Unknown Caller

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"Unknown Caller"
Canção de U2
do álbum No Line on the Horizon
Lançamento 27 de fevereiro de 2009
Gênero(s) Rock
Duração 6:02
Gravadora(s) Island
Composição U2, Brian Eno, Daniel Lanois
Produção Brian Eno, Daniel Lanois, Steve Lillywhite
Faixas de No Line on the Horizon
"Moment of Surrender"
(3)
"I'll Go Crazy If I Don't Go Crazy Tonight"
(5)

"Unknown Caller" é uma canção da banda de rock irlandesa U2 e a quarta faixa do álbum No Line on the Horizon (2009). Ele foi escrito a partir da perspectiva de um viciado em drogas, que começa a receber mensagens de texto estranhas em seu celular. A canção foi desenvolvido muito cedo durante as sessões de gravação de No Line on the Horizon, e foi gravado em um único take.

Escrita e gravação[editar | editar código-fonte]

As sessões de No Line on the Horizon começou com duas semanas de gravação em Fez, no Marrocos.[1] A gravação aconteceu no pátio alugado do riade do hotel, a qual a banda transformou-a em um estúdio de gravação improvisado.[2] "Unknown Caller" foi gravado em um único take, neste momento, junto com as canções "No Line on the Horizon", "Moment of Surrender" e "White as Snow".[1] As poucas iterações da faixa tinha sido desenvolvido, mas a "versão definitiva só foi tocada uma vez".[1] O guitarrista The Edge observou que "eram canções que praticamente se uniram no espaço em algumas horas, e, portanto, provavelmente foram tocadas na encarnação final, talvez uma ou duas vezes".[3] O co-roteirista e produtor Daniel Lanois notou que a canção "praticamente tinha a sua personalidade intacta desde o primeiro dia".[4] Ao ar livre do riade permitiu à banda a sobrecarga de vocalização das aves durante as sessões, o que foram gravadas e incluídas na introdução da canção.[5] No final das sessões de gravação, o produtor Steve Lillywhite fez algumas pequenas alterações da música para torná-la "brilhante", incluindo alterações do tambor e linha do baixo.[6]

Em uma entrevista ao The Guardian, o vocalista Bono afirmou que ele ficou cansado de escrever na primeira pessoa, observando que "eu apenas me desgastei com um tema"; como resultado, ele criou vários personagens, incluindo um policial de trânsito, um viciado em drogas, e um soldado no Afeganistão.[2] O personagem viciado em drogas aparece em "Unknown Caller", bem como em "Moment of Surrender", qnando o personagem está tendo uma crise de fé e é suicida. Em um estado alterado, o personagem tenta usar seu telefone para comprar drogas, quando ele começa a receber mensagens de texto enigmático, com tecnologia inspiradas em direções.[7] Os temas da canção incluem alienação social e identidade pessoal, assim como o otimismo.[6] A revista Mojo notou que o viciado em drogas "não era comum nesse registro estar perdido, com o espírito partido".[8] A letra "3:33 when the numbers fell off the clock face" ("3:33 quando os números caíram do marcador do relógio") é uma referência à Jeremias 33:3,[6] o mesmo versículo bíblico referenciado na capa do álbum All That You Can't Leave Behind (2000).[9]

Composição[editar | editar código-fonte]

"Unknown Caller" é composto na chave de Sol maior.[10] A música começa com um ruído monótono, o canto dos pássaros de aves marroquinos.[11] e instrumentos exóticos, antes de The Edge começa tocando um riff de quatro notas, semelhantes ao da canção "Walk On". O refrão apresenta um grupo de canto monótono de comandos na parte: "Go, shout it out, rise up / Hear me, cease to speak that I may speak / Shush now" ("Vá, grite alto, erga-se / Ouça-me, pare de falar para que eu possa falar / Silêncio agora"), alternando com linhas de "Oh, oh". Após o segundo refrão, uma parte de trompa, tocado por Richard Watkins, bem como um órgão de igreja são ouvidos.[7] A canção termina com um solo de guitarra que foi levado diretamente a partir da trilha da canção de apoio.[4]

Performances ao vivo[editar | editar código-fonte]

"Unknown Caller" fez sua estréia ao vivo na noite de abertura da turnê U2 360° Tour. Foi tocada em 22 dos 24 concertos da primeira etapa da turnê, onde normalmente era seguido das canções "In a Little While", "Stuck in a Moment You Can't Get Out Of" e "Stay (Faraway, So Close!)"; e precedido por "The Unforgettable Fire". Era tocado no início da segunda etapa da turnê, geralmente na sequência de "I Still Haven't Found What I'm Looking For" e "Your Blue Room", mas foi retirado do setlist durante várias semanas. Ela foi tocada novamente no fina da segunda etapa.[12][13]

