Feyenoord

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Feyenoord
Feyenoord.png
Nome Feyenoord
Fundação 19 de Julho de 1908
Estádio De Kuip
Capacidade 51.577 lugares
Presidente Países Baixos Dick van Well
Treinador Países Baixos Fred Rutten
Patrocinador Alemanha Opel
Material esportivo Alemanha Adidas
Competição Países Baixos Eredivisie
Website feyenoord.nl
Kit left arm feyenoord1415h.png Kit body feyenoord1415h.png Kit right arm feyenoord1415h.png
Kit shorts feyenoord1415h.png
Kit socks 3 stripes red.png
Uniforme
titular
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Uniforme
alternativo
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Feyenoord de Roterdã ou apenas Feyenoord é um clube de futebol neerlandês, com sede em Roterdã.

É um dos principais clubes dos Países Baixos, ganhando 14 vezes a Eredivisie, destacou-se na temporada 1969-1970, com a conquista da Liga dos Campeões da UEFA, e na temporada 2002 com a conquista da Taça UEFA.

Origem do Nome[editar | editar código-fonte]

Ilha de Feyenoord

Para se entender a razão de ser do nome do prestigiado clube de Roterdã é necessário recuar até 1450, quando um holandês chamado Feye van der Does descobriu numa pequena ilha no rio Meuse, o local ideal para passar os seus dias.

A partir desse momento, ficou esse pequeno território rodeado de água por todos os lados, conhecido como Feye`s oord, isto é, o lugar de Feye, em tradução livre.

Avançando no tempo, e fixando-nos em inicios do Século XX, vimos encontrar um grupo de rapazes que se reuniam regularmente no átrio da Igreja Wilhelmina situada nas margens do Rio Meuse, perto da tal ilha, para jogar Foot-ball.

Em 1908, decidiram criar um clube a que chamaram Whilhelmina`08, cujo nome alteraram tempos depois para Celeritas.

Em 1912, finalmente, o clube cujo grande fundador fora o abastado mineiro C.R.Kieboom, adopta o nome de SC Feyenoord, recordando a pequena ilha junto à qual jogavam.

A partir de 1917, passou a competir na primeira divisão neerlandesa, de onde nunca saiu.

História[editar | editar código-fonte]

O início[editar | editar código-fonte]

Nascido e criado entre o povo, surgiu, em 1888, o Sparta de Roterdão, o mais antigo clube do voetbal, futebol neerlandês. Seriam dele os primeiros grandes títulos.

Com o passar do tempo, outras sensibilidades foram, na Cidade da Água, despontando para o futebol. Assim nasceria, em 1908, fundado pelo milionário mineiro C.R. Kieboom, o Sport Club Feyenoord, logo apelidado de "clube dos ricos".

Em pouco tempo, os grandes derbys com o Sparta, começaram a entusiasmar a velha Roterdão.

Chegados aos anos 20, o Feyenoord passou a ocupar cada vez mais os corações dos seus habitantes, onde estava um grande massa de operários dos estaleiros, destilarias, fundições e fábricas de cordas. Para a eternidade ficaria então que enquanto Amesterdão sonha, Roterdão trabalha.

O título nacional de 1924 marcou o eclodir de uma época de grande prosperidade, que se prolongou para os anos 30, quando em Amesterdão, o AFC Ajax começava a controlar o reino do futebol neerlandês. Era nessa altura grande figura do Feyenoord o interior esquerdo Puck Van Heel, a estrela da seleção neerlandesa que esteve nos Mundiais 34 e 38, tendo sido durante muitos anos, com 64 presenças, o jogador neerlandês mais internacional.

A besta negra da Segunda Guerra Mundial iria, no entanto, estrangular, durante os anos 40, todo o desenvolvimento do futebol. Chegados aos anos 50, o futebol neerlandês, tal como todo o país que durante a década perdera as suas mais importantes colónias do Ultramar, o eclipse de um Império, viva longe da elite internacional, findo que fora o dourado início de século, quando ficou três vezes em 3º lugar nos Jogos Olímpicos de Verão (1908, 1912 e 1920).

Anos de Ouro - 60 e 70[editar | editar código-fonte]

Em 1960, o Feyenoord iniciou uma década fantástica que terminaria com a conquista da Taça dos Campeões Europeus, para além de, em 13 anos, desde 1961 a 1974, ganhar a Liga Holandesa por seis vezes. O arranque para esta gloriosa era começou com a contratação ao Ajax do guarda redes Eddie Pieters-Graafland, por uma soma que constituiu record à época, para dar segurança a uma grande equipa, onde também jogavam nomes como Reinier Kreyermaat, Hans Kraay e Jan Klaasens.

