Ronaldo Cezar Coelho

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Ronaldo Cezar Coelho (Rio de Janeiro, 23 de março de 1947) é um administrador de empresas, banqueiro e político brasileiro, membro do PSDB com base eleitoral no estado do Rio de Janeiro. É irmão do ex-árbitro de futebol e comentarista esportivo Arnaldo Cezar Coelho.

Membro de uma família de classe média, estudou no Colégio Pedro II. Foi o proprietário do banco Multiplic.

Eleito deputado federal constituinte em 1986 pelo PMDB, foi vice-líder de Mário Covas. A emenda que apresentou estabelecendo indenização compensatória em casos de demissão sem justa causa resultou em um dos mais importantes acordos da Assembleia Nacional Constituinte de 1988. Com o grupo progressista, formado por Fernando Henrique Cardoso, Mário Covas, Artur da Távola, José Serra, entre outros, fundou o PSDB em 1988. Foi o presidente do PSDB no Rio de Janeiro até 1993. Em 1990, concorreu ao governo do estado, mas foi derrotado. Em 1994, candidatou-se à Câmara dos Deputados em campanha que o consagrou como o deputado federal mais votado do PSDB fluminense.

Como secretário estadual de Indústria e Comércio no governo Marcello Alencar, o político implantou no Rio de Janeiro o Porto de Sepetiba (atual Porto de Itaguaí), o Pólo Gás-Químico em Duque de Caxias, e atraiu empresas como a Volkswagen, cuja fábrica foi instalada na cidade de Resende.

Em 1996, Ronaldo Cezar foi nomeado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso o embaixador da Rio 2004, onde liderou o movimento que defendeu a candidatura do Rio de Janeiro como sede das Jogos Olímpicos de 2004. Vice-líder do governo federal em 1998, aprovou a legislação dos planos de Saúde e a Lei Pelé, uma das responsáveis pela modernização do esporte brasileiro, a regulamentação dos remédios genéricos e a criação da Agência Nacional de Saúde, garantindo sua instalação no Rio de Janeiro.

Secretário de Saúde do Rio de Janeiro na gestão César Maia, de julho de 2000 a março de 2002 e de 2004 a 2006, Ronaldo Cezar desenvolveu projeto para ampliar e melhorar o atendimento na Saúde municipal. Durante a gestão de José Serra no ministério da Saúde, Ronaldo obteve verbas federais que totalizaram R$58 milhões destinados à construção de 8 maternidades, sendo 5 na Zona Oeste e 3 grandes hospitais: o Hospital da Mulher, em Campo Grande em parceria com o Inca, o Hospital Geral de Acari e o novo hospital Paulino Werneck, na Ilha do Governador. Ainda assim, sob sua gestão a Saúde do Rio de Janeiro atingiu grau de crise tão profundo que sofreu intervenção do governo federal em 2005.

Em 2006, Ronaldo Cezar Coelho foi o 4° colocado na corrida do PSDB para o Senado com 370.080 votos (5,03% dos válidos), atrás do eleito Francisco Dornelles (PP) – o 1° colocado com 3.373.731 votos (45,86% dos válidos) –, de Jandira Feghali (PCdoB) – a 2ª colocada com 2.761.216 votos (37,54% dos válidos) – e de Alfredo Sirkis (PV) – o 3° colocado com 497.156 votos (6,76% dos válidos). Ronaldo Cezar foi lançado candidato em decisão do partido de lançar sem coligação Eduardo Paes ao governo estadual. Ronaldo Cezar foi o candidato mais rico do Brasil naquelas eleições.[1] Em 2007, Ronaldo encerrou o seu 5° mandato como deputado federal.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. http://noticias.uol.com.br/fernandorodrigues/politicosdobrasil/ultnot/2006/08/28/ult3957u5.jhtm

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