Acústico MTV (álbum de Legião Urbana)
| Acústico MTV: Legião Urbana | ||||
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| Álbum ao vivo de Legião Urbana | ||||
| Lançamento | 27 de outubro de 1999 | |||
| Gravação | 28 de janeiro de 1992 | |||
| Local(is) | Cine Haway (São Paulo, Brasil) | |||
| Gênero(s) | ||||
| Duração | 76:40 | |||
| Idioma(s) | ||||
| Formato(s) | ||||
| Gravadora(s) | EMI | |||
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| Produção | Legião Urbana | |||
| Cronologia de Legião Urbana | ||||
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Acústico MTV é o primeiro álbum ao vivo da banda de rock brasileira Legião Urbana, lançado em 27 de outubro de 1999 pela EMI. O álbum vendeu mais de 2 milhões de cópias,[1] e recebeu o disco de diamante pela ABPD.[2]
Antecedentes
[editar | editar código]No início da década de 1990, a banda foi convidada pela MTV Brasil, então recém-chegada ao país, para gravar algumas canções para um programa especial. Na época, ainda não se planejava lançar o material em CD, VHS ou DVD, como acabou acontecendo, tanto que o show foi gravado em 1992, mas o lançamento se deu apenas em 1999.[3]
As negociações para a aprovação do projeto foram demoradas. A ideia original era preparar um videoclipe para a divulgação do então novo álbum, V (1991), mas devido à relutância do grupo, a proposta foi alterada para um Acústico MTV. A ideia foi cancelada e retomada mais de dez vezes, devido ao fato da banda querer se inteirar sobre cada detalhe do projeto.[4]
O álbum foi gravado no Cine Haway, um cinema em São Paulo desativado na época, no dia 28 de janeiro de 1992.[3] A matriz da emissora enviou um extenso material sobre como o palco e o programa como um todo deveriam ser montados.[4]
A banda teve dificuldades para se adaptar ao formato acústico. Sempre ligaram pouco para a afinação dos instrumentos e para aspectos técnicos em geral, e agora se viam diante de um espetáculo que exigia muita atenção ao volume dos instrumentos e sua execução. O baterista Marcelo Bonfá, por exemplo, se recusava a trocar as baquetas pelas vassourinhas. Eles também achavam que sua música não funcionaria com arranjos acústicos.[5]
Em 1997, em meio ao lançamento do álbum póstumo solo de Renato Russo, O Último Solo, o diretor artístico da EMI, João Augusto, já manifestava a possibilidade de lançar o show em CD, afirmando que duas horas foram gravadas mas apenas 50 minutos foram exibidos.[6]
Gravação
[editar | editar código]| Críticas profissionais | |
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| Avaliações da crítica | |
| Fonte | Avaliação |
| allmusic | |
As incertezas quanto ao projeto persistiram até o dia da apresentação. Na hora do show, Renato estava no hotel, aparentemente se recusando a vir tocar. Contudo, o então diretor da MTV Brasil, Rogério Gallo, mais tarde afirmou que foi um mal-entendido e Renato apenas questionava um detalhe do repertório.[8]
Na hora do show, o público teve de ser instruído a não se empolgar muito com o show, dado o caráter intimista do mesmo. Reginaldo Ferreira, um fã da banda que posteriormente virou roadie deles, diz que modelos foram contratados para ficar na parte da frente da plateia e manter os fãs mais afastados, o que foi negado por Rogério.[8]
O repertório é formado por canções dos primeiros discos da banda, itens do recém-lançado disco e quatro regravações em inglês: "On the Way Home" (Neil Young e Buffalo Springfield), "Rise" (Public Image Ltd.), "Head On" (The Jesus and Mary Chain) e "The Last Time I Saw Richard" (Joni Mitchell).
O single principal do álbum foi "Hoje a Noite Não Tem Luar", versão em português para "Hoy Me Voy Para México", da boy band portorriquenha Menudo, criada por Carlos Colla. Num momento da apresentação em que a produção pediu um tempo para trocar as fitas de gravação, Renato disse em tom de piada que tocaria a faixa, e a brincadeira acabou virando hit com extensa execução nas rádios em 1999.[8]
Algumas canções do álbum foram lançadas anteriormente no álbum Música p/ Acampamentos, uma coletânea de gravações ao vivo, ainda em 1992.
Em apenas uma semana, o álbum chegou à marca de mais de 750 mil cópias vendidas[9].
