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Lomé

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Lomé
Cidade
Panorama da cidade
Panorama da cidade
Panorama da cidade
Brasão de armas de Lomé
Gentílicolomeense
Lomé está localizado em: Togo
Lomé
Localização de Lomé no Togo
Coordenadas6° 08′ 16″ N, 1° 12′ 45″ L
País Togo
RegiãoMarítimo
PrefeituraGolfo
Início da povoaçãoInício do século XVIII
Elevação à cidade1882
Governo
 • PrefeitoAouissi Lodé
Área
 • Total90 km²
 • Metropolitana280 km²
Altitude30 m
População
 • Total (2023)1 700 000 hab.
 • Metropolitana2 500 000
Densidade18 888,9 hab./km²
 • Densidade metrop.8 928,6 hab./km²
Fuso horárioGMT (UTC+0)

Lomé é a capital do Togo e a maior cidade do país. A cidade tem cerca de 1 700 000[1][2] habitantes (2023) e localiza-se na costa do Golfo da Guiné. Para além de ser a capital administrativa do país, é a capital da Prefeitura do Golfo e do Distrito Autônomo da Grande Lomé (DAGL).[1]

Lomé é o centro administrativo e econômico do país. A aglomeração transfronteiriça, da qual Lomé é o centro, possuía cerca de 2,5 milhões de habitantes em 2020.[1] Lomé foi fundada no século XVIII pelos jeje-evés e tornou-se capital no século seguinte.[1]

Toponímia

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Seu nome deriva de Alo(ti)mé ou Alomé, que na língua jeje significa literalmente "nas árvores de alo" ou "dentro das árvores de alo", para designar uma floresta de alos. Alo-ti ou alo, de nome binomial Sorindeia warneckei, é um arbusto da família Anacardiaceae cuja madeira era particularmente abundante em Lomé e no sul do país, muito utilizada para fazer pequenos palitos, tradicionalmente usados como palitos de dente. O alo quase desapareceu da área ao redor de Lomé, ameaçado pela urbanização.[3]

História

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Rua Hamburgo, na região portuária de Lomé, em 1903.

A cidade foi fundada pelos jeje-evés no início do século XVIII como um pequeno povoado de caçadores e pescadores.[4] Segundo a tradição, um caçador jeje-evé chamado Dzitri foi o primeiro a se estabelecer naquela zona onde abundavam as alos, desencadeando a chegada de outros habitantes e o povoamento do local. A tradição jeje-evé reconhece, portanto, Dzitri como o fundador do sítio de Lomé. Durante a maior parte do século XIX permeneceu como uma localidade diminuta, servindo como zona de passagem para o comércio terrestre de arroz, óleo de palma, fibras e copra.[5] Seu nome inicial era Alomé.[5]

No final do século XIX, as taxas alfandegárias britânicas sobre produtos importados (especialmente álcool e tabaco) eram muito elevadas em toda zona da Costa do Ouro.[5] Os comerciantes marítimos, principalmente jeje-evés e anlo-evés, da área entre Aflao e Keta, no leste da colônia da Costa do Ouro Britânica, que procuravam um local alternativo para descarregar mercadorias fora do alcance dos funcionários da alfândega britânica, naturalmente visavam o local costeiro de Lomé, nas proximidades.[5] Essa dinâmica comercial de burla alfandegária e evasão fiscal favoreceu a expansão de Lomé, quando passou a se tornar uma parada comercial de navegadores alemães e britânicos em tentativa de negociar com caravanas africanas de jeje-evés e anlo-evés.[5] O litoral calmo e pouco habitado de Lomé começou a ser povoado rapidamente. Quem inicialmente organizou a localidade como centro comercial foi o afro-brasileiro Chico Olympio (irmão de Octaviano Olympio), representante da companhia comercial britânica A. and F. Swanzy.[5] Foi Chico inclusive quem alterou o nome para localidade para "Bey Beach" (nome em inglês).[5]