Na pausa entre músicas, o canto dos pássaros gravado na introdução foi tocado pelos alto-falantes do palco. A tela de vídeo mostra os integrantes da banda com a letra da música posicionada sobre a rolagem no topo, da direita para a esquerda. As palavras são de cor vermelha, com exceção da palavra que está sendo cantada, que é destacado em verde. Durante sua performance, Bono cita um dos versos do profeta Jeremias, correspondente a 33-3 de seu livro, equivalente ao tempo de 3:33, afirmando que "para fazer qualquer ligação se paga, então eu pensei em colocar o número do telefone de Deus no relógio digital. J-33-3. Jeremias 33-3. O evangelho é 'ligue para mim e eu irei responder'. É um telefonema celestial".[14]

Recepção e legado[editar | editar código-fonte]

"Unknown Caller" recebeu críticas mistas dos críticos. A Rolling Stone descreveu o solo de guitarra de The Edge como "simples, elogíaca rompida com um gasto, com a borda marcada para o seu tom de agudo", enquanto que, comparado ao canto do refrão de Bono, "Grite de alegria, se você tiver a chance" para a canção da banda de 1979, "Out of Control", notando que "Bono ainda está cantando sobre você cantar". O revisor Brian Hiatt observou que a canção teria funcionado bem em All That You Can't Leave Behind.[15][16] A revista Q descreveu a colocação da música na metade da abertura da do álbum como "o U2 de espaços abertos, de vales de montanhas de varredura, e da assinatura de Edge no carrilhão nas linhas de guitarra.[17] A Mojo sentiu que o toque do baixista Adam Clayton foi o grande responsável para a "evocação de ambas, frigidez e ternura" da música, observando que a transição da trompa para o solo de guitarra de The Edge era "tão exaltado como qualquer música do U2 recebe".[8] A Blender sentiu que Bono "atingiu Bowie-em-Berlim em níveis artísticos de alienação", e rotulou o toque de guitarra da música como o melhor do álbum, enquanto que a The New York Times acredita que seria "cenário provável a cantar junto" ao vivo.[18][19] A Uncut comparou a canção da banda do single de 1984, "Pride (In the Name of Love)", descrevendo-o como "a mais dramática ísca e alternância em um registro crivado com eles – uma figura gentil da guitarra de The Edge e canto dos pássaros com uma fundação improvável para a construção progressiva de um terrível ousado épico estádio".[20] O músico Gavin Friday descreveu a canção como "nova era 'Bad'", e o editor da Hot Press, Niall Stokes, chamando a canção de "outro clássico do U2".[6]

A Allmusic não era fã da música, afirmando que "quando o U2, Eno e Lanois forçam demais — o mal gerado pela sobrecarga da técnica de fala de 'Unknown Caller'... — o colápso de idéias como uma pirâmide de cartões... transformando-o em uma confusão obscura".[21] A NME acreditava que as letras de No Line on the Horizon era o maior ponto fraco, citando o refrão da canção de "Força abandonada e passando para o lixo" e "Reiniciar e reiniciar-se" como sendo inspirado pelo computador de Bono.[22] A Pitchfork Media afirmou que a canção era "uma lavagem desavergonhada de U2-ismos", observando que algumas das partes da guitarra foram muito semelhantes aos de "Walk On".[23]

"Unknown Caller" é a faixa de abertura do filme Linear, de Anton Corbijn, baseado em uma história por Corbijn e Bono, onde um guarda de trânsito parisiense atravessa a França e o Mar Mediterrâneo para visitar sua namorada em Tripoli.[24] A sequência de abertura mostra uma cena ao entardecer em Paris, antes de passar por uma viagem pelas ruas da cidade. Ele termina na casa do guarda de trânsito, onde a faixa seguinte, "Breathe", começa.[25] "Unknown Caller" tem sido utilizado nos comerciais da ESPN, anunciando a Copa do Mundo FIFA de 2010, juntamente com várias outras músicas do U2.[26]

Pessoal[editar | editar código-fonte]

