Wal Schneider

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Wal Schneider
Wal Schneider na Biblioteca Padre Pio (2014).
Nome completo José Valdemir da Silva Gomes
Nascimento 10 de setembro de 1980 (38 anos)
Tabuleiro do Norte, Ceará
Nacionalidade brasileiro
Ocupação Ator e Diretor Teatral.
Outros prêmios
Prêmio Extraordinários, na categoria Superação do jornal Extra 2015.

Prêmio João Canuto de Direitos Humanos 2015.

José Valdemir da Silva Gomes (Tabuleiro do Norte, 10 de setembro de 1980) mais conhecido como Wal Schneider, é um ator e diretor brasileiro. Aos 17 anos saiu da cidade natal (Tabuleiro do Norte, Ceará) de carona em um caminhão de melão com sonho de ser ator no Rio de Janeiro com apenas R$25 reais. Transformou mais de 3 mil vidas de crianças, jovens e adultos com teatro (Projeto No Palco da Vida).

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de faxineira e pai carpinteiro. Wal dividia comida para sete irmãos incluindo ele, de família pobre. Descobriu o Circo aos sete anos, e sonhou queria ser artista, assistia novelas na brechas das janelas dos vizinhos. Quando chegava o Circo na cidade ele vendia maçãs para poder assistir aos espetáculos, muita das vezes entrava escondido para aprender mais sobre aquele mundo mágico. Aos 17 anos saiu do Ceará - Tabuleiro do Norte de carona em um caminhão de melão com R$25 reais, com ajuda de sua mãe, Tereza e sua amiga Jesuíta para seguir o sonho de ser ator no Rio de Janeiro. Dois dias de viagem. Ao chegar na cidade maravilhosa, não era nada daquilo que tinha visto pelas novelas da televisão, Wal passou por muitas dificuldade; Lavou pratos, fez faxina, trabalhou em uma padaria e passou fome, mas sua fome de vencer superou todas as dificuldades, trabalhou para pagar cursos de teatro. Conseguiu terminar o 2º Grau e se formar como ator na CAL - Casa de Artes em Laranjeiras.

Estreou em 2007 na novela Páginas da Vida, de Manoel Carlos, quando no mesmo ano sentou no sofá no Programa do Jô, no qual contou sua história para todo o Brasil naquele ano.

Em 2019 está no elenco da novela Espelho da Vida, como um cuidador da fazenda e de cavalos nos dias de hoje, e no passado como um estrangeiro alfaiate.

Projeto No Palco da Vida[editar | editar código-fonte]

Em 2007 foi convidado para dar oficina de teatro no SESC de Ramos para 50 meninos e meninas do Complexo do Alemão. A oficina tinha prazo de 1 ano por não ser formação de atores. Foi então que uma das alunas, Raquel, ofereceu sua casa para prosseguir com as aulas. Um quintal pequeno e as aulas acontecia também dentro de uma sala de estar. Com o nome do projeto Meu Papel no Mundo, Jean, George, Babi, Raquel, Tuane e Cláudio, uns dos que restantes dos alunos, junto com Wal começaram a ensaiar a peça Os Meninos da Rua Paulo, de  Ferenc Molnár em 2008.[1] No começo tinha 25 alunos no muro, cada mês entrava mais crianças querendo descobrir arte, o espaço era pequeno então teve a ousadia de ir para Bangu dar aulas. Junto com os alunos pegava o trem todo fim de semana para o armazém abandonado, logo depois mudaram-se de novo para uma igreja em Campo Grande, lá conseguiu estrear o espetáculo, e foi premiado como melhor espetáculo e melhor direção pela AABB. Em 2011 o grupo consegue uma sede fixa em Olaria, mudando o nome para Projeto Social No Palco da Vida, sendo a primeira escola de arte da região. Oferecendo aulas de teatro, dança, música, literatura e cinema para crianças, jovens, adultos e especias. Hoje o projeto tem na Biblioteca Padre Pio 6.000 mil livros de arte, 8.000 DVDs de arte em geral, mais de 200.00 críticas de arte em jornais e revistas, para estudos de alunos e visitantes.O escritor Francisco Azevedo comprou o o sonho, pagou os seis primeiros meses do aluguel, ele é o nosso padrinho. Segundo o Wal a peça mais destacada foi Memórias de Nossa Infância,[2] com textos de Clarice Lispector, Manoel de Barros, Frederico Garcia Lorca, Cora Coralina, Ricardo Jordão Magalhães entre outros poesias. A montagem foi pelo próprio grupo, atingido mais de 4.000 mil espectadores, entre escolas, asilos, praças, espaços culturais e teatros. A peça fala sobre um grupo de nordestinos que saem do ceará em buscar o sonho no Rio de Janeiro,ao longo do espetáculo os atores vão passando por diversas situações sociais. A essência do espetáculo é mostrar ao público a possibilidade de um novo olhar de arte sobre o mundo, sem preconceitos e sem paradigmas, através de poesias e gritos de liberdade.

