Pedro Dom

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Pedro Dom
Nome Pedro Machado Lomba Neto
Data de nascimento 27 de setembro de 1981
Local de nascimento Rio de Janeiro Rio de Janeiro (RJ)
Data de morte 15 de setembro de 2005 (23 anos)
Local de morte Rio de Janeiro (RJ)
Nacionalidade(s) brasileiro
Ocupação Ex-chefe de grupo criminoso
Crime(s) Assalto, Homicídio, Tráfico de Drogas
Situação Morto

Pedro Machado Lomba Neto, por alcunha Pedro Dom, (27 de setembro de 198115 de setembro de 2005) foi um jovem brasileiro da classe média carioca que chefiou uma violenta quadrilha especializada em assaltar edifícios de luxo no Rio de Janeiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de um ex-policial que integrou o Esquadrão da Morte - grupo parapolicial liderado pelo detetive Mariel Mariscot nos anos 70 - tornou-se usuário de drogas aos nove anos.

Pedro Machado Lomba Neto, louro e bem apessoado, ganhou o apelido de Dom de outros garotos dependentes, com quem convivia nas esquinas da rua Prado Júnior, em Copacabana.

Começou a roubar por volta dos doze anos para financiar seu vício. No começo, subtraía objetos de sua mãe, com quem vivia, junto com as duas irmãs. Depois, passou a furtar toca-fitas.

Foram constantes as tentativas inúteis dos pais para libertá-lo do vício. Chegaram a vender um apartamento para pagar o tratamento médico e propinas para a polícia, com o objetivo de evitar sua prisão.

Pedro Dom teve catorze internações em clínicas de desintoxicação até ser preso, no ano de 2001, por porte ilegal de armas..Diante do laudo médico que atestava a dependência química do rapaz, o juiz decidiu libertá-lo, mas foi demovido pela mãe que implorou de joelhos para que o filho fosse internado num hospital penitenciário, imaginando que seria uma forma de mantê-lo afastado de seu vício. Mas o hospital funcionou como uma escola de crime. Lá, ele conheceu assassinos, traficantes e ladrões que se tornaram seus companheiros de quadrilha.

Pedro Dom ficou internado por seis meses. Voltou para as ruas em fevereiro de 2002, com a condição de continuar o tratamento de desintoxicação no ambulatório do hospital. Contrariando a ordem judicial, foi só uma vez ao ambulatório. A partir de fevereiro de 2002, existe um vazio de informação sobre ele. Ficou desaparecido por uns dois anos, sem dar notícias a ninguém. Pedro Dom ressurgiu em 2004, liderando uma quadrilha especializada em assaltos a edifícios de luxo no Rio. A primeira namorada, aos dezessete anos, era usuária de drogas e assaltante. Filha de um oficial da Aeronáutica, ela ia na frente nos assaltos, para atrair os porteiros, que abriam as portas. Cada membro da quadrilha tinha uma especialidade. A Pedro Dom cabia roubar e ameaçar as vítimas.

Dom fez fama de violento. As vítimas descreviam cenas de horror. Uma mulher contou que ele chegou a colocar uma granada sobre a cabeça de uma criança para forçar as vítimas a contar onde guardavam as jóias. Dom gostava de andar com roupas de grife e tinha preferência em roubar vestimentas e calçados finos. Sem ser traficante, mas viciado em cocaína, integrava a facção criminosa ADA (Amigo dos Amigos) e vivia refugiado entre as favelas da Rocinha e do complexo da Maré.

Poucos dias antes de completar 24 anos, Pedro Dom foi morto com um tiro de fuzil no peito no corredor de um prédio na Lagoa, bairro nobre da zona sul do Rio de Janeiro. Eram 4h da madrugada e ele havia acabado de "furar" com o uso de uma granada um cerco policial montado para prendê-lo na saída do túnel Rebouças (ligação entre as zonas norte e sul). A ação para capturá-lo foi montada após escutas telefônicas terem flagrado, por volta da meia-noite, conversa de Pedro Dom com um cúmplice em que o assaltante pedia para buscá-lo na favela Vila dos Pinheiros (complexo da Maré, zona norte) e levá-lo à Rocinha (zona sul). Deixou um filho de cinco meses.

Para a família de Pedro Dom, a polícia atribuiu a ele crimes que foram praticados por outras quadrilhas, tanto que os assaltos a edifícios de luxo não cessaram com sua morte.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]