Síndrome de Kawasaki

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Síndrome de Kawasaki
Uma criança com "língua de morango" característica da doença de Kawasaki
Classificação e recursos externos
CID-10 M30.3
CID-9 446.1
OMIM 300530
DiseasesDB 7121
MedlinePlus 000989
eMedicine ped/1236
MeSH D009080
Star of life caution.svg Aviso médico

A síndrome de Kawasaki, também conhecida como doença de Kawasaki, é uma vasculite que pode provocar aneurismas, principalmente das artérias coronárias.[1]

A doença de Kawasaki é uma enfermidade que envolve a boca, a pele e nódulos linfáticos e afeta, tipicamente, crianças abaixo de 5 anos de idade. Muitas vezes é confundida com cocos (streptococus). Sua causa ainda é desconhecida, mas se seus sintomas forem reconhecidos logo, as crianças com esta doença podem se recuperar completamente em poucos dias. Se não tratada, pode levar a sérias complicações que podem envolver o coração.

História[editar | editar código-fonte]

Os registros históricos apontam a primeira descrição realizada pelo pediatra japonês Tomisaku Kawasaki, em 1967. Ele descreveu uma parcela significativa de crianças com vermelhidão na boca e garganta, febre, manchas na pele, inchaço nos gânglios, mãos e pés, dando nome a este conjunto de síndrome muco-cutâneo-ganglionar. Depois, foram incluídos os problemas vasculares como aneurismas.[1]

Características[editar | editar código-fonte]

Este tipo de doença é rara. Ocorre geralmente em crianças pequenas, num percentual de cerca 80% em menores de 5 anos.[1]

A Síndrome de Kawasaki não é uma doença hereditária, mas pode existir predisposição genética. A população japonesa é a mais afetada, porém existem casos ao redor do mundo em não-japoneses. Também não é uma doença contagiosa.[1]

Sintomatologia[editar | editar código-fonte]

A sintomatologia inicia-se com febre alta (acima de 39°C)[2] , sem razão aparente por aproximadamente 5 dias. Depois, o paciente apresenta irritabilidade e conjuntivite. Surgem, vermelhidão na pele, muito parecidas com doenças da infância, tais como sarampo e escarlatina. As irritações na pele situam-se principalmente o tronco, virilhas e nádegas.[1]

Mãos e pés incham, e há uma descamação característica nas pontas dos dedos, por volta da terceira semana.[1]

Grande parte dos pacientes apresenta inchaço dos gânglios do pescoço.[1]

Os transtornos vasculares são os de maior monta. Podem ocorrer diversos problemas a longo prazo, como arritimias, sopros cardíacos, pericardite, miocardite e problemas nas válvulas coronárias. Todavia, a principal característica é o aneurisma.[1]

Um estudo realizado pelos pesquisadores Jeffrey S. Kahn e colaboradores da Yale University, revelou que a doença de Kawasaki pode estar associada com infecção pelo coronavírus New Haven. Eles analisaram secreções respiratórias de 11 crianças diagnosticadas com a doença de Kawasaki. Oito (73%) dos pacientes de Kawasaki foram positivos para o novo coronavírus New Haven.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Durante quase 5 dias os médicos administram altas doses de imunoglobulina via endovenosa e aspirina pela via oral. Cessando a febre, são prescritas doses baixas de aspirina, durante vários meses para evitar aparecimento de coágulos e proteger contra risco de lesão coronariana.[2]

Os aneurismas do coração são tratados com anticoagulantes e aspirina. Já aneurismas de menor monta, utiliza-se somente aspirina.[2]

Para evitar a síndrome de Reye, em casos de gripe e varicela, podem ser usados, no lugar da aspirina dipiridamol.[2]

Exames[editar | editar código-fonte]

  • Sedimentação taxa de eritrocite será elevado
  • Proteína C-reativa (CRP) será elevado
  • Testes de função mais ao vivo podem mostrar evidência de inflamação hepática e baixa albumina de soro
  • Eletrocardiograma pode mostrar evidência de deficiência orgânica ventricular ou, ocasionalmente, arritmia devido à miocardite
  • Ecocardiograma pode mostrar artéria coronária sutil muda ou, aneurismas posteriores, verdadeiros.
  • Angiograma para descobrir aneurisma de artérias coronárias

Casos famosos[editar | editar código-fonte]

Um caso famoso ocorreu com o filho de John Travolta, Jett Travolta, de 16 anos. Jett, portador desta síndrome morreu dia 2 de janeiro de 2009, ao ter um ataque no banheiro do hotel Old Bahama Bay e bater a cabeça. O garoto também sofria de asma. Outro caso famoso é do filho do Backstreet Boy Brian Littrell. Seu filho, o pequeno Baylee Littrell, sofre também desta doença. A artéria coronária de Baylee estava 3.3 na escala – quando o normal em uma criança é entre 0.5 até 0.8.[3] [4]

Notas e referências

  1. a b c d e f g h DOENÇA DE KAWASAKI. Página visitada em 03/01/2009.
  2. a b c d Síndrome de Kawasaki. Página visitada em 03/01/2009.
  3. Perda: Morre filho mais velho de John Travolta. Página visitada em 03/01/2009.
  4. Morre filho adolescente de John Travolta. Página visitada em 03/01/2009.

http://www.flogao.com.br/Modulos/Flogs/ReadNews.aspx?id=2466820&idflog=7727399

Ligações externas[editar | editar código-fonte]