GRCES Nenê de Vila Matilde

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Nenê de Vila Matilde
Nenê de Vila Matilde.jpg
Fundação 1 de janeiro de 1949 (65 anos)
Escola-madrinha Portela
Cores

Azul

Branco
Símbolo Águia
Bairro Vila Matilde
Presidente Rinaldo José de Andrade (Mantega)
Presidente de honra Seu Nenê (in memoriam)
Carnavalesco Pedro Alexandre (Magoo)
Intérprete oficial Agnaldo Amaral[1]
Diretor de carnaval Lucia Helena
Diretor de harmonia Marcio Telles
Diretor de bateria Marco Antonio David (Mestre Markão)
Mestre-sala e porta-bandeira Jefferson Gomes e Janny Moreno
Coreógrafo Marcio Telles e Nildo Jaffer
Desfile de 2015
Enredo Moçambique - A Lendária terra do Baobá sagrado!
Horário 13 de Fevereiro
Entre 06:10 á 07:15.
www.nenedevilamatilde.com

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Nenê de Vila Matilde é uma das mais tradicionais escolas de samba da cidade de São Paulo.

Foi fundada em 1949 por Seu Nenê, que foi presidente da escola por 47 anos, até passar o comando da entidade, em 1996, para seu filho, Alberto Alves da Silva Filho, em razão de alguns problemas de saúde. Mesmo assim continuou a desfilar em todos os anos seguintes. Seu Nenê faleceu em 2010 deixando a lacuna de grande patriarca do Carnaval de São Paulo vaga e recebendo de todos a admiração merecida por ter construído uma das maiores festas da cidade.

A Nenê possui onze títulos do Carnaval de São Paulo, entre eles dois tricampeonatos; até 2000 ela foi a escola com mais títulos do carnaval da capital de São Paulo, fato este que corou a escola como "A Campeã do Século" . Em entrevista após o desfile de 2004, seu Nenê declarou que os dois maiores orgulhos que a escola lhe proporcionou foram o desfile na Marquês de Sapucaí no Rio em 1985 e a viagem a Portugal.[2] A Nenê ainda tem orgulho de ser afilhada da Portela, escola do Rio de Janeiro, e ter protagonizado a primeira roda de samba televisada em 1970, quando a TV exibiu para todo o Brasil esse batizado.

A escola foi fundada por um grupo de sambistas que na década de 40 faziam rodas de samba no Largo do Peixe, no bairro da Vila Matilde, Zona Leste de São Paulo, no final do ano de 1948 eles resolveram fundar uma escola de samba.

No dia 1º de janeiro de 1949, ao tentar registrar e assinar a ata de fundação, as pessoas que viriam a ser os grandes baluartes da agremiação perceberam que tinham esquecido do mais importante: o nome da escola. Estavam todos muito nervosos com a situação, surgiram algumas ideias, como Unidos do Marapés e Primeiro de Janeiro, mas nenhuma delas agradou a todos, até que o homem que trabalhava no cartório peguntou quem era aquele negro alto que enquanto todos discutiam o nome da escola tocava o seu pandeiro tranquilamente. Responderam-lhe que era o Nenê. O funcionário então sugeriu que o nome da escola fosse Nenê de Vila Matilde, o que agradou a todos. A Nenê já nasceu como escola de samba, ao contrário de algumas das outras grandes escolas de São Paulo, como Camisa e Vai-Vai, que foram fundadas como cordões, ou Rosas e Mocidade, que eram blocos.

Junto com a Lavapés e a Unidos do Peruche a Nenê ergueu o Carnaval de São Paulo na década de 50 e ajudou a criar a identidade do carnaval paulistano, sendo de vários aspectos a escola mais influente da cidade, sendo madrinha de muitas outras agremiações e propiciando o crescimento da festa da capital paulista.

História[editar | editar código-fonte]

Símbolos[editar | editar código-fonte]

Os símbolos da escola são herdados de sua madrinha, a Portela. As cores da escola são o Azul e o Branco que passaram a ser utilizadas na década de 1970 tornando assim a escola uma das "azuis e brancas" mais famosas do Brasil, junto com Portela e Unidos de Vila Isabel. Também é utilizada como cor não-oficial em elementos de pavilhões da escola o Amarelo. O símbolo maior da escola e a Águia, também conhecida como "Águia Guerreira". Passou a ser utilizada só na década de 80 e desde então é um dos elementos mais aguardados do Carnaval de São Paulo, vindo sempre no Abre-Alas da escola e em muitos outros momentos de seus desfiles. A Águia também esteve presente inúmeras vezes na Comissão de Frente da escola. No pavilhão oficial a Águia carrega um Pandeiro, que também pode ser considerado um símbolo da escola.

Política[editar | editar código-fonte]

É uma das escolas mais respeitadas no cenário político do Carnaval Paulistano. Foi a agremiação que liderou a luta pela oficialização do carnaval da cidade, através da figura de Seu Nenê, junto com outros baluartes da época como Seu Carlão da Unidos do Peruche. Com a oficialização foi a escola mais influente na fundação da UESP, após a saída das escolas de São Paulo da FECESESP (Federação de Entidades Carnavalescas,Escola de Samba do Estado de São Paulo), quando decidiram organizar seu próprio carnaval descentralizando poderes nessa antiga entidade. Além de Seu Nenê que foi o primeiro presidente da UESP, seu filho Alberto Alves da Silva Filho (Betinho) foi presidente da UESP na entre os anos de 83 e 85. Foi contra a fundação da LigaSP em 1986, mas mesmo sendo voto vencido não perdeu força nas discussões políticas do carnaval da cidade. Na década de 90, Alberto Alves da Silva Filho, o Betinho, que viria a ser presidente da escola foi presidente da Liga. Com a divisão da Liga-SP em 2009 e a criação da Super-Liga a Nenê escolheu permanecer na Liga, e foi uma das principais vozes no grupo liderado por Unidos de Vila Maria e Mocidade Alegre. Após os maus resultados da escola com o fim da década de 2000 a escola perdeu força política para outras agremiações novas no cenário, porém continua tendo todo o prestígio. Suas principais parceiras coirmãs são Camisa Verde e Branco e Unidos do Peruche.

