Atentado em Itumbiara em 2016
| Atentado em Itumbiara em 2016 | |||||||||||||||||||||||||||||||||
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Gravação de segurança do atentando de Itumbiara em 2016. | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| Local | Avenida Modesto de Carvalho, Setor Novo Horizonte, Itumbiara, Goiás, Brasil | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| Coordenadas | 18° 24′ 04,95″ S, 49° 16′ 13,3″ O | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| Data | 28 de setembro de 2016 (9 anos) 18:00 (UTC-3) | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| Tipo de ataque | assassinato | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| Alvo(s) | José Gomes da Rocha | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| Arma(s) | pistola Taurus PT 100 adulterada | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| Mortes | 3 (incluindo o autor) | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| Feridos | 2 (José Eliton e Célio Rezende de Faria) | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| Vítimas | José Gomes da Rocha Cabo PMGO Vanilson João Pereira | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| Responsável(is) |
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| Motivo | Surto psicótico | ||||||||||||||||||||||||||||||||
O atentado em Itumbiara em 2016 foi um ataque comandado por Gilberto Ferreira do Amaral, auxiliar da Secretaria Municipal de Saúde,[4] contra o candidato à prefeitura daquele munícipio, José Gomes da Rocha, conhecido como Zé Gomes, ocorrido em 28 de setembro.[5] Em consequência, Gomes foi assassinado, junto a um cabo da PM, que fazia a segurança da Vice-Governadoria e o próprio assassino. Dentre os feridos, estava o governador de Goiás em exercício, José Eliton. Conforme resultados da Operação Paranaíba da Polícia Civil do Estado de Goiás, o crime foi cometido devido a um surto de psicose elítica, descartando-se um crime político; todavia foi comprovado que houve planejamento.[6][7][8]
Contexto
[editar | editar código]Alvo
[editar | editar código]José Gomes da Rocha, nascido em 12 de abril de 1958, começou sua carreira política aos 18 anos, quando elegeu-se vereador de Itumbiara, em 1976. Elegeu-se como deputado federal pelo estado de Goiás, em 1988, e renovou o mandato entre 1992 e 2002. Após as quatro legislaturas na Câmara dos Deputados do Brasil, tendo exercido chefia regional da Campanha presidencial de Fernando Collor em 1989, como membro do Partido da Renovação Nacional. Em 2004 e 2008, foi eleito para a prefeitura de Itumbiara. Em 2013, quando deixou o Executivo municipal, foi nomeado para presidir a Saneago pelo governador Marconi Perillo. Três anos depois, entrou na disputa novamente pelo cargo de prefeito de Itumbiara. Gomes chegou a ser condenado por improbidade administrativa pelo Superior Tribunal de Justiça no período que presidiu a companhia de saneamento de Goiás, por má conduta com o erário público. Também foi alvo de processos por improbidade movidos pelo Ministério Público do Estado de Goiás, porém absolvido 2.ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás.[9]
Criminoso
[editar | editar código]Gilberto Ferreira do Amaral (4 de fevereiro de 1963 — Itumbiara, 28 de setembro de 2016) era um servidor público da Secretaria Municipal de Saúde de Itumbiara desde 1998, quando foi admitido na função de pedreiro, passando a atuar como motorista.