Os chefes jeje-evés da localidade logo foram procurados em 1882 para estabelecer contratos e facilidades comerciais com empresas britânicas e, principalmente, alemãs, bem como por comerciantes itinerantes do interior, como as caravanas hauçás. Muitas pessoas foram atraídas pelo novo polo econômico que Lomé representava. O rápido crescimento da cidade foi impulsionado e Lomé rapidamente ganhou reputação como um lugar onde se faziam bons negócios.[5]

Foram as ameaças dos britânicos presentes na vizinha Costa do Ouro que puseram fim à competição que Lomé provocava pela sua colónia, o que, por sua vez, provocou um apelo à proteção da Alemanha.[5] A Togolândia foi assim criada como uma entidade de direito internacional dentro do império colonial alemão em 5 de julho de 1884, pelo Tratado de Togoville, assinado pelo representante alemão Gustav Nachtigal e pelo Rei dos jeje-evés Mlapa III.[5]

Lomé continuou a prosperar como um centro de importação, tornando-se assim a principal porta de entrada para o norte, cujo principal eixo de circulação era então o vale do rio Volta; foi para acessá-lo que a construção da primeira rodovia do país, ligando Lomé a Kpalimé, foi empreendida a partir de 1892. Foi este importante papel económico que levou a administração alemã a transferir a capital do território para Lomé, uma localidade que já tinha mais de 2.000 habitantes. Assim, Lomé tornou-se a capital da Togolândia em 1897 (quando retomou seu nome original "Lomé").[6]

A partir de 1904, Lomé beneficiou-se da construção de infraestruturas adequadas a um porto, fato que a tornou o único ponto de ancoragem de grandes embarcações no Togo, ofuscando sua rival, Aného, até então muito mais importante. A partir desse desenvolvimento, foi possível implantar uma rede ferroviária: para Aného em 1905, para Kpalimé em 1907 e para Atakpamé em 1909. Todo o "Togo útil" estava agora organizado em torno de Lomé, cuja preponderância na rede urbana togolesa estava definitivamente estabelecida e o crescimento assegurado. A infraestrutura instalada pelos colonizadores alemães consistia em uma agência dos correios em 1890, uma estação telefônica em 1894, uma catedral em 1904, um banco em 1906 e o serviço de telégrafo intercontinental em 1913. Porem, tais serviços foram permitidos somente para a população branca, sendo implementado um sistema discriminatório cada vez mais rígido, que, por fim, expulsou até mesmo os comerciantes africanos das atividades mais lucrativas, ou seja, o comércio ou o negócio de importação e exportação. Criou-se uma política de cercamento de setores econômicos, beneficiando a colonização europeia, empobrecendo e proletarizando as populações africanas.[5]

A 12 de agosto de 1914, durante a Campanha da África Ocidental da Primeira Guerra Mundial, os britânicos cercaram Lomé e grande parte da costa sem enfrentar qualquer resistência alemã.[5] A prosperidade econômica do projeto colonizador alemão até 1914, e sob a Togolândia Francesa até 1960, passou a ser garantido por uma reserva de mão-de-obra barata.[5] Agroindústrias de corte e leite, indústria de fábricação de tijolos e ensacamento de algodão, além do extrativismo do coco properaram graças à condição de porto de exportação de baixo custo.[5]

