Apocalipse 11

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Apocalipse 11 é o décimo-primeiro capítulo do Livro do Apocalipse (também chamado de "Apocalipse de João") no Novo Testamento da Bíblia cristã.[1][2] O livro todo é tradicionalmente atribuído a João de Patmos, uma figura geralmente identificada como sendo o apóstolo João.[3]

Este capítulo encerra a narrativa das sete trombetas.

Texto[editar | editar código-fonte]

O texto original está escrito em grego koiné e contém 19 versículos. Alguns dos mais antigos manuscritos contendo porções deste capítulo são:

Estrutura[editar | editar código-fonte]

Este capítulo pode ser dividido em quatro seções distintas, encerrando a descrição das sete trombetas iniciada em Apocalipse 8:

  • "As Duas Testemunhas" (versículos 1-6)
  • "O Assassinato das Testemunhas" (versículos 7-10)
  • "A Ressurreição das Testemunhas" (versículos 11-14)
  • "Sétima trombeta: Proclamação do Reino" (versículos 15-19)

Conteúdo[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Duas testemunhas

O capítulo começa com um pedido para que João medisse o santuário de Deus e o altar, mas não o átrio, onde estavam os gentios. Logo depois João começa a narrar a história de "duas testemunhas" que profetizarão por "mil e duzentos e sessenta dias"[nota 1]. Da boca delas "sairá fogo" para assassinar os que lhe fizerem mal. Elas terão o poder de interromper as chuvas, de converter a água em sangue e de enviar pragas por toda a terra (Apocalipse 11:1-6).

João conta que uma "besta" subirá do abismo em seguida para assassiná-las num lugar que "espiritualmente se chama Sodoma e Egito". Muitos se alegrarão e os cadáveres ficarão expostos, sem direito a uma sepultura. A morte dos dois profetas que "atormentaram aos que habitavam sobre a terra" serão motivo de alegria e de trocas de presentes (Apocalipse 11:7-10). Porém, passados três dias e meio, eles se levantarão por causa do "espírito de vida, vindo de Deus". Novamente uma "voz vinda do céu" chama as duas testemunhas ao céu à vista de seus inimigos. Logo depois sobreveio um terremoto que matou sete mil. Os sobreviventes, aterrorizados, adoraram a Deus (Apocalipse 11:11-14). Desta forma termina o relato da sexta trombeta (o segundo "ai" indicado no último versículo de Apocalipse 8).

A sétima trombeta proclamou o início do Reino de Deus. Os anciãos se prostraram e agradeceram e todas as nações se enfureceram. Porém,

«...veio a tua ira e o tempo de serem julgados os mortos, e de dar a recompensa aos teus servos, os profetas, e aos santos e aos que temem ao teu nome, aos pequenos e aos grandes, e de destruir os destruidores da terra. Abriu-se o santuário de Deus, que está no céu, e no seu santuário foi vista a arca da sua aliança (Apocalipse 11:18-19)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Equivalente a 42 meses, um período de tempo idêntico ao citado em Apocalipse 12, no contexto da Mulher do Apocalipse, e em Apocalipse 13, no da besta do Apocalipse.

Referências

  1. Halley, Henry H. Halley's Bible Handbook: an abbreviated Bible commentary. 23rd edition. Zondervan Publishing House. 1962.
  2. Holman Illustrated Bible Handbook. Holman Bible Publishers, Nashville, Tennessee. 2012.
  3. Evans, Craig A (2005). Craig A Evans, ed. Bible Knowledge Background Commentary: John, Hebrews-Revelation. Colorado Springs, Colo.: Victor. ISBN 0781442281 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]