Reino do Algarve
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O Reino do Algarve, ou, após 1471, Reino dos Algarves, foi um reino nominal anexo ao Reino de Portugal, localizado na região mais meridional do território continental português, que existiu formalmente até o final da Monarquia Portuguesa em 1910. Apesar de formalmente distinto do Reino de Portugal, foi sempre administrado na prática como parte integrante dele, sendo o conjunto dos dois ocasionalmente referido como "Reino de Portugal e Algarves".
Em 1471, foram nele integrados os territórios portugueses no Norte de África, passando então a existir o Algarve de aquém-mar (compreendendo a parcela europeia original do reino, que corresponde à atual região portuguesa do Algarve) e o Algarve de além-mar em África (compreendendo Ceuta e outros territórios atualmente pertencentes a Marrocos).
Em 1815, tornou-se um dos três reinos integrantes do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, que durou até 1822 de facto e até 1825 de jure. Após esse período, continuou a integrar o Reino de Portugal e Algarves.[3]
História
[editar | editar código]Entre 1249 e a implantação da República Portuguesa em 5 de outubro de 1910, o Algarve constituiu o segundo reino da Coroa Portuguesa.
Durante toda a sua existência histórica, constituiu um reino de direito separado do Reino de Portugal, ainda que de facto não dispusesse de instituições, foros, privilégios próprios ou algum tipo de autonomia. Na prática, correspondia apenas a um dos títulos honoríficos dos monarcas portugueses, associado a uma determinada região, a qual em nada se diferenciava do resto de Portugal.
Como tal, nunca nenhum monarca português foi aclamado ou tratado como sendo apenas "Rei do Algarve". No momento da sagração, era sempre aclamado como "Rei de Portugal e do Algarve" (até 1471), e mais tarde como "Rei de Portugal e dos Algarves" (a partir de 1471).[4]
O Algarve islâmico
[editar | editar código]Em 711, no contexto da expansão islâmica, as tropas muçulmanas atravessaram o estreito de Gibraltar e deram início à conquista da Península Ibérica, à qual chamaram "Alandalus" (em árabe: الأندلس; romaniz.: al-ʼAndalus). Toda a península acabou por ficar sob o domínio islâmico, exceto um pequeno núcleo de habitantes cristãos que conseguiram resistir nas montanhas das Astúrias.[5]
Os árabes referiam-se genericamente ao extremo ocidental do seu império (aproximadamente correspondente ao atual território de Marrocos, Portugal e Galiza) como al-Garbe (الغرب, [al-Gharb]), significando literalmente "o Ocidente". O Algarbe Alandalus ou Garbe Alandalus (غرب الأندلس [Gharb al-’Andalus]) correspondia especificamente à região do Ocidente do Alandalus.[5][6]
A Reconquista da Península Ibérica, lançada a partir do núcleo de resistência cristã nas Astúrias, fez com que, progressivamente, o limite norte do território do Algarbe Alandalus em poder islâmico fosse recuando para sul. No século XII, o território remanescente do Algarbe Alandalus corresponderia já aproximadamente ao do moderno Algarve.[5][6]
Primeira reconquista cristã
[editar | editar código]Como sequência da Reconquista cristã, vários estados viriam a surgir na Península Ibérica, um dos quais o de Portugal. Criado inicialmente como um condado vassalo do Reino de Leão, Portugal tornar-se-ia num reino independente sob D. Afonso Henriques, reconhecido como tal pelo Tratado de Zamora, firmado a 5 de outubro de 1143. Os condes e depois Reis de Portugal prosseguiram o avanço para Sul, gradualmente recuperando o território em poder árabe e aproximando-se do que é hoje o moderno Algarve.[5]
