Vitória das Missões

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Município de Vitória das Missões
Brasão desconhecido
Bandeira Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 20 de março
Fundação 20 de março de 1992 (22 anos)
Gentílico vitoriano
CEP 98850-000
Prefeito(a) Cezar Coletto (PT)
(2013–2016)
Localização
Localização de Vitória das Missões
Localização de Vitória das Missões no Rio Grande do Sul
Vitória das Missões está localizado em: Brasil
Vitória das Missões
Localização de Vitória das Missões no Brasil
28° 21' 03" S 54° 29' 45" O28° 21' 03" S 54° 29' 45" O
Unidade federativa  Rio Grande do Sul
Mesorregião Noroeste Rio-grandense IBGE/2008 [1]
Microrregião Santo Ângelo IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Santo Ângelo, Entre-Ijuís, São Miguel das Missões, Caibaté e Guarani das Missões
Distância até a capital 461 km
Características geográficas
Área 259,609 km² [2]
População 3 485 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 13,42 hab./km²
Altitude 178 m
Clima subtropical úmido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,76 alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 43 338,785 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 11 691,07 IBGE/2008[5]
Página oficial

Vitória das Missões é um município brasileiro de pequeno porte do estado do Rio Grande do Sul, criado pela Lei Estadual n°9.569 de 20 de fevereiro de 1992. Instalado a sua vida política administrativa em 01 de janeiro de 1993, situado na Região das Missões, Microrregião Santo Ângelo, Mesorregião Noroeste Rio Grandense, Região Geográfica sul, com uma área territorial de 259,61 km², representando 0.0965% do Estado, 0.0461% da região e 0.0031% de todo o território brasileiro. Altitude em m da sede é de 178 m, longitude -54,496, altitude -28,351, distância da Capital do Estado do Rio Grande do sul é de 470 km, cortado de oeste a leste pela Rodovia Federal BR 285 que passa distante da sede do município a 5 km em direção a fronteira. E conforme Censo do IBGE 3.661 habitantes no ano de 2006.

Próximo ao Município, no vizinho Município de São Miguel das Missões com linha divisória ao sul, está a Ruínas de São Miguel Arcanjo, reconhecidas como patrimônio Histórico Cultural da Humanidade através da UNESCO, sendo o principal atrativo turístico Cultural do Estado do Rio Grande do sul e onde os visitantes conhecem as raízes da formação do Povo Gaúcho Ainda na região, estão as Ruínas das três reduções; São Lourenço Mártir, São João Batista e São Nicolau, que completam os Sete Povos das Missões ao lado de São Borja, São Luiz Gonzaga e Santo Ângelo, município Mãe de Vitória das Missões.

Uma das primeiras regiões a abrigar colonizadores na América do Sul, forma as Missões por jesuítas há quase 400 anos. Trabalhando com arquitetos, escultores, pintores e professores, eles construíram, auxiliados pelos índios guaranis, uma civilização única na América Latina. Portanto, uma localização maravilhosa numa região com um grande contexto regional, o que nos fortalece e alicerça o otimismo em lutar pela inc bem como a toda a população de nosso município e com a aprovação deste projeto estaremos atingindo também a comunidade regional. Vitória das Missões é um município que valoriza o turismo onde vem demonstrando nas reuniões que acontecem dentro do Circuito Rota Missões de turismo, trazendo como pauta preocupação em receber bem os turistas com uma infra-estrutura adequada e com qualidade.

História[editar | editar código-fonte]

Uma imensidão de território, solo esperando mãos decididas para fazê-lo vingar, era o Brasil. Homens e mulheres com sonhos de progresso, de alegria, de aventura, eram os imigrantes. Vindos da Itália ou da Alemanha, embarcados em navios, trazendo no peito a dor e a saudade de familiares deixados para trás e sentindo na pele o sofrimento enfrentado na viagem, falta de higiene, desconforto, escassez de alimentos, doenças que muitas vezes ceifaram vidas, eles chegaram. Terra a vista. Era o Brasil dos sonhos, das esperanças de vida melhor. E eles aportaram, no porto que representava nova vida e penetraram as selvas brasileiras, chegando ao Sul. São Leopoldo, Cachoeira do Sul, Caxias do Sul, Bento Gonçalves; e o progresso chegou, não antes de muito trabalho, sofrimentos, angústias, dor e saudade. E os filhos se espalharam.

