Austrofascismo

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O austrofascismo (em alemão: Austrofaschismus ) foi o regime autoritário instalado na Áustria com a constituição de maio de 1934 e encerrado com a anexação do recém-fundado Estado Federal da Áustria à Alemanha nazista em 1938. Este governo esteve baseado em um partido dirigente, a Frente Patriótica (Vaterländische Front), e em milícias paramilitares, a Heimwehr. Seus líderes foram Engelbert Dollfuss e, após o assassinato de Dollfuss, Kurt Schuschnigg, que foram anteriormente políticos do Partido Social Cristão, que foi rapidamente integrado no novo movimento.

O austrofascismo, que era católico e corporativista e adotava o nacionalismo austríaco, deve ser contrastado com o nacional-socialismo austríaco, que era pan-germânico e antissemita.

Origem[editar | editar código-fonte]

A origem do movimento austrofascista está no Juramento de Korneuburg, uma declaração divulgada pela organização paramilitar social cristã Heimwehr em 18 de maio de 1930. A declaração condenou tanto a "luta de classes marxista" quanto as estruturas econômicas do "capitalismo liberal". Além disso, rejeitou explicitamente "o sistema parlamentar democrático ocidental e o estado multipartidário".

A declaração foi dirigida principalmente à oposição social-democrata, em grande parte em resposta ao Programa de Linz de 1926, e não foi tomada apenas pelo Heimwehr, mas também por muitos políticos sociais cristãos, colocando a Áustria no rumo de um sistema autoritário.

Ideologicamente, o Austrofascismo estava enraizado no catolicismo político da Áustria. Também se assemelhava um pouco ao fascismo italiano, conforme exposto por Giovanni Gentile.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Stephan Neuhäuser: “Wir werden ganze Arbeit leisten“- Der austrofaschistische Staatsstreich 1934, ISBN 3-8334-0873-1
  • Emmerich Tálos, Wolfgang Neugebauer: Austrofaschismus. Politik, Ökonomie, Kultur. 1933-1938. 5th Edition, Münster, Austria, 2005, ISBN 3-8258-7712-4
  • Hans Schafranek: Sommerfest mit Preisschießen. Die unbekannte Geschichte des NS-Putsches im Juli 1934. Czernin Publishers, Vienna 2006.
  • Hans Schafranek: Hakenkreuz und rote Fahne. Die verdrängte Kooperation von Nationalsozialisten und Linken im illegalen Kampf gegen die Diktatur des 'Austrofaschismus'. In: Bochumer Archiv für die Geschichte des Widerstandes und der Arbeit, No.9 (1988), pp. 7 – 45.
  • Jill Lewis: Austria: Heimwehr, NSDAP and the Christian Social State (in Kalis, Aristotle A.: The Fascism Reader. London/New York)
  • Lucian O. Meysels: Der Austrofaschismus - Das Ende der ersten Republik und ihr letzter Kanzler. Amalthea, Vienna and Munich, 1992
  • Erika Weinzierl: Der Februar 1934 und die Folgen für Österreich. Picus Publishers, Vienna 1994
  • Manfred Scheuch: Der Weg zum Heldenplatz. Eine Geschichte der österreichischen Diktatur 1933-1938. Publishing House Kremayr & Scheriau, Vienna 2005, ISBN 978-3-218-00734-4