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Reino do Algarve

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 Nota: Para a atual região de Portugal, veja Algarve.
 Nota: Para a região ocidental do antigo território árabe do Alandaus, veja Algarbe Alandalus.



Reino do Algarve (1249-1471)
Reino dos Algarves (1471-1910)

1242 – 1910
Flag Brasão
Bandeira Brasão
Localização de Algarve
Localização de Algarve
Continente Europa e África
Capital Silves (1249–1576)
Lagos (1576–1755)
Tavira (1755–1823)
Faro (1835–1910)
Língua oficial Português
Religião Catolicismo
Governo Monarquia absoluta (1249–1820; 1823–1825; 1828–1834)
Monarquia constitucional (1820–1823; 1825–1828; 1834–1910)
Monarcas
 • 1249–1279 D. Afonso III
 • 1816–1826 D. João VI
 • 1908–1910 D. Manuel II
História
 • 1242 Fundação
 • 1249 Conquista de Silves
 • 1406 Criação da comarca do Algarve: o Algarve aparece, pela primeira vez, como divisão administrativa[1])
 • 16 de dezembro de 1815 Fundação do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves
 • 24 de agosto de 1820 Revolução Liberal
 • 23 de setembro de 1822 Aprovação da Constituição do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves
 • 29 de abril de 1826 Implantação do Reino de Portugal e dos Algarves com a outorga da Carta Constitucional portuguesa de 1826
 • 1836 Criação do Distrito de Faro
 • 5 de outubro de 1910 Implantação da República Portuguesa
Área
 • 1900[2] 5 019 km2
População
 • 1900[2] est. 257 378 
     Dens. pop. 51,3 hab./km²
Arco do Repouso nas Muralhas de Faro, onde terá repousado (de acordo com uma lenda) D. Afonso III no "fim" da Reconquista

O Reino do Algarve, ou, após 1471, Reino dos Algarves, foi um reino nominal anexo ao Reino de Portugal, localizado na região mais meridional do território continental português, que existiu formalmente até o final da Monarquia Portuguesa em 1910. Apesar de formalmente distinto do Reino de Portugal, foi sempre administrado na prática como parte integrante dele, sendo o conjunto dos dois ocasionalmente referido como "Reino de Portugal e Algarves".

Em 1471, foram nele integrados os territórios portugueses no Norte de África, passando então a existir o Algarve de aquém-mar (compreendendo a parcela europeia original do reino, que corresponde à atual região portuguesa do Algarve) e o Algarve de além-mar em África (compreendendo Ceuta e outros territórios atualmente pertencentes a Marrocos).

Em 1815, tornou-se um dos três reinos integrantes do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, que durou até 1822 de facto e até 1825 de jure. Após esse período, continuou a integrar o Reino de Portugal e Algarves.[3]

História

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Entre 1249 e a implantação da República Portuguesa em 5 de outubro de 1910, o Algarve constituiu o segundo reino da Coroa Portuguesa.

Durante toda a sua existência histórica, constituiu um reino de direito separado do Reino de Portugal, ainda que de facto não dispusesse de instituições, foros, privilégios próprios ou algum tipo de autonomia. Na prática, correspondia apenas a um dos títulos honoríficos dos monarcas portugueses, associado a uma determinada região, a qual em nada se diferenciava do resto de Portugal.

Como tal, nunca nenhum monarca português foi aclamado ou tratado como sendo apenas "Rei do Algarve". No momento da sagração, era sempre aclamado como "Rei de Portugal e do Algarve" (até 1471), e mais tarde como "Rei de Portugal e dos Algarves" (a partir de 1471).[4]

O Algarve islâmico

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Em 711, no contexto da expansão islâmica, as tropas muçulmanas atravessaram o estreito de Gibraltar e deram início à conquista da Península Ibérica, à qual chamaram "Alandalus" (em árabe: الأندلس; romaniz.: al-ʼAndalus). Toda a península acabou por ficar sob o domínio islâmico, exceto um pequeno núcleo de habitantes cristãos que conseguiram resistir nas montanhas das Astúrias.[5]

Os árabes referiam-se genericamente ao extremo ocidental do seu império (aproximadamente correspondente ao atual território de Marrocos, Portugal e Galiza) como al-Garbe (الغرب, [al-Gharb]), significando literalmente "o Ocidente". O Algarbe Alandalus ou Garbe Alandalus (غرب الأندلس [Gharb al-’Andalus]) correspondia especificamente à região do Ocidente do Alandalus.[5][6]