Em 1909 vislumbra-se um local, plano, com muito mato e algumas residências são fixadas; e o povoado começa, minúsculo no início, era Vitória que nascia. Hoje temos como testemunhas deste momento: Alfredo Röpke, Albino Röpke, Amália Röpke, Berta Lutzer, Emília Henke, Alberto Steinhorst. Mais tarde, em 1929, mais uma gleba é povoada, eram os italianos que se assentaram em zonas mais acidentadas, devido ao cultivo da parreira. Hoje nos contam essa história: José Rubert, Hernesto Tomazi, Luís Burin, Inês Missio, Albina Missio, Anastácia Buzatto.

Vitória das Missões constitui-se de um latifúndio pertencente aos senhores, Germano Hofmeister e Luís Kruel. Os seus proprietários pretendendo comercializar a área, dividiram-se em lotes ou “colônias” como eram chamadas. As mais antigas famílias, as pioneiras foram: família Röpke, família Dallanora, família Zago, família Rubert e família Thomazi. Mencionam como grandes dificuldades da época a falta de transporte, a grande falta de dinheiro onde o mel e a cera eram trocados por moeda na cidade de Ijuí. Explica-se a localização do núcleo urbano da vila de Vitória onde hoje se localiza a sede do município, por descendentes de imigrantes que ainda vivem: “escolhemos um terreno impróprio para o cultivo, para não estragar a terra boa que existia”.

A educação era feita pelos próprios colonos, e na escola se aprendia os dois idiomas: português e a língua de origem (alemã ou italiana). A educação formal surgiu algum tempo depois quando houve a necessidade da integração social entre as pessoas e comunidades. Na escola aprendia-se a ler e escrever, e nas escolas alemãs o canto era muito praticado. Em três dias da semana falava-se italiano ou alemão e no restante dos dias o português. Somente em 1955, surge o prédio efetivo e que atualmente abriga alunos de pré-escola ao ensino médio, denominado inicialmente de escola rural de colônia, após passando a chamar-se Escola Estadual Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. No ano de 1989, esta escola empreendeu o projeto “O homem e o uso da terra” ainda não concluído, numa tentativas de valorizar e auxiliar a quem possui a nobre missão de produzir alimentos.

O núcleo urbano, propriamente dito, do município de Vitória das Missões, começou a formar-se em 1940, com a instalação no local de pequenas indústrias como serraria, moinho colonial e casas de comércio. O município possui muitos traços culturais da época inicial de colonização: nas comidas, nas expressões das pessoas, nas tradições, nos cantos, os quais passam de geração em geração. No início, ricas matas, de onde tiveram naturalmente o seu sustento, os indígenas que por esta região habitavam, seguindo o rio, explorando a floresta e que deixaram muito próximo de nós o fruto do seu trabalho e de sua cultura. As ruínas dos Sete Povos das Missões, das quais as mais importantes, São Miguel, que atualmente é patrimônio histórico da humanidade, dista 30 Km de Vitória das Missões. O tempo passou e as levas de imigrantes vindos da Europa procuravam a terra dos seus sonhos, a terra que tudo produzia, que era rica e que possuía variadas espécies de madeira.

Primeiramente, como pioneiros podemos citar os nomes de Germano Hofmeister e Carlos Kruel que possuíam praticamente toda a área que hoje se denomina Vitória das Missões. Era um latifúndio rico, mas selvagem e desabitado. Procurando reverter este quadro, os senhores desta terra iniciaram a sua comercialização, dividindo-a em colônias que eram vendidas aos interessados sem visita prévia. Sem conhecimento da área, guiavam-se por um mapa. Era por ali que os colonos sabiam para onde dirigir-se. A colonização do antigo distrito de Colônia Vitória, hoje município de Vitória das Missões, iniciou em 1909 quando ali chegaram os primeiros colonos, descendentes de alemães, oriundos do município de Pelotas. Em 1929 chegaram os descendentes de italianos, vindos especialmente das cidades de Cachoeira do Sul e Bento Gonçalves.

Assim relataram os imigrantes: “Tudo era mato. Fomos nós que fizemos os primeiros trilhos, abertos a machado, a foice, a facão. Tudo era difícil, a terra era desconhecida, mas o nosso espírito de aventureiros, de imigrantes foi capaz de superar qualquer dificuldade, e hoje temos quase uma cidade”.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Pertence à Mesorregião do Noroeste Rio-Grandense e à Microrregião de Santo Ângelo. Com uma área territorial de 259,61 Km2, representando 0.0965% do Estado, 0.0461% da região e 0.0031% de todo o território brasileiro.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
Ícone de esboço Este artigo sobre municípios do estado do Rio Grande do Sul é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.