Xanthorrhoeaceae

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Como ler uma caixa taxonómicaXanthorrhoeaceae
Xanthorrhoea preissii

Xanthorrhoea preissii
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Asparagales
Família: Xanthorrhoeaceae
Dumortier
Género: Xanthorrhoea
Distribuição geográfica
Map-Xanthorhoeaceae.PNG
Espécies
c. 30 spp
Wikispecies
O Wikispecies tem informações sobre: Xanthorrhoeaceae

Pertencente à ordem Asparagales a família Xanthorrhoeaceae faz parte do grupo das plantas monocotiledôneas. Dentre os gêneros que a compõe, podemos destacar o Aloe, devido este ser sumariamente conhecido em todo o mundo por uma de suas espécies representantes: a Aloe vera L. Esta espécie, popularmente conhecida no Brasil por Babosa (valendo ressaltar que por serem semelhantes várias das espécies de Aloe acabam por serem denominadas e utilizadas também como babosa), tem sua origem do Cabo Verde (África) e das Ilhas Canárias (Europa). Vários estudos têm sido feitos a fim de avaliar e notificar suas propriedades medicinais. Pesquisadores que participaram do IX Simpósio de Base Experimental das Ciências Naturais da Universidade Federal do ABC, em agosto de 2011, testaram se o gel extraído de suas folhas reagiria em contato com a bactéria Escherichia Coli. Como resultado, obtiveram reações positivas de inibição da proliferação da bactéria E. Coli; muito embora ainda necessite de muitos outros testes. Essa família tem grande importância econômica tanto no comércio das plantas medicinais, fitoterápicos, de conhecimentos, muitos, ainda populares, como no comércio de plantas ornamentais, cosméticos e farmacologia. É exótica no Brasil.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O termo Xanthorroeaceae deriva do significado de seu primeiro gênero descrito, o Xanthorroea, onde xanthos significa amarelo e rhoia (ροία) = fluxo, referindo-se à resina amarela produzida por estas plantas.

Características morfológicas[editar | editar código-fonte]

As plantas da família Xanthorrhoeaceae em geral são ervas suculentas, rizomatosas ou , algumas, tuberosas, lenhosas e até arbóreas. Suas folhas aparecem alternas dísticas ou espiraladas, com nervura paralelinérvea, uninérvea ou enérvea, com fibras ou não, podem apresentar bainha. Apresentam inflorescência paniculada, racemosa ou cimosa, com flores atrativas, bissexuais, actinomorfas ou zigomorfas, diclamídeas ou homoclamídeas, entre outras características. Ela apresenta 3 subfamílias com as seguintes características:

  • Subfamília Asphodeloideae[1]

As plantas apresentam-se herbáceas, como arbustos ou árvores rizomatosas (com rizomas), podem apresentar raízes tuberosas com folhas basais ou nas extremidades dos galhos. Apresentam frutos secos, flores homoclamídeas actinomorfas. O Aloe está classificado como Aspholoideae.

  • Subfamilia Xanthorrhoeoideae

Destacam-se por seu hábito se mostrar com troncos grossos, lenhosos e eretos, com um tufo denso de folhas e estas serem longas e estreitas, em espiral, e de inflorescência densa e longa com pequenas flores e frutos capsulares.

  • Subfamília Hemerocallidoideae[2]

Distribuição geográfica[editar | editar código-fonte]

Segundo Mobot (2010), a família Xanthorrhoeaceae envolve 35 gêneros e 900 spp. de monocotiledônea distribuídas na África, Península Arábica e nas Ilhas do Oceano Índico.

Adaptações/Caracteres evolutivos[editar | editar código-fonte]

Plantas dessa família necessitam de bastante água por serem, em geral, suculentas. Em períodos de estiagem, como os ocorridos na África, mesmo muitas destas amarelando diante do estresse vivido, produzem ao máximo, assexuadamente, novos brotos que tentarão enraizar no solo a fim de garantir a espécie. No entanto, muitas (como no gênero Xanthorrhoea) enrijeceram suas folhas a fim de reter água. Também, o tronco de algumas espécies pode aparecer lenhoso, garantindo uma maior retenção hídrica no interior. O que garante sobrevivência principalmente em regiões mais escassas como na África e em pontos da Austrália.

Reprodução[editar | editar código-fonte]

A reprodução nessas espécies pode ocorrer tanto assexuada como sexuada. Na assexuada, ocorre a formação de brotos nas extremidades basais ou laterais que se desprendem da planta de origem e ao cair ao solo, este sob condições favoráveis, enraízam. Na reprodução sexuada, são vários os polinizadores. As sementes são dispersas por animais (zoocoria) ou pelo vento (anemocoria). Algumas dessas plantas ao serem introduzidas em outros territórios não encontram seus polinizadores e reproduzem-se apenas assexuadamente.

História[editar | editar código-fonte]

O primeiro gênero descrito na família Xanthorrhoeaceae foi o Xanthorrhoea, em uma reunião na “Linnean Society in London”, no dia 6 de fevereiro de 1798 pelo pesquisador James Edward Smith, que notificou a existência de uma resina típica desta. Tempos mais tarde, foi aceito que a espécie era endêmica da Austrália e sucessivamente encaixada nessa família (NICOLSON 1992). Restringindo ao gênero Aloe, tempos atrás, este era descrito pelos taxonomistas como pertencente às famílias Liliaceae J. e a Aloeaceae J. Agardh (SOUZA, LORENZI, 2008). Atualmente, o gênero Aloe passou de Asphodelaceae para Xanthorrhoeaceae (COSTA et al., 2010).