No entanto, Amaral reclamava o pagamento de horas extras que o mesmo realizou entre 2009 e 2013, período em que Zé Gomes foi o prefeito do município e portanto, o chefe de Amaral. Gilberto havia entrado com uma ação trabalhista, porém Gomes se negou a pagar e a realizar qualquer tipo de acordo para encerrar a ação. A prefeitura perdeu a ação e foi condenada a indenizar Gilberto Ferreira do Amaral em aproximadamente R$12 mil reais, todavia, o Executivo itumbiarense protelou várias vezes o pagamento, levando o Tribunal de Contas do Estado de Goiás a bloquear os recursos do município. Amaral também estava insatisfeito com o valor que receberia, o que conforme investigações e testemunhas seria uma das causas do crime. Mais tarde, o inquérito da Polícia Civil concluiria que ele também sofreu um surto de psicose elítica. No momento do crime, ele portava uma Taurus PT 100 adulterada, com pentes carregados no bolso.[10][11]
Crime
[editar | editar código]| Gravações de uma câmera de circuito fechado de televisão registrando o atentado. | |
O atentado aconteceu quando Zé Gomes participava de uma carreata juntamente com o correligionário partidário e deputado federal, Jovair Arantes, José Eliton, o segurança e policial militar da governadoria, Cabo Vanilson e outros que estava na caminhonete.[11][12]
Gilberto vinha numa pista contrária à da carreata, se aproximando do comício central de Gomes de modo que parece-se que o iria cumprimentar. Todavia ele sacou um revólver e disparou contra Zé Gomes, que subitamente, foi baleado e morto. Além do candidato a prefeito, foi morto também o Cabo Vanilson, que conseguiu neutralizar o próprio atirador.[13]
Embora não fosse o alvo, o vice-governador de Goiás, José Eliton, que naquele dia ocupava a função de governador do Estado, em razão de viagem do titular, Marconi Perillo, aos EUA, também foi atingido com um tiro no abdômen.[14]
Operação Paranaíba
[editar | editar código]A Polícia Civil do Estado de Goiás designou uma força-tarefa a fim de apurar os fatos ocorridos durante o atentado. Denominou-se Operação Paranaíba, sendo composta por 13 delegados, 50 agentes e escrivães da PC-GO e coordenada pelo titular da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), Douglas Pedrosa.[6][10][15]
Foi apurado que uma pistola Taurus PT 100 adulterada foi utilizada por Gilberto Ferreira do Amaral, que estava completamente municiado com carregador no bolso. Também foram ouvidos o prefeito eleito, que sucedeu a candidatura de Zé Gomes pelo PTB, Zé Antônio, funcionários da Prefeitura e testemunhas.[16][17]
Também foi concluído que tratou-se de um homicídio premeditado, pois embora não houvesse motivação política, houve motivação pessoal e tratou-se ainda de um surto psicótico. Pouco antes de cometer o crime, Gilberto Ferreira do Amaral havia visto com um grupo de panfletários de santinhos e declarou que era muito "fácil matar um candidato". A Polícia Civil concluiu que Amaral se via perseguido e que acreditava que tal perseguição só cessaria se ele assassinasse Zé Gomes.[18]
Reações, repercussões e consequência
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Goiás: O governador de Goiás, Marconi Perillo, que estava nos Estados Unidos quando ocorreu o atentado, voltou à capital do estado, Goiânia.[19] Em um anúncio oficial, disse estar em "choque" e completou[20][21]:
| “ | Foi um ato de barbárie política que vitimou a mais expressiva liderança da história de Itumbiara e da Região Sul de Goiás. Com certeza teria seu nome consagrado mais uma vez pelas urnas no próximo domingo, tamanha sua capacidade de aglutinação, de liderança e competência para realizações extraordinárias na administração pública. Estou muito triste porque, além de grande companheiro, José Gomes era amigo leal, solidário e sensível em todos os momentos. Itumbiara perde seu maior líder, e, Goiás, um de seus mais destacados políticos. Igualmente, abalou-me profundamente o fato de o governador em exercício também ter sido vítima da mesma violência, ao lado de dois importantes companheiros. Desde que soube da notícia, determinei o cancelamento da agenda na Califórnia, EUA, programada para quinta e sextas-feiras, com o objetivo de retornar imediatamente a Goiás. Também determinei o envolvimento de todas as forças de investigação para elucidar a origem e a responsabilidade desta barbárie. Desde que soube da notícia, estou em permanente contato com a assessoria do vice-governador e do ex-prefeito José Gomes. Este ato de covardia e intolerância revela o nível de agressividade vivenciado hoje pela política brasileira e goiana. Infelizmente, este nível de tensão e violência ainda é estimulado. Desejo, sinceramente, que a paz e tolerância voltem a prevalecer em Goiás e que a serenidade e a tranquilidade possam se sobrepor nesta reta final da campanha. Este clima de tensão já havia sido manifestado ontem com o atentado à casa do prefeito Marco Aurélio, de Buriti Alegre, alvejada por tiros. Minha mais profunda solidariedade à família do Zé Gomes e do Cabo Vanilson João Pereira. Peço a Deus que console as família enlutadas. Meus melhores votos de rápida recuperação para o querido vice-governador José Eliton Júnior e para o senhor Célio Rezende, também vítima do atentado. Violência, vingança, rancor e ódio não podem ferir ou matar a democracia. Vamos continuar buscando a paz, em homenagem ao amigo Zé Gomes e a tantos outros que deram sua vida pela política, em nome do bem estar coletivo. |
” |

Brasil: O Ministro do STF e então presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes, repudiou o atentado, em coletiva de imprensa, declarando:
| “ | Deu a impressão realmente de um atentado e nós não temos, pelo menos nessa região, não tínhamos esse tipo de manifestação. As investigações estão sendo feitas, não se tem claro qual foi a motivação, qual foi o móvel, mas evidentemente parece estar associado a um contexto, ou uma atuação política. Isso certamente será devidamente esclarecido, mas realmente se trata de um episódio chocante e deplorável para todos os títulos" Estamos ainda carentes de explicação. No Rio de Janeiro, temos já aquela situação conflitada, a presença de milícias, a questão do crime organizado, narcotráfico. Estivemos duas vezes na Baixada Fluminense, conversamos com as autoridades, discutimos a presença das Forças Armadas e da Força Nacional lá, com o ministro Jungmann [da Defesa] e com o ministro Alexandre de Moraes [da Justiça] e o presidente do Tribunal Regional Eleitoral e estamos também acompanhando com muito atenção e pedindo cuidado e pedindo também que as investigações sejam as mais prontas possíveis nesses episódios inclusive nesse episódio lamentável ocorrido em Goiás. |
” |
— Ministro do STF e presidente do TSE, Gilmar Mendes em coletiva de imprensa sobre o atentado em Itumbiara, [23].
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Mendes também solicitou ao então Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, para o envio de tropas das Forças Armadas do Brasil e da Polícia Federal para garantir a segurança de Itumbiara durante o período eleitoral, a fim de evitar novos episódios de violência política; Moraes acatou a solicitação.[24]Moraes declarou acreditar que não se tratava de um crime político, mas sim de um crime passional, o que mais tarde, foi confirmado pelas investigações, mostrando que o atentado não ocorreu motivações políticas, mas sim devido um surto psicótico do ex-funcionário.[25][6][26]

Organização das Nações Unidas: O escritório regional para a América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) condenou, no dia 30 de setembro de 2016, o Atentado. O representante sul-americano, Amerigo Incalcaterra, expressou solidariedade e ressaltou a necessidade de uma investigação bem articulada.
