Arquitetura do Antigo Egito
| Templo de Philaé, em Assuão, Egipto. | |
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Arquitetura do Egito Antigo trata da arquitetura realizada, no período entre 4.000 a.C. e 30 a.C.. Os egípcios demonstram nas suas manifestações artísticas uma profunda religiosidade, dando um caráter monumental aos templos e às construções mortuárias, notabilizando-se entre elas as pirâmides, construídas de pedra, quando todas as comunidades ao longo do rio Nilo são unificadas em um único Império (cerca de 3.200 a.C.).
A primeira pirâmide, "pirâmide de degraus", é construída pelo arquiteto Imhotep, como tumba de Djoser, fundador da III dinastia, em Saqqarah. A chamada pirâmide de degraus não passa, na realidade, de uma construção constituída de túmulos primitivos (mastabas), cujas formas se assemelhavam a um tronco de pirâmide, que continuaram a ser construídas para tumbas de nobres e outros grandes funcionários do Estado. As pirâmides mais conhecidas são Quéops, Quéfren e Miquerinos, da IV dinastia, já com a forma geométrica que conhecemos, apontadas pelo poeta grego Antípatro no século II a.C. como uma das sete maravilhas do mundo antigo.
Tipos de colunas[editar]
Os tipos de colunas egípcias são divididos conforme seu capitel. A ordem protodórica marca sob o Antigo Império a transição entre o pilar e a coluna:
• Palmiforme – inspirada na palmeira branca;
• Papiriforme - flores de papiro. O fuste da coluna papiriforme é igualmente fasciculado, desta vez em arestas vivas. Quando as umbrelas estão abertas, o capitel é chamado de campaniforme;
• Lotiforme – capitel representa um ramo de lótus com corolas fechadas e o fuste reproduz vários caules atados por um laço.
Templos[editar]
Os templos são característicos das monarquias média e recente. Apresentam forma tripartida: pátio colunado, salas hipostilas e santuários. Podem ser aparentes, semi-enterrados (hemispéus) ou no subterrâneos (spéus).
As pirâmides, monumentos funerários do Antigo Império, foram erguidas como símbolos da suma divindade do Nilo - o deus-sol. Têm função de túmulos (mastabas).
Os fatores geográficos para essas construções eram essenciais, no entanto, para a garantia da vida após a morte do faraó e pessoas importantes do reino. A localização privilegiada no vale do rio Nilo, com terras altamente férteis, devido às cheias anuais do rio, cercado por desertos e montanhas de pedra, também colaboraram para o recolhimento e lapidação das pedras das pirâmides. Dos palácios e residências pouco se sabe pois pouco restou (foram construídos com tijolos crus). A arquitetura egípcia utilizou grandes blocos de pedra na construção dos templos e pirâmides, e adobes (tijolos crus de argila e palha) e troncos de palmeira na arquitetura civil.
Ver também[editar]