Córtex adrenal

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Córtex adrenal ou córtex da supra-renal é a região mais externa das glândulas supra-renais, onde são produzidos os mineralocorticoides e os glicocorticoides, nomeadamente a aldosterona e o cortisol, respetivamente. É ainda local de produção secundária de androgênios.

Divisão Anatômica[editar | editar código-fonte]

O córtex adrenal pode ser subdividido em:

  • Zona glomerulosa, que é uma camada de células organizadas em espiral localizadas abaixo da cápsula que compõem 15% do córtex sendo responsável pela secreção do hormônio aldosterona sob ação das concentrações de sódio e potássio e de angiotensina II;
  • Zona fasciculada, que é uma camada de células organizadas em colunas localizadas na camada do meio do córtex, compondo 75% dele e secretando glicocorticoides sob ação do hormônio ACTH;
  • Zona reticular, que é uma camada de células organizadas aleatoriamente localizadas internamente que compõem 10% do córtex sendo responsável pela secreção de androgênios adrenais sob ação do ACTH e do hormônio estimulante do androgênio cortical.

As glândulas adrenais vão receber irrigação sanguínea de ramos das artérias renais e ramos da aorta; sua irrigação venosa direita se dá pela veia suprarrenal e a esquerda se dá pela veia renal esquerda.[1]

Síntese dos Esteroides[editar | editar código-fonte]

Todos os esteroides adrenocorticais são sintetizados a partir do colesterol, o qual pode ser derivado de moléculas de acetato (que se transformam em acetil-CoA e depois em colesterol) ou a partir de lipoproteínas de baixa densidade (80% das vezes). As LDLs são captadas pela adrenal por meio de receptores, são internalizadas por endocitose e o colesterol é esterificado e armazenado em vacúolos.

O hormônio ACTH é responsável por aumentar o número de receptores de LDL na célula e por regular a hidrólise dos ésteres de colesterol, promovendo assim uma maior síntese de esteroides adrenocorticais.

Depois de hidrolisado, o colesterol é transportado para a membrana interna da mitocôndria por meio da proteína StAR, iniciando a esteroidogênese. Após o transporte, a cadeia lateral do colesterol é clivada e ele é convertido em pregnenolona.[1]

Mecanismo de Ação dos Esteroides[editar | editar código-fonte]

Após serem sintetizados e secretados, os hormônios esteroides viajam pela corrente sanguínea ligados a proteínas plasmáticas específicas, como as globulinas ou gerais, como a albumina ou até em forma livre.

Os hormônios esteroides vão interagir com receptores presentes no citoplasma da célula-alvo. Ao se ligarem nos receptores vão formar um complexo hormônio-receptor que vai se dirigir ao DNA da célula e ativar a transcrição de genes específicos para formação de mRNA. Este mRNA vai promover a síntese de proteínas, que serão responsáveis por produzir a resposta final do hormônio.[1]

  1. a b c Guyton, Arthur; Hall, John (2017). Tratado de Fisiologia Médica. Rio de Janeiro: Elsevier.