Décadas de 1950 e 1960[editar | editar código-fonte]

Durante os anos de 1949 e 1952 a Nenê desfilou pelos bairros da Zona Leste e do centro de São Paulo ao som de marchinhas da época. A escola só passou a competir com as grandes da época no carnaval de 1953. A Nenê já mostrou que vinha para acabar com o monopólio da grande escola da época, a Lavapés. Escola mais antiga da cidade, fundada em 1937, a Lavapés foi a grande campeã do início dos carnavais de São Paulo. Como demonstração de sua força, a Nenê já ganhou o seu primeiro título em 1956, quando trouxe para a avenida o primeiro samba-enredo da história do carnaval de São Paulo, Casa Grande e Senzala, e logo depois o seu primeiro tricampeonato, em 1958, 1959 e 1960. Na década de 1960 a Nenê foi a grande campeã, em 1963, 1965, 1968, 1969 e 1970 (seu segundo tricampeonato).

Década de 1970[editar | editar código-fonte]

A oficialização do Carnaval de São Paulo aconteceu em 1968 graças a luta dos sambistas da cidade liderados por Seu Nenê. Essa oficialização chamou a atenção de outras agremiações carnavalescas que não eram escolas de samba mas eram muito tradicionais na cidade, os Cordões e os Blocos. A Campeã do início da década e considerada "Bicho-Papão" dessa época, com a entrada dos cordões na disputa como Escolas de Samba, a Nenê perdeu espaço mas continuou sendo uma das protagonistas da festa da cidade, ficou um bom tempo sem ganhar títulos mas mesmo assim fazendo história. Como em 1976, o ano em que a bateria da Nenê foi a primeira de São Paulo a apresentar coreografias e em 1979 com o samba "Treze Rei Patuá", que foi apontado como o melhor do Brasil no carnaval daquele ano pelo programa Fantástico da Rede Globo de Televisão, perdeu por apenas 1 ponto o carnaval do mesmo ano.

Década de 1980[editar | editar código-fonte]

A década de 1980 chegou e a Nenê volta a viver seus melhores dias. Fez sambas e desfiles até hoje citados como alguns dos melhores de São Paulo: "Axé - O Sonho de Candeia" (1981), "Palmares, raizes da liberdade" (1982), "Gosto é gosto de não se discute" (1983) e "Sagração dos Deuses" (1984). Foi durante esse período que a Nenê conquistou uma de suas maiores glórias, a única bateria que ficou 26 anos consecutivos tirando apenas notas 10. Mas nenhuma dessas glórias foi capaz de trazer títulos para a escola, mesmo os resultados, aparecendo a escola não conseguia ganhar. Talvez entre 1980-4, a dor maior da escola foi o vice-campeonato de 1982, com alegorias revolucionárias, o samba praticamente entoado por toda passarela a escola perde de forma contestável para a Vai-Vai, causando um dos mais tristes episódios do nosso carnaval. A disputa vai a justiça mais mesmo assim a Nenê não consegue ganhar o carnaval. Outro ponto alto foi o desfile de 1984, a Nenê mais uma vez revoluciona e traz uma cobra ao estilo "dragão chinês", para representar Oxumaré. A escola foi tão aplaudida a ponto de a crítica apontar novamente a escola entre as grandes favoritas da noite, mais novamente a escola perde para a Rosas de Ouro

Em 1985, com o enredo "Quando o cacique rodou a baiana, aí, ó" a Nenê finalmente deixou de bater na trave e após conquistar o seu décimo título com muito louvor, a escola foi convidada para desfilar ao lado de Mocidade Independente de Padre Miguel e Beija-Flor de Nilópolis durante o desfile das campeãs do Rio de Janeiro, na Marquês de Sapucaí. Até hoje a Nenê é a única escola de São Paulo que recebeu esse convite[3] e esse samba é considerado um dos melhores da história do carnaval sendo cantado muito inclusive em rodas de samba cariocas.[carece de fontes?]

Em 1986, a escola viveu um dos seus maiores momentos com o enredo Rabo do Foguete, desfile aclamado como o campeão da noite, no carnaval comandado pelo então carnavalesco Ritwylo de Souza, a escola revoluciona ao trazer balé clássico na comissão de frente, onde as bailarinas representavam a Dança dos Cosmos,oque acabou encantando a todos no amanhecer da Avenida Tiradentes e ao lado de Camisa Verde e Branco, Rosas de Ouro e Vai-Vai, acabou indo para a apuração e algumas notas contestaveis novamente como em samba enredo acabaram afastando a escola do título alcançando assim o 3º Lugar. Durante os desfiles de 1987, ano de grandes sambas, a Vila foi a última a se apresentar, com um estilo irreverente de desfilar, a escola levantou a Avenida Tiradentes com um samba sobre Pernambuco, e com muito frevo. Apresentando o melhor conjunto de fantasias, mais alegorias pequenas e mal acabadas, sucumbiu em um 5º lugar.

No ano de 1988, centenário da abolição da escravatura, a Nenê decidiu não homenagear a comunidade negra, sabendo que a maioria das escolas viria com um tema relacionado. Ao invés disso, a diretoria preferiu falar sobre a Zona Leste de São Paulo, segundo a visão de Paulistinha, um de seus grandes baluartes. No enredo, foi abordada, sob um ponto de vista extremamente positivo, a condição de ser um morador de um lugar tão abandonado. Também foram citados o Largo do Peixe, a fundação da escola, o trem que leva os trabalhadores de Guaianases à Estação Roosevelt e o Corinthians. Devido à falta de destaques sobre os carros, a escola perdeu quatro pontos que a impediram de conquistar o título, porém mesmo assim ficou marcado com um dos maiores desfiles do carnaval de São Paulo.