Em 1189, o rei D. Sancho I de Portugal - com o auxílio de cruzados dinamarqueses e frísios - conquista Silves, pela primeira vez. Silves era a mais importante cidade do Algarbe Alandalus e havia chegado a ser a capital da Taifa de Silves (antigo emirado que ocupava o ocidente algarvio), mas pertencia então ao Califado Almóada, posto que todo o Alandalus se achava unificado sob o seu domínio. A importância da reconquista de Silves, fez com que D. Sancho I assumisse, pela primeira vez, o título de "Rei do Algarve". Passou assim a usar, nos seus diplomas, a fórmula "Rei de Portugal e do Algarve" ou alternativamente "Rei de Portugal e de Silves". Em casos pontuais, aparece ainda a conjugação dos três títulos, sob a forma de "Rei de Portugal, de Silves e do Algarve".[5]
A justificação desta nova titulação régia prende-se, provavelmente, com a tradição peninsular dos monarcas irem agregando, aos seus aos títulos, os das principais conquistas efetuadas. Assim, como exemplo, os reis de Leão e Castela assumiram igualmente os títulos de "reis de Toledo", "reis de Sevilha", etc..[5]
Contudo, o uso daquele título por parte de D. Sancho I de Portugal cessou, pouco depois, na sequência da reconquista de Silves pelas tropas do Califado Almóada, em 1191.[5]
Reconquista definitiva
[editar | editar código]O Califado Almóada viria a ver desagregados seus os domínios no Alandalus, que se dividiram em vários emirados independentes, conhecidos por "taifas". Uma delas, foi a Taifa de Niebla, com capital na homónima atual cidade andaluz, ressurgida em 1234, quando Ibne Mafuz se proclamou seu emir. O emir Ibne Mafuz acabou por integrar o território ainda islâmico do Algarbe Alandalus no seu Estado e, como tal, proclamou-se "Rei" ou "Emir do Algarve" (أمير الغرب ['amir al-Gharb]).Erro de citação: Elemento de fecho </ref> em falta para o elemento <ref>
Ao mesmo tempo, as conquistas portuguesas e castelhanas para o Sul prosseguiam. No reinado de D. Sancho II conquistaram-se as derradeiras praças alentejanas e ainda a maior parte do Algarve moderno, na margem direita do rio Guadiana; à data da sua deposição e posterior abdicação, restavam do Algarve muçulmano apenas pequenos enclaves em Aljezur, Faro, Loulé e Albufeira, os quais, devido à descontinuidade territorial e à distância que os separava de Niebla, se tornaram independentes do seu domínio.
Assim sendo, de facto, Sancho II de Portugal afigurar-se-ia como o segundo rei português a poder usar o título de Rei do Algarve, na esteira de seu avô — o que provavelmente só não fez devido às suas outras preocupações internas, designadamente a guerra civil que o opôs ao seu irmão, o conde de Bolonha e infante Afonso.
Com efeito, foi este que, subido ao trono em 1248, se encarregou da conquista dos derradeiros enclaves mouriscos no Algarve, assumindo em 1249 o título de "Rei de Portugal e do Algarve", que não mais deixaria de ser utilizado pelos seus sucessores até ao fim da monarquia em Portugal.
O rei de Niebla e emir do Algarve, para obstar às conquistas perpetradas pelos Portugueses nos seus territórios, fez-se vassalo de Afonso X de Castela (o qual passou por isso também a usar o título de Rei do Algarve entre as suas múltiplas conquistas), cedendo-lhe o domínio do Algarve português. Assim, muito provavelmente, a intitulação de Afonso III de Portugal serviria como reacção a esta tomada de posição pelo vizinho castelhano, destinando-se a fortalecer os direitos do monarca português sobre a região em causa (pois que, como já foi dito, à intitulação e ao estatuto de reino não correspondia nem foros nem privilégios nem autonomia própria).
