Amigos dos Amigos

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Amigos dos Amigos [1] [2], conhecida pela sigla A.D.A., é uma das três maiores [2] organizações criminosas da cidade do Rio de Janeiro [1] [2]. A facção surgiu em 1994. O nome original "Amigos dos Amigos" foi dado pela união do TC (Terceiro comando) com o traficante conhecido como Pintoso. Foi durante o início da década de 2000 aliada ao Terceiro Comando até a sua extinção. Desde o início rivalizou com o Comando Vermelho e com o Terceiro Comando Puro, a partir da criação deste último. [3]

História[editar | editar código-fonte]

A facção surgiu dentro dos presídios do Rio de Janeiro, entre 1994 a 1998, logo se aliando ao Terceiro Comando, para diminuir o poderio do Comando Vermelho.[3] Seus fundadores, Paulo Cesar Silva dos Santos, o Weslley, Linho e Celso Luís Rodrigues, o Celsinho da Vila Vintém, se aliaram na cadeia com Ernaldo Pinto de Medeiros, o , líder do TC que foi expulso do Comando Vermelho após matar um dos líderes da facção, Orlando Jogador.[3]

Após desavenças entre os traficantes Linho e Facão, surgiu o Terceiro Comando Puro, dissidência do Terceiro Comando que passou a controlar parte do Complexo da Maré.[3]

Em 11 de setembro de 2002, em uma rebelião no Complexo de Gericinó, Fernandinho Beira-Mar e seus comparsas mataram Uê e ameaçam Celsinho da Vila Vintém, que para escapar da morte, fingiu se aliar ao Comando Vermelho, sendo por isso acusado, por parte dos membros do Terceiro Comando, de traidor. Este fato decretou o fim do Terceiro Comando e a debandada de todos os seus membros, ou para a A.D.A., ou para o TCP.[3]

Em 2004, a facção passou a controlar a Rocinha, maior favela do Rio, após a guerra entre os traficantes Lulu e Dudu da Rocinha, ambos do CV. Sentindo-se traídos pela facção, o grupo de Lulu, morto pela polícia após os confrontos, decidiu migrar para a A.D.A.

A Rocinha só foi "perdida" pela facção em 2011, com a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora. O último líder da facção era Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, preso pela polícia. No entanto a facção criminosa continua tendo influência na comunidade, mesmo com a UPP.

Após a prisão de Nem, o traficante Rogério Avelino da Silva o Rogério 157 foi decretado o novo chefe da Rocinha.

Em 2017, após Rogério 157 superfaturar o preço dos produtos, cobrar altas taxas de vendedores na comunidade da Rocinha e expulsar Danúbia de Souza Rangel a mulher do traficante Nem, da comunidade, Nem tenta expulsar Rogério da Rocinha mandando três comparsas para a comunidade. Os mesmos são encontrados mortos pela polícia. Iniciando assim uma guerra na Rocinha.

Atualmente de acordo com os rumores, Hoje a comunidade da Rocinha é controlada pelo Comando Vermelho, depois de Rogério 157 ter se unido a facção.

Principais Líderes[editar | editar código-fonte]

Paulo César Silva dos Santos
Ernaldo Pinto de Medeiros
Celso Luis Rodrigues
Antônio Francisco Bonfim Lopes
Celso Pinheiro Pimenta

Referências

  1. a b Christovam Barcellos e Alba Zaluar (2014). «Homicídios e disputas territoriais nas favelas do Rio de Janeiro (especialmente páginas 97 a 100)» (PDF). Revista de Saúde Pública. Consultado em 25 de fevereiro de 2017. Cópia arquivada (PDF) em 25 de fevereiro de 2017 
  2. a b c Fernando Lannes-Fernandes (Janeiro de 2005). «Os discursos sobre as favelas e os limites ao direito à cidade (especialmente página 3)» (PDF). Periódico Cidades (Presidente Prudente: Grupo de Estudos Urbanos. Consultado em 25 de fevereiro de 2017. Cópia arquivada (PDF) em 25 de fevereiro de 2017 
  3. a b c d e Procurados.org. «Terceiro Comando». Consultado em 14 de dezembro de 2011 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]