O ano de 1989 simplesmente é dramático, a Nenê passou por momentos de dificuldades financeiras. Cantando seus quarenta anos de história, e apostando na inspiração afro, característica marcante da escola, a Nenê passou sob um desfile esteticamente duvidoso, com diversos problemas, e surpreendemente foi apontada como uma das favoritas, porem acabou apenas na 5ª posição.

Década de 1990[editar | editar código-fonte]

Em 1990 a escola viveu seu pior momento até então, ao desfilar sem cinco carros, após uma chuva que devastou São Paulo. A falta dos carros ocorreu após uma briga entre a diretoria e o carnavalesco, que contratou dois caminhoneiros para estacionar suas carretas na porta do barracão. Devido a isso, a Nenê terminou a disputa em oitavo lugar, a dois pontos do rebaixamento, só não passando ao então Grupo 1 devido ao fato de a Pérola Negra não ter conseguido colocar nenhum carro na avenida, o que lhe causou a perda de 35 pontos. Se os carros da Pérola tivessem entrado no sambódromo, ao invés dela, a Nenê teria sido a rebaixada.

Prometendo a redenção, a escola investe tudo que tem e contrata Tito Arantes, com um carnaval assustador e já bem grandioso para época a escola desfila bem, aos gritos de "Nenê, Nenê", a escola passa, mais a chuva e o malquisto de alguns jurados jogam a escola em um injusto 8º lugar em 1991. No ano seguinte, com Oswaldinho no posto de carnavalesco, a Nenê deu um salto em qualidade das fantasias, teve o samba aclamado, levou o enredo Luz, Divina Luz, mas recebeu notas baixíssimas no quesito alegoria, graças a carros mal acabados novamente e assim acabando na 4ª posição. Nesse mesmo ano surge Baby, uma surpresa nas eliminatórias, onde Armando da Mangueira decide ceder o seu espaço para apresentar essa nova revelação.

Em 1993, a escola decide apostar na coqueluche que invadiu a cidade, que eram carnavalescos estrangeiros. Acabou contratando um cenógrafo de Santiago do Chile, Renatinho, porem a falta de verba, e falta de comunicação prejudicou e muito o contato dele com o pessoal do barracão, no microfone a escola traz sua Diretora de Harmonia Marcia Inayá e Armando da Mangueira como intérpretes, garantiu um quarto lugar, muito festejado pela comunidade com um enredo "Primeiro Desejo", já que a escola teve inúmeros problemas, como a falta de dinheiro e a quebra da grua do Abre-Alas, chegou a liderar boa parte da apuração, porem perdendo pontos onde errou de fato. No ano seguinte, a Nenê investiu na revelação Pedrinho Pinotti, além de trazer Dom Marcos para intérprete. Desfilando sob forte chuva, perdeu dois pontos pelo ato falho de não entregar a pasta de explanação de Enredo, e então mesmo fazendo um desfile muito bonito e pouco prejudicado pela chuva, foi claramente prejudicada por jurados pouco preparados para a função e acabou ficando atrás da afilhada Leandro de Itaquera, abraçando a 6ª posição.

No ano de 1995, a escola vem com um samba que nasceu da junção de quatro obras e se tornou um dos mais bonitos da história da Nenê além de contar com um dos refrões mais cantados do Carnaval de São Paulo naquele ano, mesmo sem investir em propaganda nas rádios, seu samba era sempre um dos mais pedidos. No dia do desfile a escola teve problemas na concentração, quando ainda se preparava para entrar na avenida o cronômetro oficial do desfile foi disparado. Sem saber que o desfile já havia sido iniciado oficialmente os componentes da escola não entraram na avenida. Quando deu-se início ao desfile a escola já havia perdido dezessete preciosos minutos e então, devido ao ocorrido, a escola teve que desfilar muito mais rápido para terminar o desfile no tempo determinado, o que gerou vários buracos na evolução.Uma coisa severamente criticada foi o corte do carro de som no fim do desfile quando a última alegoria e velha guarda passou sem o samba e sem a bateria tocando. Ao ser questionada sobre o fato a Liga-SP alegou de que a bateria estava tocando forte demais por isso não foi possível ouvir a sirene que marca o disparar do cronômetro. Mesmo assim a Nenê levantou as arquibancadas, porém as falhas técnicas do desfile foram percebidas pelos jurados, e após uma apuração disputadíssima, onde até o penúltimo quesito a escola era vice-campeã, um 7 em fantasia a jogou para a 6ª posição.

Para o ano de 1996, quando o cacique decide abandonar a presidência, assume Betinho, prometendo modernizar a gestão a agremiação novamente investiu pesado, trazendo do Rio de Janeiro o carnavalesco Joãozinho Trinta. A escolha do enredo, entretanto, foi muito criticada pelos compositores, que consideravam o tema difícil de trabalhar. E graças a diversas brigas e divergências, Joãozinho rompe com a Nenê, assumindo seu estagiário. Devido a diversos problemas de locomoção das alegorias, as asas da Águia tem que ser arrancadas para o carro poder manobras, fora a cabeça de uma das alegorias que caiu de uma de suas alegorias, chegando completamente destruída, o chão joga a escola la para cima e surpreende fazendo 282 pontos, novamente ficando com o sexto lugar.