| “ | Condenamos a morte do candidato e confiamos em uma rápida apuração, por parte das autoridades, dos motivos e as responsabilidades por trás do ataque[...]Esperamos que durante as eleições de domingo, e também no segundo turno, prevaleça um clima de paz e respeito aos direitos humanos. Só assim é possível resguardar o direito da cidadania de escolher seus representantes e, em última instância, garantir a democracia. | ” |
Por fim, o contexto da eleição municipal de Itumbiara em 2016 mudou completamente; já que liderava as pesquisas de intenções de voto.[31] José Gomes da Rocha tentava retornar à prefeitura de Itumbiara, após ser condenado por improbidade administrativa pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), além do uso de máquina pública em privilégio de Júlio Cezar Vaz de Melo.[32][11] Venceu o candidato correligionário de Gomes, Zé Antônio.[33]
Referências
- ↑ «Atirador havia processado a Prefeitura de Itumbiara (GO)». Consultado em 20 de setembro de 2025
- ↑ «GO: Polícia suspeita que morte de candidato foi por vingança». O Globo. 29 de setembro de 2016. Consultado em 20 de setembro de 2025
- ↑ GO, Sílvio TúlioDo G1 (29 de setembro de 2016). «IML espera família para liberar corpo do homem que matou candidato». Goiás. Consultado em 20 de setembro de 2025
- ↑ Damasceno, Amanda (28 de setembro de 2016). «Autor de atentado em Itumbiara seria funcionário da Prefeitura». Jornal Opção. Consultado em 28 de setembro de 2016
- ↑ Vinhal, Gabriela (28 de setembro de 2016). «Candidato a prefeito de Itumbiara morre em atentado e vice-governador de Goiás é ferido». Correio Braziliense. EM Nacional. Consultado em 28 de setembro de 2016
- ↑ a b c «Itumbiara: Concluídas investigações sobre morte de Zé Gomes». Polícia Civil do Estado de Goiás. 25 de novembro de 2016. Consultado em 15 de setembro de 2025
- ↑ «Mapa aéreo de Itumbiara» (PDF). IBGE. 3 de dezembro de 2024. Consultado em 15 de setembro de 2025
- ↑ «Veja como foi o atentado que matou candidato a prefeito de Itumbiara (GO)». UOL Eleições 2016. Consultado em 15 de setembro de 2025
- ↑ GO, Do G1 (29 de setembro de 2016). «Morto em Itumbiara, candidato Zé Gomes já teve ilha invadida em 1999». Goiás. Consultado em 18 de setembro de 2025
- ↑ a b «OPERAÇÃO PARANAÍBA: NOTA OFICIAL Nº 1». Polícia Civil do Estado de Goiás. 30 de setembro de 2016. Consultado em 17 de setembro de 2025
- ↑ a b c Túlio, Sílvio; Martins, Vanessa (28 de setembro de 2016). «Vice-governador de GO, José Eliton é baleado; candidato a prefeito morre». G1. O Globo. Consultado em 28 de setembro de 2016
- ↑ «"Se segurança não dá a vida por nós, morria todo mundo", diz deputado ...». Congresso em Foco. 28 de setembro de 2016. Consultado em 20 de setembro de 2025
- ↑ Sílvio Túlio e Vanessa Martins (28 de setembro de 2016). «Vice-governador de GO, José Eliton é baleado; candidato a prefeito morre». G1. Globo.com. Consultado em 29 de setembro de 2016
- ↑ «Vice-governador de Goiás e candidato a prefeito são baleados em atentado». Agência Brasil. 28 de setembro de 2016. Consultado em 15 de setembro de 2025
- ↑ Goiás, Mais (30 de setembro de 2016). «Polícia Civil cria força-tarefa para investigar atentado ocorrido em Itumbiara». Mais Goiás. Consultado em 17 de setembro de 2025
- ↑ Redação, Da (8 de outubro de 2016). «Prefeito eleito de Itumbiara presta depoimento à polícia em Operação Paranaíba». Sagres Online. Consultado em 17 de setembro de 2025
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- ↑ «ONU condena ataque em Goiás que matou candidato e feriu vice-governador | ONU News». news.un.org. 30 de setembro de 2016. Consultado em 17 de setembro de 2025
- ↑ «Brasil: Direitos Humanos da ONU condena morte de candidato em Goiás – ACNUDH». Consultado em 17 de setembro de 2025
- ↑ Brasil, Agência (30 de setembro de 2016). «Agência de direitos humanos da ONU condena assassinato de candidato em Goiás». O Popular. Consultado em 17 de setembro de 2025
- ↑ «Candidato morto reinava em Itumbiara e viu patrimônio crescer em R$ 109 mi». UOL. 28 de setembro de 2016. Consultado em 28 de setembro de 2016
- ↑ Lyra, Paulo de Tarso (28 de setembro de 2016). «Polícia identifica autor de disparos que mataram candidato a prefeito de Itumbiara». EM Nacional
- ↑ «Perfil Biográfico de Zé Antônio | Portal da Alego». Perfil Biográfico de Zé Antônio | Portal da Alego. Consultado em 15 de setembro de 2025