Wolfgang Schäuble

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Wolfgang Schäuble, em Junho de 2013.

Wolfgang Schäuble (Friburgo em Brisgóvia, 18 de setembro de 1942) é um político alemão do partido União Democrata-Cristã (CDU)[1] .

É desde 22 de novembro de 2005 o Ministro das Finanças da Alemanha do Primeiro Gabinete Merkel, desde 28 de outubro de 2009, com as mesmas tarefas, no Governo Merkel II e desde 17 de dezembro de 2013 no Governo Merkel III[2] .

Biografia[editar | editar código-fonte]

Schäuble estudou Direito e Economia em Friburgo em Brisgóvia e Hamburgo, passou o primeiro e segundo exame estadual em direito e recebeu o doutorado em 1971 por Dr. jur.[3] . Schäuble se juntou em 1961 ao organização de juventude da CDU e em 1965 ao partido. Após tem sido membro do Bundestag desde 1972 e atuou como secretário-geral do grupo parlamentar da CDU/CSU de 1981 a 1984. Ocupou os cargos de Chefe do Gabinete da Chancelaria Federal da Alemanha do chanceler Helmut Kohl, foi líder da bancada parlamentar da CDU, Ministro do Interior e por um curto período Presidente do partido. Schäuble tem sido um membro do Comité Executivo Federal da CDU desde 1989[4] . Schäuble foi confidente de Helmut Kohl, quase se tornou chanceler.

O escândalo envolvendo doações que chacoalhou o partido dos dois políticos, a CDU, marcou a virada na biografia política de Schäuble. Em dezembro de 1999, o ministro inicialmente negou, diante do parlamento, ter recebido dinheiro do “empresário” Karlheinz Schreiber – mas, em seguida, admitiu ter aceitado 100 mil marcos alemães para a CDU. Posteriormente ele se desculpou publicamente por ter ocultado sua ligação com Schreiber[5] .

O "Tesoureiro da Europa"[editar | editar código-fonte]

Seu golpe de mestre foi o tratado de unificação entre a Alemanha Oriental e a Alemanha Ocidental. E ele merece crédito pela forma suave e pacífica em que ocorreu a reunião dos dois lados da Alemanha. Essa foi e continua sendo a grande realização de sua vida.

Em seu cargo actual como ministro da Fazenda, ele parece sentir certa satisfação em desempenhar o papel de tesoureiro da Europa – sem sua benção, pouca coisa acontece na esfera financeira do continente. Em várias entrevistas Schäuble elogiou a filosofia financeira europeia, segundo a qual a estabilidade monetária deve ter total prioridade. Mesmo assim, tem sinalizado, ao mesmo tempo, seu apoio a Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu (BCE), em detrimento do presidente do Deutsche Bundesbank, Jens Weidmann, opositor ferrenho das compras de títulos de dívida. Contra a vontade de Schäuble não seria possível levar adiante o financiamento estatal, realizado por meio da compra ilimitada de títulos pelo BCE nos países do sul da Europa atingidos pela crise financeira.

Vitima de tentativa de assassinato[editar | editar código-fonte]

Em Outubro de 1990 foi vítima de uma tentativa de assassínio numa acção de campanha eleitoral no Estado Federal de Baden-Württemberg. Sobreviveu, mas desde então se desloca em cadeira de rodas depois de sofrer paralisia parcial ao levar um tiro na coluna vertebral[6] . Desde então, ele tem que usar uma cadeira de rodas.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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