Pirapozinho

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Pirapozinho
  Município do Brasil  
Vista do município de Pirapozinho com ênfase ao Edifício Condomínio Saint Germain.
Vista do município de Pirapozinho com ênfase ao Edifício Condomínio Saint Germain.
Símbolos
Bandeira de Pirapozinho
Bandeira
Brasão de armas de Pirapozinho
Brasão de armas
Hino
Lema Sigo o bem, consigo a paz
Apelido(s) "Pirapó"
"Cidade Joia"
Gentílico pirapozense
Localização
Localização de Pirapozinho em São Paulo
Localização de Pirapozinho em São Paulo
Mapa de Pirapozinho
Coordenadas 22° 16' 30" S 51° 30' O
País Brasil
Unidade federativa São Paulo
Municípios limítrofes Presidente Prudente, Anhumas, Narandiba, Tarabai, Estrela do Norte, Sandovalina e Álvares Machado
Distância até a capital 574 km[1]
História
Fundação 9 de abril de 1949 (71 anos)
Administração
Prefeito(a) Orlando Padovan (DEM, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [2] 480,795 km²
População total (Censo IBGE/2016[3]) 26,810 hab.
Densidade 0,1 hab./km²
Clima tropical (Aw)
Altitude 487 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2010[4]) 0,776 alto
PIB (IBGE/2017[5]) R$ 99.308,65
PIB per capita (IBGE/2017[5]) R$ 35 603,90
Outras informações
Padroeiro(a) João Batista
Website http://www.pirapozinho.sp.gov.br/ (Prefeitura)
http://www.camarapirapozinho.sp.gov.br/ (Câmara)

Pirapozinho é um município brasileiro do estado de São Paulo, também conhecido como Cidade Joia da Alta Sorocabana. Localiza-se a uma latitude 22º16'31" sul e a uma longitude 51º30'00" oeste, estando a uma altitude de 487 metros. Sua população estimada em 2010 era de 24.718 habitantes. A cidade possui uma área de 482,28 km², fazendo parte em sua integridade do Aquífero Guarani. O município é formado pela sede e pelo distrito de Itororó do Paranapanema[6][7].

História[editar | editar código-fonte]

Seu nome tem origem na língua Tupi-Guarani, sendo oriundo da palavra pirapó ou pirapora, que significa "lugar abundante em peixes que saltam" e teve como característica histórica uma colonização iniciada no começo século XX, a qual a ferrovia antecedeu as cidades e o plantio de café. Através da ferrovia foram surgindo núcleos urbanos, que serviram de apoio à expansão da colonização dessas terras em direção ao Norte do Paraná. O processo de ocupação da região ocorreu por meio de companhias de colonização e iniciativas tomadas tanto por grupos econômicos como por ações individuais para fragmentar o território e ampliar a especulação fundiária e o adensamento humano.[8]

Pirapozinho tinha a função inicial de local de passagem para quem ia à Presidente Prudente, acelerando a colonização com o desenvolvimento do comércio e a formação das propriedades agrícolas nas imediações. Na década de 1930, foi traçada a planta que deu origem ao loteamento da área. As famílias começaram a ocupar as áreas próximas das atividades comerciais e agrícolas, desenvolvendo aos poucos o núcleo urbano, que ficou por muito tempo delimitado pela SP-425 (Rodovia Assis Chateuabriand) e pela Estrada de Ferro Sorocabana.

Pirapozinho era um lugarejo ligado a Presidente Prudente por uma picada aberta no meio de densa mata, sendo proprietários Francisco Bertasso e Benedito Reis Barreiro.

No ano de 1933, o Dr. Albino Gomes Teixeira, engenheiro da Prefeitura Municipal de Presidente Prudente, traçou a planta de loteamento dos terrenos; lotes eram vendidos a trinta mil réis cada, tendo Francisco Nanci comprado, em longo prazo de pagamento, um quarteirão inteiro, por quatrocentos réis.

