Mariel Mariscot

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Mariel Moryscötte de Mattos (Niterói, junho de 1940 - Rio de Janeiro, 8 de outubro de 1981) foi um policial brasileiro. Atuou no Rio de Janeiro na década de 1960, e destacou-se por ser acusado de pertencer ao Esquadrão da Morte Scuderie Detetive Le Cocq.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de Ariel Mariscot de Matos e de sua esposa, Maria Araújo Mariscot de Matos, ainda em tenra infância acompanhou a família quando esta foi residir em Salvador, na Bahia. Quando completou três anos de idade, o seu pai faleceu vítima de enfermidade incurável. Durante cinco anos, a sua mãe lutou para criar sozinha os dois filhos do casal, Roberto e Mariel. Em 1948, casou-se com o terceiro sargento do Exército Brasileiro, Wilson de Azevedo Brito, e a família reconstituída regressou à cidade do Rio de Janeiro, fixando-se no bairro de Bangu.

Estudando à noite, o jovem Mariel treinava natação pela manhã e pólo aquático à tarde, no Esporte Clube Bangu, vindo a ser campeão carioca de natação e saltos ornamentais.

Aos dezessete anos alistou-se na Divisão Aeroterrestre como pára-quedista. Ingressou por concurso no Corpo Marítimo de Salvamento e mudou-se para um pequeno apartamento em Copacabana.

Em 1963, ingressou por concurso público para a Polícia Civil, sendo designado para trabalhar num subposto de Bangu. Nos dias de folga, apresentava-se para fazer serviço "extra" na delegacia de Copacabana. Foi nesta condição, aos vinte e um anos de idade, que começou a obter fama, quando, num flagrante de assalto, abateu o primeiro assaltante, em flagrante, que resistiu à voz de prisão. Na ocasião, Mariel rendeu, com uma pistola calibre 45 em cada uma das mãos, um delegado de polícia que queria prendê-lo sob a acusação de homicídio, adquirindo a fama de "Ringo de Copacabana".

Desde então construiu uma trajetória de prisão de bandidos famosos e o assassinato de um motorista de táxi até ao momento em que o promotor Silveira Lobo lhe deu voz de prisão com a preventiva já decretada, sob a acusação de pertencer ao Esquadrão da Morte. Na prisão planejou a sua fuga, sendo auxiliado, no exterior por sua mulher, a atriz Elza de Castro. Ambos se dirigiram de carro ao Sul do país.

Mariscot foi expulso da "Scuderie Le Cocq" na década de 1970. Esteve detido no Presídio da Ilha Grande.[1] Namorou ainda a atriz Darlene Glória e a modelo Rose di Primo.

Mariel foi morto em 1981, no centro do Rio de Janeiro, quando estacionava o carro para uma reunião com bicheiros.

Notas

  1. Caldeirão do inferno in Revista de História da Biblioteca Nacional. Consultado em 20 Nov 2010.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.