A Reconquista da Península Ibérica, lançada a partir do núcleo de resistência cristã nas Astúrias, fez com que, progressivamente, o limite norte do território do Algarbe Alandalus em poder islâmico fosse recuando para sul. No século XII, o território remanescente do Algarbe Alandalus corresponderia já aproximadamente ao do moderno Algarve.[5][6]

Primeira reconquista cristã

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Como sequência da Reconquista cristã, vários estados viriam a surgir na Península Ibérica, um dos quais o de Portugal. Criado inicialmente como um condado vassalo do Reino de Leão, Portugal tornar-se-ia num reino independente sob D. Afonso Henriques, reconhecido como tal pelo Tratado de Zamora, firmado a 5 de outubro de 1143. Os condes e depois Reis de Portugal prosseguiram o avanço para Sul, gradualmente recuperando o território em poder árabe e aproximando-se do que é hoje o moderno Algarve.[5]

Em 1189, o rei D. Sancho I de Portugal - com o auxílio de cruzados dinamarqueses e frísios - conquista Silves, pela primeira vez. Silves era a mais importante cidade do Algarbe Alandalus e havia chegado a ser a capital da Taifa de Silves (antigo emirado que ocupava o ocidente algarvio), mas pertencia então ao Califado Almóada, posto que todo o Alandalus se achava unificado sob o seu domínio. A importância da reconquista de Silves, fez com que D. Sancho I assumisse, pela primeira vez, o título de "Rei do Algarve". Passou assim a usar, nos seus diplomas, a fórmula "Rei de Portugal e do Algarve" ou alternativamente "Rei de Portugal e de Silves". Em casos pontuais, aparece ainda a conjugação dos três títulos, sob a forma de "Rei de Portugal, de Silves e do Algarve".[5]

A justificação desta nova titulação régia prende-se, provavelmente, com a tradição peninsular dos monarcas irem agregando, aos seus aos títulos, os das principais conquistas efetuadas. Assim, como exemplo, os reis de Leão e Castela assumiram igualmente os títulos de "reis de Toledo", "reis de Sevilha", etc..[5]

Contudo, o uso daquele título por parte de D. Sancho I de Portugal cessou, pouco depois, na sequência da reconquista de Silves pelas tropas do Califado Almóada, em 1191.[5]

Reconquista definitiva

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O Califado Almóada viria a ver desagregados seus os domínios no Alandalus, que se dividiram em vários emirados independentes, conhecidos por "taifas". Uma delas, foi a Taifa de Niebla, com capital na homónima atual cidade andaluz, ressurgida em 1234, quando Ibne Mafuz se proclamou seu emir. O emir Ibne Mafuz acabou por integrar o território ainda islâmico do Algarbe Alandalus no seu Estado e, como tal, proclamou-se "Rei" ou "Emir do Algarve" (أمير الغرب ['amir al-Gharb]).Erro de citação: Elemento de fecho </ref> em falta para o elemento <ref>

Ao mesmo tempo, as conquistas portuguesas e castelhanas para o Sul prosseguiam. No reinado de D. Sancho II conquistaram-se as derradeiras praças alentejanas e ainda a maior parte do Algarve moderno, na margem direita do rio Guadiana; à data da sua deposição e posterior abdicação, restavam do Algarve muçulmano apenas pequenos enclaves em Aljezur, Faro, Loulé e Albufeira, os quais, devido à descontinuidade territorial e à distância que os separava de Niebla, se tornaram independentes do seu domínio.

Assim sendo, de facto, Sancho II de Portugal afigurar-se-ia como o segundo rei português a poder usar o título de Rei do Algarve, na esteira de seu avô — o que provavelmente só não fez devido às suas outras preocupações internas, designadamente a guerra civil que o opôs ao seu irmão, o conde de Bolonha e infante Afonso.

Com efeito, foi este que, subido ao trono em 1248, se encarregou da conquista dos derradeiros enclaves mouriscos no Algarve, assumindo em 1249 o título de "Rei de Portugal e do Algarve", que não mais deixaria de ser utilizado pelos seus sucessores até ao fim da monarquia em Portugal.