Artistas nomeados como Zezé Motta, Malu Mader, Jacqueline Laurence, Cristina Pereira, Amir Haddad entre outros já foram bater um papo com alunos para estimular a seguir na carreira, mostrando a possibilidade de realizar sonho. A equipe é composta por Caio Costa, Vitor Abreu, Sylvia Mariano e Will Dubrok.

Com missão de despertar o talento de cada ser humano, servindo de ponte para o crescimento coletivo e sendo uma voz ativa para a transformação social através das artes integradas.[3] Wal usa como como referência Grupo Galpão, Theatre du Soleil, da Ariane Mnouchkine na França, Grupo Nós do Morro, do Guti Fraga, Teatro de Pequim, no Japão, Teatro do Oprimido, de Augusto Boal entre outros para seus ensinamentos. Fazer com que eles saibam que podem dar vôos maiores, e ser o que quiserem, tanto ser artista, engenheiro, entregador, faxineiro, empresário. Perceber o lado do outro, provocando o sentimento que de querer ajudar o colega de cena fora do palco, formando não apenas atores e sim seres humanos com caráter, ética e respeito.[4]

Em 2015 Wal ganha o Prêmio Extraordinários, na categoria Superação do Jornal extra,[5] por sua história e sua ousadia. No mesmo ano ganha o Prêmio João canuto de Direitos Humanos. Em 2017 ganha o Prêmio Heloneida Studart de Cultura.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Teatro[editar | editar código-fonte]

Wal Schneider na sala principal na sede do projeto No Palco da Vida (2015)

Atuou;

Dirigiu;

  • 2007 - Anjos em Agonia, grupo No Palco da Vida.
  • 2008 - Os Meninos da Rua Paulo, de Ferenc Molnár.
  • 2010 - Memórias de Nossa Infância, do grupo No Palco da Vida.
  • 2012 - Um Molière Imaginário, de Molière.
  • 2015 - Dois Perdidos Numa Noite Suja, de Plínio Marcos.
  • 2018 - Um Trem Chamado Desejo.

Televisão[editar | editar código-fonte]

Televisão
Ano Título Papel Nota
2006 Páginas da Vida Emílio
2009 Paraíso Zé Calango Episódio: 1.172
2010 Escrito nas Estrelas Chico 17 Episódios
2012 Amor Eterno Amor Léo
2015 Série Ribanceira
2018 Espelho da Vida Martim / Hakima

Cinema[editar | editar código-fonte]

Cinema
Ano Título Papel
2015 Descoberta do Mundo, de Clarice Lispector Ele mesmo
2017 O Crime da Gávea Pedreiro

Livro[editar | editar código-fonte]

  • "Um Palco e Muitas Vidas: 10 anos de histórias No Palco da Vida", de Teresa Montero. - 2018

Prêmios[editar | editar código-fonte]

  • Prêmio Heloneida Studart de Cultura - 2018
  • Prêmio Extraordinário na Categoria Superação - 2015[6]
  • Prêmio João Canuto de Direitos Humanos - 2015[7]
  • Prêmio Moção da Câmara de Caxias - 2014
  • Prêmio de Melhor Expressão Artística da AABB - 2011
  • Prêmio Melhor Palestrante (Rotary Club Rio de Janeiro)

Referências

Ligação externa[editar | editar código-fonte]