Os franceses renovaram a infraestrutura deixada pelos alemães, e adicionaram eletrificação em 1926 e abastecimento de água potável em 1940. Na década de 1920, uma política de baixa tributação das atividades portuárias permitiu um rápido crescimento urbano. No entanto, isso significou também uma maior conscientização da classe trabalhadora. Essa nova burguesia de Lomé passou a cobrar das autoridades coloniais francesas maior autonomia, o que motivou a criação do Conselho de Notáveis em 1922 (eletivo a partir de 1925), que deu a Lomé uma vida política notavelmente precoce na África francófona.[5] Líderes africanos da pequena burguesia ascenderam em influência, destacadamente a Octaviano Olympio — um afro-brasileiro filho de pais escravizados no Brasil, e que haviam sido libertos —, que conseguiu prosperar no negócio da extração e exportação de cocos.[5] Formou-se o partido Duawo ("Do Povo"),que se apresentava como representante dos africanos, e que tinha Olympio como figura mais notável. Além disso, em janeiro de 1923, tal conscientização permitiu que ocorresse a primeira grande greve do país, a greve das mulheres de Lomé, contra a prisão de dois líderes Duawo, angariando a libertação dos mesmos.[5]

Monumento da Independência em 2010

Lomé atingiu 15.000 habitantes por volta de 1930. Mas a crise econômica global do início da década de 1930 levou a uma recessão brutal. A crise e a tentativa das autoridades coloniais de impôr impostos sobre os africanos provocou intensos tumultos de janeiro de 1933, que representaram uma grande ruptura política na história do Togo, fomentando o movimento nacionalista.[5]

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Togolândia foi vital para o esforço de guerra francês, período que, inclusive, foi importante para superação da estagnação econômica vivida em Lomé durante a década de 1930.[5] O porto de Lomé tornou-se um grande exportador, principalmente de algodão.[5]

A população da cidade cresceu rapidamente na segunda metade do século XX. De apenas 30.000 habitantes em 1950, esse número subiu para 80.000 em 1960, ano da independência do Togo.[5] Uma década depois, em 1970, a população já chegava a 200.000. Em duas décadas, Lomé multiplicou-se por sete.[1]

Os golpes de 1963[7] e 1967 danificaram bastante a infraestrutura da cidade.[8] Outros episódios que causaram bastante dano às infarestruturas de Lomé foram a série de atentados a bomba de 1985 e a tentativa de golpe de Estado no Togo em 1986.[4]

Em fevereiro de 1975 a então Comunidade Económica Europeia assinou em Lomé um pacto económico com 46 países africanos, caribenhos e do Pacífico, que ficou conhecido como Convenção de Lomé.[9] Outro evento marcante na história da cidade foi o Acordo de Paz de Lomé, assinado em 7 de julho de 1999 entre as partes envolvidas na Guerra Civil de Serra Leoa.[10]

Em 1990 e 1991 os estudantes togoleses realizaram manifestações e greves nas ruas de Lomé[11][12] contra o regime militar de Gnassingbé Eyadéma.[13] Entre 2005 e 2018, Lomé se tornou o palco de grandes protestos contra o governo de Faure Gnassingbé.[14][15]

Porto de Lomé em 2025

Lomé está situada numa zona de livre comércio estabelecida em 1968. Essa característica lhe transformou no centro industrial da nação, abrigando indústrias químicas, alimentícias, têxteis e de materiais de construção.[16]

Na economia logística, o porto de Lomé serve a maioria dos países sem litoral do Sael, especialmente devido aos problemas políticos enfrentados pelos seus vizinhos.[16] Seu porto movimenta, principalmente, cargas de café, cacau, algodão e óleo de palma, grande parte do comércio ligando países vizinhos como Gana, Mali, Níger e Burquina Fasso.[6] O porto de Lomé também abriga uma refinaria de petróleo e, desde 1989, um estaleiro.[6]

Na economia terciária, Lomé é o grande centro do comércio de venda a grosso e de retalhos do Togo.[16] Além disso, abriga uma enorme gama de serviços administrativos, financeiros e de entretenimento, além de um relevante setor turístico e de serviços hoteleiros.[16]

Geografia e política

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O município de Lomé está situado entre as cidades de Avé e Agoè-Nyivé a norte, as cidades de Zio e Lacs a leste, o Oceano Atlântico a sul e a cidade fronteiriça de Aflao a oeste. Todas as cidades citadas fazem parte da aglomeração transfronteiriça conhecida como Grande Lomé,[1] que, a variar da delimitação, pode englobar de Keta, no Gana, a Avloh Plage, no Benim.[1]

Administrativamente, Lomé está situada na Prefeitura do Golfo, sendo sua sede. A prefeitura de Agoè-Nyivé e a prefeitura de Golfo formam o Distrito Autônomo da Grande Lomé (DAGL), da qual Lomé também é sede.[1] A cidade de Lomé está subdividida em 5 arrondissements agrupando 69 distritos administrativos.