O rei de Niebla e emir do Algarve, para obstar às conquistas perpetradas pelos Portugueses nos seus territórios, fez-se vassalo de Afonso X de Castela (o qual passou por isso também a usar o título de Rei do Algarve entre as suas múltiplas conquistas), cedendo-lhe o domínio do Algarve português. Assim, muito provavelmente, a intitulação de Afonso III de Portugal serviria como reacção a esta tomada de posição pelo vizinho castelhano, destinando-se a fortalecer os direitos do monarca português sobre a região em causa (pois que, como já foi dito, à intitulação e ao estatuto de reino não correspondia nem foros nem privilégios nem autonomia própria).

A questão acabou por ser dirimida entre os soberanos de Castela e de Portugal, pelo tratado de Badajoz de 1267; o rei Afonso X desistia das suas pretensões sobre o antigo Algarbe Al-Andalus, fazendo do seu neto D. Dinis o herdeiro do trono do Algarve, o que ditava a sua incorporação a prazo na coroa portuguesa. Reservava, porém, a utilização do título por si e pelos seus descendentes, dado ter adquirido em 1262 os restos do reino de Niebla/ Algarve, situados já além do Odiana – os demais reis de Castela, e depois da Espanha, até à subida ao trono da rainha Isabel II (1833), continuaram a usá-lo entre os seus diversos títulos.

Além-mar

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Em Portugal, o nome do reino algarvio (e o título régio, por consequência), sofreram algumas pequenas mudanças oficiais com as conquistas norte-africanas, cujo território era considerado o prolongamento natural do Reino do Algarve. Assim, João I de Portugal acrescentou à sua intitulação de "Rei de Portugal e do Algarve", o nome de "Senhor de Ceuta"; seu neto Afonso V, por sua vez, chamou-se sucessivamente "Senhor de Ceuta e de Alcácer-Ceguer em África" (após 1458), e em 1471, com a conquista de Arzila, Tânger e Larache, reuniu as praças norte-africanas no título de "Algarve d’além-mar em África", ficando o Algarve europeu a ser o "Algarve d’aquém-mar".

Assim, foi só em 1471 que o "Reino do Algarve" deu lugar ao "Reino dos Algarves", devido à elevação dos senhorios norte-africanos da coroa portuguesa à condição de reino. Os reis de Portugal adoptaram por conseguinte o título que viriam a usar até à queda da Monarquia: "Reis de Portugal e dos Algarves d’aquém e d’além-mar em África" — isto mesmo depois do abandono da última praça marroquina em mãos portuguesas (Mazagão, em 1769).

Conflitos oitocentistas

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Caricatura representando D. Pedro IV e D. Miguel I a brigar pela coroa portuguesa, por Honoré Daumier, 1833.

No Século XIX, os graves confrontos entre Liberais e Absolutistas, causaram lutas fraticidas. A invasão dos liberais Portugueses deu-se pela costa Algarvia, tendo sido Cacela o sitio escolhido. Após o fim da guerra civil e feita a convenção de Évora Monte, José Joaquim de Sousa Reis (o Remexido), capitão miguelista tentou entregar as armas à nova autoridade liberal, mas foi perseguido assim como a sua família. Revoltado depois de terem queimado a sua casa e terem assassinado seu filho de apenas 10 anos, fugiu para as serras algarvias com centenas de outros perseguidos iniciou um extraordinário movimento de guerrilha, intensificando-se nos anos entre 1834 e 1838. Em 26 de novembro de 1836, D. Miguel no exílio, nomeia Remexido como "Governador do Reino do Algarve" e "Comandante em Chefe Interino de Todas as Tropas Realistas, Regulares e Irregulares do Exército de Operações do Sul". Foi no entanto capturado e, apesar do indulto da rainha, fuzilaram-no em Faro, no dia 2 de Agosto de 1838.

Apesar de tudo o Reino do Algarve foi formalmente dissolvido em 1834 com a extinção do posto do Governador das Armas do Reino do Algarve, tendo com a criação do distrito de Faro em 1835 sido criado o cargo de governador civil do correspondente distrito.

Apesar de tudo, na titulatura régia os reis de Portugal continuaram a usar o título de Rei dos Algarves até à abolição da Monarquia em 1910. Curiosamente, hoje em dia os Reis de Espanha também mantêm o Algarve nos reinos da sua titulatura régia.