A questão acabou por ser dirimida entre os soberanos de Castela e de Portugal, pelo tratado de Badajoz de 1267; o rei Afonso X desistia das suas pretensões sobre o antigo Algarbe Al-Andalus, fazendo do seu neto D. Dinis o herdeiro do trono do Algarve, o que ditava a sua incorporação a prazo na coroa portuguesa. Reservava, porém, a utilização do título por si e pelos seus descendentes, dado ter adquirido em 1262 os restos do reino de Niebla/ Algarve, situados já além do Odiana – os demais reis de Castela, e depois da Espanha, até à subida ao trono da rainha Isabel II (1833), continuaram a usá-lo entre os seus diversos títulos.
Além-mar
[editar | editar código]Em Portugal, o nome do reino algarvio (e o título régio, por consequência), sofreram algumas pequenas mudanças oficiais com as conquistas norte-africanas, cujo território era considerado o prolongamento natural do Reino do Algarve. Assim, João I de Portugal acrescentou à sua intitulação de "Rei de Portugal e do Algarve", o nome de "Senhor de Ceuta"; seu neto Afonso V, por sua vez, chamou-se sucessivamente "Senhor de Ceuta e de Alcácer-Ceguer em África" (após 1458), e em 1471, com a conquista de Arzila, Tânger e Larache, reuniu as praças norte-africanas no título de "Algarve d’além-mar em África", ficando o Algarve europeu a ser o "Algarve d’aquém-mar".
Assim, foi só em 1471 que o "Reino do Algarve" deu lugar ao "Reino dos Algarves", devido à elevação dos senhorios norte-africanos da coroa portuguesa à condição de reino. Os reis de Portugal adoptaram por conseguinte o título que viriam a usar até à queda da Monarquia: "Reis de Portugal e dos Algarves d’aquém e d’além-mar em África" — isto mesmo depois do abandono da última praça marroquina em mãos portuguesas (Mazagão, em 1769).
Conflitos oitocentistas
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No Século XIX, os graves confrontos entre Liberais e Absolutistas, causaram lutas fraticidas. A invasão dos liberais Portugueses deu-se pela costa Algarvia, tendo sido Cacela o sitio escolhido. Após o fim da guerra civil e feita a convenção de Évora Monte, José Joaquim de Sousa Reis (o Remexido), capitão miguelista tentou entregar as armas à nova autoridade liberal, mas foi perseguido assim como a sua família. Revoltado depois de terem queimado a sua casa e terem assassinado seu filho de apenas 10 anos, fugiu para as serras algarvias com centenas de outros perseguidos iniciou um extraordinário movimento de guerrilha, intensificando-se nos anos entre 1834 e 1838. Em 26 de novembro de 1836, D. Miguel no exílio, nomeia Remexido como "Governador do Reino do Algarve" e "Comandante em Chefe Interino de Todas as Tropas Realistas, Regulares e Irregulares do Exército de Operações do Sul". Foi no entanto capturado e, apesar do indulto da rainha, fuzilaram-no em Faro, no dia 2 de Agosto de 1838.
Apesar de tudo o Reino do Algarve foi formalmente dissolvido em 1834 com a extinção do posto do Governador das Armas do Reino do Algarve, tendo com a criação do distrito de Faro em 1835 sido criado o cargo de governador civil do correspondente distrito.
Apesar de tudo, na titulatura régia os reis de Portugal continuaram a usar o título de Rei dos Algarves até à abolição da Monarquia em 1910. Curiosamente, hoje em dia os Reis de Espanha também mantêm o Algarve nos reinos da sua titulatura régia.
