Macedo de Cavaleiros

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Macedo de Cavaleiros
Brasão de Macedo de Cavaleiros Bandeira de Macedo de Cavaleiros
Brasão Bandeira
Localização de Macedo de Cavaleiros
Gentílico Macedense
Área 699,14 km2
População 15 776 hab. (2011)
Densidade populacional 22,56 hab./km2
N.º de freguesias 30
Presidente da
Câmara Municipal
Duarte Moreno (PSD)
Fundação do município
(ou foral)
1853
Região (NUTS II) Norte
Sub-região (NUTS III) Terras de Trás-os-Montes
Distrito Bragança
Antiga província Trás-os-Montes
e Alto Douro
Orago São Pedro
Feriado municipal 29 de junho
Código postal 5340 Macedo de Cavaleiros
Sítio oficial www.cm-macedodecavaleiros.pt
Municípios de Portugal Flag of Portugal.svg

Macedo de Cavaleiros é uma cidade portuguesa, pertencente ao Distrito de Bragança, Região Norte e sub-região do Alto Trás-os-Montes, com 6 257 habitantes (2011).

É sede de um município com 699,14 km² de área[1] e 15 776 habitantes (2011[2] ), subdividido em 30 freguesias.[3] O município é limitado a norte pelo município de Vinhais, a nordeste por Bragança, a leste por Vimioso, a sul por Mogadouro e Alfândega da Fé, a sudoeste por Vila Flor e a oeste por Mirandela.

População[editar | editar código-fonte]

Número de habitantes [4]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
16 653 17 901 18 825 19 200 20 917 18 376 19 781 22 765 25 204 26 199 22 173 21 608 18 930 17 449 15 776

(Número de habitantes que tinham a residência oficial neste concelho à data em que os censos se realizaram.)

Número de habitantes por Grupo Etário [5]
1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
0-14 Anos 6 178 7 495 6 309 6 875 8 064 8 567 9 145 7 345 6 118 4 008 2 512 1 848
15-24 Anos 3 597 3 338 3 184 3 574 3 927 4 603 4 486 3 620 3 898 3 176 2 467 1 561
25-64 Anos 8 625 8 912 7 695 8 038 9 257 10 335 10 876 9 095 8 860 8 715 8 557 7 932
= ou > 65 Anos 880 1 152 1 077 1 322 1 456 1 614 1 692 2 165 2 732 3 031 3 913 4 435
> Id. desconh 4 94 122 28 52

(Obs: De 1900 a 1950 os dados referem-se à população presente no concelho à data em que eles se realizaram Daí que se registem algumas diferenças relativamente à designada população residente)

História[editar | editar código-fonte]

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De acordo com as Inquirições de D. Afonso III, em 1258, o território de Macedo pertencia a D. Nuno Martins e a D. Mendes Gonçalves, nobres cavaleiros. Esse território era, na altura, apenas uma pequena povoação com importância inferior às suas vizinhas Nozelo, Vale Prados, Cortiços, Sezulfe e Pinhovelo, as quais, receberam carta de foral antes de Macedo de Cavaleiros.

Foi a partir do século XIV que Masaedo surge pela primeira vez nos documentos como Macedo de Cavaleiros. É provável que o facto de seus donatários serem cavaleiros tenha estado na origem deste aditivo.

Em 1722, D. João V passou carta de reguengos da Casa de Bragança aos moradores da quinta de Macedo. Ao designar Macedo como "Quinta" fica patente a pequena dimensão desta povoação.

  • Em 18 de Julho de 1835 decretava-se a nova divisão administrativa. O país ficava dividido em distritos, estes em concelhos e estes em freguesias.
  • No mapa nº 2 anexo ao Decreto, mencionavam-se, entre os 44 concelhos que ficavam a constituir o distrito de Bragança, os de Chacim, Cortiços, Nozelos, Sezulfe e Vale de Prados.
  • A 6 de Novembro de 1836, reduziram-se a dois - Chacim e Cortiços - os velhos Concelhos que viriam a constituir o núcleo de Concelho de Macedo de Cavaleiros.
  • Uma nova divisão administrativa é aprovada em 1853 e institui Macedo dos Cavaleiros como Julgado e Concelho, suprimindo os antigos concelhos de Chacim e Cortiços.
  • Um erro gráfico dá forma definitiva ao nome Macedo de Cavaleiros.
  • Em 1863 a povoação de Macedo de Cavaleiros é elevada à categoria de vila.
  • Indubitavelmente o crescimento da antiga povoação de Masaedo deve ter sido enorme entre o início do século XVIII e a segunda metade do século de XIX, passando duma simples "quinta" a sede de concelho e a vila.
  • A 13 de Maio de 1999 é votada na Assembleia da República a elevação de Macedo de Cavaleiros à categoria de cidade.