Símbolos

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Brasão das Armas do Reino do Algarve (in Atlas Contractus, de 1667)

Segundo uma antiga tradição, a bordadura de vermelho, carregada com castelos de ouro, do brasão de armas de Portugal, derivaria das antigas armas do Reino do Algarve. Essa tradição terá talvez surgido do facto da introdução da bordadura nas armas reais ter ocorrido na mesma época em que foi finalizada a reconquista do Algarve e de ter D. Afonso III assumido o título de rei daquele, indiciando que seriam as armas do novo reino. Contudo, é hoje opinião quase unânime, entre historiadores e heraldistas, que aquela tradição não passa de um mito. A bordadura representaria sim as armas dinásticas de D. Urraca de Castela, mãe de D. Afonso III, sendo introduzida - segundo a prática heráldica da época- meramente para diferenciar as armas deste das do seu irmão, o rei D. Sancho II.[7][8]

Na verdade não existe qualquer evidência histórica de que o Reino do Algarve tenha alguma vez tido o seu próprio brasão de armas, bandeira ou qualquer outro símbolo oficial. Como um dos primeiros estados unitários de tipo moderno, a prática em Portugal foi o uso universal das armas e outros símbolos régios por todas as entidades estatais, mesmo as locais, o que seria seguido também no Algarve.[7][8]

A partir do século XVII, começam, contudo, a aparecer representados, sobretudo em algumas obras de natureza heráldica e geográficas, supostos brasões de armas do Algarve. Um deles, ordenado como de campo vermelho, carregado de castelos de ouro, reflete a tradição da bordadura das armas de Portugal representar o Reino do Algarve. No entanto, o suposto brasão algarvio mais representado consiste num escudo esquartelado com dois dos quarteis carregados com cabeças coroadas e os dois restantes com cabeças de mouro. Diferentes versões deste último brasão apresentam várias variações dos esmaltes dos quarteis. As cabeças representariam os antigos reis mouros e os posteriores reis cristãos do Algarve. Estes brasões seriam também fantasiosos, não havendo evidências de que tenham tido uso oficial.[7][8][9]

Quando da reforma da heráldica da administração local portuguesa, na primeira metade do século XX, dirigida pelo heraldista Afonso de Ornelas, este entendeu que o ordenamento dos brasões dos municípios de algumas das poucas regiões dotadas de uma individualidade própria deveria incluir um símbolo heráldico distintivo regional. Assim, para símbolo regional dos brasões municípios das Açores foi escolhido um açor volante com uma quina nas garras, para os da Madeira um cacho de uvas carregado com uma quina e para os da Serra da Estrela uma estrela. Para os brasões dos municípios do Algarve foi também um escolhido um símbolo heráldico em recordação do seu estatuto de reino, escolhendo-se para tal as cabeças de reis mouros e cristãos que constavam do ordenamento do suposto brasão de armas do Reino do Algarve que aparece em várias representações do século XVII. As cabeças dos reis mouros e cristãos constam dos atuais brasões de todos os municípios algarvios, exceto os de Faro, Lagos e Olhão, bem como dos brasões de algumas das suas freguesias.[10]

O escudo esquartelado com as cabeças de reis mouros e cristãos viria também a ser escolhido e empregue como um emblema oficioso da antiga província e mais tarde região do Algarve. Foi ocasionalmente usado pela antiga Junta de Província do Algarve, sendo, por exemplo, colocado na pedra de armas ostentada na fachada do seu edifício projetado para sua sede (atual sede da Comissão de Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve e do Museu Regional do Algarve), construído em Faro e inaugurado em 1962. Tem sido também usado na emblemática de algumas organizações regionais sedeadas no Algarve.[11]

Lista de monarcas titulares e governadores do Algarve

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Emires de Niebla

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Reis de Portugal

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Reis de Castela / Espanha

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Governadores do Algarve

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Lista em conformidade com vários documentos (Tavira e o seu Termo,[12] Corografia, ou, Memória económica, estatística e topográfica do reino do Algarve[13]). Muitos governadores serviram também como provedores da Misericórdia de Lagos,[14] pelo menos enquanto tinham o seu palácio em Lagos.

