Arquitetura paisagista

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Arquitectura paisagística)
Ir para: navegação, pesquisa
Question book-4.svg
Esta página ou secção cita fontes fiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo, o que compromete a verificabilidade (desde janeiro de 2018). Por favor, insira mais referências no texto. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)

Arquitetura paisagista ou paisagismo é a arte e a técnica de promover o projeto, planejamento, gestão e preservação de espaços livres, urbanos ou não, de forma a processar micro e macro-paisagens.

Características[editar | editar código-fonte]

Paisagismo é a criação de projetos de áreas verdes englobando tudo que interfere na paisagem externa as edificações. O paisagista pode utilizar inúmeros elementos construtivos: piscinas, quadras esportivas, adegas, quiosques, churrasqueiras, acessos e escadas, pisos, muros e iluminação, além da escolha da vegetação que melhor se adapte à iluminação e solo do local.

Os espaços livres urbanos são um dos principais campos de trabalho da Arquitetura da Paisagem.[1]

O paisagista trabalha com composições de arte e ciência para esquematizar um ambiente físico com elemento que o irão compor. É uma maneira de desafiar a criatividade e criar possibilidades de interação do humano com o ambiente em que estiver frequentando.  O paisagista ou arquiteto paisagista precisa não só ter conhecimentos de arte e ciência, como também de geologia e topografia, sistemas climáticos e aquáticos e demais conhecimentos da natureza.

Sobre o desenho urbano no paisagismo, Ed Wall e Tim Waterman (2012) disseram: “Os arquitetos paisagistas são frequentemente convidados a liderar projetos de desenho urbano, pois sua formação profissional lhes propicia sensibilidade e uma excepcional habilidade de interferência nos contextos físicos. Muitas firmas de paisagismo se dedicam quase exclusivamente ao desenho urbano, não somente devido às habilidades específicas dos membros de suas equipes, mas simplesmente porque o escopo de muitos projetos é o contexto urbano. Ao considerar o projeto de um parque urbano, por exemplo, não é possível concebê-lo como uma forma separada de seu entorno. Os passeios usados pelos pedestres através da cidade e em direção ao parque, o fechamento formado pelos prédios, o movimento de veículos e serviços e as motivações políticas que determinam qualquer mudança no espaço são considerações de desenho urbano que influem em todo trabalho de paisagismo. Ao longo dos últimos séculos, a população global tem se tornado cada vez mais urbana e concentrada. A urbanização pode ser vista como um processo natural e até mesmo ecológico, assim como o mundo natural, que é muitas vezes desequilibrado, conflituoso e perigoso. Projetar e planejar ambientes urbanos exige uma abordagem contextual e a ciência dos sistemas que se sobrepõem e são interdependentes, de modo bastante similar ao projeto de ambientes maiores”.[2]

Longwood Gardens (Filadélfia), o aterro do Flamengo (Rio de Janeiro), Caracas (Venezuela) são lugares onde se pode encontrar, atualmente, jardins ou estufas projetadas por Burle Marx. Além dessas, existe também o Parque Burle Marx, em São Paulo.[3]

A importância de plantas nativas no paisagismo[editar | editar código-fonte]

Segundo Heiden et al. (2006), "as espécies autóctones são altamente adaptadas às condições edafoclimáticas locais (solo e clima), não são dependentes de aplicações sistêmicas de agrotóxicos, como normalmente requerem as espécies exóticas, sobretudo em condições de monocultura". Além da importância inegável para a ecologia, introduzir plantas nativas das regiões onde se encontram reforça a imagem vegetal regional de cada lugar.

Arquitetos paisagistas do Brasil[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Queiroz, Talita Nicolau. "Paisagismo". In: Revista Especialize On-line IPOG, 2013 (1)
  2. Waterman, Tim & Wall, Ed. Fundamentos do Paisagismo - Paisagismo Urbano. Bookman, 2012
  3. Faria, Marcelo. "A vida de Roberto Burle Marx". Parque Burle Marx, 2013

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Arquitetura paisagista
  • Marx, Burle. "Arte, ciência e paisagismo". In: Tabacow, José. Roberto Burle Marx: arte e paisagem. São Paulo: Studio Nobel, 2004, p. 215-219.
  • Macedo, Sílvio Soares. Quadro do Paisagismo no Brasil. São Paulo: Edusp, 1999
  • mann, William A. Landscape Architecture - An illustrated history in timelines, site plans and biography. Nova Iorque: John Willey and Sons, inc. 1993

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]