seja, o streetpunk/Oi! do final dos anos 70.

[editar] Álbuns importantes do gênero

  • Oi! - The Album (1980)
  • Strength Thru Oi! (1981)
  • Carry On Oi! (1981)
  • Oi! Oi! That's Yer Lot (1982)
  • Son Of Oi! (1983)
  • The Oi! Of Sex (1984)
  • The U.S. Of Oi! (1988)
  • Oi! It's a World League! (1992)
  • The Best Of Oi! (1997)
  • Lords Of Oi! (1997)
  • British Oi! Working Class Anthems (2000)
  • Oi! Chartbusters Vol. 1 (2000)
  • Oi! Chartbusters vol. 2 (2000)
  • Addicted to Oi! (2001)
  • Oi! Chartbusters vol. 3 (2002)

[editar] Bandas Introdutórias Importantes

[editar] Europa

  • Reino Unido: Sham 69, Cockney Rejects, Cock Sparrer, The Business, Angelic Upstarts, Skrewdriver, The Redskins, Gonads, Menace, Blitz, Demob, A.B.H., Anti Establishment, Close Shave, Attak, Barbed Wire, Blood, Crack, Criminal Class, Crux, 4-Skins, Abrasive Wheels, The Burial, Section 5, Major Accident, Last Resort, Peter and The Test Tube Babies, The Oppressed, Partisans, Condemned 84, Ejected, Toy Dolls, London Branch, Die Hards, Red Alert, Combat 84, Indecent Exposure, Five O, Guttersnipes, Infa Riot, Intensive Care, Vicious Rumours, Anti Social, Prole, Skin Deep, Slaughter & The Dogs, Splodgenessabounds, Warriors, Subculture, Barney & The Rubbles, Strike, Oi! The Comrade, Oi! The Choir, JJ All Stars, Postmen, Above the Ruins, Chron Gen, Oi Polloi, Terrible Twins.
  • Portugal: Mata-Ratos, LusitanOi!.
  • Espanha: Decibélios, Kortatu, Cicatriz, Escorbuto Crónico, Los Desechables, La UVI, Basura.
  • Itália: Nabat, Dioxina, Rip Off, Rough, Hope & Glory e Plastic Surgery.
  • Alemanha: Razzia, Böhse Onkelz, Springtoifel, Daily Terror, Die Allierten, Vortex, Stosstrupt, Endstufe.
  • França: Reich Orgasm, Komintern Sect, L'Infanterie Sauvage, Kidnap, Camera Silens, Snix, Tolbiac's Toads, Trotskids, R.A.S., Warrior Kids, Armed Suspect, Swingo Porkies, P38, Taxidriver, Cortege, Le Souris Deglingue, No Class, Kohorte IDF, Collabos.
  • Polônia: BTM.
  • Bélgica: The Pride.
  • Países Baixos/Holanda: Evil Conduct.
  • Países Nórdicos/Escandinávia: Ultima Thule, Agent Bulldogg.

[editar] América do Norte

  • Estados Unidos: The Templars, Anti-Heros, Forced Reality, Iron Cross, The Bruisers, The Press, The Wretched Ones, Those Unknown, U.S. Chaos, Youngland, Moonstomp, Bootboys.

[editar] América do Sul

  • Brasil: Dose Brutal, Garotos Podres, Vírus 27, Histeria Oi!, Neuróticos, Tropa Suicida, Patriotas, Maniphesto, Contra-Ataque, Puro Impacto, Fogo Cruzado.
  • Argentina: Comando Suicida.
  • Chile: Ocho Bolas.
  • Colômbia: Sociedad Violenta.

[editar] Influência em outros gêneros musicais

Referências

  1. a b c d Oi! – The Truth by Garry Bushell
  2. Dalton, Stephen, "Revolution Rock", Vox, June 1993
  3. COCKNEY REJECTS - History and Pictures / Oi Music / Punk Rock. Punkmodpop.free.fr. Página visitada em 24 de março 2010.
  4. oi! oi! oi!

[editar] Ligações externas


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