Farah Jorge Farah

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Farah Jorge Farah
Data de nascimento 1949
Local de nascimento São Paulo, SP
Brasil
Data de morte 22 de setembro de 2017 (68 anos)
Local de morte São Paulo, SP
Brasil
Nacionalidade(s) brasileiro
Crime(s) Homicídio duplamente qualificado, ocultação e destruição de cadáver
Situação morto

Farah Jorge Farah (São Paulo, 1949  – São Paulo, 22 de setembro de 2017) foi um médico e criminoso brasileiro.

Clínico Geral, foi formalmente acusado e condenado em primeira instância[1] por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e não dar chance de defesa à vítima) e ocultação e destruição de cadáver. O crime, cometido no dia 24 de janeiro de 2003, com requintes de crueldade, foi praticado contra sua paciente Maria do Carmo Alves, na época com 46 anos. A fim de dificultar a identificação do cadáver, Farah removeu cirurgicamente as peles faciais das mãos e pés da vítima, desapareceu também com suas vísceras e guardou os restos mortais em sacos plásticos no porta-malas de seu veículo. Após o crime, Farah confessou a sobrinha o que tinha feito e deu a chave do carro para que ela verificasse o conteúdo do porta-malas. Ela chegou até a garagem onde o veículo estava estacionado e, não suportando o cheiro que exalava do local, certificou-se da veracidade dos fatos e acionou a polícia.

O exame psicológico realizado em Farah através do Teste de Rorschach o considerou como um não psicopata e a psiquiatra, com Ph.D., que realizou o teste o classificou como uma pessoa boa e calma.

Farah foi condenado em 2014 a uma pena de reclusão em regime fechado pelo assassinato e esquartejamento de Maria do Carmo Alves, que era sua paciente. A imprensa brasileira certificou que ambos eram amantes. A polícia não corrobora com esta versão amplamente divulgada e atesta que o motivo da insistência da vítima em contactar o médico devia-se ao sofrimento que lhe fora causado, assim como a outras pacientes, por cirurgias plásticas feitas irregularmente, sistemáticamente e de maneira mal feita(especialidade esta que Farah não tinha). Apesar disso, uma decisão de 2007 do Supremo Tribunal Federal (STF) permitiu que ele recorresse em liberdade. Chegou a ingressar como aluno na Universidade de São Paulo e Universidade Paulista.[2]

Em agosto de 2017, o relator do caso, ministro Nefi Cordeiro, já havia atendido a um pedido do Ministério Público (MP) de São Paulo e votado pela imediata prisão do ex-médico. No entanto, houve um pedido de vista do ministro Sebastião Reis Júnior, que levou a conclusão do julgamento para o dia 21 de setembro de 2017. Sebastião decidiu acompanhar o voto de Nefi Cordeiro. O STJ também negou recurso da defesa de Jorge Farah que pedia anulação do último júri.

Após tomar conhecimento da decisão do STJ, que determinou o seu retorno à prisão e assim que a polícia chegou em sua casa para prendê-lo, Farah cometeu suicídio, cortando as veias femorais, o que acarretou sua morte.

No momento do ato, vestia roupas femininas e escutava música fúnebre. O corpo de Farah foi enterrado na manhã de sábado, 23 de setembro de 2017, no Cemitério Vila Mariana, na Zona Sul de São Paulo[3].

Referências

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