THX 1138

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THX 1138
 Estados Unidos
1971 •  cor •  95 min 
Produção
Direção George Lucas
Roteiro George Lucas
Walter Murch
Elenco original Robert Duvall
Donald Pleasence
Maggie McOmie
Don Pedro Colley
Ian Wolfe
Género ficção científica, drama
Idioma original inglês

IMDb: (inglês) (português)
Projeto Cinema  • Portal Cinema

THX 1138 - foi o primeiro filme escrito e dirigido por George Lucas. O filme conta a história de dois residentes de uma sociedade distópica localizada no subterrâneo em um local e época indefinida. A sociedade criada por Lucas apresenta uma visão pessimista de um futuro em que os habitantes são vigiados por andróides, obrigados a consumir drogas e onde toda a forma de emoção foi proibida.

Baseado no curta metragem Electronic Labyrinth: THX 1138 4EB realizado por Lucas em 1967, quando cursava cinema na USC (University of Southern California), o filme foi uma parceria entre o estúdio Warner Bros. e a American Zoetrope, empresa de Francis Ford Coppola. Mal recebido pelo estúdio, foi lançado em pequeno circuito e não obteve sucesso de bilheteira. Devido à abordagem densa e à temática, THX 1138 é considerado até hoje como um filme difícil, que só obteve sucesso e passou a ser considerado de culto após a consagração de Lucas com a série Star Wars.

Índice

Enredo [editar]

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A sociedade distópica apresentada no filme guarda grandes semelhanças a diversas outras obras do género, como 1984 de George Orwell, Admirável mundo novo de Aldous Huxley e Metropolis de Fritz Lang. Os habitantes da sociedade futura habitam um mundo subterrâneo, conduzem carros supervelozes, cultivam o consumo e frequentam Shopping centers onde compram artigos sem utilidade e de duração efémera. Toda a afetividade foi banida e o consumo de drogas entorpecedoras é obrigatório. As máquinas e computadores são omnipresentes e andróides sem rosto zelam pela segurança e pelo cumprimento das leis. Neste mundo, as pessoas habitam com parceiros compatíveis escolhidos pelos computadores. O amor e o contacto físico são proibidos e todos os cidadãos são obrigados a realizar tarefas rotineiras, como ver televisão e fazer sexo virtual com hologramas.

THX 1138 (Robert Duvall) é mais um desses cidadãos sem nome, carecas e sempre de branco nesta sociedade branca. Técnico em uma usina nuclear, ele vive a rotina normal de todos os habitantes, que inclui a confissão com uma entidade religiosa cibernética sancionada pelo estado (chamada OMM 0910) e o consumo rotineiro de drogas. Quando sua companheira LUH 3417 (Maggie McOmie) pára de tomar suas drogas, substitui também as de THX por pílulas inativas. Os sentimentos despertados fazem com que ele se apaixone por LUH. Em seu novo estado de percepção, o casal decide fugir do subterrâneo e isso acaba levando-os à prisão por "crimes sexuais" e "evasão de drogas". Embora a maioria dos prisioneiros não deseje fugir, THX acaba convencendo SEN 5241 (Donald Pleasence), um técnico de informática que o próprio THX havia denunciado, e SRT, um holograma, a tentar uma fuga.

Após descobrir que LUH está morta THX foge e após uma longa perseguição, encerrada porque o orçamento de seu processo foi excedido, acaba alcançando a superfície, onde seu destino é duvidoso.

Produção [editar]

THX 1138 foi a primeira produção da então recém criada empresa American Zoetrope. A empresa ambicionava produzir filmes que fossem uma alternativa ao modelo que vigorava em Hollywood e, por isso, o produtor Francis Ford Coppola deu a Lucas total liberdade criativa. A montagem foi realizada pelo próprio diretor. A produção de som foi feita por Walter Murch que também assinou o roteiro junto a Lucas. Sua trilha sonora foi composta por Lalo Schifrin. Os efeitos sonoros deste filme são considerados um marco na história do cinema e o sistema THX, desenvolvido anos depois pela Lucasfilm para a série Star Wars deve seu nome a THX 1138.

Produzido com atores pouco conhecidos na época e baixo orçamento (estimado em 777 mil dólares), THX 1138 utilizou locações e iluminação natural em muitas cenas. Todos os atores tiveram que raspar completamente a cabeça. As cenas de perseguição automobilística foram realizadas em túneis de Metrô que ainda estavam em construção.

A versão do diretor [editar]

A Warner não recebeu bem o filme e pretendia remontá-lo completamente para lançá-lo nos cinemas. Lucas e Coppola não aceitaram os cortes, mas mesmo assim, após muitas discussões, o estúdio cortou cinco minutos do filme e o distribuiu com pouca promoção. Isso contribuiu para o fracasso de bilheteria de THX 1138. O boca a boca, que muitas vezes pode transformar um azarão em grande sucesso, também não contribuiu muito, pois THX 1138 não era um filme que agradasse ao gosto dos públicos norte-americanos. Ainda hoje este é um filme mais comentado do que assistido.

Em 2004 George Lucas remontou o filme em seu formato original, acrescentou cenas excluídas remasterizou-o digitalmente em formato Widescreen e lançou a Versão do diretor em DVD duplo. Além do filme, o DVD inclui comentários do diretor e do produtor de som Walter Murch, trailers e documentários, além do curta original Labirinto Eletrônico: THX 1138 4EB. A crítica e os fãs de Lucas reagiram positivamente a este lançamento.

Ligações externas [editar]

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