Processos de Moscou

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Os Processos de Moscou ou Processos de Moscovo é como ficaram conhecidos uma série de julgamentos dos opositores de Josef Stálin ocorridos entre 1936 e 1938 na União Soviética, durante o Grande Expurgo.

Esse processo resultou na execução de todos os membros do Comitê Central do Partido Bolchevique (à exceção do próprio Stálin), além de vários proeminentes militantes[1] , inclusive dois dos membros da "troika" que governou a URSS entre 1923 e 1925, Grigori Zinoviev e Lev Kamenev.

Esses processos ficaram famosos pelas "confissões" arrancadas dos acusados sob tortura, coerção e chantagem[2] . Sob estes métodos, a maioria dos acusados "confessou" conspirar contra a Revolução de Outubro.

Condenados[editar | editar código-fonte]

Os processos culminaram com a execução de vários membros do Partido Bolchevique, consideradas figuras importantes por alguns historiadores durante a Revolução de Outubro embora não exista um consenso entre todos. Entre eles:

  • Lev Kamenev - Membro do Comitê Central do Partido Bolchevique. Um dos membros da troika que governou a URSS entre 1923 e 1925. Condenado à morte[3] .
  • Leon Sedov - Filho de Leon Trótski. Acusado e condenado nos Processos de Moscou, foi assassinado em Paris por um agente de Stálin[3] .
  • Joseph Pianisky - Social-democrata em 1896, agente do Iskra em 1901, bolchevique em 1903. Foi membro do Comitê de Moscou do partido, da Comissão Central de Controle e do Comitê Central. Preso em 1937, desapareceu "misteriosamente" na prisão[3] .
  • Nikolai Krestinski - Membro do Comitê Central em 1917 e seu secretário de 1919 a 1921. Condenado à morte e executado. Por 24 horas negou as "confissões" feitas no inquérito[3] .
  • Ivar Smilga - Membro do Comitê Central desde 1911. Preso, desapareceu durante a grande purga[3] .
  • Nikolai Bukharin - Membro do Comitê Central e do Bureau Político. Lenin o chamou de "filho querido do partido" em seu testamento. Preso, condenado à morte e executado[3] .

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Tragtenberg, Maurício - Reflexões sobre o Socialismo - São Paulo, Editora Moderna, 1986, página 46
  2. Schwartzman, Simon - Ciência, Universidade e Ideologia: a Política do Conhecimento - Rio de Janeiro, Zahar Editores, 1980 - Capítulo 7
  3. a b c d e f g h i j Revista Teoria e Debate número 7 (jul/ago/set 1989) - Disponível em [1]
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