Para o carnaval 1997 a escola tira o multi-campeão da Rosas,Tito Arantes, que desenvolveu aquele que é considerado um dos maiores enredos negros da história dp Carnaval Paulistano. Porem uma grave crise financeira abate a escola, que tem que reciclar todos os tipos de materiais de desfiles passados, e o toque de Midas do Carnavalesco aparece fazendo fantasias maravilhosas com materiais bem baratos a Nenê chega a "CAMPEÃ DA CRITICA CARNAVALESCA", além de "CAMPEÃ DA AUDIÊNCIA MANCHETE" desbancando a Gaviões da Fiel e a Vai-Vai, isso anima a comunidade que depois de muitos anos, concretamente via a chance de sair da fila de 10 anos sem conquistas oficiais. A apuração foi tensa, e a Nenê liderou por 8 quesitos quando notas completamente infundadas em Comissão de Frente e Alegorias, tiraram o campeonato da escola, o que causou um descontentamento grave durante as leitura das notas, gerando brigas entre o então presidente da entidade LigaSP Lauro (Pres. da X-9 Passo de Ouro), Betinho, Dentinho (Pres. Gaviões da Fiel) e Sólon Tadeu (Pres. Vai-Vai). A briga não resultou em nada e a Nenê comemorou seu 3º lugar abrindo então caminho para voos mais altos

Muitas mudanças acontecem para o Carnaval de 1998, após se envolver numa briga, Dom Marcos perdeu o posto de intérprete oficial para o auxiliar Baby que assume o posto principal após 6 anos, ja no barracão a escola troca Tito por Vaníria Nejeschi, que havia feito bons trabalhos na Mocidade Alegre em 1996. Num ano em que não houve muito investimento por parte das escolas, já que não havia rebaixamento, Nenê e Vai-Vai levaram mais sério, e fizeram desfiles dignos do Carnaval, sem aparentes problemas e despontaram como favoritas, a escola garantiu um vice-campeonato com um enredo sobre a Estação Primeira de Mangueira, a melhor posição desde 1985. Em 1999, ano do seu cinquentenário, a escola decide investir tudo o que tem, principalmente com pontualidades, em que a escola decide colocar toda força nos erros graves de outros anos, e manter onde tirava nota. Com fantasias luxuosas, e Alegorias imensas, a escola entrou com muita força na avenida, e mesmo com todos problemas, como um carro que nem chegou a ir para Avenida, e o abre alas que teve um problema grave no eixo, a escola foi muito bem avaliada pelo público e pela crítica, ganhou o Troféu Nota 10 (equivalente ao Estandarte de Ouro no carnaval carioca) de melhor escola, e com um samba e bateria contagiantes foi apontada como favorita,porem os problemas relatados pesaram e muito e deu um título praticamente de graça para Gaviões e Vai-Vai que empataram naquele mesmo ano e dividiram o título de campeã do carnaval.

Década de 2000[editar | editar código-fonte]

Em 2000, a escola traz Augusto de Oliveira no lugar de Vaníria Nejeslchi, investe muito mais nas suas alegorias, e antes mesmo do carnaval, muitos ja apontavam-na como uma das favoritas no carnaval dos 500 anos do Brasil, no dia do desfile a Nenê novamente foi ovacionada pelo público do Anhembi e ganhou novamente e na segunda feira o Troféu Nota 10 de melhor escola, mas acabou no terceiro lugar em um dos carnavais mais disputados até então, graças a um erro grave na comissão de frente, quando dois integrantes da comissão acabaram passando sem chapéu. A Rede Globo passava insistentemente o problema nos telejornais, não que isso tenha influenciado, mais acabava dedando onde a escola teve seu ponto falho, perdeu mais uma vez para ela mesma.

Após anos chegando perto,em 2001 a escola já não tem mais o aporte financeiro dos anos anteriores, porem manteve o time e decidiu novamente investir em materiais alternativos, e pontualidades, e graças a isso conseguiu construir um grandioso carnaval, supreendendo até mesmo a comunidade. No dia do desfile novamente a escola fez muito sucesso com as arquibancadas, com um enredo sobre a negritude finalmente a Nenê conquistava um título que não vinha haviam 16 anos, título este que foi dividido com a Vai-Vai. No entanto, caso houvesse o desempate, ela seria considerada campeã sozinha, já que conquistou apenas uma nota 9,5 contra quatro notas 9,5 da Vai-Vai, incluindo uma no critério de desempate de Bateria, mas naquele ano as menores notas de cada quesito eram descartadas.

Em 2002, com um samba de forte crítica social e que fazia referências ao MST, a Nenê foi a última a desfilar na primeira noite de desfile. Lecy Brandão deu o grito de guerra na concentração, junto com os puxadores, sendo este o último ano em que ela desfilou no carnaval paulistano, antes de se tornar comentarista do desfile. Apontada como uma das favoritas, a Nenê conquistou sua vaga no desfile das campeãs com um quarto lugar, devido a um problema na comissão de frente e em uma das alegorias.

No ano de 2003 a Nenê levou para o Anhembi um enredo sobre Ziraldo. Também muito aplaudida pelo público a escola ficou novamente com o quarto lugar.

Em 2004. a escola decide renovar seu staff, Augusto de Oliveira é contratado pela Barroca Zona Sul, e então chega o consagradíssimo Raul Diniz, contando com muito apoio do MAM, além da colônia boliviana, a escola faz um desfile extremamente luxuoso e bonito, além de apresentar uma evolução maravilhosa, levantou o povo e se encaixou no grupo de favoritas novamente, num ano que São Paulo era obrigação de enredo a escola trouxe algo alternativo para fugir da mesmice e contar a história da Arte na cidade. A escola falou sobre a Bienal de Arte de São Paulo, quase belisca um surpreendente título, se não tivesse perdido pontos em melodia e fantasia.