Na frente de ataque alinhava o temível Coen Moulijn, então a iniciar uma fulgurante carreira, que faria dele o jogador que mais vezes vestiria a camisola vermelha e branca do Feyenoord, com 487 presenças. Com os seus gols e o seu famoso pé esquerdo tornou-se um símbolo do inferno da Kuipt.

Mas em 1970, quando o Feyenoord assaltou o topo do futebol europeu, o homem para quem todos olhavam quando o jogo se complicava era o goleador sueco Ove Kindvall. Em quatro épocas, fez 127 golos. Numa época em que o poder do futebol europeu se encontrava dividido entre o estilo latino e o clássico chuta e corre britânico, o futebol neerlandês ofereceu ao Velho Continente uma nova forma de abordar o jogo, que partindo de sólidas bases físicas, mesclava depois a condição atlética, com a técnica e, sobretudo, a dinâmica da táctica. A nível de clubes, antes do Ajax, foi o Feyenoord a levar essa mensagem a todos os relvados.

Na condução da equipe estava o inigualável treinador austríaco, outro lendário caminhante do futebol europeu, Hernst Happel. No onze de Roterdã estava então um médio organizador de jogo que alinhara pelo Ajax na Final do ano anterior: Van Duivenbode. Velha raposa do banco, Happel construiu a equipa em torno de quatro homens chave: Na defesa, o líbero Rinus Israel. A meio campo, dois médios demolidores, Wim Jansen na direita e Van Hanegam na esquerda. No ataque, o terrível Kindvall.

Para chegar à final, o Feyenoord eliminou o Valur, de Reiquejavque, o Mila, o Vorwaerts, de Berlim e o Legia de Varsóvia. No jogo decisivo, frente ao Celtic Glasgow de Jock Stein (na primeira final sem uma equipa latina), um golo, no prolongamento, do sueco Kindvall ofereceu para o voetbal, perante 30 mil adeptos que viajaram até Milão, a sua primeira coroa da Europa.

Com a explosão do Ajax de Cruyff, no ano seguinte, o Feyenoord perdeu projecção internacional. Durante quatro temporadas, o futebol holandês reinou na Europa da bola.

Quando em 1974, ainda sob a batuta de van Hanegam, que nesse ano realizou a sua melhor temporada ao serviço do clube, o Feyenoord conquistou, frente ao Tottenham, a Taça UEFA, e os seus jogadores subiram à tribuna para de roupão, receberem o troféu, muitos sentiram que era um ciclo dourado que chegava ao fim.

Os anos Gullit[editar | editar código-fonte]

A vitória europeia de 1974 estava cada vez mais distante. Só uma década depois, em 1984, voltaria a vencer a Liga Neerllandesa.

Foi uma época memorável, em que estiveram juntos no mesmo onze, duas eras do futebol neerlandês, expressas no estilo e no perfume futebolístico de Cruyff e Ruud Gullit, o novo maestro do futebol neerlandês, que um ano antes chegara a Roterdão vindo do Haarlem, numa altura em que era cobiçado por Arsenal e Ipswich. De inicio, jogava a líbero, mas a forma como conduzia a bola e dava profundidade ao jogo da equipa, de imediato o tornaram num vagabundo que corria todo o campo. Um líder por natureza.

Jogou três épocas no Feyenoord, entre 82 e 85, realizando 85 jogos e marcando 30 golos, saindo depois para o PSV.

Com estas dois ícones do voetball, ao lado de jogadores experientes como Michel van der Korput, o guarda redes Hiele, suplente de Hans van Breukelen na selecção, e o avançado centro Peter Houtman, orientado por Thijs Libregts, a banheira reviveu dias de glória que já pareciam perdidos no tempo.

Cruyff - Fim de carreira[editar | editar código-fonte]

Em 1981, com 34 anos, Cruyff regressou do futebol americano e sentiu que podia jogar mais uns anos. O Ajax recebeu-o de braços abertos, oferecendo-lhe um contrato razoável e uma percentagem na receita dos jogos em casa. Com o estádio De Meer quase sempre cheio, Cruyff correspondeu. Ganhou o Campeonato, a Taça, e foi eleito jogador do ano. Na época seguinte, porém, quando pediu uma melhoria no contrato, o Ajax, incrivelmente, disse não ser possível.

Cruyff sentiu-se magoado e assinou pelo grande rival, o Feyenoord, que já não era campeão desde 1974, havia nove anos. Assim, na época 83/84, o mago neerlandês jogou em Roterdã e, claro, ganhou tudo: Campeonato, Taça e, mais uma vez, foi eleito, sempre com o nº14 nas costas, o jogador do ano.

No final da época, com o ego do tamanho de um mundo, abandonou Roterdão e encerrou a carreira. No relvado do estádio De Kuip ficara o último aroma do seu futebol.

