Três de Maio

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Município de Três de Maio
"Cidade jardim"
Edifícios de Três de Maio.jpg

Bandeira de Três de Maio
Brasão desconhecido
Bandeira Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 3 de maio
Fundação 15 de dezembro de 1954 (59 anos)
Gentílico três-maiense
Prefeito(a) Olívio José Casali
(2013–2016)
Localização
Localização de Três de Maio
Localização de Três de Maio no Rio Grande do Sul
Três de Maio está localizado em: Brasil
Três de Maio
Localização de Três de Maio no Brasil
27° 46' 22" S 54° 14' 24" O27° 46' 22" S 54° 14' 24" O
Unidade federativa  Rio Grande do Sul
Mesorregião Noroeste Rio-grandense IBGE/2008 [1]
Microrregião Santa Rosa IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Tucunduva, Horizontina, Nova Candelária, Boa Vista do Buricá, São José do Inhacorá, Alegria, Independência, Giruá e Santa Rosa
Distância até a capital 480 km
Características geográficas
Área 422,199 km² [2]
População 31,109 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 0,07 hab./km²
Altitude 343 m
Clima subtropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,83 muito alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 407 787,555 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 17 037,29 IBGE/2008[5]
Página oficial

Três de Maio é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul, fundado no ano de 1954 .

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma latitude 27º46'24" sul e a uma longitude 54º14'24" oeste, estando a uma altitude de 343 metros.

Possui uma área de 424,26 km² e sua população estimada em 2010 era de 31 109 habitantes.

O clima é temperado, com temperaturas que variam de 20 a 35°C no verão, e de 0 a 15°C no inverno.

História[editar | editar código-fonte]

Ficheiro:Cidade de Três de Maio.jpg
Avenida Uruguai em de Três de Maio

Três de Maio integrou a Província das Missões, que eram administradas pelos Jesuítas desde 1682, até o ano de 1750.[6] A partir de 1750, após o Tratado de Madrid, a região onde fica o município passou a pertencer a Portugal. As Missões foram reconquistadas no ano de 1801, passando a fazer parte definitivamente ao Rio Grande do Sul.[7]

As terras que hoje formam o município de Três de Maio, pertenceram respectivamente aos municípios de: Rio Pardo, 1809; Cachoeira do Sul, 1819 e Cruz Alta, 1834 e a Santo Ângelo.[8]

Com o início das vendas das terras, agricultores vindos das chamadas Colônias Velhas começaram a comprá-las, muitos vindos dos seguintes municípios: Cachoeira do Sul, Montenegro, Lajeado, Estrela, etc.[9]

O primeiro imigrante a residir com a família onde hoje se situa a sede da cidade de Três de Maio foi o italiano Marino Geraldi, tendo chegado ao local então habitado somente por índios e caboclos no ano de 1913, vindo do Município de Tubarão, Santa Catarina. A mudança veio de trem até Ijuí, local em que os poucos pertences e a família seguiram viagem em uma carroça, sendo que só foi possível chegar através daquele meio de transporte até a localidade hoje conhecida como Esquina Schultz em Independência[10] . A partir daquele local o trasporte foi realizado no lombo de cavalos cargueiros, através de picada na mata. A família de Marino abrigou-se nos primeiros meses na choupana adquirida do índio José Bernardo que também vendeu uma pequena roça e alguns animais e foi residir onde hoje se situa a localidade de Caneleira em Horizontina.A partir de então outros imigrantes foram chegando e o local cresceu rapidamente com a venda dos lotes de terras da colonização.[11]

O município foi instalado em 28 de fevereiro de 1955, com a posse do primeiro prefeito, Walter Ullmann.[12] No entanto, o aniversário do município é comemorado no dia 3 de maio, e não em 28 de fevereiro.

Foto da cidade de Três de Maio.

Língua regional[editar | editar código-fonte]

O dialeto alemão Riograndenser Hunsrückisch falado por milhares[13] de habitantes do estado do Rio Grande do Sul desde há quase duzentos anos (bem como falado em estados e países adjacentes), faz parte da história de Três de Maio e de toda a região Noroeste do estado. Em 2012 a câmara dos deputados do estado votou em unanimade a favor do reconhecimento official do Riograndenser Hunsrückisch, o dialeto alemão mais falado no Brasil, e com a maior concentração de falantes no Rio Grande do Sul, como parte do patrimônio cultural imaterial a ser preservado e protegido.[14] Na verdade este reconhecimento se dá devido a um trabalho que vem sendo efetivado desde há longos anos por iniciativa individual, comunitária, de linguistas e academicos, como por exemplo o professor Dr. Cléo Vilson Altenhofen da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Hoje este dialeto também é reconhecido internacionalmente como uma língua em perigo de extinção e, presentemente, cresce a conscientização popular da necessidade reverter este diagnóstico. Tradicionalmente o dialeto manteve-se em grande parte um língua ágrafa (sem produção escrita em larga escala), apoiando-se no uso centenário do alemão padrão (Hochdeutsch) para tal; hoje existem crescentes iniciativas de produzir textos escritos no Hunsrückisch brasileiro para ajudar na sua preservação.[15]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Em 1916, o município pertencia a Santo Ângelo, e recebia o nome de Buricá, possivelmente por situar-se às margens do rio que banha suas terras. A localidade denominada Buricá, mais tarde recebeu o nome de Três de Maio, possivelmente em homenagem a Nely Dane Logemann, pois esta seria a data de seu aniversário.[8]

Região da Grande Santa Rosa[editar | editar código-fonte]

Três de Maio e a 2° maior cidade da Grande Santa Rosa com uma população de 31,109, a frente fica Santa Rosa com uma população de 71.259.

