Donald Rumsfeld

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Donald Rumsfeld
21º Secretário de Defesa dos Estados Unidos
Período 20 de janeiro de 2001
a 18 de dezembro de 2006
Presidente George W. Bush
Antecessor William Cohen
Sucessor Robert Gates
13º Secretário de Defesa dos Estados Unidos
Período 20 de novembro de 1975
a 20 de janeiro de 1977
Presidente Gerald Ford
Antecessor James R. Schlesinger
Sucessor Harold Brown
Chefe de Gabinete da Casa Branca
Período 21 de setembro de 1974
a 20 de novembro de 1975
Presidente Gerald Ford
Antecessor Alexander Haig
Sucessor Dick Cheney
9º Representante Permanente dos
Estados Unidos na OTAN
Período 2 de fevereiro de 1973
a 21 de setembro de 1974
Nomeado por Richard Nixon
Antecessor David M. Kennedy
Sucessor David K. E. Bruce
3º Diretor do Escritório de
Oportunidades Econômicas
Período 27 de maio de 1969
a 11 de dezembro de 1970
Presidente Richard Nixon
Antecessor Bertrand Harding
Sucessor Frank Carlucci
Membro da Câmara dos Representantes pelo 13º Distrito de Illinois
Período 3 de janeiro de 1963
a 20 de março de 1969
Antecessor Marguerite S. Church
Sucessor Phil Crane
Dados pessoais
Nome completo Donald Henry Rumsfeld
Nascimento 9 de julho de 1932 (88 anos)
Evanston, Illinois,
Estados Unidos
Progenitores Mãe: Jeannette Husted
Pai: George Donald Rumsfeld
Alma mater Universidade de Princeton
Universidade de Georgetown
Esposa Joyce Pierson (c. 1954)
Filhos 3
Partido Republicano
Profissão Empresário
Assinatura Assinatura de Donald Rumsfeld
Website Rumsfeld.com
Serviço militar
Lealdade  Estados Unidos
Serviço/ramo Marinha dos Estados Unidos
Anos de serviço 1954–1957
Graduação Capitão
Rumsfeld em uma entrevista coletiva no Pentágono, em setembro de 2001.
Donald Rumsfeld se encontrando com o ex presidente George Bush, em setembro de 2019.

Donald Henry Rumsfeld (Evanston, 9 de Julho de 1932) é um político aposentado americano. Rumsfeld serviu como Secretário de Defesa dos Estados Unidos de 1975 a 1977, no governo do presidente Gerald Ford, e novamente de janeiro de 2001 até dezembro de 2006 no governo de George W. Bush.[1] Ele foi o homem mais jovem e o segundo mais velho a servir como chefe do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Além disso, Rumsfeld havia também servido três mandatos na Câmara dos Representantes por Illinois (1963–69), foi diretor do Escritório de Oportunidade Econômica (1969–70), Conselheiro para o Presidente (1969–73, na administração Nixon), representante do governo americano para a OTAN (1973–74) e Chefe de Gabinete da Casa Branca (1974–75). Entre estes cargos no serviço público, ele também trabalhou em várias companhias privadas, sempre em posições de chefia.[2]

Rumsfeld nasceu em Illinois e mais tarde estudou na Universidade de Princeton, se formando em 1954 com um diploma em ciência política. Após servir brevemente na Marinha por três anos, ele foi eleito pelo 13º Distrito para o Congresso em 1962 aos 30 anos de idade. Na Câmara, entre as principais legislações que apoiou estava a Freedom of Information Act, que aumentava a transparência no governo federal. Em 1969, Rumsfeld relutantemente aceitou a indicação de Richard Nixon para liderar o Escritório de Oportunidades Econômicas e também foi apontado como conselheiro do presidente, uma posição de gabinete na Casa Branca. Em 1970 ele ainda liderou o Programa de Estabilização Econômica antes de ser apontado como embaixador para a OTAN. De volta a Washington, em agosto de 1974, Rumsfeld foi apontado como Chefe de Gabinete do presidente Ford. Rumsfeld recrutou para a Casa Branca um dos seus jovens ajudantes, Dick Cheney, para sucede-lo como Chefe de Gabinete quando Ford o nomeou para a posição de Secretário de Defesa, em 1975. Quando o presidente Ford perdeu a eleição de 1976, Rumsfeld retornou para o setor privado na área financeira e foi nomeado presidente da empresa farmaceutica G. D. Searle & Company. Ele ainda foi CEO da General Instrument, de 1990 a 1993, e presidente da Gilead Sciences de 1997 a 2001.[3]

