Nadezhda Alliluyeva

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Nadezhda Alliluyeva

Nadezhda Sergeyevna Alliluyeva (em russo: Надежда Сергеевна Аллилуева; 22 de setembro de 19019 de novembro de 1932) foi a segunda esposa do líder soviético Josef Stalin.

Filha mais nova do revolucionário Sergei Alliluyev e da sua mulher Olga, Nadezhda possuía ascendência alemã e georgiana. Ela conheceu Stalin ainda menina, quando o seu pai o acolheu e lhe ofereceu abrigo após sua fuga da prisão, em 19111 . Após a Revolução, Nadezhda trabalhou com Lênin, de quem se tornou confidente.

Nadezhda e Stalin casaram-se em 1919, quando ele tinha 41 anos de idade e já era viúvo da primeira esposa, Ekaterina Svanidze - que havia morrido de tifo no ano anterior e com quem tivera um filho, Yakov Dzhugashvili.

O casal teve dois filhos: Vasili Dzhugashvili, nascido em 1921, que foi piloto de guerra em Stalingrado, e Svetlana, nascida em 1926. Segundo Polina Molotov, amiga próxima de Nadezhda, o casamento era tenso e as discussões entre os dois eram frequentes. Após uma dessas disputas, durante um jantar do Partido Comunista, Nadezhda foi encontrada morta em seu quarto, com uma arma a seu lado - um aparente suicídio2 . Entretanto, o anúncio oficial foi de que ela morrera de apendicite. Dois médicos (Levin e Pletnev), que se recusaram a assinar o falso atestado de óbito, foram mais tarde condenados no Julgamento dos Vinte e Um e executados.

Túmulo de Nadezhda Alliluyeva, no cemitério Novodevichy, em Moscou.

Especulou-se que o próprio Stalin pudesse ter sido o assassino de sua esposa, uma vez que a arma utilizada era bem maior do que a encontrada junto ao corpo de Nadezhda3 . Relatos recentes, porém, afirmam que Stalin ficou muito abalado pelo evento1 2 .Svetlana Alliluyeva escreveria em sua autobiografia - publicada anos mais tarde, nos Estados Unidos - que a morte de sua mãe havia extinguido a última centelha de bondade humana em seu pai.4 . Ainda hoje Nadezhda é amada por parte significativa do povo russo. Frequentemente há flores colocadas em seu túmulo - que também foi vandalizado algumas vezes.

Referências

  1. a b RIEBER, Alfred. Stalin, Man of the Borderlands. The American Historical Review, dezembro de 2001 (em inglês). Acessado em 26 de junho de 2009.
  2. a b MONTEFIORE, Simon Sebag. "Stalin's women". The Sunday Times, 29 de junho de 2003 (em Inglês). Acessado em 26 de junho de 2009.
  3. V. Topolyansky. Blow from the past. (Em Russo: В. Торолянский. Сквозняк из прошлого). Moscou: Novaya Gazeta/InaPress, 2006. ISBN 5-87135-183-2.
  4. COCHRANE, James (tradução de Maria Clara de Mello Motta e Helena Raposo). Memórias do Século XX: Um Equilíbrio Frágil (1919 a 1939) (em Português). 1a ed. Rio de JaneiroReader's Digest, 2004. 160 p. 6 vol. vol. 3. ISBN 858611698.
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