Já em 2005, Raul Diniz sai, e então chega o carnavalesco Chico Spinoza que decide contar sobre o símbolo que tanto a comunidade amou e adotou de sua madrinha Portela. A escola apresentou um bom samba, que animou as arquibancadas. Foi bem esteticamente e a bateria chamou a atenção dos críticos como a melhor da noite. Baby, o puxador da Nenê naquele ano, ganhou o Troféu Nota 10 de melhor intérprete. Mas surpreendendo a todos a Nenê só ficou no nono lugar. Betinho (presidente da Nenê) e Solon Tadeu (presidente da Vai-Vai) entraram em conflito com Alexandre Ronda (presidente da Império de Casa Verde, campeã daquele ano) pois acreditaram que o comentário feito por Alexandre de que "Tradição não ganha o carnaval" teria sido provocativo.

Em 2006, graças ao péssimo resultado, a escola decide investir em novidades, e ve num moreno franzino, a esperança de trazer de volta os grandes desfiles do começo da década, André Machado, vindo da Imperador do Ipiranga. De olho na Bahia a escola decide criar o enredo "Ópera Negra da Nenê, É Lídia de Oxum" a escola vinha com um dos melhores sambas do ano. Porem diversos problemas abrangeram a escola, como um calote que ganhou do Governo da Bahia, além de ser uma das últimas a receber a verba Municipal, o que acabou atrasando todo barracão, que contava com o dinheiro para conclusão das alegorias, já que os lucros da quadra eram revertido para as fantasias. E o que vimos foi diversos problemas nas alegorias, e um carnaval muito incompleto o que prejudicou o desfile, erros de harmonia, e de bateria acabaram levando à sua pior colocação até então, um 12º lugar, chegando a estar entre as rebaixadas durante uma boa parte da apuração. Essa salvação do rebaixamento acabou sendo dura, e não rendeu comemoração, uma tristeza velada por ver uma coirmã tão querida por toda comunidade matildense o Camisa Verde e Branco empatar com a Nenê e ter que cair, além da Acadêmicos do Tatuapé e Gaviões da Fiel que até ala tinha dentro da escola nos Anos 80.

Buscando a reabilitação a Nenê chegou ao carnaval de 2007 apostando na tradição, decide isentar André Machado, e lhe da mais um ano, faz um enredo patrocinado, e traz de volta Mestre de Bateria Claudemir Romano (1984-1998), e então o já consagrado Royce do Cavaco, para o lugar do Baby que vai para a Unidos de Vila Maria, além da promessa de modernização da diretoria, que departamentaliza funções. O carnavalesco então decide vir com toda a escola vestida predominantemente de azul e branco (um sonho de Seu Nenê), com a ala das passistas atrás da bateria, com carros pequenos para os padrões de hoje, mas bem acabados, e com um samba alegre. Além de um desfile bom, a escola levantou a arquibancada que esperou até o amanhecer para vê-la e ficou no sétimo lugar muito estranho.

Em 2008, a Nenê tenta entrar definitivamente para nova era de alegorias imensas, apostou num enredo sobre o Brasil, André Machado vai para a Império e volta Augusto de Oliveira cantando no sambódromo Câmara Cascudo e o folclore brasileiro. Pela primeira vez desde a fundação, Seu Nenê, com problemas de saúde, não desfilou, e como numa homenagem a seu patriarca a comunidade da Vila Matilde cantou o samba com garra, evoluiu com leveza, com a ajuda do amanhecer e mais um show da bateria a Nenê foi citada como uma das favoritas ao título, superando de longe o desfile anterior, mas ficou somente no oitavo lugar, graças a um erro do carnavalesco, e da última alegoria que não estava terminada. Se as regras do ano anterior ainda estivessem em vigência, a Nenê terminaria o carnaval 2008 em quarto lugar.

Casal de mestre-sala e porta-bandeira da Nenê, no carnaval 2009.

Em 2009 a escola apostou mais uma vez na sua própria história. Nesse ano a Nenê cantou o seu jubileu de diamante, os 60 anos de uma das mais tradicionais escola de samba do Brasil. Com um samba e o enredo escolhido pela comunidade, a Nenê veio com uma nova comissão de carnaval e esperava voltar a estar no topo do carnaval de São Paulo. No desfile, um empecilho: uma das alegorias da escola emperrou, atrapalhando vários quesitos, principalmente a Evolução. Também foi um desfile sem apoio financeiro, o que ficou nítido em alegorias e fantasias, sendo assim pela primeira vez em sua história, a escola da Zona Leste desfilaria no Grupo de Acesso, no ano de 2010.

Década de 2010[editar | editar código-fonte]

Após um ano triste em 2009 a escola investe pesado para 2010 pela primeira vez desfilando no Grupo de Acesso de São Paulo, a Nenê trouxe como enredo A água nossa de cada dia. A pureza da Águia é a essência de nossas vidas!. A escola foi a mais esperada da noite e o Sambódromo do Anhembi ficou lotado (um fato raro no Grupo de Acesso) para ver a passagem da escola. A escola foi a única que conseguiu levantar as arquibancadas, passando com o melhor conjunto visual e um dos melhores sambas do grupo. Seu favoritismo ao final do desfile foi confirmado com o título e a escola retornou para o Grupo Especial.

Para o carnaval de 2011 trouxe um enredo sobre o sal: "Salis Sapientiae - Uma história do mundo". Sendo a primeira a desfilar na segunda noite de Carnaval, abordando o descobrimento do sal, o sal na bíblia, o sal na culinária, as bodas de sal da escola e finalizando com uma grande homenagem a Seu Nenê, o fundador da escola da Zona Leste. Porem gravíssimos problemas nas alegorias, a troca de alas graças a um carro que atrapalhava a entrada da escola no Anhembi, complicou a escola, que caiu novamente pro acesso. Mais nem tudo foi tristeza na sua volta, a escola ganhou 4 troféus Nota 10, e assim, garantiu a segunda posição de escola mais premiada pelo Jornal Diário de São Paulo.

