Kléber Leite

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Kleber Leite)
Ir para: navegação, pesquisa

Kléber Leite é um dirigente esportivo brasileiro.

Foi Presidente do Clube de Regatas do Flamengo entre 1995 e fins de 1998, e vice-presidente de futebol do clube de 2005 até julho de 2009.

Kléber Leite tornou-se célebre como radialista, pela Rádio Globo do Rio de Janeiro, no final dos anos 70 e início dos anos 80, quando oficiou de repórter de campo em partidas de futebol, sobretudo as do Flamengo. Posteriormente dedicou-se à publicidade esportiva, especializando-se no aluguel de placas de publicidade em estádios de futebol. Em 1984, intermediou, por meio de sua empresa Klefer, o contrato de publicidade entre a Petrobras e o Flamengo, vigente até o ano de 2009.

Em fins de 1994, elegeu-se Presidente do Clube de Regatas do Flamengo. Em seu primeiro ano de gestão, em 1995 -- ano do centenário do clube --, fez grandes investimentos na equipe de futebol, entre os quais a repatriação de Romário ao futebol brasileiro, comprado ao F.C. Barcelona. Romário tinha sido o maior destaque da Copa do Mundo de 1994, sendo inclusive premiado com a Bola de Ouro da competição, e há pouco fora o melhor jogador do mundo pela FIFA.

Em duas gestões atribuladas, jamais conseguiu grandes conquistas no futebol. No ano do centenário, conquistou apenas a Taça Guanabara, primeiro turno do campeonato estadual. A despeito dos investimentos de monta e da enorme expectativa da torcida, a equipe perdeu em pleno Maracanã, diante de sua torcida, as decisões do campeonato carioca, contra o Fluminense, e da Supercopa dos Campeões da Libertadores, contra o Club Atlético Independiente, da Argentina. Nos anos que se seguiram, o clube venceu apenas o Campeonato Carioca de Futebol de 1996, além de torneios não oficiais como a Copa Ouro Sul-Americana em 1996 e a Copa dos Campeões Mundiais em 1997. Sua gestão, durando até fins de 1998 (foi reeleito em 1996), foi caracterizada pela quantidade enorme de contratações e mudanças de elenco, impossibilitando um projeto a longo prazo e de entrosamento do elenco. Contratou vários nomes de peso, além de Romário, como Branco, Edmundo, Bebeto, Zé Maria e Zé Roberto que pouco tempo duraram no clube.

Em 1998, em profundo descrédito pelos repetidos vexames desportivos e pelas acusações de que utilizara o Flamengo, em jogos pelo interior, como instrumento para firmar vantajosos contratos de aluguel de placas publicitária em estádios, Kléber Leite deixou a Presidência do clube, sendo sucedido por Edmundo dos Santos Silva.

No período em que foi presidente do clube foi responsável pela compra e venda de mais de 100 jogadores. A divida do clube multiplicou-se, passando de R$ 18 milhões para R$ 69 milhões. Entre os muitos episódios polêmicos de sua gestão, destaca-se o contrato firmado com o Consórcio Plaza, para a construção de shopping center na sede do clube. Após o acerto, antecipou junto ao consórcio a quantia de R$ 6 milhões, que utilizou para a contratação do jogador Edmundo. O shopping jamais foi construído e o consórcio busca, até hoje, reaver a quantia na Justiça, onde pleiteia, contra o Flamengo, indenização da ordem de R$ 36 milhões.

Retornou ao Flamengo em outubro de 2005 como vice-presidente de futebol, quando o clube estava em situação desesperadora no luta contra o rebaixamento do campeonato brasileiro daquele ano. O clube escapou do rebaixamento nas últimas rodadas.

Em 2008, após o clube passar diversas rodadas na primeira posição do Campeonato Brasileiro, Kléber Leite vendeu vários jogadores titulares que se haviam firmado na equipe que conquistara o bicampeonato carioca em 2007 e 2008. Foi o caso de Souza,[1][2] Renato Augusto[3][4] e Marcinho[5]. O time sofreu queda de rendimento e despencou na tabela. Mais tarde, para buscar repor as perdas, contratou jogadores que se relevaram de pouca utilidade, como Vandinho, Josiel, Sambueza e Éverton. Na véspera de um jogo decisivo que valia uma vaga para a Libertadores da América contra o Atlético-PR, deu férias antecipadas para jogadores importantes como Íbson, Kléberson e Obina.[6] O Flamengo perdeu o jogo e terminou o campeonato em 5º lugar, perdendo a vaga para o Palmeiras na última rodada.

Nesse ano ficou visível a influência do dirigente Eduardo Uram na escalação do time, com o aval de Kléber Leite.

Seu último gesto de destaque, à frente do futebol do clube, foi a contratação do atacante Adriano, em 2009.

No mesmo ano, entrou em conflito com Delair Dumbrosck, presidente interino, por defender a permanência do então técnico Cuca.[7] Opôs-se taxativamente à contratação do meia Dejan Petkovic -- que posteriormente se revelou vital na conquista do hexacampeonato -- e, em meio à crise gerada pela decisão do Presidente Dumbrosck de manter a contratação, Kléber Leite deixou a vice-presidência de futebol, alegando razões políticas. Marcos Braz assumiu seu lugar[8] e Andrade tornou-se técnico. Com Petkovic na condição de titular, e com contratações pontuais realizadas após a saída de Kléber Leite (casos do volante Maldonado e do zagueiro Álvaro), o Flamengo foi campeão brasileiro após 17 anos.

Em 2010, indicado por Ricardo Teixeira, foi derrotado por Fábio Koff na disputa pela presidência do Clube dos 13 por 12 votos a 8.[9]

Referências

Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.
Ferramentas pessoais
Espaços nominais

Variantes
Ações
Navegação
Colaboração
Imprimir/exportar
Ferramentas
Noutras línguas