Topografia, clima e mudanças climáticas

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Avenida Boulevard du Mono, em Lomé, em 2019

Devido à sua localização no Corredor Togo-Daomé, Lomé possui um clima tropical de savana, apesar de sua latitude próxima a linha do equador.[1] A capital do Togo é relativamente seca, com uma precipitação média anual de 800 a 900 milímetros e uma média de 59 dias de chuva por ano.[1] Apesar disso, a cidade experimenta forte neblina durante a maior parte do ano, proveniente da extensão norte da Corrente de Benguela, e recebe um total de 2.330 horas de sol por ano.[1]

Lomé distingue-se por uma topografia única, influenciada pela sua localização costeira e terreno plano. Situa-se numa planície costeira baixa, atingindo uma altitude média de aproximadamente 10 metros acima do nível do mar. Esta topografia, combinada com uma inclinação suave de apenas 4%, torna a cidade vulnerável a inundações, particularmente durante períodos de chuva intensa. A presença de um lençol freático pouco profundo agrava estes riscos, limitando a drenagem natural das águas superficiais.[17]

Um artigo de 2019 publicado na PLOS ONE estimou que, sob o Cenário de Concentração Representativo 4.5 (RCP 4.5), um cenário "moderado" de mudança climática onde o aquecimento global atinge ~2,5–3 °C até 2100, o clima de Lomé no ano de 2050 se assemelharia mais ao clima atual de Manágua, na Nicarágua.[18][19] A temperatura anual aumentaria em 1 °C, a temperatura do mês mais quente em 1,6 °C e a do mês mais frio em 2,1 °C. De acordo com o Climate Action Tracker, a trajetória de aquecimento atual parece consistente com 2,7 °C, o que corresponde de perto ao RCP 4.5.[20]

Além disso, de acordo com o Sexto Relatório de Avaliação do IPCC de 2022, Lomé é uma das 12 principais cidades africanas (que inclui também Abijã, Alexandria, Argel, Cidade do Cabo, Casablanca, Dacar, Dar es Salaam, Durban, Lagos, Luanda e Maputo) que seriam as mais afetadas pela futura elevação do nível do mar. Estima-se que, coletivamente, sofreriam danos cumulativos de US$ 65 bilhões sob o cenário RCP 4.5 e de US$ 86,5 bilhões para o cenário de altas emissões RCP 8.5 até o ano de 2050. Além disso, o RCP 8.5, combinado com o impacto hipotético da instabilidade das calotas polares marinhas em altos níveis de aquecimento, envolveria até US$ 137,5 bilhões em danos, enquanto a contabilização adicional dos "eventos de baixa probabilidade e alto dano" pode aumentar os riscos agregados para US$ 187 bilhões para o cenário "moderado" RCP4.5, US$ 206 bilhões para o RCP8.5 e US$ 397 bilhões sob o cenário de instabilidade extrema das calotas polares.[21] Como a elevação do nível do mar continuaria por cerca de 10.000 anos em todos os cenários de mudança climática, os custos futuros da elevação do nível do mar só aumentariam, especialmente sem medidas de adaptação.[22]

Demografia

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De 1950 a 2017, a população aumentou de 33.000 para 1,7 milhões.[1] Prevê-se que a população seja de cinco milhões em 2050.[1] Lomé é uma capital cosmopolita onde se falam muitas línguas e dialetos, com o uso da língua mina de forma franca e da língua francesa nas relações comerciais e administrativas.[1]