Os primeiros habitantes foram Francisco Nanci, Augusto Nanci, Francisco Marques, Sebastião Giroto, Arlindo Nogueira e os irmãos Artur, Manoel, João e Joaquim Gouveia, que se instalaram em 15 de novembro de 1933.

Emancipação administrativa[editar | editar código-fonte]

Pirapozinho em meados do século XX

Como o local oferecia boa passagem para os sitiantes da região, que demandavam a Presidente Prudente, acelerou-se a colonização com o desenvolvimento do comércio e a consequente formação de propriedades agrícolas nas imediações, propriedades estas que constituem a principal estrutura econômica do município. As famílias foram se agrupando em torno da atividade comercial e agrícola, atraindo para o local notáveis melhoramentos.

Pela Lei nº. 2.794, de 26 de dezembro de 1926, foi criado Distrito de Paz no Município e Comarca de Presidente Prudente. Pela Lei nº. 233, de 24 de dezembro de 1948, foi elevado a Município, constituído dos seguintes distritos: Pirapozinho e Narandiba.

Integrantes da comissão Pré-criação do Município, constituída em 9 de julho de 1948: Pres: Manoel Marques Silva, Secretário: Florisvaldo Ribeiro de Bessa, Tesoureiro: José Alves de Oliveira Filho, Membros: Manoel da Silva Santos, Francisco de Paula Barbosa Castro, Plauto Ramos Pereira Barreto, Avelino dos Santos, Américo Gori, Arthur de Toledo Freitas, Aquiles Vantini, João de Abreu, Milton Macedo Andrade, Benedito Pereira Ramos e Joaquim Divino Pantarotto.

Em 9 de abril de 1.949, foi realizada às 14,00 h. a Sessão de Instalação do Município de Pirapozinho, empossando como Prefeito o Sr. Manoel Marques Silva e os Vereadores eleitos.

Pela Lei nº. 2.456, de 30 de dezembro de 1953, foram incorporados os distritos de: Estrela do Norte, Itororó do Paranapanema e Tarabai.

Em 31 de dezembro de 1958, emancipa o distrito de Sandovalina e em 23 de março de 1964 com a Lei Estadual nº 8092, desmembram-se os distritos de Narandiba, Tarabai e Estrela do Norte.

Atualmente, Pirapozinho é constituído apenas do distrito de Itororó do Paranapanema.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Rio Paranapanema

Pirapozinho está situado no extremo Oeste do estado de São Paulo, na microrregião de Presidente Prudente, distante 574 quilômetros de São Paulo, capital estadual, e 1010 quilômetros de Brasília, capital federal.

Sua área é de 482,28 km², e se limita com os municípios de Álvares Machado e Presidente Prudente, a norte; Narandiba, a sul; Anhumas, a leste; Tarabai, Estrela do Norte e Sandovalina, a oeste.

O município está localizado junto ao Rio Santo Anastácio, ao norte/nordeste; Rio Pirapozinho, ao norte/noroeste; Córrego do Peru, ao sudeste/sul; Córrego da Onça, ao sudeste/sul; Rio Paranapanema, ao sul/sudoeste no Distrito de Itororó do Paranapanema. O ponto mais elevado da cidade situa-se a 484 metros.[8]


Bairros[editar | editar código-fonte]

Pirapozinho é dividido em bairros, tendo 35 reconhecidos:

  • CDHU
  • Centro
  • Cohab
  • Campo Largo
  • Jardim Alvorada
  • Jardim Bela Vista
  • Jardim Castilho
  • Jardim das Flores
  • Jardim do Sol
  • Jardim Esperança
  • Jardim Flores
  • Jardim Imperial
  • Jardim Marrafon
  • Jardim Monte Rei
  • Jardim Morada Sol
  • Jardim Sol
  • Jardim Soledade
  • Jardim Vantini
  • Jardim Wanderley Remelly
  • Jardim Xavier
  • Natal Marrafon
  • Noite Negra
  • Novo Horizonte
  • Núcleo Industrial
  • Vila Castilho
  • Vila Mariza
  • Vila Marquês
  • Vila Rouxinol
  • Vila São Francisco
  • Vila São João
  • Vila Santa Rosa
  • Vila São José
  • Vila Soler
Mapa de Pirapozinho (SP), em preto, e municípios limítrofes, em cinza.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima de Pirapozinho é classificado como Tropical típico, com duas estações bem definidas: um inverno seco e um verão chuvoso. A temperatura média anual é de 23,5°C.