Símbolos
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Segundo uma antiga tradição, a bordadura de vermelho, carregada com castelos de ouro, do brasão de armas de Portugal, derivaria das antigas armas do Reino do Algarve. Essa tradição terá talvez surgido do facto da introdução da bordadura nas armas reais ter ocorrido na mesma época em que foi finalizada a reconquista do Algarve e de ter D. Afonso III assumido o título de rei daquele, indiciando que seriam as armas do novo reino. Contudo, é hoje opinião quase unânime, entre historiadores e heraldistas, que aquela tradição não passa de um mito. A bordadura representaria sim as armas dinásticas de D. Urraca de Castela, mãe de D. Afonso III, sendo introduzida - segundo a prática heráldica da época- meramente para diferenciar as armas deste das do seu irmão, o rei D. Sancho II.[7][8]
Na verdade não existe qualquer evidência histórica de que o Reino do Algarve tenha alguma vez tido o seu próprio brasão de armas, bandeira ou qualquer outro símbolo oficial. Como um dos primeiros estados unitários de tipo moderno, a prática em Portugal foi o uso universal das armas e outros símbolos régios por todas as entidades estatais, mesmo as locais, o que seria seguido também no Algarve.[7][8]
A partir do século XVII, começam, contudo, a aparecer representados, sobretudo em algumas obras de natureza heráldica e geográficas, supostos brasões de armas do Algarve. Um deles, ordenado como de campo vermelho, carregado de castelos de ouro, reflete a tradição da bordadura das armas de Portugal representar o Reino do Algarve. No entanto, o suposto brasão algarvio mais representado consiste num escudo esquartelado com dois dos quarteis carregados com cabeças coroadas e os dois restantes com cabeças de mouro. Diferentes versões deste último brasão apresentam várias variações dos esmaltes dos quarteis. As cabeças representariam os antigos reis mouros e os posteriores reis cristãos do Algarve. Estes brasões seriam também fantasiosos, não havendo evidências de que tenham tido uso oficial.[7][8][9]
Quando da reforma da heráldica da administração local portuguesa, na primeira metade do século XX, dirigida pelo heraldista Afonso de Ornelas, este entendeu que o ordenamento dos brasões dos municípios de algumas das poucas regiões dotadas de uma individualidade própria deveria incluir um símbolo heráldico distintivo regional. Assim, para símbolo regional dos brasões municípios das Açores foi escolhido um açor volante com uma quina nas garras, para os da Madeira um cacho de uvas carregado com uma quina e para os da Serra da Estrela uma estrela. Para os brasões dos municípios do Algarve foi também um escolhido um símbolo heráldico em recordação do seu estatuto de reino, escolhendo-se para tal as cabeças de reis mouros e cristãos que constavam do ordenamento do suposto brasão de armas do Reino do Algarve que aparece em várias representações do século XVII. As cabeças dos reis mouros e cristãos constam dos atuais brasões de todos os municípios algarvios, exceto os de Faro, Lagos e Olhão, bem como dos brasões de algumas das suas freguesias.[10]
O escudo esquartelado com as cabeças de reis mouros e cristãos viria também a ser escolhido e empregue como um emblema oficioso da antiga província e mais tarde região do Algarve. Foi ocasionalmente usado pela antiga Junta de Província do Algarve, sendo, por exemplo, colocado na pedra de armas ostentada na fachada do seu edifício projetado para sua sede (atual sede da Comissão de Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve e do Museu Regional do Algarve), construído em Faro e inaugurado em 1962. Tem sido também usado na emblemática de algumas organizações regionais sedeadas no Algarve.[11]
Lista de monarcas titulares e governadores do Algarve
[editar | editar código]Emires de Niebla
[editar | editar código]- 1.º Muça ibne Maomé ibne Nácer ibne Mafuz, emir de Niebla (1234–1262) e emir do Algarve (1242–1262); transferiu o domínio do seu reino para Afonso X de Leão e Castela.
Reis de Portugal
[editar | editar código]- 1.º Dom Sancho I (1189–1191)
- Dom Sancho II (de facto governa a maior parte do Algarve a partir de 1242, mas não faz uso do título)
- 2.º Dom Afonso, III de Portugal e I do Algarve "O Bolonhês" (1249–1279)
- a lista prossegue com a lista de monarcas de Portugal
Reis de Castela / Espanha
[editar | editar código]- 1.º Afonso X de Leão e Castela (1252–1284)
- a lista prossegue com os reis de Castela e depois com os reis de Espanha (até ao reinado de Isabel II de Espanha).