Três de Maio e uma referência na região noroeste, e uma das cidades que mais cresce na região em empresas,industrias e população e uma cidade calma e com muitos benefícios.

Educação[editar | editar código-fonte]

Três de Maio tem a escola APAE, a escola e mais completa da região.

No município a dezenas de escola onde se destaca 2 escolas mas preferidas na cidade que são as Dom Hermeto, Cardeal Pacelli, SETREM e agora tambem se destacando como uma referencia o POLO FEDERAL localizado junto ao colegio Germano Dockorn..

A SETREM é uma instituição de ensino, atuando na educação infantil, ensino fundamental, ensino médio, cursos técnicos, graduação e pós graduação. Oferece cursos nas áreas de agronegócio, design, educação, engenharia, gestão saúde e tecnologia.

Esportes[editar | editar código-fonte]

Futebol Três de Maio possui diversas equipes amadoras de futebol, duas delas com história no Futebol Gaúcho: Botafogo e Oriental Futebol Clube. Os dois clubes são rivais históricos e realizam o famoso "Clássico BoTal", considerado em 1986 como o segundo maior clássico do futebol gaúcho, atrás somente do clássico Bra-Pel.

Estádio Estrelão em Três de Maio/RS

Anualmente é disputado em Três de Maio o Campeonato Citadino de Futebol, chamado de "Varzeano" ou "Amador", onde jogam 8 clubes com equipes nas categorias Aspirante e Principal.


Recentemente dois atletas da cidade destacaram-se em clubes de futebol pelo Brasil. Misael Bueno, ex-atleta do Grêmio, hoje joga no Santos, atuando por diversas ocasiões pela seleção brasileira de futebol Sub 17 e sub 20. Outro destaque é a atleta Jennifer Felten com origem no Botafogo, atua na seleção brasileira de futebol feminino sub 17 e nas categorias de base do Esporte Clube Pelotas.

Voleibol

Três-maiense em evidência no Voleibol é William Reffatti que atua no Benfica, de Portugal. O jogador já atuou pela Seleção Brasileira Infanto Juvenil.

Economia

A empresa Squema Sports de Três de Maio patrocina clubes gaúchos no futsal e futebol de campo, em competições organizadas pela Federação Gaúcha de Futebol.

Clima[editar | editar código-fonte]

A cada ano o clima vem surpreendendo a população três-maiense com fortes chuvas e vendavais. A região de Três de Maio é uma das regiões de maior incidência de tempestades do mundo, com ventos em média de 90 km/h. A região noroeste já foi considerada o segundo lugar do mundo em incidência à tempestades, só perdendo para os Estados Unidos, onde frequentemente ocorrem furacões.

Galeria de Fotos[editar | editar código-fonte]

Religião[editar | editar código-fonte]

Paróquia Nossa Senhora da Conceição

No município de Três de Maio, 50% da população denomina-se católica, cerca de 30% luteranos, e o restante divide-se entre Assembleia de Deus, batistas e presbiterianos, entre outros. Existe na cidade uma congregação das Testemunhas de Jeová.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. História de Três de Maio. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Página visitada em 26 de outubro de 2011.
  7. Origem de Três de Maio. Portal Terra. Página visitada em 26 de outubro de 2011.
  8. a b Como nasceu Três de Maio. Prefeitura de Três de Maio. Página visitada em 26 de outubro de 2011.
  9. Blog da profe Laenir Ana. Página visitada em 26 de outubro de 2011.
  10. http://www.independencia.rs.gov.br/portal1/intro.asp?iIdMun=100143193
  11. [http:// http://pioneirosdetresdemaio.blogspot.com/2013/09/documentos-historicos-de-marino-geraldi.html pioneirosdetresdemaio]. Página visitada em 30 de novembro de 2013.
  12. Prefeitos. Página visitada em 26 de outubro de 2011.
  13. Projeto ALMA UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Projetos associados: Projeto Bilinguismo no Rio Grande do Sul (BIRS); Coordenação Walter Koch; Vigência 1885-1989
  14. Riograndenser Hunsrückisch: Com quase 200 anos de história, o idioma Riograndenser Hunsrückisch Plattdeitsch passa a ser reconhecido como patrimônio cultural do estado do Rio Grande do Sul em 2012; publicado no dia 31 de agosto de 2012 por Paul Beppler
  15. Riograndenser Hunsrückisch: Fundamentos para uma escrita do Hunsrückisch falado no Brasil; Cléo V. Altenhofen; Jaqueline Frey; Maria L. Käfer; Mário Klassmann; Gerson R. Neumann; Karen Pupp Spinassé; publicado no dia 14 de maio de 2013 por Paul Beppler

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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