Presbiacusia

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DEFINIÇÃO[editar | editar código-fonte]

Distúrbio decorrente da deterioração das funções fisiológicas, que faz parte do processo natural de envelhecimento, e que se inicia no momento do nascimento. [1]

CARACTERÍSTICAS[editar | editar código-fonte]

É a perda auditiva que afeta os dois ouvidos de forma similar, simétrica e é do tipo neurossensorial, ocasionada pelo envelhecimento das estruturas auditivas de pessoas com aproximadamente 60 anos de idade.

Esse tipo de perda geralmente acomete primeiro as frequências mais agudas e depois, gradualmente, progride para as frequências médias e graves.[2]

Afeta cerca de 60% de todos os indivíduos com mais de 65 anos e é a terceira patologia mais prevalente entre os idosos, estando atrás apenas da artrite e da hipertensão arterial.[3]

Essa perda configura-se como uma doença incapacitante que pode gerar importantes alterações sociais e econômicas e influenciar nas relações interpessoais e de comunicação, privar o indivíduo do convívio com familiares e amigos, levar ao isolamento e comprometer sua qualidade de vida.

COMO DETECTAR[editar | editar código-fonte]

Das queixas relatadas e mais comuns, pode-se destacar: [1]

  • dificuldade auditiva exacerbada na presença de ruído de fundo;
  • dificuldade maior em ouvir as mulheres do que homens, já que estas têm naturalmente um discurso com frequência mais elevada;
  • zumbido;
  • dificuldade no reconhecimento da fala;
  • falta de atenção.

FATORES INFLUENCIADORES[editar | editar código-fonte]

  • Ação do tempo;
  • Exposição a sons de forte intensidade ao longo da vida;
  • Uso indiscriminado de medicamentos;
  • Tensão diária e exposição às doenças de forma geral (estresse);
  • Base genética (predisposição ao desenvolvimento de perda auditiva).

DIAGNÓSTICO:[editar | editar código-fonte]

O diagnóstico das perdas auditivas é feito por meio da audiometria tonal, exame realizado por fonoaudiólogos ou médicos, que permite estabelecer o tipo e o grau da perda auditiva. Além da audiometria tonal, o diagnóstico é complementado pela audiometria de fala (logoaudiometria), em que é possível avaliar a discriminação e a detecção da fala e classificar o prejuízo que a perda auditiva está trazendo para a comunicação.[4]

TRATAMENTO[editar | editar código-fonte]

Uma das alternativas de reabilitação às pessoas com presbiacusia, é o aparelho auditivo.

APARELHOS AUDITIVOS[editar | editar código-fonte]

As próteses auditivas ou aparelhos auditivos são amplificadores eletrônicos utilizados por pessoas que apresentam dificuldade de ouvir ou que não ouvem os sons na intensidade em que são apresentados. Possuem microfones que captam o som do ambiente, e este é transformado em sinal elétrico, que é amplificado e adaptado de acordo com a perda auditiva. [5]

Função[editar | editar código-fonte]

Contribui na melhora da compreensão da fala e minimiza os diversos efeitos limitadores causados por este problema, já que se apresentam como uma possibilidade de recuperação da qualidade de vida e assim, retomem as atividades diárias. Entretanto, vale destacar que o aparelho não devolve a audição normal ao idoso.

Adaptação[editar | editar código-fonte]

Exige tempo, paciência e disponibilidade, uma vez que a pessoa protetizada precisará aprender a escutar novamente.

Tanto o idoso, quanto seus familiares/cuidadores, necessitarão aprender a manusear o dispositivo, higienizar, trocar baterias.

Cuidados com a prótese[editar | editar código-fonte]

Antes de iniciar o uso do aparelho auditivo, é essencial se atentar a alguns cuidados, como:

  • Higienização: deve ser feita todos os dias, utilizando água e sabão (quando for resistente) e álcool;
  • Não é recomendado utilizar no banho, piscina, mar e etc, pois o dispositivo é eletrônico e pode estragar;
  • Não é recomendado dormir com o aparelho, além do incômodo, pode danificar as estruturas externas;
  • Visitar o profissional fonoaudiólogo, a fim de revisar e dar manutenção ao aparelho, e revisar se está bem adaptado e sendo útil. Isto, deve ser feito, no mínimo, uma vez ao ano, sendo que, o ideal é a cada semestre.

Referências

  1. a b Ribas, Angela; Kozlowski, Lorena; Almeida, Gleide; Marques, Jair Mendes; Silvestre, Renata Araújo A; Mottecy, Carla Meller (2014). «Qualidade de vida: comparando resultados em idosos com e sem presbiacusia». Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia. 17 (2): 353–362. ISSN 1809-9823. doi:10.1590/s1809-98232014000200012 
  2. Escada, Pedro; Reis, Luis Roque; Escada, Pedro; Reis, Luis Roque (dezembro de 2016). «Presbiacusia: será que temos uma terceira orelha?». Brazilian Journal of Otorhinolaryngology. 82 (6): 710–714. ISSN 1808-8694. doi:10.1016/j.bjorl.2015.12.006 
  3. Husain, Fatima T.; Carpenter-Thompson, Jake R.; Schmidt, Sara A. (2014). «The effect of mild-to-moderate hearing loss on auditory and emotion processing networks». Frontiers in Systems Neuroscience. 8. ISSN 1662-5137. doi:10.3389/fnsys.2014.00010 
  4. Veras, Renato Peixoto; Mattos, Leila Couto (fevereiro de 2007). «Audiologia do envelhecimento: revisão da literatura e perspectivas atuais». Revista Brasileira de Otorrinolaringologia. 73 (1): 128–134. ISSN 0034-7299. doi:10.1590/s0034-72992007000100021 
  5. «Cancer do Pulmio. By Jesse P. Teisceira, Rio de Janeiro. 8½ × 6 in. Pp. 197+xiv. Illustrated. 1971. Rip de. Janeiro: Editora Guanabara Koogan S.A. No price given». British Journal of Surgery. 60 (1): 82–82. 1973-01. ISSN 0007-1323. doi:10.1002/bjs.1800600132  Verifique data em: |data= (ajuda)
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