Governadores do Algarve
[editar | editar código]Lista em conformidade com vários documentos (Tavira e o seu Termo,[12] Corografia, ou, Memória económica, estatística e topográfica do reino do Algarve[13]). Muitos governadores serviram também como provedores da Misericórdia de Lagos,[14] pelo menos enquanto tinham o seu palácio em Lagos.
| № | Governadores do Algarve (Nascimento–Morte) |
Retrato | Tempo em funções | Notas | |
|---|---|---|---|---|---|
| Governadores do Algarve com sede em Lagos (1573–1755) | |||||
| 1 | Diogo de Sousa (-) |
1573 | 1578 | Primeiro governador do Algarve | |
| 2 | Francisco da Costa (–) |
1578 | 1580 | ||
| 3 | Duarte de Menezes (1.ª vez) (1537–1588) |
1580 | 1581 | ||
| 4 | Martim Correia da Silva, alcaide de Tavira (–) |
1581 | 1583 | Da família dos Correias da Silva, alcaides de Tavira | |
| 5 | Duarte de Menezes (2.ª vez) (1537–1588) |
1583 | 1584 | ||
| Fernão Telles de Meneses (1530–1605) |
1584 | 1595 | |||
| Rui Lourenço de Távora (1556–1616) |
1595 | 1606 | |||
| Diogo de Meneses, 1º conde da Ericeira (–) |
1606 | 1606 | |||
| Manuel de Lencastre (–) |
1606 | 1614 | |||
| João de Castro (–) |
1614 | 1621? | |||
| Luís Tomé (filho do anterior) (–) |
1621? | 1622? | |||
| Afonso de Noronha (–) |
? | 1623 | |||
| Pedro Manuel, conde da Atalaia (–) |
1623 | 1624 | |||
| João Furtado de Mendonça (–) |
1624 | 1630 | |||
| Luís de Sousa, Conde do Prado (–) |
1630 | 1633 | |||
| Gonçalo Coutinho (–) |
1633 | 1638 | |||
| Henrique Correia da Silva, alcaide de Tavira (–) |
1638 | 1641 | Da família dos Correias da Silva, alcaides de Tavira | ||
| Vasco de Mascarenhas, 1º conde de Óbidos (1.ª vez) (1605–1678) |
1641 | 1642 | Primeiro governador nomeado após a restauração | ||
| Martim Afonso de Melo (–) |
1642 | 1646 | |||
| Nuno de Mendonça, conde de Vale de Reis (1ª vez) (–) |
1646 | 1646 | Da família dos Mendonças, condes de Vale de Reis | ||
| Vasco de Mascarenhas, 1º conde de Óbidos (2.ª vez) (1605–1678) |
1646 | 1648 | |||
| Francisco de Melo (–) |
1648 | 1651 | |||
| Nuno de Mendonça, conde de Vale de Reis (2ª vez) (–) |
1651 | 1658 | |||
| Martim Correia da Silva, alcaide de Tavira (–) |
1658 | 1663 | Da família dos Correias da Silva, alcaides de Tavira | ||
| Luís de Almeida, 1.º conde de Avintes (–) |
1663 | 1667 | |||
| Nuno de Mendonça, conde de Vale de Reis (3ª vez) (–) |
1667 | 1671 | |||
| Nuno da Cunha de Ataíde, conde de Pontével (–) |
1671 | 1675 | |||
| Simão Correia da Silva, Conde da Castanheira (–) |
1675 | 1679 | Da família dos Correias da Silva, alcaides de Tavira | ||
| Luís da Silveira, conde de Sarzedas (–) |
1679 | 1682 | |||
| Francisco Luís da Gama, 2.º Marquês de Niza (–) |
1682 | 1692 | Conde da Vidigueira | ||
| Eugénio Aires Saldanha Meneses e Sousa (–) |
1692 | 1699 | |||
| Fernando de Mascarenhas, 2.º Marquês de Fronteira (–) |
1699 | 1701 | |||
| António de Almeida, 2.º conde de Avintes (–) |
1701 | 1703 | |||
| João de Lencastre (–) |
1703 | 1707 | |||
| Fernando de Noronha, 8.º Conde de Monsanto (–) |
