Cosmopolitas sem raízes

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Cosmopolitas sem raízes (em russo: безродный космополит, "bezrodniy kosmopolit") foi um eufemismo soviético amplamente usado durante a campanha antissemita de Josef Stalin, no período 1948–1953, que culminou com o "escândalo" do complô dos médicos. O termo "cosmopolitas sem raízes" refere-se principalmente (mas não explicitamente) a intelectuais judeus, como um acusação de sua falta de patriotismo, isto é, falta de fidelidade completa à União Soviética. A expressão foi cunhada pelo crítico literário russo Vissarion Belinskii para descrever escritores que não tinha caráter nacional (russo).[1]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

No final e imediatamente após a Segunda Guerra Mundial, o Comitê Judaico Anti-fascista (CJA) cresceu cada vez mais em influência para os judeus soviéticos pós-holocausto, e foi aceito como seu representante no ocidente. Como suas atividades algumas vezes contradiziam as políticas oficiais soviéticas, tornou-se um incômodo para as autoridades soviéticas. A Comissão Auditora Central do Partido Comunista da União Soviética concluiu que em vez de focalizar sua atenção na "luta contra as forças da reação internacional", o CJA continuou a linha do Bund - uma designação perigosa, uma vez que ex-membros do Bund deveriam ser "expurgados".


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Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Orlando Figes The Whisperers: Private Life in Stalin's Russia, 2007, ISBN 0-08050-7461-9, página 494.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]