Públio Servílio Vácia Isáurico (cônsul 79 a.C.)
| Públio Servílio Vácia Iáaurico | |
|---|---|
| Publius Servilius Vatia Isauricus | |
| Pretor romano | |
| Mandato | 84 a.C. |
| Senador | |
| Mandato | 79 a.C. — 55 a.C. (ou mais tarde) |
| Cônsul | |
| Mandato | 79 a.C. (com Ápio Cláudio Pulquer) |
| Antecessor(a) | Lúcio Cornélio Sula e Quinto Cecílio Metelo Pio |
| Sucessor(a) | Marco Emílio Lépido e Quinto Lutácio Catulo |
| Procônsul da província da Cilícia | |
| Mandato | 80 a.C. — 74 a.C. |
| censor | |
| Mandato | 55 a.C. |
| Vida | |
| Nascimento | 134 a.C. ou 130 a.C. |
| Falecimento | 44 a.C. Roma |
| Progenitores | Mãe: Cecília Metela Pai: Caio Servílio Vácia (pretor) |
Públio Servílio Vácia Isáurico (em latim: Publius Servilius Vatia Isauricus; 134 a.C. — Roma, 44 a.C.) foi um político da República Romana.
Era sobrinho de Quinto Cecílio Metelo Macedônico e foi o pai de Públio Servílio Vácia Isáurico, cônsul em duas ocasiões, em 48 a.C. e em 41 a.C., e de uma filha de nome Servília.
Em 100 a.C. pegou em armas juntamente com o resto do partido senatorial contra Lúcio Apuleio Saturnino.
Em 79 a.C. foi nomeado senador e cônsul conjuntamente com Ápio Cláudio Pulquer pelo ditador Lúcio Cornélio Sula.
Terminado o seu consulado, em 80 a.C. foi nomeado procônsul da província da Cilícia, no sul do que é hoje a Turquia, com ordens de combater os piratas que assolavam a região. Conseguiu vencer os piratas no mar e obriga-os a abandonar os portos, mas eles refugiaram-se nas montanhas, onde se juntaram aos isaurios, um povo famoso pelas suas pilhagens. Seguiu-se uma guerra muito difícil para as tropas romanas, obrigadas a defrontar um inimigo que conhecia bem as montanhas onde combatia, os Montes Tauro. Como comandante enérgico e resoluto que era, Públio tomou rapidamente a cidade de Olimpos, na Lícia, no sopé do monte homónimo. Seguidamente cerca Faselis, defendida por Zenicetus, que vendo-se incapaz de defender a cidade, a incendiou e lançou-se ao fogo com os seus homens. Após ter tomado aos rebeldes todas as cidades costeiras, comandou o que foi a primeira travessia do Tauro por um exército romano e dirigiu-se ao interior com a intenção de conquistar Isaura, a capital dos isaurios, o que consegue desviando o curso do rio que abastecia de água a cidade. Foi aclamado imperator pelas suas tropas devido aos seus feitos. Após ter organizado a administração da província da Cilícia, retornou a Roma, onde foi aclamado em triunfo em 74 a.C. e lhe foi concedido o cognome de Isaurico.1 2 3 4 5 6 7 8 9
Públio foi um dos senadores de Roma mais eminentes do seu tempo e Cícero cita-o frequentemente nos seus escritos. Foi um dos juizes do processo contra Caio Verres, o tirânico governador da Sicília, e apoiou a nomeação de Cneu Pompeu Magno como comandante supremo no combate aos piratas do Mediterrâneo, que se tinham refeito rapidamente dos reveses sofridos na Cílicia frente a Públio.
Em 63 a.C. candidatou-se a pontifex maximus, mas foi derrotado por Júlio César, que tinha servido às suas ordens nas guerras contras os piratas na Cilícia. No mesmo ano, apoiou Cícero na repressão à conjura de Catilina e pediu ao senado a condenação à morte dos conjurados. Em 55 a.C. encontrou-se entre os que apoiaram o retorno de Cícero do exílio. No mesmo ano foi eleito censor juntamente com Marco Valério Messala Níger.
Não participou na Segunda Guerra Civil, provavelmente devido à idade avançada. Morreu em Roma em 44 a.C.
Notas [editar]
- As referências indicadas não foram verificadas, mas constavam dos artigos a seguir mencionados.
- O texto deste artigo foi inicialmente baseado nos artigos:
- «Publius Servilius Vatia Isauricus (consul en -79)» na Wikipédia em francês (acessado nesta versão)
- «Publio Servilio Vatia Isaúrico (cónsul 79 a. C.)» na Wikipédia em espanhol (acessado nesta versão)
- «Publius Servilius Vatia Isauricus (consul 79 BC)» na Wikipédia em inglês (acessado nesta versão)
Referências
- ↑ Tito Lívio, Epítome, 90, 93.
- ↑ Paulo Orósio, v. 23
- ↑ Lúcio Aneu Floro, iii. 6.
- ↑ Eutrópio, vi. 3
- ↑ Estrabão, xiv. pp. 667, 671.
- ↑ Sexto Júlio Frontino, Stratagemata. iii. 7. § 1
- ↑ Cícero, Verrinas. i. 21, iii. 90, v. 26, 30, de Leg. Agr. i. 2, ii. 19
- ↑ Valério Máximo. viii. 5. § 6.
- ↑ Drumann, GescUchte Roms, vol. iv. pp. 396, 397.
Bibliografia [editar]
- Metello, Manuel Dejante Pinto de Magalhães Arnao; Metello de Nápoles, João Carlos. "Metellos de Portugal, Brasil e Roma: Compilações genealógicas (em inglês). Lisboa: Nova Arrancada, 1998. 247 p. ISBN 978-9728369187 (na Open Library).
| Precedido por: Lúcio Cornélio Sula e Quinto Cecílio Metelo Pio |
Cônsul da República Romana com Ápio Cláudio Pulcro 79 a.C. |
Sucedido por: Marco Emílio Lépido e Quinto Lutácio Catulo |