Rumsfeld voltou a servir na Casa Branca em 2001 quando foi apontado, pela segunda vez na vida, para Secretário de Defesa dos Estados Unidos pelo presidente George W. Bush. Nove meses depois de assumir o cargo, ocorreram os atentados de 11 de setembro. Rumsfeld então assumiu um papel crucial na resposta do governo, ajudando o governo Bush a orquestrar a chamada Guerra ao Terror. Entre as ações mais contundentes, estavam a invasão e ocupação do Afeganistão e do Iraque. Embora a guerra contra a al-Qaeda no Afeganistão parecia ser taticamente a mais importante, meses depois, no começo de 2002, Rumsfeld e o governo americano mudaram o foco da nação para o Iraque Baathista, governado por Saddam Hussein, acusando seu regime de possuir armas de destruição em massas. A invasão do Iraque começou em março e terminou em abril, com a vitória da Coalizão Ocidental. Contudo, com o território iraquiano sob ocupação das forças armadas dos Estados Unidos, nenhuma arma de destruição em massa foi encontrada e a suposta ligação entre Saddam e a al-Qaeda nunca foi provada.[4][5] Ainda em 2003, mesmo com a invasão concluída, a ocupação se mostrou um desastre. O governo americano subestimou a insurgência iraquiana e tomou diversas decisões, como a que diz a respeito a quantidade de tropas necessárias no país ou a conduta das forças americanas, que foram duramente questionadas. No começo do segundo mandato do governo Bush, a liderança de Rumsfeld no Departamento de Defesa passou a ser questionada pela imprensa, por políticos e até por militares da ativa.[6] Um relatório do Pentágono afirmou que Rumsfeld e seu gabinete "desenvolveu, produziu e, em seguida, disseminou avaliações de inteligência alternativa sobre o relacionamento do Iraque com a Al-Qaeda, que incluíram algumas conclusões que eram inconsistentes com o consenso da Comunidade de Inteligência, repassando-as para legisladores".[7] O tempo de Rumsfeld no cargo foi marcado por diversas controversas além das guerras no Oriente Médio, como o apoio do governo americano para o uso de tortura e as denúncias de abuso de direitos humanos na prisão de Abu Ghraib.[8] Eventualmente, Rumsfeld perdeu apoio político no Congresso, no governo e entre os militares, forçando-o a renunciar ao cargo de Secretário de Defesa em dezembro de 2006.[9]

Após deixar o Governo Bush, ele se aposentou da vida política e profissional. Rumsfeld passou então se dedicar a escrever suas memórias, como Known and Unknown: A Memoir (2011) e Rumsfeld's Rules: Leadership Lessons in Business, Politics, War, and Life (2013) e concedeu várias entrevistas, comentando sobre a situação política dos Estados Unidos na década de 2010 e defendendo seu legado, especialmente suas decisões tomadas no Iraque.[10]

Referências

  1. «Donald H. Rumsfeld – Gerald Ford Administration». Office of the Secretary of Defense – Historical Office. Consultado em 25 de fevereiro de 2021 
  2. «Donald H. Rumsfeld — Former Secretary of Defense». Defense.gov. Consultado em 25 de fevereiro de 2021 
  3. Schwartz, Nelson D. (31 de outubro de 2005). «Rumsfeld's growing stake in Tamiflu». CNNMoney. Consultado em 1 de maio de 2010. Cópia arquivada em 14 de março de 2010 
  4. «Truth, War And Consequences: Why War? – In Their Own Words – Who Said What When». Frontline. PBS. Consultado em 28 de maio de 2019 
  5. Jackson, Brooks (2 de setembro de 2005). «Anti-war Ad Says Bush, Cheney, Rumsfeld & Rice "Lied" About Iraq». FactCheck.org (em inglês). Consultado em 28 de maio de 2019 
  6. «Rumsfeld must go after causing disaster in Iraq, says US general». The Telegraph. 5 de outubro de 2006. Consultado em 25 de fevereiro de 2021 
  7. Landay, Jonathan S. (8 de fevereiro de 2007). «Pentagon office produced 'alternative' intelligence on Iraq». McClatchy. Consultado em 28 de maio de 2019 
  8. Shanker, Thom (4 de fevereiro de 2005). «Rumsfeld Says He Offered to Quit». The New York Times. Consultado em 28 de junho de 2017 
  9. Roberts, Kristin (15 de agosto de 2007). «Rumsfeld resigned before election, letter shows». Reuters. Yahoo! News. Consultado em 8 de agosto de 2011. Cópia arquivada em 26 de julho de 2012 
  10. Shapiro, Gary (27 de junho de 2007). «Publishers Abuzz Over Possible Rumsfeld Book». The New York Sun. Consultado em 29 de maio de 2019 

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