Para 2012, após cinco anos a frente do carro de som da escola, Royce do Cavaco se transferiu para a X-9 em seu lugar a direção da Nenê trouxe Celsinho que estava na Camisa Verde e Branco. A Nenê levou um tema afro para a avenida com o enredo imaginário sobre uma festa afro promovida por Xica da Silva em que vários personagens importantes para a história dos negros do país são recebidos por ela em um palácio (a sede da escola). O desfile correu bem, parte do Sambódromo lotou para receber a escola que saiu como favorita, ganhando cinco Prêmios Melhor do Acesso, entre eles o de Melhor Escola. Na apuração a escola foi consagrada a campeã sem surpresas, e conseguiu o acesso para o Grupo Especial ao lado de uma co-irmã da Zona Leste, a Acadêmicos do Tatuapé.

Para 2013, de volta ao Grupo Especial, a escola abordou o enredo : "Da Revolta dos Búzios a atualidade. A Nenê canta a igualdade!". A Nenê abriu a 2ª noite dos desfiles e fez uma apresentação bonita e empolgante. Empatou em número de pontos com a Gaviões da Fiel e com a X-9 Paulistana.No desempate, ficou na frente das duas escolas, ficando assim com o 08º lugar, o que lhe garantiu a permanência no Grupo Especial [4] .

Para 2014,a Nenê vai dar umas alfinetadas no amor contando exatamente da questão de amores proibídos e sedução que acaba levando a traição. Esse é o enredo que a Escola da Zona Leste apresenta. A escola apresentou um carnaval suntuoso, principalmente quando comparado aos anos recentes da escola, parecendo disposta a brigar por colocações mais altas. No entanto, o desfile terminou com um extremamente modesto 11º Lugar, sendo que a escola, por muito tempo, durante a apuração, ficou em último e penúltimo lugar, perigando voltar ao Acesso novamente.

Para 2015, a Nenê virá com um afro "Moçambique - A Lendária terra do Baobá sagrado!" tentando quebrar o jejum de 13 anos sem levar o caneco.

Segmentos[editar | editar código-fonte]

Presidentes[editar | editar código-fonte]

Nome Mandato Ref.
Seu Nenê 1949-1996
Betinho 1997-2010
Rinaldo José de Andrade "Mantega" 2011-atualidade

Diretores[editar | editar código-fonte]

Ano Diretor de Carnaval Diretor geral de harmonia Mestre de bateria Ref.
2014 Lucia Helena Marcio Telles Renato Sudário
2015 Lucia Helena Marcio Telles Marco Antonio David "Mestre Markão" [5] [6]

O primeiro Mestre de Bateria da escola foi o próprio Seu Nenê e os melhores passaram ou nasceram na escola, nomes como: Mestre Nicolau de Paula (Mestre Nicolau), Mestre Laudelino Lagrila (Mestre Lagrila), Mestre Valdivino ((Mestre Divino) que até hoje é considerado o melhor mestre de bateria da cidade), Mestre Claudemir Romano (Mestre Claudemir), Mestre Pascoal, Mestre Pelegrino e Mestre Renato Sudário. Atualmente é dirigida pelo Mestre Markão.

Coreógrafo[editar | editar código-fonte]

Ano Nome Ref.
2014 Marcio Telles e Nildo Jaffer
2015

Casal de Mestre-sala e Porta-bandeira[editar | editar código-fonte]

Ano Nome Ref.
2014 Andre Guedes e Janny Moreno
2015

Bateria[editar | editar código-fonte]

A bateria da Nenê de Vila Matilde é uma das mais respeitadas do Brasil e é considerada uma das melhores baterias de São Paulo, ao lado do Camisa Verde e Branco e do Unidos do Peruche. A Nenê passou 26 anos consecutivos levando somente notas 10 no quesito bateria durante as décadas de 60, 70 e 80. Ao desfilar em 1985 na Marquês de Sapucaí a bateria da Nenê influenciou algumas baterias cariocas, como a histórica bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel, fazendo com que seus mestres acelerassem o andamento dos sambas nos anos seguintes. Porém, com o fim da década de 90 e a década de 2000 as baterias da cidade aceleraram mais ainda o andamento dos sambas, movimento que não foi acompanhado pela bateria da Nenê, que hoje é elogiada por manter o andamento da década de 80 e 90 trazendo de volta a cadência para o samba paulistano, acompanhada por baterias como Águia de Ouro, Acadêmicos do Tucuruvi e Camisa Verde e Branco. A bateria da escola sempre ditou as tendências do samba na cidade tendo como característica principal seus surdos de terceira e sua batida de caixa única. Graças a essa junção de elementos o som inconfundível da bateria da Nenê é conhecido como Culungudum. É a única bateria da cidade que possui um samba alusivo chamado "Chegou a Bateria da Nenê" e já foi apelidada de: "Batucada da Vila" e "Pura Cadência", porém mais conhecida como a "Bateria de Bambas".

Corte de bateria[editar | editar código-fonte]

A Nenê possui a tradição de não colocar famosas e celebridades na frente da bateria, com exceção de Ângela Bismarchi nos anos de 2010 e 2011 como Madrinha da Bateria. As Rainhas de Bateria da escola são geralmente escolhidas por concursos internos. Nomes como Simone Sampaio, Amanda Barbosa, Andreza Sobrinho, Roberta Kelly, Camila Silva e Déborah Caetano[7] , foram lançados ao estrelato do Carnaval de São Paulo pela escola da Zona Leste.