Governadores do Algarve
(Nascimento–Morte)
Retrato Tempo em funções Notas
Governadores do Algarve com sede em Lagos (1573–1755)
1 Diogo de Sousa
(-)
1573 1578 Primeiro governador do Algarve
2 Francisco da Costa
(–)
1578 1580
3 Duarte de Menezes (1.ª vez)
(1537–1588)
1580 1581
4 Martim Correia da Silva, alcaide de Tavira
(–)
1581 1583 Da família dos Correias da Silva, alcaides de Tavira
5 Duarte de Menezes (2.ª vez)
(1537–1588)
1583 1584
Fernão Telles de Meneses
(1530–1605)
1584 1595
Rui Lourenço de Távora
(1556–1616)
1595 1606
Diogo de Meneses, 1º conde da Ericeira
(–)
1606 1606
Manuel de Lencastre
(–)
1606 1614
João de Castro
(–)
1614 1621?
Luís Tomé (filho do anterior)
(–)
1621? 1622?
Afonso de Noronha
(–)
? 1623
Pedro Manuel, conde da Atalaia
(–)
1623 1624
João Furtado de Mendonça
(–)
1624 1630
Luís de Sousa, Conde do Prado
(–)
1630 1633
Gonçalo Coutinho
(–)
1633 1638
Henrique Correia da Silva, alcaide de Tavira
(–)
1638 1641 Da família dos Correias da Silva, alcaides de Tavira
Vasco de Mascarenhas, 1º conde de Óbidos (1.ª vez)
(1605–1678)
1641 1642 Primeiro governador nomeado após a restauração
Martim Afonso de Melo
(–)
1642 1646
Nuno de Mendonça, conde de Vale de Reis (1ª vez)
(–)
1646 1646 Da família dos Mendonças, condes de Vale de Reis
Vasco de Mascarenhas, 1º conde de Óbidos (2.ª vez)
(1605–1678)
1646 1648
Francisco de Melo
(–)
1648 1651
Nuno de Mendonça, conde de Vale de Reis (2ª vez)
(–)
1651 1658
Martim Correia da Silva, alcaide de Tavira
(–)
1658 1663 Da família dos Correias da Silva, alcaides de Tavira
Luís de Almeida, 1.º conde de Avintes
(–)
1663 1667
Nuno de Mendonça, conde de Vale de Reis (3ª vez)
(–)
1667 1671
Nuno da Cunha de Ataíde, conde de Pontével
(–)
1671 1675
Simão Correia da Silva, Conde da Castanheira
(–)
1675 1679 Da família dos Correias da Silva, alcaides de Tavira
Luís da Silveira, conde de Sarzedas
(–)
1679 1682
Francisco Luís da Gama, 2.º Marquês de Niza
(–)
1682 1692 Conde da Vidigueira
Eugénio Aires Saldanha Meneses e Sousa
(–)
1692 1699
Fernando de Mascarenhas, 2.º Marquês de Fronteira
(–)
1699 1701
António de Almeida, 2.º conde de Avintes
(–)
1701 1703
João de Lencastre
(–)
1703 1707
Fernando de Noronha, 8.º Conde de Monsanto
(–)
1707 1716
Martim Afonso de Melo, 4.º Conde de S. Lourenço
(–)
1716 1718
Belchior da Costa Rebelo
(–)
1718 1719 (interino)
José Pereira de Lacerda, Bispo do Algarve
(–)
1718 1720
João Xavier Teles de Meneses, Conde de Unhão
(–)
1720 1742
Luís Peregrino de Ataíde , 10.º Conde de Atouguia
(–)
1742 1750
Afonso de Noronha (governador do Algarve)
(-)
1750 1754
Governadores com sede em Tavira (1755–1834)
Rodrigo António de Noronha e Meneses
(-)
1754 1762 Com o terramoto, viu morrer o filho, e devido aos estragos da cidade de Lagos, e após consultar o rei, entendeu mover a sede para Tavira [15]
Henrique de Meneses, 3º Marquês do Louriçal
(-)
1762 1765
Tomáz da Silveira e Albuquerque Mexia
(-)
1765 1773
José Francisco da Costa e Sousa
(-)
1773 1782
Agostinho Jansen Moller, brigadeiro
(-)
1782 1782 (interino)
António José de Castro , 2º Conde de Resende
(-)
1782 1786
Nuno José de Mendonça e Moura , 6º Conde de Vale de Reis
(-)
1786 1795 Da família dos Mendonças, condes de Vale de Reis
Francisco de Melo da Cunha de Mendonça e Meneses , conde de Castro Marim,
(-)
1796 1808 Mais tarde Marquês de Olhão, chefiou as tropas que se insurgiram no Algarve contra a invasão de Junot em 1808
Francisco Gomes do Avelar, Bispo do Algarve
(-)
1808 1816 (interino)
John Austin, coronel inglês
(-)
1816 1817 (interino)
Francisco José da Fonseca, coronel
(-)
1817 1820 (interino)
Diocleciano Leão Cabreira, brigadeiro, depois Barão de Faro
(-)
1820 1821 (interino)
Sebastião Drago Valente de Brito Cabreira, brigadeiro
(-)
1821 1823 (irmão do anterior)
José Correia de Mello, brigadeiro
(-)
1823 1824
João de Noronha Camões de Albuquerque Sousa Moniz , Marquês de Angeja
(-)
1824 1826
Conde de Alba
(-)
1826 1828
Luís Inácio Xavier Palmeirim, tenente-coronel
(-)
1828 1828
Francisco de Borja Garção Stockler, tenente-general, depois Barão de Vila da Praia
(-)
1828 1829
Maximiano de Brito Mouzinho, marechal de campo
(-)
1829 1830
Conde de Santa Marta
(-)
1830 1830
António Vieira de Tovar de Magalhães e Albuquerque,Conde de Molelos
(-)
1830 1833
Governador após a Guerra Civil Portuguesa (1832-1834)
António Pedro de Brito Vila Lobos, 1º Barão de Cacela 1834 1835 Único governador nomeado após a vitória dos liberais, cargo extinto após as reformas
José Joaquim de Sousa Reis, marechal de campo
(-)
1834 1838 Apenas em título, nomeado pelo deposto rei Miguel I no exílio

