Família do Norte

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Família do Norte
Fundação 2007
Local de fundação Periferias de Manaus
 Amazonas
Anos ativo 2007–presente
Território (s) Amazonas, Acre, Pará, Ceará, Rondônia, Rio Grande do Norte além de Colômbia, Paraguai, Venezuela[1]
Atividades Assassinatos, assaltos, tráfico de drogas, extorsão, rebeliões.
Rivais PCC, ADA, TCP, GDE, PGC, CV

A Família do Norte (FDN) foi criada em 2007 [2] é a maior organização criminosa do Amazonas sob a liderança dos narcotraficantes Zé Roberto da Compensa, João Pinto Carioca e Gelson Carnaúba (acusado de ser traidor da FDN[3]) como reação ao controle exercido pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) nas atividades do tráfico.[4] Após 2015, atritos entre PCC e FDN deram início a um confronto que eclodiu na Guerra entre PCC e CV em 2016.[5]

História[editar | editar código-fonte]

A Família do Norte é a 3° maior facção criminosa do Brasil contando com um efetivo de mais de 200 mil membros de acordo com a Polícia Federal.[6] A FDN  chega a investir R$ 320 mil reais em seu time de futebol o Compensão. No inquérito que deu origem à operação da Polícia Federal "La Muralla", os investigadores perceberam que o PCC estava “batizando” criminosos amazonenses de modo a aumentar a presença do grupo no estado. Essa ação desagradou a FDN que ordenou a morte de três traficantes ligados à facção Paulista. Na época, o Comando Vermelho (CV) e o PCC eram aliados e mantinham negócios juntos, e a FDN estava fragilizada pela Operação La Muralla. Cerca de um ano após a FDN declarar guerra contra o PCC com o apoio do CV, o grupo pôs em prática o plano de acabar com o PCC no Amazonas, em outubro de 2016. Rebeliões causadas pela guerra entre as duas facções causaram 18 mortes em presídios de dois estados. Segundo o governo de Roraima, dez detentos foram mortos na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, após uma ordem vinda do Rio de Janeiro. Investigadores acreditam que integrantes do CV pediram à FDN que executasse integrantes do PCC em Manaus. Atualmente o PCC domina o tráfico de drogas nas fronteiras do Brasil, o que aumenta a tensão com o CV. No dia 1° de Janeiro de 2017 a FDN, em uma rebelião violenta em Manaus, matou cerca de 56 presos do PCC no Complexo Penitenciário Anísio Jobim

Há fortes indícios de que a FDN faça parte de uma rede internacional de tráfico de drogas com fortes conexões com as FARC na Colômbia, país que faz fronteira com o estado do Amazonas.[7] A Família do Norte teve a união quebrada com o Comando Vermelho em 2018, por motivos pessoais.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. Ponte Jornalismo, ed. (18 de outubro de 2016). «Guerra no crime: PCC começou hoje a rastrear os membros do CV em São Paulo». Consultado em 24 de dezembro de 2016 
  2. Jose Divanilson Cavalcanti Junior e Lúcia Dídia Lima Soares (2016). «Crime organizado: uma nova luta pelo domínio da territorialidade (especialmente páginas 201 e 202)». Revista de Sociologia, Antropologia e Cultura Jurídica. Consultado em 25 de fevereiro de 2017. Cópia arquivada em 25 de fevereiro de 2017 
  3. «Facções Comando Vermelho e FDN rompem aliança e aumentam disputa pelo tráfico na Amazônia». noticias.uol.com.br. Consultado em 16 de janeiro de 2019 
  4. A Crítica, ed. (22 de março de 2014). «Segundo no comando da FDN, 'João Branco' é sangue e droga». Consultado em 24 de dezembro de 2016 
  5. El País, ed. (1 de novembro de 2016). «Família do Norte, a facção que fez a guerra entre o PCC e o Comando Vermelho». Consultado em 24 de dezembro de 2016 
  6. Gil Alessi (3 de janeiro de 2017). «Facção tem time de futebol campeão e opera rotas de tráfico internacional». El País. Consultado em 24 de agosto de 2018 
  7. «Facção que comanda tráfico no Norte tem conexões estreitas com as Farc, diz MPF - Notícias - Cotidiano». Cotidiano