As temperaturas máxima e mínimas registradas pela Estação Meteorológica da UNESP de Presidente Prudente são respectivamente de 39,3°C e mínima de -1,8°C.

A precipitação média anual é de 1300 mm.

Economia[editar | editar código-fonte]

Pirapozinho tem como base econômica a indústria, o comércio e atividades agropecuárias, com um Produto interno bruto (PIB) per capita de 35.603,90 reais (IBGE, 2017).

O comércio se concentra na área central, com lojas diversificadas, bancos, supermercados, etc. e a indústria que é expressiva para a cidade. Há indústrias ligadas ao ramo químico e agroindustrial de capital e projeção relevante, como a antiga Braswey (hoje Bracol) e a Danisco instalada em seu território. Há também a Foyer que se dedica à produção de roupas jeans, a Sumetal, voltada à produção de fivelas e botões, entre outras como as pertencentes ao segmento alimentício, como Sina, Charque Favorito e Frigorífico Naturafrig.

O setor industrial proporciona 36,80% no total do valor adicionado do PIB do município, o setor de serviços 54,97%, e o setor agropecuário 8,24% (IBGE, 2012).

Demografia[editar | editar código-fonte]

Dados do Censo - 2000

População Total: 22.104
Rural 1.389
Urbana 20,715
Homens 10.815
Mulheres 11.289

Densidade demográfica (hab./km²): 45,97

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 16,70

Expectativa de vida (anos): 70,78

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 1,98

Taxa de Alfabetização: 89,13%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,783

  • IDH-M Renda: 0,721
  • IDH-M Longevidade: 0,763
  • IDH-M Educação: 0,865

(Fonte: IPEADATA)

Comunicações[editar | editar código-fonte]

A cidade foi atendida pela Empresa Telefônica Paulista[9][10] até 1973, quando passou a ser atendida pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP)[11], que construiu a central telefônica utilizada até os dias atuais. Em 1998 esta empresa foi privatizada e vendida para a Telefônica[12], sendo que em 2012 a empresa adotou a marca Vivo[13] para suas operações de telefonia fixa.

Administração[editar | editar código-fonte]

Executivo[editar | editar código-fonte]

Prefeito atual:

Prefeitos anteriores

  • 1949-1953 - Manoel Marques Silva;
  • 1953-1957 - Plauto Ramos Pereira Barreto;
  • 1957-1961 - Manoel Marques Silva;
  • 1961-1965 - Plauto Ramos Pereira Barreto;
  • 1965-1969 - Francisco Moreira;
  • 1969-1973 - Osório de Souza Santos;
  • 1973-1977 - Jorge Assef;
  • 1977-1983 - Osório de Souza Santos;
  • 1983-1988 - Rubens Delorenzo Barreto (teve os direitos cassados em 2 de Junho de 1988);
  • 1988-1988 - Valdomiro Favaretto (afastou-se em30/11/88);
  • 1988-1988 - Geraldo Salim Jorge;
  • 1989-1992 - Waldemar Casseze;
  • 1993-1996 - Jorge Assef;
  • 1997-1999 - Waldemar Casseze (suspenso preliminarmente em 16 de Setembro de 1999 e cassado definitivamente em 23 de Novembro de 1999);
  • 1999-2000 - Marcos Cavalli;
  • 2001-2004 - Sérgio Pinaffi;
  • 2004-2006 - Sérgio Pinaffi (cassado em 23/12/2006);
  • 2006-2008 - Orlando Padovan
  • 2009-2012 - Marcos Brambilla
  • 2013-2020 - Orlando Padovan