Fontes históricas

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[19]

Ver também

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Referências

  1. História do Ordenamento de 27 a. C. até hoje[ligação inativa], Somos Portugueses
  2. 1900 - 1 de Dezembro (IV Recenseamento Geral da População) Instituto Nacional de Estatística
  3. a b Silva Lopes, João Baptista da (1841). Corografia; ou, Memoria economica, estadistica, e topografica do Reino do Algarve. [S.l.]: Lisboa, Typ.da Academia [R.das Sciencias de Lisboa] 
  4. Nos Censos do tempo da Monarquia há apenas a referência a «Portugal» (1864 e 1878) ou ao «Reino de Portugal» (1890 e 1900), sem qualquer referência à existência ou ao estatuto especial de qualquer Reino do Algarve, que surge simplesmente como mais um distrito de Portugal (distrito de Faro).
  5. a b c d e f g COELHO, António Borges, Portugal na Espanha Árabe: História, Lisboa: Editorial Caminho, 1989
  6. a b [https://journals.openedition.org/medievalista/929 REI, António, Medievalista, "O Gharb al-Andalus em dois geógrafos árabes do século VII / XIII: Yâqût al-Hamâwî e Ibn Sa‘îd al-Maghribî", 2005]
  7. a b c LANGHANS, F. P. de Almeida, Heráldica, Ciência de Temas Vivos (Volume II), Lisboa: Gabinete de Heráldica Corporativa, Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho, 1966
  8. a b c SEIXAS, Miguel Metelo de, Quinas e Castelos, Sinais de Portugal, Lisboa, Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2019
  9. COELHO, Francisco, Thesouro de Nobreza, Lisboa, 1645
  10. BRITO, Eduardo, Heráldica Portuguesa de Domínio, "História"
  11. Museu Regional do Algarve - História e edifício, Câmara Municipal de Faro
  12. Anica, Arnaldo Casimiro (1993). Tavira e o seu termo. Tavira: Câmara Municipal de Tavira. pp. 95–100 
  13. Lopes, João Baptista da Silva (1841). Corografia, ou, Memória económica, estatística e topográfica do reino do Algarve. [S.l.]: Na Typografia da Mesma Academia 
  14. «Provedores - SCM Lagos». www.scmlagos.com. Consultado em 24 de agosto de 2018 
  15. Duarte, Maria Inácio (26 de abril de 2016). «Biografia de Dom Rodrigo». Maria Inácio Duarte. Consultado em 24 de agosto de 2018 
  16. Crónica da conquista do Algarve: (texto de 1792). [S.l.]: publisher not identified. 1979 
  17. Pinto, Óscar Caeiro (2013). «"Crónica de como D. Paio Correia, mestre de Santiago de Castela tomou este reino do Algarve aos mouros» (PDF). Arquivo Histórico de Tavira. Consultado em 29 de outubro de 2018 
  18. a b Magalhães, Joaquim Romero; Guerreiro, Manuel Viegas (1983). Duas descrições do Algarve do século XVI (PDF). Lisboa: Sá da Costa 
  19. São José, Frei João de (2022). Coreografia do Reino do Algarve. [S.l.]: Direcção Regional de Cultura do Algarve 
  20. Silva Lopes, João Baptista da (1848). Memorias para a historia ecclesiastica do bispado do Algarve. [S.l.]: Lisboa : [Academia real das sciencias] 

Ligações externas

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