Cidades-irmãs

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As seguintes cidades estão geminadas com Lomé:

Infraestrutura

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Dentre as instituições educacionais, destaca-se Universidade de Lomé, localizada na zona de Tokoin,[23] a Universidade de Ciências e Tecnologias de Togo[24] e um polo da Universidade Católica da África Ocidental.[25]

A cidade, que estava sem serviço ferroviário metropolitano de superfície desde 1997, viu o retorno dos comboios em 2014, graças a reforma e rabilitação da Estação Ferroviária Central de Lomé. Este metropolitano opera na rota curta entre o Quarteirão Administrativo de Lomé e o arrondissement de Cacavéli. A entrega de uma ligação ferroviária de Lomé a Cotonu (no Benim), como parte de um projeto de Anel Ferroviário da África Ocidental (Cotonu-Lomé-Abijã-Uagadugu-Niamei) está prevista para meados da década de 2020.[26]

O Aeroporto Internacional de Lomé-Tokoin, também conhecido como Aeroporto de Gnassingbé-Eyadema, está localizado a cinco quilômetros a nordeste do centro da cidade.[27]

Cultura e lazer

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Catedral do Sagrado Coração de Lomé, em 2024

Cidade de características cosmopolitas, Lomé possui um rico patromônio histórico-arquitetônico concentrado no centro da cidade. A arquitetura colonial teve preservada algumas construções como o Palácio dos Governadores (ou simplesmente Palácio de Lomé), o Palácio da Justiça e a Catedral do Sagrado Coração (a sé da Arquidiocese de Lomé), em estilo neogótico alemão.[28] Outra estutura de importância arquitetônica é a Igreja de Santo Agostinho. Todas essas construções são datadas do final do século XIX e início do século XX.[29]

A Praça da Independência, no Quarteirão Administrativo, reúne uma série de locais de interesse, como o Monumento da Independência, o Centro Administrativo de Serviços Econômicos e Financeiros (CASEF), o Ministério do Comércio, o Ministério dos Negócios Estrangeiros, a Biblioteca Nacional, o Hotel 2 de Fevereiro de Lomé,[30] o Estádio Omniesportivo Général Eyadema, a Estação Ferroviária Central de Lomé e o Museu Nacional do Togo, que fica no Palácio dos Congressos. O museu abriga coleções como joias, instrumentos musicais, bonecas, cerâmica, armas e muitos outros objetos que demonstram as artes e tradições do país.[31] Já na arquitetura brutalista, Lomé possui grandes referenciais notáveis para a toda África Ocidental, sendo a sede do Banco de Desenvolvimento da África Ocidental (BOAD), a sede da União Bancária Togolesa (UTB), a sede do Banco de Comércio e Indústria do Togo (BTCI), o Hotel de la Paix,[28] o Hotel Sarakawa, a sede do Banco BIA-Attijariwafa, o edifício do Tesouro Público, o Grande Mercado de Hédzranawoé e os Edifícios Gêmeos da Alfândega de Agodja-Kodjoviakopé (na fronteira com a Gana).[30] Tais construções são consideradas uma hibridização que gerou um estilo único, o brutalismo togolês.[30]

Já a zona de Lomé II e da Cidade d'OUA, no norte de Lomé, foi tornada o novo centro administrativo da nação, reunindo infraestruturas arquitetônicas como o Palácio Presidencial do Togo, a Assembleia Nacional do Togo e a Mesquita do Centro Cultural Islâmico de Lomé II.[32]

No comércio popular, o Grande Mercado de Koketimé, um enorme mercado centrado na região das ruas do Comércio, da Igreja, Tokmake, Du Gran, Azole, Koketi, Kamina e Logopé, se encontram alimentos, itens de vestuário e casa, itens de viagem e remédios tradicionais. Mesmo aparentando ter uma estrutura caótica, o mercado é composto por três seções especializadas, nomeadas como Atikpodji, Assigamé e Assivito.[33] De forma mais organizada, de maior diversidade e interesse arquitetónico, há o imponente Grande Mercado de Hédzranawoé.[34][30]

