Guilherme Fiuza

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Guilherme Fiuza
Nascimento 30 de maio de 1965 (52 anos)
Rio de Janeiro
Nacionalidade brasileiro
Ocupação Jornalista e escritor
Principais trabalhos Bussunda: a Vida do Casseta

Guilherme Fiuza (Rio de Janeiro, 30 de maio de 1965) é um jornalista e escritor brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Iniciou a carreira em 1987, no Jornal do Brasil. Entre outras redações, trabalhou também em O Globo, do qual é hoje articulista. Escreve também sobre política para a revista Época.

Na carreira literária, se destacou com o livro Meu nome não é Johnny, que trata da história real de João Estrella, um jovem de classe média alta do Rio de Janeiro que se torna traficante internacional de cocaína nos anos 1990. O livro recebeu uma adaptação para o cinema, protagonizada por Selton Mello (que interpreta João Estrella) e se tornou a maior bilheteria do cinema nacional em 2008. Com Mauro Lima (diretor do filme) e Mariza Leão (produtora), Guilherme Fiuza levou em 2009 o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro na categoria Melhor Roteiro Adaptado.

É autor também de Bussunda – A vida do casseta, biografia do humorista do Casseta & Planeta lançada em 2010, quatro anos após sua morte durante a Copa do Mundo da Alemanha. Escreveu também 3.000 dias no bunker, livro que conta os bastidores do Plano Real, na batalha que deteve a inflação no Brasil.

Foi o co-autor da minissérie O Brado Retumbante, escrita com Euclydes Marinho, Denise Bandeira e Nelson Motta e exibida na TV Globo em janeiro de 2012 (direção de núcleo de Ricardo Waddington). Em 2013, a minissérie foi indicada ao prêmio Emmy Internacional, na categoria Melhor Série Dramática.

No mesmo ano, escreveu também Giane — Vida, arte e luta, a biografia do ator Reynaldo Gianecchini. Em maio de 2013, Giane foi lançado em Portugal e alcançou o primeiro lugar nas listas de mais vendidos do país. 

Em 2014, lançou o livro Não é A Mamãe: Para Entender a Era Dilma, reunião de crônicas suas publicadas na Época e no jornal O Globo entre 2010 e 2014, sobre a gestão de Dilma Rousseff.[1]

Em 2015 escreveu e encenou a comédia teatral Eu e Ela, com Claudia Mauro no papel central e direção de Ernesto Piccolo.

Em 2016 lançou O Império do Oprimido (editora Planeta), romance sobre a vida política no Brasil do século 21 e a "transformação da piedade em poder". Os direitos de adaptação para cinema e TV foram vendidos antes da publicação do livro.

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Acusação ao New York Times[editar | editar código-fonte]

Em junho de 2016 Guilherme Fiuza escreveu um artigo para a revista Época onde ironiza o tradicional jornal norte-americano The New York Times por defender a tese de que a presidente Dilma Rousseff seria vítima de um golpe de estado durante seu processo de impeachment. "Será que o jornal americano também está na folha dos companheiros? Estaria o NYT precisando também da mesada que nossos bilionários heróis progressistas pagam aos bravos e incorruptíveis jornalistas de aluguel deste país?", satirizou, referindo-se às verbas governamentais destinadas aos chamados blogs sujos.[2] O correspondente do jornal no Brasil reagiu ao artigo. Simon Romero retirou a ironia usada pelo autor e escreveu no Twitter que tal ilação é "simplesmente patética". Jenny Barchfield, correspondente da AP no Rio, disse que o artigo era "incrível". Misha Glenny, ex-correspondente da BBC, acusou Fiuza de xenofobia.[3] Johnatan Watts, do The Guardian, ironizou que o "NYT é o coração e a alma do socialismo bolivariano".[4] Além disso, Fiuza atacou os filiados ao PT no mesmo artigo, chamando-os de "parasitas que sugaram o Brasil por 13 anos sem dó nem piedade", e os opositores do impeachment, que classifica como "intelectuais patéticos e artistas lunáticos (ou bem pagos)".[2]

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Meu nome não é Johnny - Editora Record, 2004[5]
  • 3000 dias no bunker - Editora Record, 2006
  • Amazônia, 20º andar: de Ipanema para o topo do mundo, uma jornada na trilha de Chico Mendes - Editora Record, 2008
  • Bussunda: a Vida do Casseta - Editora Objetiva, 2010
  • Giane — Vida, arte e luta - Editora GMT, 2012[6]
  • Não é A Mamãe: Para Entender A Era Dilma - Editora Record, 2014
  • O Império do Oprimido - Editora Planeta, 2016

Referências

  1. «Não é a Mamãe - Para Entender a era Dilma». Livraria Folha de S.Paulo. Consultado em 15 de outubro de 2015 
  2. a b "Acredite se quiser: colunista da Época sugere que New York Times recebe verba do PT". Fórum. 11 de junho de 2016. Consultado em 12 de junho de 2016.
  3. "Um breve perfil do colunista da Época que insinuou que o NY Times está no bolso do PT". Paulo Nogueira. Diário do Centro do Mundo. 11 de junho de 2016. Consultado em 12 de junho de 2016.
  4. Tweet. Johnatan Watts. 10 de junho de 2016. Consultado em 12 de junho de 2016.
  5. http://tribunadaimprensa.com.br/?p=10713
  6. http://www.cartacapital.com.br/politica/aonde-eles-pretendem-chegar/3.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]