Importância econômica[editar | editar código-fonte]

Tendo em vista que muitos microorganismos tem mostrado resistência a medicamentos gerados pela medicina, muitos cientistas têm adotado os microbicidas produzidos pelas plantas nesse combate. As plantas possuem uma extensa biodiversidade de biomoléculas para a produção de diversos produtos de importância econômica (CARDOSO et al., 2010). E plantas da família Xanthorrhoeaceae, tem grande relevância econômica principalmente na área das plantas medicinais. As resinas por elas produzidas tem se mostrado ao decorrer do tempo com muitas propriedades. O gênero Aloe, por exemplo, são plantas suculentas monocotiledôneas (COSTA et al., 2010) com propriedades bactericida, antimicrobiana, cicatrizante, laxante, antifúngica, anti-inflamatória e hidratante (CARDOSO et al., 2010) que além deste aspecto econômico, na indústria de medicamentos, bem como em terapêuticos tradicionais, também chama atenção na área paisagística como ornamentos. Esse gênero também tem valor empregatício para o crescimento rural e combate à pobreza (GRACE, 2013).

Conservação[editar | editar código-fonte]

As plantas dessa família constantemente são especuladas pelo comércio pelo seu potencial paisagístico. Suas flores, em muitas espécies bem vistosas, chamam a atenção e isso tem contribuído também para o aumento da coleta. Diminuindo-as de seu habitat natural e, algumas sendo levadas para outras regiões do globo. As plantas do gênero Aloe estão perdendo habitat e espécies selvagens por estarem sendo ameaçadas pela exploração do comércio de plantas suculentas e de produtos naturais, o que as torna raras, necessitando de conservação para as endêmicas (GRACE, 2013). Todas as espécies do gênero Aloe são protegidas pela Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES), tendo exceção apenas do Aloe vera. Para que as indústrias continuem se beneficiando dos potenciais do Aloe, é preciso que elas realizem práticas de colheitas sustentáveis de acordo com a Convenção sobre Diversidade Biológica (GRACE, 2013).

Potencial ornamental[editar | editar código-fonte]

Plantas do gênero Aloe são popularmente conhecidas na horticultura como ornamentais decorativas e/ou colecionáveis, sustentando consideravelmente um comércio internacional de plantas suculentas (GRACE, 2013).

Gêneros[editar | editar código-fonte]

A família Xanthorrhoeaceae compreende 35 gêneros. O gênero Aloe, conforme atualmente está inserido nessa família (COSTA et al., 2010), apresenta-se com mais de 500 espécies distribuídas no Continente Africano, Península Arábica, Ilha de Madagascar e Ilhas do Oceano Índico Oriental. O Xanthorrhoea, constitui-se de 28 espécies endêmicas da Austrália. Os demais gêneros são:

  • Agrostocrinum, Aloe, Asphodeline, Asphodelus, Astroworthia, Bulbine, Bulbinella, Caesia, Dianella, Eccremis, Eremurus, Hemerocallis, Hemiphylacus, Jodrellia, Johnsonia, Kniphofia, Pasithea, Phormium, Simethis, Stawellia, Stypandra, Thelionema, Trachyandra, Tricoryne e Xanthorrhoea.

Referências[editar | editar código-fonte]

[3]

[4]

SOUZA, V.C. LORENZI, H. 2012. Botânica sistemática: guia ilustrado para identificação das famílias de fanerógamas nativas e exóticas no Brasil, baseado em APG III. 3°ed. Editora Plantarum. 768 paginas.

AGUIAR, Carlos. Botânica para ciências agrárias e do meio ambiente. Vol. 3. Sistemática. Instituto Politécnico de Bragança, 2013.

BRANDÃO, William et al. Teste do potencial antimicrobiano do gel de Aloe vera L. IX Simpósio de Base Experimental das Ciências Naturais da Universidade Federal do ABC, 2011.

CÁCERES-LORENZO, José Manuel Sánchez. Las especiesdel género xanthorrhoea Sm. (xanthorrhoeaceae) cultivadas en españa.

CARDOSO, Fernando Leite et al. Análise sazonal do potencial antimicrobiano e teores de flavonoides e quinonas de extratos foliares de aloe arborescens mill., xanthorrhoeaceae. 20(1): p. 35-40. Revista Brasileira de Farmacognosia, 2010.

COSTA, R. E. et al. Caracteres anatômicos de folha de aloe maculata all., xanthorrhoeaceae. Visão Acadêmica, Curitiba, v.11, n.2, 2010.

Etimologia de xantho. Disponível em: <www.etymonline.com>. Acesso em: 11 jun. 2013.

GRACE, O. M. Current perspectives on the economic botany of genus Aloe L. (Xanthorrhoeaceae). Disponível em: <www.sciencedirect.com>. Acesso em: 11 jun. 2013.

NICOLSON, Dan H. (1059) Proposal to Conserve 1042 Xanthorrhoea J. E. Smith over Acoroides C. Kite (Xanthorrhoeaceae). Taxon, vol. 41, n º 4, p. 756-758, 1992.

Xanthorrhoeaeceae. Disponível em: < www.tropicos.org>. Acesso em: 1 jun. 2013.


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