Douglas TBD Devastator

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TBD Devastator
Bombardeiro
Um TBD Devastator em 1938.
Descrição
Tipo / Missão Bombardeiro torpedeiro
País de origem  Estados Unidos
Fabricante Douglas Aircraft Company
Período de produção 1937-1939
Quantidade produzida 130 unidade(s)
Primeiro voo em 15 de abril de 1935 (83 anos)
Introduzido em 3 de agosto de 1937
Aposentado em Do serviço ativo: 1942
Completamente: 1944
Variantes
  • XTBD-1
  • TBD-1
  • TBD-1A
Tripulação 3 - piloto, navegador/oficial de torpedo e operador de rádio/artilheiro
Especificações (Modelo: TBD-1)
Dimensões
Comprimento 10,67 m (35,0 ft)
Envergadura 15,24 m (50,0 ft)
Altura 4,60 m (15,1 ft)
Área das asas 39,2  (422 ft²)
Alongamento 5.9
Peso(s)
Peso vazio 2 540 kg (5 600 lb)
Peso carregado 4 213 kg (9 290 lb)
Peso máx. de decolagem 4 624 kg (10 200 lb)
Propulsão
Motor(es) 1 x motor radial a pistão Pratt & Whitney R-1830-64 Twin Wasp
Potência (por motor) 900 hp (671 kW)
Performance
Velocidade máxima 331 km/h (179 kn)
Velocidade de cruzeiro 206 km/h (111 kn)
Alcance bélico 700 km (435 mi)
Alcance (MTOW) 1 152 km (716 mi)
Teto máximo 5 945 m (19 500 ft)
Razão de subida 3,7 m/s
Armamentos
Metralhadoras / Canhões 1 x metralhadora .30 de 7,62 mm (0,300 in) ou
1 x metralhadora .50 de 12,7 mm (0,500 in) de tiro frontal
Bombas 1 x torpedo Mark XIII ou
1 x bomba de 434 kg (957 lb) ou
2 x bombas de 227 kg (500 lb) ou
12 x bombas de 45 kg (99,2 lb)
Notas
Dados de: Magazine Air International[nota 1]

O Douglas TBD Devastator foi um avião bombardeiro torpedeiro com motor a pistão radial, monomotor e com configuração de asas monoplano, fabricado em 1935 pela Douglas Aircraft Company para a Marinha dos Estados Unidos, que participou dos primeiros estágios da II Guerra Mundial no Pacífico.

Na segunda metade dos anos 30, quando entrou em serviço, o Devastator era considerado o mais avançado avião bombardeiro da marinha norte-americana e possivelmente de qualquer marinha do mundo. Porém, o rápido desenvolvimento da aviação militar no limiar da II Guerra Mundial o transformou num avião ultrapassado por ocasião do ataque japonês a Pearl Harbor.

Após se portar razoavelmente bem nas primeiras batalhas, seus esquadrões foram praticamente dizimados pelos caças e pela marinha japonesa durante a Batalha de Midway em junho de 1942, sendo imediatamente retirados do serviço após a batalha e substituídos pelos TBF Avenger.

Histórico de guerra[editar | editar código-fonte]

Nos primeiros dias da Guerra do Pacífico, os TDB se portaram com valor na Batalha do Mar de Coral, onde ajudaram a afundar o porta-aviões japonês IJN Shoho. Entretanto, problemas com os torpedos dos aviões foram descobertos nessa época. Vários deles pareciam atingir os alvos mas não explodiam, e mostravam uma tendência, depois de lançados, de correrem rumo ao alvo numa profundidade maior do que a estipulada, passando por baixo dos navios, sem atingi-los. A marinha calculou em um ano o prazo para corrigir os problemas.

Caça-torpedeiro TBD Devastator decola do USS Hornet para atacar a frota japonesa. Nenhum tripulante sobreviveu.

O avião continuava ainda não confiável quando da ocasião da Batalha de Midway, um mês depois. Os porta-aviões USS Hornet (CV-8), USS Enterprise (CV-6) e USS Yorktown (CV-5) lançaram 49 Devastators de encontro à marinha japonesa. Seus caças de escolta perderam contato e quando os TDBs chegaram ao alvo e iniciaram o ataque se encontravam sem proteção. O lançamento de torpedos contra um navio exigia uma longa corrida em linha reta, em baixa altitude e velocidade até o alvo, tornando os aviões vulneráveis durante este momento, eles foram alvos fáceis para os velozes e ágeis caças Mitsubishi A6M da escolta japonesa e para a artilharia dos navios.

Dos 49 aviões que atacaram os porta-aviões inimigos, apenas quatro retornaram e nenhum de seus torpedos atingiu o alvo. Seu sacrifício, entretanto, provocou uma grande desorganização na defesa aérea japonesa, que permitiu aos caças bombardeiros SBD Dauntless que os seguiram acertar e destruir todos os porta-aviões do Japão envolvidos na batalha, que se tornou na primeira vitória aeronaval dos Estados Unidos na guerra.

A marinha imediatamente retirou os TBD da ação na linha de frente após Midway. Na verdade, sobravam apenas um total de 39 deles em serviço e estes remanescentes foram utilizados em um breve tempo de serviço no Atlântico e em esquadrões de treinamento de pilotos até 1944. Nenhum deles ficou em uso ao fim da guerra.

Além da fragilidade do avião e de seu sistema de lançamento de torpedos, a causa do desastre acontecido em Midway com os TBD Devastators foi também devido à vulnerabilidade deste tipo de aeronave contra uma artilharia naval antiaérea bem treinada e seus caças de proteção e escolta. Sem uma bem feita escolta de caças para combater os japoneses e desviar a atenção dos artilheiros dos navios, nem mesmo os seus substitutos mais modernos, os TBD Avengers, conseguiram escapar das pesadas perdas que ainda seriam sofridas no Pacífico.

Unidades remanescentes[editar | editar código-fonte]

Não há aeronaves expostas em museus ou acervos particulares, tampouco exemplares do TBD Devastator em condições de aeronavegabilidade.

Naufrágio do porta-aviões USS Lexington (CV-2)[editar | editar código-fonte]

Afundado deliberadamente em 8 de maio de 1942 durante a Batalha do Mar de Coral com 35 aeronaves embarcadas, o porta aviões norte-americano somente seria localizado no século seguinte, em 4 de março de 2018, pela tripulação da embarcação de pesquisa R/V Petrel. Repousando à aproximadamente 3.000 metros de profundidade (800 km da costa leste da Austrália), 11 dos seus aviões foram identificados pela equipe, contabilizando três Douglas SBD Dauntless, um Grumman F4F-3 Wildcat, além de sete unidades do bombardeiro torpedeiro Douglas TBD-1 Devastator. [1]

Notas

  1. Air International March 1990, p. 152.

Referências

  1. «Wreck of Aircraft Carrier USS Lexington Located in Coral Sea After 76 Years | Paul Allen». Paul Allen (em inglês). Consultado em 30 de março de 2018. 
  • "Devastator...The Not-so-Devastating TBD-1". Air International, March 1990, Vol 38 No 2. pp. 148–156. ISSN 0306-5634.
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