O litoral de Lomé, principalmente da zona entre Kodjoviakopé e Ablogamé, é muito apreciado como destino de lazer em função de suas praias marítimas, especialmente aquelas na zona de Anthonio-Nétimé, graças à sua extensa faixa de areia com vegetações litorâneas bem preservadas.[35]

Dentre as infrestruturas desportivas, além do Estádio Omniesportivo Général Eyadema, Lomé dispõe, de forma destacada, do Estádio de Kégué e do Estádio Oscar Anthony.[36]

Referências

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  2. Résultats définitifs du RGPH4 au Togo Arquivado em 21 de abril de 2012, no Wayback Machine. (em francês)
  3. Amah Akodéwou; Sêmihinva Akpavi; Marra Dourma; Komlan Batawila; Kossi Béssan Amégnaglo; Wouyo Atakpama; Koffi Akpagana (11 de novembro de 2014). «Sorindeia warneckei Engl. (Anacardiaceae), une espèce multi-usagère de la dépression de la Lama au Togo». Afrique Science (2) 
  4. a b «Togo Profile: Timeline». BBC News. 11 de julho de 2011 
  5. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u Alcione M. Amos (1999). «Afro-Brasileiros no Togo: A história da Família Olympio, 1882-1945» (PDF). Universidade Federal da Bahia. Afro-Ásia (23): 173-194 
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  7. Decalo, Samuel (1990). Coups & Army Rule in Africa: Motivations & Constraints. New Haven: Yale University Press. ISBN 978-0-300-04043-2 
  8. «Togolese president Eyadema dies». BBC. 6 de fevereiro de 2005 
  9. Editora, Porto. «Convenção de Lomé». Infopédia. Consultado em 7 de Agosto de 2024. Cópia arquivada em 21 de Maio de 2024 
  10. «Sierra Leone peace deal signed». BBC News. 7 de julho de 1999 
  11. Nabourema, Farida (25 de agosto de 2017). «50 years of hurt: Togo protesters vow to continue». African Arguments 
  12. «Togo (10/31/11)». U.S. Department of State. 31 de outubro de 2011 
  13. Komali, Kossi; Abdulrauf. «Introduction to the Constitution of Togo» (PDF). Institute for International and Comparative Law in Africa 
  14. Mealer, Brian (13 de fevereiro de 2005). «Mass Protests Against Togo's President Turn Violent». The Washington Post. AP 
  15. «Togo opposition suspends protests at Ghana request». The Independent Uganda. AFP. 10 de março de 2018 
  16. a b c d OCDE; et al. (2024). Examen des politiques de transformation économique du Togo: Pour une prospérité partagée, Les voies de développement (PDF). Paris: Éditions OCDE 
  17. «Géographie de Lomé» (em francês). Vert-Togo Webmagazine 
  18. Bastin, Jean-Francois; Clark, Emily; Elliott, Thomas; Hart, Simon; van den Hoogen, Johan; Hordijk, Iris; Ma, Haozhi; Majumder, Sabiha; Manoli, Gabriele; Maschler, Julia; Mo, Lidong; Routh, Devin; Yu, Kailiang; Zohner, Constantin M.; Thomas W., Crowther (10 de julho de 2019). «Understanding climate change from a global analysis of city analogues». PLOS ONE. 14 (7). S2 Table. Summary statistics of the global analysis of city analogues. PMC 6619606Acessível livremente. PMID 31291249. doi:10.1371/journal.pone.0217592Acessível livremente 
  19. «Cities of the future: visualizing climate change to inspire action». Current vs. future cities. Consultado em 8 de janeiro de 2023 
  20. «The CAT Thermometer». Consultado em 8 de janeiro de 2023 
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