Lista de faixas
[editar | editar código]| N.º | Título | Compositor(es) | Duração | |
|---|---|---|---|---|
| 1. | "Baader-Meinhof Blues" | Dado Villa-Lobos; Marcelo Bonfá; Renato Russo | 5:03 | |
| 2. | ""Índios"" | Russo | 5:28 | |
| 3. | "Mais do Mesmo" | Villa-Lobos; Bonfá; Russo; Renato Rocha | 4:24 | |
| 4. | "Pais e Filhos" | Villa-Lobos; Russo; Bonfá | 6:19 | |
| 5. | "Hoje a Noite Não Tem Luar" (versão: Carlos Colla) | Alejandro Monroy Fernandez; Carlos Villa de La Torre | 4:31 | |
| 6. | "Sereníssima" | Villa-Lobos; Russo; Bonfá | 4:57 | |
| 7. | "O Teatro dos Vampiros" | Villa-Lobos; Russo; Bonfá | 5:36 | |
| 8. | "On the Way Home" / "Rise" | Neil Young; John Lydon; William Laswell | 6:50 | |
| 9. | "Head On" | William Reid; James Reid | 2:49 | |
| 10. | "The Last Time I Saw Richard" | Joni Mitchell | 3:39 | |
| 11. | "Metal contra as Nuvens" | Villa-Lobos; Russo; Bonfá | 9:21 | |
| 12. | "Há Tempos" | Villa-Lobos; Russo; Bonfá | 3:45 | |
| 13. | "Eu Sei" | Russo | 3:55 | |
| 14. | "Faroeste Caboclo" | Russo | 9:53 | |
Duração total: |
76:40 | |||
Créditos
[editar | editar código]- Renato Russo: voz e violão
- Dado Villa-Lobos: violão
- Marcelo Bonfá: bateria e percussão
Pessoal técnico
[editar | editar código]Conforme encarte:[10]
- Legião Urbana - produção
- Torcuato Mariano - direção artística
- Rafael Borges - produção executiva, direção de produção
- Pena Schmidt - coordenação de gravação
- Carlos Aru - técnico de gravação
- Egídio Conde - técnico de gravação, supervisão de áudio
- Moogie Canazio - engenharia de mixagem
- Bernie Grundman - masterização
- Luiz Tornaghi e Moogie Canazio - edição
- Barrão e Fernanda Villa-Lobos - projeto gráfico
- Adriana Trigona - coordenação gráfica
- César Itiberê - foto de capa
- Franklin Garrido - operação de P.A.
- Maneco Quinderé - criação e operação de iluminação
- Bruno Maciel - roadie
Equipe MTV (versão original)
[editar | editar código]- Adriano Goldman - direção
- Pedro Bueno - produção executiva
- Carol Maluf, Daniela Gebaile e Ivan Santos - relações artísticas
- Celso Tavares - gerente de operações/produção
- Marcelo Machado e Rogério Gallo - direção geral
Equipe MTV (versão especial)
[editar | editar código]- Paulo Marchetti - direção de pós-produção
- Rodrigo Carelli - supervisão de especiais
- Miguel Lopes - supervisão de operações
- Valter Pascotto - diretor técnico
- Anna Butler - diretora de relações artísticas
- Cris Lobo e Zico Góes - direção de programação e produção
- André Mantovani - diretor geral
Certificados e vendas
[editar | editar código]| País | Certificados | Vendas/Cópias |
|---|---|---|
| CD | ||
| Diamante[11] | 1.500.000+[1] | |
| ^ vendas baseadas nos números de tiragens * certificado baseado nos números de tiragens ~ vendas baseadas no valor do certificado | ||
Referências
- ↑ a b IG. «Catorze anos após o fim da banda, Legião Urbana vende 20 mil cópias por mês». Ultimo Segundo. Consultado em 29 de dezembro de 2016
- ↑ «Legião Urbana» (asp). ABPD. Consultado em 28 de março de 2010
- ↑ a b Fuscaldo 2016, p. 124.
- ↑ a b Fuscaldo 2016, p. 125.
- ↑ Fuscaldo 2016, p. 126.
- ↑ Ryff, Luiz Antônio (12 de novembro de 1997). «Renato Russo faz seu "Último Solo"». Folha de S.Paulo. Grupo Folha. Consultado em 4 de julho de 2020
- ↑ Avaliação no allmusic
- ↑ a b c Fuscaldo 2016, p. 127.
- ↑ «Legião Urbana (História da Banda)». Consultado em 9 de abril de 2014. Arquivado do original em 3 de março de 2016
- ↑ (1999). "Anotações de Acústico MTV". Em Acústico [encarte do CD]. EMI.
- ↑ «Legião Urbana» (asp). ABPD. Consultado em 28 de março de 2010
- Fuscaldo, Chris (2016). Discobiografia Legionária. São Paulo: LeYa. ISBN 978-85-441-0481-1

