Timothy McVeigh

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Timothy McVeigh
Timothy McVeigh
Nome Timothy James McVeigh
Nascimento 23 de abril de 1968
Lockport, Nova York
Morte 11 de junho de 2001 (33 anos)
Terre Haute, Indiana
Nacionalidade Estados Unidos norte-americana
Pseudônimo(s) Tim Tuttle
Darel Bridges
Robert Kling
Crime(s) Condenado por 11 crimes federais (incluindo utilização de uma arma de destruição em massa e 8 crimes de assassinato em primeiro grau)
Pena Execução por injeção letal
Situação Morto

Timothy James McVeigh (Lockport, Nova York, 23 de abril de 1968Terre Haute, Indiana, 11 de junho de 2001) foi um ex-soldado estadunidense condenado pelo Atentado de Oklahoma City que realizou em 19 de abril de 1995. Seu ataque deixou 168 mortos e 850 feridos[1] ; foi o ato de terrorismo mais letal dentro dos Estados Unidos até os ataques de 11 de setembro. Foi condenado a pena capital e executado em 11 de junho de 2001.

McVeigh foi condenado à morte por ter deixado um veículo com cerca de 2.500 quilos de explosivos em frente ao prédio federal Alfred P. Murrah.[2] Ele era um ex-soldado que lutou na Guerra do Golfo (em 1990-1991).

No período em que cursou o Ensino Médio, McVeigh demonstrou simpatia às teorias políticas de extrema direita e aos ensinamentos de William Luther Pierce, um dos principais líderes do movimento neonazista norte-americano. Depois de concluir seus estudos, buscando unir seu radicalismo político e a paixão pelas armas, Timothy deu os primeiros passos de uma ambiciosa carreira militar. Segundo ele, sua pretensão inicial era fazer parte do popular esquadrão de elite dos Boinas Verdes.

Timothy McVeigh saindo da Corte de julgamento dois dias após o atentado

Contudo, seus planos iniciais foram interrompidos com a eclosão da Guerra do Golfo. Enviado para os campos de batalha no Oriente Médio, McVeigh se destacou como um dos mais brilhantes soldados que atuaram na famosa Operação Tempestade do Deserto. Voltando para os EUA, o jovem militar possuía as mais importantes condecorações por mérito, heroísmo e bravura. Tudo o levava a crer que seu futuro no Exército seria promissor.

Infelizmente, suas aspirações militares foram completamente frustradas quando o prestigiado militar não conseguiu passar nos testes para os Boinas Verdes. A partir de então, Timothy passou a frequentar feiras de armas e a compartilhar sua frustração com relação ao governo com ex-colegas do Exército, como Terry Nichols e Michael Fortier.

Inconformado com as restrições do governo à população civil e como resposta ao ataque do governo à comunidade religiosa de Waco, Texas, Timothy McVeigh resolveu montar uma bomba que explodiria o Edifício Alfred P. Murrah (de onde acreditava que tinha sido emitida a ordem para atacar o Cerco de Waco). Um dia antes do atentado, alugou uma caminhonete Ryder amarela e passou a noite num motel. Com a ajuda de Terry Nichols, o terrorista instalou a bomba e preparou sua fuga em um carro Mercury 1977. O terrorista foi preso cerca de 90 minutos depois por autoridades policiais por pegá-lo dirigindo sem a placa do veículo.

Em pouco tempo, bastou o FBI realizar um simples cruzamento de dados para que o motorista irresponsável fosse identificado como autor daquele terrível atentado. Mediante a forte pressão exercida pela opinião pública, o governo federal se responsabilizou pelo processo e a condenação à pena de morte de um réu que não parecia nenhum pouco arrependido pelos seus atos. Na sua biografia (''American Terrorist'') McVeigh classificou inclusivamente o seu gesto como suicídio assistido pelo estado. A 16 de Janeiro de 2001, McVeigh desistiu de todos os apelos, tendo a execução sido marcada para 16 de Maio de 2001. Seis dias antes da execução, o FBI revelou que 4000 paginas de documentos não tinham sido entregues à defesa pelo que a execução é adiada para o dia 11 de Junho. McVeigh muda de opinião e autoriza os advogados avançarem com o apelo para o adiamento da sentença. Este é recusado e McVeigh declara-se preparado para morrer. Em sua última refeição, McVeigh escolheu um litro de sorvete de menta com pedaços de chocolate.[3] No dia 11 de junho de 2001, Timothy McVeigh recebeu uma injeção intravenosa no braço direito, na qual foram injetados três substâncias químicas: uma para o desmaio, outra para o bloqueio da respiração e a terceiro para a parada cardíaca. Tal processo levou 14 minutos para ser completado. O seu corpo foi cremado e as cinzas espalhadas num local desconhecido.

Referências

Ícone de esboço Este artigo sobre criminosos é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.