Período Rainhas Madrinhas Diva Ref
2006 – 2008 Roberta Kelly
2009 Simone Sampaio
2010 – 2011 Kimberlyn Muriel Ângela Bismarchi [8] [9]
2012 Déborah Caetano
2013 Déborah Caetano Adriana Bombom [10]
2014 Déborah Caetano [11]
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre GRCES Nenê de Vila Matilde

Carnavais[editar | editar código-fonte]

Nenê de Vila Matilde
Ano Colocação Grupo Enredo Carnavalesco Intérprete Ref.
1949 7º Lugar Casinha Branca Mário Protestato (Popó)
1950 7º Lugar Normalista Mário Protestato (Popó)
1951 4º Lugar Amor de Madalena Mário Protestato (Popó)
1952 Vice-Campeã Homenagem a Chico Viola Mário Protestato (Popó)
1953 3º lugar Especial Tabuleiro da Baiana Mário Protestato (Popó)
1954 Vice-Campeã Especial Zumbi dos Palmares Mário Protestato (Popó)
1955 3º lugar Especial Tabuleiro da Baiana Mário Protestato (Popó)
1956 Campeã Especial Casa Grande e Senzala Mário Protestato (Popó)
1957 Vice-Campeã Especial Lei Áurea Mário Protestato (Popó) [12]
1958 Campeã Especial O Grito do Ipiranga Mário Protestato (Popó)
1959 Campeã Especial Chica da Silva Mário Protestato (Popó)
1960 Campeã Especial O Despertar de um Gigante Mário Protestato (Popó)
1961 Vice-Campeã Especial Mário Protestato (Popó)
1962 4º Lugar Especial Antonio Pedro Alves de Almeida (Tokio) e Álvaro Pedro Rosa (Paulistinha)
1963 Campeã Especial Enaltecendo Uma Raça Antonio Pedro Alves de Almeida (Tokio) e Álvaro Pedro Rosa (Paulistinha)
1964 4º lugar Especial Paes Leme - O Bandeirante Francisco Lucrécio e Álvaro Pedro Rosa (Paulistinha)
1965 Campeã Especial Mundo Encantado de Monteiro Lobato Antonio Pedro Alves de Almeida (Tokio) e Álvaro Pedro Rosa (Paulistinha)
1966 Vice-Campeã Especial Carrancas do Rio São Franscisco
1967 5ºlugar Especial História do Brasil
1968 Campeã Especial Vendaval Maravilhoso
1969 Campeã
3ºlugar
Especial
Especial de Santos
Com Recife Antigo no Coração Armando da Mangueira
1970 Campeã Especial Paulicéia Desvairada Armando da Mangueira
1971 3ºlugar Especial O Brasil em Festa no Sonho de Aladino
1972 4ºlugar Especial Olhai o Progresso de São Paulo
1973 7ºlugar Especial São Paulo na Academia Brasileira de Letras
1974 4ºlugar Especial Samba, Carnaval e Flores
1975 4ºlugar Especial Exaltação às Raças de um Brasil Gigante Armando da Mangueira
1976 6ºlugar Especial Carrancas do Rio São Francisco
Reedição de 1966
Clarim
1977 5ºlugar Especial História do Brasil Elias de Lima
1978 5ºlugar Especial O Sonho do Rei Negro Elias de Lima
1979 3ºlugar Especial Treze, Rei, Patuá Armando da Mangueira
1980 5ºlugar Especial Magnitude de Uma Raça Armando da Mangueira
1981 4ºlugar Especial Axé, Sonho de Candeia Armando da Mangueira
1982 Vice-Campeã Especial Palmares, Raíz da Liberdade Édson Machado Armando da Mangueira e Jorginho
1983 3ºlugar Especial Gosto é Gosto e Não se Discute Armando da Mangueira e Jorginho
1984 3ºlugar Especial Sagração dos Deuses Gugu Armando da Mangueira e Jorginho
1985 Campeã Especial O Dia Que o Cacique Rodou a Baiana Ai Ó Geraldo Cavalcante Armando da Mangueira
1986 3ºlugar Especial Rabo do Foguete Rytwilo Rômulo Armando da Mangueira
1987 5ºlugar Especial Pernambuco: Leão do Norte Édson Machado Armando da Mangueira
1988 4ºlugar Especial O Poeta Falou (Zona Leste Somos Nós) Comissão de Carnaval Chuveiro e Betão
1989 5ºlugar Especial Eu Tenho Origem Comissão de Carnaval Chuveiro e Betão
1990 8ºlugar Especial Respeito é Bom e Eu Gosto Antônio Carlos do Salgueiro Armando da Mangueira e Dom Marcos
1991 7ºlugar Especial Tudo Mentira... Será Que É? Tito Arantes Armando da Mangueira e Dom Marcos
1992 4ºlugar Especial Luz, Divina Luz Osvaldinho Baby e Armando da Mangueira
1993 4ºlugar Especial Primeiro Desejo Renatinho Armando da Mangueira e Marcia Ynaiá
1994 6ºlugar Especial Pira Iqué - Mistério e Magia Pedro Luis Pinotti Dom Marcos e Panda
1995 6ºlugar Especial Eu Te Amo Pedro Luis Pinotti Dom Marcos e Rose
1996 6ºlugar Especial Comunicação Joãozinho Trinta Dom Marcos
1997 3ºlugar Especial Narciso Negro Tito Arantes Dom Marcos
1998 Vice-Campeã Especial Sementes do Samba. União de Gente Bamba Vaníria Nejelschi Baby
Panda
Santaninha
1999 3º lugar Especial Voa Águia, Voa que Sampa é Toda Tua Vaníria Nejelschi Baby
Panda
Santaninha
2000 4ºlugar
Empate com Rosas de Ouro e Mocidade Alegre.
Especial Por Que Me Orgulho de Ser Brasileiro? Augusto de Oliveira Baby
Panda
2001 Campeã
Empatada com a Vai-Vai.
Especial Voei, Voei, na Vila Aportei, Onde Me Deram a Coroa de Rei Augusto de Oliveira Baby
Panda
2002 4°lugar Especial Em Não Se Plantando, Tudo Nos Dão?... Não!!! Augusto de Oliveira Baby
Marco Antônio
Panda
2003 4°lugar Especial É Melhor Ler. O Mundo Colorido de um Maluco Genial Augusto de Oliveira Baby
Santaninha
2004 4ºlugar Especial A Águia Voa Para o Futuro, Que Legal, É a Bienal no Carnaval! São Paulo 450 anos Raul Diniz Baby
Panda
Santaninha
2005 9ºlugar Especial Um Vôo da Águia Entre Dois Mundos Chico Spinosa Baby
Santaninha
2006 11ºlugar Especial Mamma Bahia - Ópera Negra, Lídia de Oxum André Machado Baby
2007 7ºlugar Especial A Águia Radiante Com Um Pioneiro Das Comunicações. João Jorge Saad, 70 Anos de Conquistas e Realizações André Machado Royce do Cavaco
2008 8ºlugar Especial Um Vôo da Águia Como Nunca Se Viu !! Também Somos Folclore do Nosso Brasil Augusto de Oliveira Royce do Cavaco
2009 13ºlugar Especial 60 Anos - Coração Guerreiro, A Grande Refazenda Do Samba Lucas Pinto Royce do Cavaco
2010 Campeã Acesso A Água Nossa de Cada Dia. A Pureza da Águia é a Essência de Nossas Vidas! Delmo de Moraes Royce do Cavaco
2011 13º lugar Especial Salis Sapientiae - Uma História do Mundo Delmo de Moraes Royce do Cavaco
2012 Campeã Acesso Chica Convida - No Palácio da Nenê, a Festa é para Você Fernando Dias Celsinho
2013 9ºlugar Especial Da Revolta dos Búzios a atualidade. A Nenê canta a igualdade! Comissão de Carnaval
(Eduardo Caetano, Rafael Condé e Pedro Alexandre (Magoo))
Celsinho
2014 12º lugar Especial Paixões proibidas e outros amores Pedro Alexandre (Magoo) Agnaldo Amaral
2015 Especial Moçambique - A Lendária terra do Baobá sagrado! Pedro Alexandre (Magoo) Agnaldo Amaral[1]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