LENDA OU FACTO

Até ao dia de Portugal, Macedo tinha lendas sobre valorosos cavaleiros e as suas façanhas. Umas contra mouros, outras contra espanhóis, das quais ficaram frases muitas vezes repetidas como: “Maça Macedo, maça Macedo”, mas todas tentando justificar a toponímia “dos Cavaleiros”.

Depois do dia 10 de Junho de 2006, Macedo de Cavaleiros tem uma história e o nome de um herói: Martim Gonçalves de Macedo. Herói não só de Macedo (terra que lhe deu nome e que, por ele, haveria de se chamar de Cavaleiros), mas de toda a nação.

As acções heróicas aconteceram numa tarde de 14 de Agosto, decorria o ano de 1385 e, a alguns quilómetros de Aljubarrota guerreavam espanhóis e o Mestre de Avis, que depois seria D. João I e tinha por escudeiro Martim Gonçalves de Macedo.

Descrevem várias crónicas que, “Chegando este Rei (D. João I) a braços com Roberto Gonçalves Barros, homem de grandes forças, caira el-Rei, e Martim Gonçalves o levantou do chão e matou o castelhano”.

Os feitos de Martim de Macedo O futuro rei soube agradecer o feito a Martim de Macedo, fazendo notar que nas armas da sua família passasse a constar “um braço com a maça com que matou o castelhano e no braço metida uma coroa real, porque no valor daquele braço consistiu a coroa daquele Rei”. A relação de Martim Gonçalves de Macedo com as terras que hoje são Macedo de Cavaleiros parece estar assegurada por um registo que afirma que Martim Gonçalves de Macedo casou com dona Brites de Sousa (com muitos dotes), constituindo morgado em Macedo de Cavaleiros. Muito interessou e interessa aos macedenses a origem do nome Cavaleiros. Tudo indica que se deve à figura de Martim Gonçalves de Macedo. Esta luz que se fez no nome e história de Macedo de Cavaleiros deve-se a “de Macedo a Macedo de Cavaleiros (via Aljubarrota)“, da autoria de Pedro Barbosa e Carlos Emendas. O livro, propriedade da autarquia, é um documento importante para qualquer macedense. Lê-se com facilidade, contém referências de heráldica, genealogia dos Macedo e uma descrição com algum pormenor da Batalha de Aljubarrota, para além de inúmeros e valiosos excertos de crónicas e textos antigos. Carlos Mendes, há menos de um ano, publicou o livro “Macedo de Cavaleiros, Cultura Património e Turismo – Contributo para um programa integrado”. Trata-se de uma extensa monografia de Macedo de Cavaleiros e do seu concelho

[6]

Freguesias[editar | editar código-fonte]

Freguesias do concelho de Macedo de Cavaleiros.

O concelho de Macedo de Cavaleiros está dividido em 30 freguesias:

Geografia[editar | editar código-fonte]

Concelho situado no centro do nordeste transmontano. Neste situam-se dois acidentes geográficos importantes, a Serra de Bornes, no extremo sudoeste, e a Serra da Nogueira a norte do concelho.

Há dois rios importantes a atravessar o seu território, o Rio Sabor a Sudeste e o Rio Azibo.

O concelho de Macedo de Cavaleiros tem das formações geológicas mais importantes de Portugal, o Maciço de Morais

Turismo[editar | editar código-fonte]

O município faz parte da Região de Turismo do Nordeste Transmontano.

Património[editar | editar código-fonte]

Miradouros[editar | editar código-fonte]

  • Miradouro de Santa Maria Madalena, em Amendoeira
  • Miradouro de Monte de Morais, na estrada para Izeda
  • Lugar da Serrinha em Corujas
  • Miradouro e convento de Balsamão em Chacim

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Macedo de Cavaleiros

Distrito de Bragança

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