1707 | 1716 | |||
| Martim Afonso de Melo, 4.º Conde de S. Lourenço (–) |
1716 | 1718 | |||
| Belchior da Costa Rebelo (–) |
1718 | 1719 | (interino) | ||
| José Pereira de Lacerda, Bispo do Algarve (–) |
1718 | 1720 | |||
| João Xavier Teles de Meneses, Conde de Unhão (–) |
1720 | 1742 | |||
| Luís Peregrino de Ataíde , 10.º Conde de Atouguia (–) |
1742 | 1750 | |||
| Afonso de Noronha (governador do Algarve) (-) |
1750 | 1754 | |||
| Governadores com sede em Tavira (1755–1834) | |||||
| Rodrigo António de Noronha e Meneses (-) |
1754 | 1762 | Com o terramoto, viu morrer o filho, e devido aos estragos da cidade de Lagos, e após consultar o rei, entendeu mover a sede para Tavira [15] | ||
| Henrique de Meneses, 3º Marquês do Louriçal (-) |
1762 | 1765 | |||
| Tomáz da Silveira e Albuquerque Mexia (-) |
1765 | 1773 | |||
| José Francisco da Costa e Sousa (-) |
1773 | 1782 | |||
| Agostinho Jansen Moller, brigadeiro (-) |
1782 | 1782 | (interino) | ||
| António José de Castro , 2º Conde de Resende (-) |
1782 | 1786 | |||
| Nuno José de Mendonça e Moura , 6º Conde de Vale de Reis (-) |
1786 | 1795 | Da família dos Mendonças, condes de Vale de Reis | ||
| Francisco de Melo da Cunha de Mendonça e Meneses , conde de Castro Marim, (-) |
1796 | 1808 | Mais tarde Marquês de Olhão, chefiou as tropas que se insurgiram no Algarve contra a invasão de Junot em 1808 | ||
| Francisco Gomes do Avelar, Bispo do Algarve (-) |
1808 | 1816 | (interino) | ||
| John Austin, coronel inglês (-) |
1816 | 1817 | (interino) | ||
| Francisco José da Fonseca, coronel (-) |
1817 | 1820 | (interino) | ||
| Diocleciano Leão Cabreira, brigadeiro, depois Barão de Faro (-) |
1820 | 1821 | (interino) | ||
| Sebastião Drago Valente de Brito Cabreira, brigadeiro (-) |
1821 | 1823 | (irmão do anterior) | ||
| José Correia de Mello, brigadeiro (-) |
1823 | 1824 | |||
| João de Noronha Camões de Albuquerque Sousa Moniz , Marquês de Angeja (-) |
1824 | 1826 | |||
| Conde de Alba (-) |
1826 | 1828 | |||
| Luís Inácio Xavier Palmeirim, tenente-coronel (-) |
1828 | 1828 | |||
| Francisco de Borja Garção Stockler, tenente-general, depois Barão de Vila da Praia (-) |
1828 | 1829 | |||
| Maximiano de Brito Mouzinho, marechal de campo (-) |
1829 | 1830 | |||
| Conde de Santa Marta (-) |
1830 | 1830 | |||
| António Vieira de Tovar de Magalhães e Albuquerque,Conde de Molelos (-) |
1830 | 1833 | |||
| Governador após a Guerra Civil Portuguesa (1832-1834) | |||||
| António Pedro de Brito Vila Lobos, 1º Barão de Cacela | 1834 | 1835 | Único governador nomeado após a vitória dos liberais, cargo extinto após as reformas | ||
| José Joaquim de Sousa Reis, marechal de campo (-) |
1834 | 1838 | Apenas em título, nomeado pelo deposto rei Miguel I no exílio | ||
Fontes históricas
[editar | editar código]- autor desconhecido, Crónica da Conquista do Algarve, editado em 1792[16][17]
- Frei João de São José, Coreografia do Reino do Algarve (1577)[18]
- Henrique Fernandes Sarrão , História do Reino do Algarve (1607)[18]