A Nenê venceu diversas vezes o concurso do Fantástico de melhores sambas-enredo na década de 1970 e 1980, ganhando o concurso nacional no ano de 1979 com "Treze Rei Patuá".

Troféu Nota 10[editar | editar código-fonte]

O Troféu Nota 10 é uma premiação criada pelo jornal Diário de São Paulo para os melhores do Carnaval de São Paulo. É equivalente ao Estandarte de Ouro do Rio de Janeiro. Foi criado em 1999 e sua principal premiação é a de "Melhor Escola", premiação essa que a Nenê recebeu em duas ocasiões, nos anos de 1999 e 2000.

A Nenê é a terceira maior vencedora do troféu, tendo recebido 30 premiações em vários quesitos.

  • Melhor Escola: 1999 e 2000.
  • Bateria: 2012 (pelo Grupo de Acesso).
  • Harmonia: 1999, 2000 e 2004.
  • Evolução: 1999, 2000 e 2011.
  • Melodia: 1999, 2000, 2001 e 2002 (Entregue até 2003).
  • Letra do Samba: 2000 (Entregue até 2003).
  • Samba-Enredo: 2009 e 2011 (pelo Grupo Especial) e 2010 (pelo Grupo de Acesso) (Entregue após 2003 com a junção dos prêmios de Melodia e Letra do Samba).
  • Intérprete: 2005 com Baby, 2009 e 2011 com Royce do Cavaco.
  • Enredo: 2000 e 2002.
  • Ala das Baianas: 2000, 2001 e 2011.
  • Sambista Nota 10: 2002 e 2013.
  • Velha-Guarda: 2009, 2013 e 2014.
  • Destaque de Alegoria: 2013.

Melhor do Acesso[editar | editar código-fonte]

Oferecido pela equipe Melhor do Acesso e pelo site SASP (Sociedade Amantes do Samba Paulista), o "Prêmio Melhor do Acesso" elege os melhores do Grupo de Acesso em cada categoria. A Nenê só esteve no Grupo de Acesso em 2010 e 2012, por isso, só concorreu ao prêmio duas vezes.

  • Melhor Escola: 2012.
  • Bateria: 2010.
  • Harmonia: 2010 e 2012.
  • Mestre-Sala e Porta-Bandeira: 2012 com Rúbia e Titio.
  • Velha Guarda: 2010.
  • Ala das Baianas: 2012.
  • Melhor Destaque: 2012.


Referências

  1. a b SRZD-SP (15/04/2014). Agnaldo Amaral continua na Nenê em 2015 14h05.
  2. Ver gravação da cobertura do desfile transmitida pela Rede Globo.
  3. "O drama da Nenê", Lais Cattassini e Fábio Mazzitelli, Jornal da Tarde, 25 de fevereiro de 2009, pág. 2B
  4. G1. Confira notas da apuração do desfile do Grupo Especial de São Paulo. Página visitada em 21.06.2013.
  5. SRZD-SP (03/04/2014). Nenê terá um novo mestre de bateria em 2015 00h01.
  6. O Carnaval de SP (09/04/2014). Mestre Markão assume o Comando da Bateria da Nenê de Vila Matilde.
  7. Terra (15/05/2013). Atriz é coroada rainha de bateria de escola usando vestido de R$ 20 mil. Página visitada em 20/05/2013.
  8. G1 (05/03/2011). Kimberlyn Muriel é rainha da bateria da Nenê de Vila Matilde.
  9. UOL (01/03/2011). UOL Carnaval: Kimberlyn Muriel é rainha de bateria da Nenê de Vila Matilde 13h12.
  10. UOL (09/02/2013). Adriana Bombom volta a desfilar em SP 18h58. Página visitada em 09/02/2013.
  11. IG (19/01/2012). Nenê de Vila Matilde tem nova rainha de bateria 13h35.
  12. CRECIBENI, Nelson. Convocação Geral: a folia está na rua. O carnaval de São Paulo tem história de verdade. São Paulo: O Artífice Editorial, 2000.