  • ProduçãoBrian Eno e Daniel Lanois
  • Produção adicional – Steve Lillywhite
  • Engenharia – Richard Rainey
  • Engenharia de assistência – Chris Heaney
  • Engenharia adicional – Carl Glanville e Declan Gaffney
  • Mixagem – Daniel Lanois e Declan Gaffney
  • Mixagem de assistência – Dave Emery, Dave Clauss e Tom Hough
  • Teclados adicionais – Terry Lawless
  • Trompa – Richard Watkins

Referências

  1. a b c Tyaransen, Olaf (4 de março de 2009). «Interview: "There's a Bono-Factory"» (reprint). Hot Press. Consultado em 19 de agosto de 2011. 
  2. a b O'Hagan, Sean (15 de fevereiro de 2009). «The Wanderers». The Guardian. Consultado em 19 de agosto de 2011. 
  3. Waddell, Ray (6 de março de 2009). «U2 gets on its boots for 2-year world tour». Reuters. Consultado em 19 de agosto de 2011. 
  4. a b Frenette, Brad (10 de março de 2009). «U2's No Line On The Horizon: A track-by-track exclusive with producer/co-writer Daniel Lanois». National Post. Consultado em 19 de agosto de 2011.. Cópia arquivada em 20 de outubro de 2011 
  5. Quan, Denise (2 de março de 2009). «U2 looks to a new 'Horizon'». CNN.com. Consultado em 19 de agosto de 2011. 
  6. a b c d Stokes, Niall (2009). U2: The Stories Behind Every U2 Song 4th ed. [S.l.]: Carlton Books. p. 168. ISBN 978-1-84732-287-6 
  7. a b Owens, Catherine. "No Line on the Horizon" (Box format hardback book). Release notes for Unknown Caller by U2. Interscope Records (B0012638-00).
  8. a b Cameron, Keith (25 de fevereiro de 2009). «Blue Sky Thinking» (reprint). Mojo. Consultado em 20 de agosto de 2011. 
  9. Gray, Christopher (30 de março de 2001). «In God's Country: U2 and All That You Can't Leave Behind». The Austin Chronicle. Consultado em 19 de agosto de 2011. 
  10. «Unknown Caller - U2 Digital Sheet Music». Music Notes. Consultado em 19 de agosto de 2011. 
  11. Eccleston, Danny (24 de novembro de 2009). «U2 album still not finished». Mojo. Consultado em 19 de agosto de 2011. 
  12. Mühlbradt, Matthias; Axver, André. «Unknown Caller». U2Gigs.com. Consultado em 20 de agosto de 2011. 
  13. Mühlbradt, Matthias; Axver, André. «Showing details for U2's 360° Tour». U2Gigs.com. Consultado em 20 de agosto de 2011. 
  14. U2// Sombras e Árvores Altas: 3:33 - 33-3 (O telefone de Deus).
  15. Fricke, David (20 de fevereiro de 2009). «No Line on the Horizon». Rolling Stone. Consultado em 20 de agosto de 2011. 
  16. Hiatt, Brian (22 de janeiro de 2009). «U2 Break Down 'No Line on the Horizon'». Rolling Stone. Consultado em 20 de agosto de 2011. 
  17. Rees, Paul (25 de fevereiro de 2009). «U2 No Line on the Horizon» (reprint). Q. Consultado em 20 de agosto de 2011. 
  18. Sheffield, Rob (28 de fevereiro de 2009). «U2: No Line on the Horizon». Blender. Consultado em 20 de agosto de 2011. 
  19. Pareles, Jon (2 de março de 2009). «U2, the biggest of veterans, wants to be the next new thing». The New York Times. Consultado em 20 de agosto de 2011. 
  20. Mueller, Andrew (25 de fevereiro de 2009). «U2 No Line on the Horizon». Uncut. Consultado em 20 de agosto de 2011. 
  21. Erlewine, Stephen. «No Line on the Horizon - U2». Allmusic. Consultado em 20 de agosto de 2011. 
  22. Patashnik, Ben (26 de fevereiro de 2009). «No Line on the Horizon». NME. Consultado em 20 de agosto de 2011. 
  23. Dombal, Ryan (2 de março de 2009). «No Line on the Horizon». Pitchfork Media. Consultado em 20 de agosto de 2011. 
  24. «Linear». nolineonthehorizon.com. Consultado em 20 de agosto de 2011. 
  25. Corbijn, Anton (Director) (2009). Linear (Film). France: U2 
  26. Donahue, Ann (9 de junho de 2010). «How U2 Paired With ESPN and Soweto Gospel Choir for World Cup». Billboard. Consultado em 20 de agosto de 2011. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]