Legislativo[editar | editar código-fonte]

A Câmara Municipal de Pirapozinho é composta por 11 vereadores. A atual Legislatura (2017-2021) é composta pelos seguintes edis:

  • Mara Enfermeira
  • Valter Inácio Medeiros
  • Claudecir Marafon
  • Claudinei Dinello
  • Odilo
  • José Maria Berbert
  • Elizeu do Turco
  • Jurandir Aparecido de Lima
  • Lucas Padovan dos Santos Pavani
  • Cida da Psiquiatria
  • Fábio Araújo Roque

Festividades[editar | editar código-fonte]

Fejupi (Festa Junina de Pirapozinho)

A cidade orgulha-se por ter a maior fogueira do Brasil, com mais de 50 metros de altura. A Fejupi (Festa Junina de Pirapozinho) é promovida pela Prefeitura Municipal em homenagem a São João Batista, o santo padroeiro da cidade, e acontece sempre entre os meses de Junho e Julho com duração inicial de uma semana, exceto em 2002 quando teve duração de 12 dias.

A Fejupi acontece desde 1987, deixando de ser realizada apenas em 2001 e 2020, em virtude do Racionamento, mais conhecido como Crise do apagão e a pandemia de Covid-19, respectivamente. E passam por lá cerca de 100.000 pessoas. No último dia da festa é acesa a fogueira acompanhada de um show pirotécnico, fechando com chave de ouro uma das maiores festas regionais do interior do Estado de São Paulo. Nos últimos anos a duração foi reduzida para 4 dias (quarta, quinta, sexta e sábado). Shows, parque de diversões, barracas de comidas típicas (ou não) fazem parte das atrações.

Lazer[editar | editar código-fonte]

  • Centro Cultural Municipal;
  • Estádio Municipal Mário da Costa Cruz;
  • Parque do Povo;
  • Pista de Motocross;
  • Pista de Wheeling;
  • Arena de Rodeio;
  • Ginásio Municipal de Esportes;
  • Praça Poliesportiva do Conjunto Habitacional Adélia Jorge de Oliveira;
  • BEC Grêmio Recreativo;
  • V.E.C. (Videira Esporte Clube);
  • Terra Parque Eco Resort;

Clubes[editar | editar código-fonte]

  • Clube Recreativo e Esportivo;
  • Rotary Club de Pirapozinho;
  • Rotaract Club de Pirapozinho;
  • Interact Club de Pirapozinho;
  • ACAD;
  • Lions Club de Pirapozinho;
  • Loja Maçônica Fraternidade e Progresso;
  • Loja Maçônica Evolução e Dignidade;
  • Clube dos 30 de Pirapozinho;
  • Alps Futebol Clube;
  • Videira Esporte Clube (V.E.C.).
  • Unimaster Voleibol Feminino

Referências

  1. «Distâncias entre a cidade de São Paulo e todas as cidades do interior paulista». Consultado em 23 de julho de 2011 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2016. Consultado em 11 de dezembro de 2016 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 31 de julho de 2013 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2017 revisada». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2017 
  6. «Municípios e Distritos do Estado de São Paulo» (PDF). IGC - Instituto Geográfico e Cartográfico 
  7. «Divisão Territorial do Brasil». IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
  8. a b «A URBANIZAÇÃO DE CIDADES PEQUENAS - PIRAPOZINHO» (PDF). UNESP 
  9. «Relação do patrimônio da Empresa Telefônica Paulista incorporado pela Telesp» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo 
  10. «Telesp assume controle da Cia. Telefônica Rio Preto e da Empresa Telefônica Paulista». Acervo O Estado de São Paulo 
  11. «Área de atuação da Telesp em São Paulo». Página Oficial da Telesp (arquivada) 
  12. «Nossa História». Telefônica / VIVO 
  13. GASPARIN, Gabriela (12 de abril de 2012). «Telefônica conclui troca da marca por Vivo». G1 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]