Pierolapithecus catalaunicus

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Pierolapithecus catalaunicus (Pau) a l'Institut Català de Paleontologia Miquel Crusafont.JPG

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Primates
Família: Hominidae
Subfamília: Homininae
Género: Pierolapithecus
Espécie: P. catalaunicus

Pierolapithecus catalaunicus é uma espécie de primata descoberta em dezembro de 2002 por uma equipe de paleoantropólogos espanhóis dirigidos por Salvador Moyà-Solà. O único indivíduo conhecido, que viveu até uns 13 milhões de anos, uma época ainda pouco estudada, foi batizado como Pau. Sua importância estaria em que poderia ser o ancestral comum do homem e dos grandes símios (gorilas, chimpanzés, bonobos e orangotangos).

A descrição do descobrimento foi publicada pela primeira vez na edição de 19 de novembro de 2004 da revista Science. O nome genérico se originou da localização do descobrimento no município catalão de Els Hostalets de Pierola.

A descoberta[editar | editar código-fonte]

Em 5 de dezembro de 2002, durante as obras de ampliação de uma rua do vertedouro de Can Mata, em Els Hostalets de Pierola (Barcelona, Espanha), descobriu-se um crânio e uma dezena de dentes de um antropóide macho com peso corporal estimado entre 30 e 35 kg que tnha cerca de 12 e 13 milhões de anos que havia sido devorado por carnívoros. A grande importância da descoberta reside em que corresponde a uma faixa cronológica de qual apenas existem fósseis e que é quando devia existir o antepassado comum dos grandes antropóides atuais. Após a primeia campanha de escavação do sítio entre maio e julho de 2003 dirigida pelo paleontólogo Salvador Moyà Solà, do Instituto de Paleontologia Miquel Crusafont de Sabadell, e que recibeu a visita ao final de junho do legendário F. Clark Howell, codiretor do Laboratório de Estudos Humanos da Universidade da Califórnia em Berkeley, recuperou-se 40 fósseis, a análise dos quais não estaria acabada até finais do ano, mas da análise inicial se destaca que se trata de um antropóide que abriu a via evolutiva da humanidade ao iniciar a desligar-se das árvores em posição vertical, portanto poderia ser um antepassado comum de humanos, chimpanzés, gorilas e orangotangos.

Entre os restos destacam-se o crânio, um fragmento maxilar, a rótula, o que parece ser um fragmento de fêmur, meia clavícula e fragmentos das costelas que permitiram reconstruir o tórax, um fragmento de pélvis que ajudará a conhecer o tipo de locomoção e ossos de pés e mãos que trarão luz a como se agarrava às árvores. São precisamente estes últimos os que fazem se pensar que tal espécime se encontra envolvido na evolução humana, as falanges das mãos são maiores que as dos pés, igual ao que ocorre nos símios que se penduram nos galhos, como os orangotangos, e a diferença dos macacos quadrúpedes.

O antropóide já havia sido batizado com o nome de Pau, nome que no idioma catalão tem um duplo significado, a parte de tratar-se do nome próprio castelhano Pablo, significa Paz, dado que o antropóide foi dado a ser conhecido ao final das grandes movimentações contra a Guerra do Iraque (Segunda Guerra do Golfo) de abril de 2003.[1]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Periódico La Vanguardia, domingo 13 de abril de 2003, página 44)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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