- João Baptista da Silva Lopes, Corografia; ou, Memoria economica, estadistica, e topografica do Reino do Algarve (1842)[3]
- João Baptista da Silva Lopes, Memorias para a história ecclesiastica para o Bispado do Algarve (1848)[20]
Ver também
[editar | editar código]Referências
- ↑ História do Ordenamento de 27 a. C. até hoje[ligação inativa], Somos Portugueses
- ↑ 1900 - 1 de Dezembro (IV Recenseamento Geral da População) Instituto Nacional de Estatística
- ↑ a b Silva Lopes, João Baptista da (1841). Corografia; ou, Memoria economica, estadistica, e topografica do Reino do Algarve. [S.l.]: Lisboa, Typ.da Academia [R.das Sciencias de Lisboa]
- ↑ Nos Censos do tempo da Monarquia há apenas a referência a «Portugal» (1864 e 1878) ou ao «Reino de Portugal» (1890 e 1900), sem qualquer referência à existência ou ao estatuto especial de qualquer Reino do Algarve, que surge simplesmente como mais um distrito de Portugal (distrito de Faro).
- ↑ a b c d e f g COELHO, António Borges, Portugal na Espanha Árabe: História, Lisboa: Editorial Caminho, 1989
- ↑ a b [https://journals.openedition.org/medievalista/929 REI, António, Medievalista, "O Gharb al-Andalus em dois geógrafos árabes do século VII / XIII: Yâqût al-Hamâwî e Ibn Sa‘îd al-Maghribî", 2005]
- ↑ a b c LANGHANS, F. P. de Almeida, Heráldica, Ciência de Temas Vivos (Volume II), Lisboa: Gabinete de Heráldica Corporativa, Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho, 1966
- ↑ a b c SEIXAS, Miguel Metelo de, Quinas e Castelos, Sinais de Portugal, Lisboa, Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2019
- ↑ COELHO, Francisco, Thesouro de Nobreza, Lisboa, 1645
- ↑ BRITO, Eduardo, Heráldica Portuguesa de Domínio, "História"
- ↑ Museu Regional do Algarve - História e edifício, Câmara Municipal de Faro
- ↑ Anica, Arnaldo Casimiro (1993). Tavira e o seu termo. Tavira: Câmara Municipal de Tavira. pp. 95–100
- ↑ Lopes, João Baptista da Silva (1841). Corografia, ou, Memória económica, estatística e topográfica do reino do Algarve. [S.l.]: Na Typografia da Mesma Academia
- ↑ «Provedores - SCM Lagos». www.scmlagos.com. Consultado em 24 de agosto de 2018
- ↑ Duarte, Maria Inácio (26 de abril de 2016). «Biografia de Dom Rodrigo». Maria Inácio Duarte. Consultado em 24 de agosto de 2018
- ↑ Crónica da conquista do Algarve: (texto de 1792). [S.l.]: publisher not identified. 1979
- ↑ Pinto, Óscar Caeiro (2013). «"Crónica de como D. Paio Correia, mestre de Santiago de Castela tomou este reino do Algarve aos mouros» (PDF). Arquivo Histórico de Tavira. Consultado em 29 de outubro de 2018
- ↑ a b Magalhães, Joaquim Romero; Guerreiro, Manuel Viegas (1983). Duas descrições do Algarve do século XVI (PDF). Lisboa: Sá da Costa
- ↑ São José, Frei João de (2022). Coreografia do Reino do Algarve. [S.l.]: Direcção Regional de Cultura do Algarve
- ↑ Silva Lopes, João Baptista da (1848). Memorias para a historia ecclesiastica do bispado do Algarve. [S.l.]: Lisboa : [Academia real das sciencias]
Ligações externas
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