Beenhaker - Último Título[editar | editar código-fonte]

Quando nos anos 60, nasceu a mítica filosofia de formação do futebol neerlandês a nível de clubes, dois emblemas surgiram como precursores: o Ajax e o Feyenoord. Ao longo dos tempo, a história do futebol consagrou sempre a escola de Amesterdã como a mais idolatrada. Quando se fala nisso aos homens de Roterdã, eles carregam o sobrolho e defendem que as suas escolas, onde também está a do Sparta, nunca ficaram nada a dever ao viveiro do De Meer.

Essa é também a opinião de um dos mais credenciados treinadores neerlandeses dos anos 80/90, Leo Beenhaker, um homem que pensa futebol 24 horas por dia, um trotamundos que já passou desde o Real Madrid, Guadalajara e Arábia Saudita, até ao topo do futebol laranja, no Ajax e na selecção. Em 1996, regressou a uma casa que conhecera em 76/77, no início de carreira, como treinador das escolas de formação: o Feyenoord.

Em 1998, os 30-35 mil fanáticos que assistiam aos jogos do Feyenoord, voltaram a transformar a banheira num inferno, com a conquista do 14º título de campeão neerlandês. Financeiramente menos estável que o Ajax ou o PSV, estes com maiores fontes de receita, o Feyenoord vive sobretudo de investidores locais.

O sucesso de 98/99, foi obra de um onze sem grandes estrelas, onde se destacaram o defesa van Gobbel, outro talento do Suriname, o médio de combate Van Gastel, e o avançado Van Vossen, ao lado dos dribles de Kalou, magia marfinesa, e do faro de baliza do argentino Julio Cruz.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Intercontinentais[editar | editar código-fonte]

Copa Intercontinental.svg Copa Intercontinental: 1 (1970)

Continentais[editar | editar código-fonte]

Coppacampioni.png Liga dos Campeões da UEFA: 1 (1969-70)[editar | editar código-fonte]

UEFA Cup (adjusted).png Copa da UEFA: 2 (1973-1974 e 2001-2002)

Coppa Intertoto.svg Copa Intertoto da UEFA: 3

(1967, 1968 e 1973)

Benelux Cup: 2

(1958, 1959)

Nacionais[editar | editar código-fonte]

(1924, 1928, 1936, 1938, 1940, 1961, 1962, 1965, 1969, 1971, 1974, 1984, 1993, 1999)
(1930, 1935, 1965, 1969, 1980, 1984, 1991, 1992, 1994, 1995, 2008)
(1991, 1999)

Uniformes[editar | editar código-fonte]

Uniformes atuais[editar | editar código-fonte]

  • 1º - Camisa dividida em branco e vermelho, calção e meias pretas;
  • 2º - Camisa azul, calção e meias azuis.
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
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Primeiro Uniforme
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Cores do Time
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Segundo Uniforme

Uniformes dos goleiros[editar | editar código-fonte]

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Uniformes anteriores[editar | editar código-fonte]

  • 2011 - 2012
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Primeiro
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
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Segundo
  • 2010 - 2011
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
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Primeiro
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Segundo

Jogadores Famosos[editar | editar código-fonte]

Técnicos famosos que passaram pelo Feyenoord[editar | editar código-fonte]

Estádio[editar | editar código-fonte]

Plantel atual[editar | editar código-fonte]

Atualizado dia 21 de Agosto de 2013. Fonte: Site oficial do clube.

  • Capitão Atual capitão
Goleiros
Jogador
1 Países Baixos Erwin Mulder
13 Países Baixos Ronald Graafland
33 Grécia Kostas Lamprou
Defensores
Jogador Pos.
3 Países Baixos Stefan de Vrij Capitão Z
4 Países Baixos Joris Mathijsen Z
23 Países Baixos Khalid Boulahrouz Z
15 Países Baixos Terence Kongolo Z
18 Países Baixos Miquel Nelom Z
22 Países Baixos Sven van Beek Z
24 Países Baixos Matthew Steenvoorden Z
25 Países Baixos Lucas Woudenberg Z
32 Países Baixos Jordy van Deelen Z
Meio-campistas
Jogador Pos.
6 Países Baixos Jordy Clasie ²Capitão M
8 Países Baixos Ruud Vormer M
10 Países Baixos Lex Immers M
16 Noruega Harmeet Singh M
20 Países Baixos John Goossens M
21 Países Baixos Tonny Vilhena M
30 Países Baixos Joey Sleegers M
Atacantes
Jogador
7 Países Baixos Jean-Paul Boëtius
9 Itália Graziano Pellè
11 Países Baixos Wesley Verhoek
14 Suécia Samuel Armenteros
19 Países Baixos Mitchell te Vrede
23 Costa do Marfim Sekou Cissé
27 Países Baixos Ruben Schaken
28 Países Baixos Elvis Manu
29 Países Baixos Anass Achahbar
Comissão técnica
Nome Pos.
Países Baixos Fred Rutten T

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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