Nacional-bolchevismo

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O nacional-bolchevismo é um movimento político que reivindica combinar elementos do nacionalismo e do bolchevismo.[1] Centra-se na defesa da nação, atendendo a critérios históricos e raciais para definir as nações. A ideologia reivindica uma ligação direta a Hegel, que se apresenta como o pai do idealismo. Além disso, é muitas vezes de tom anticapitalista e admite determinadas formas de comunismo, podendo defender o stalinismo. É também altamente tradicionalista nos moldes de Julius Evola.

Economicamente, os nacional-bolcheviques procuram fundir a política econômica nova de Vladimir Lenin ao corporativismo de Benito Mussolini. Esta união de partes de uma economia em certa medida coletivizada com o projeto de nacionalismo racista faz com que muitos comunistas rejeitem a ideologia como fascista. Fortemente influenciados pela geopolítica, os movimentos nacionais bolchevistas russos procuram atualmente uma união entre a Rússia e os antigos membros da URSS, que teria o nome de Eurásia.

Antecedentes históricos[editar | editar código-fonte]

O movimento nacional-bolchevista tem raízes na Primeira Guerra Mundial, na Alemanha, onde escritores nacionalistas como Ernst Niekische e Ernst Jünger se mostraram tolerantes ao comunismo desde este que adotasse uma postura nacionalista e se abandonasse a sua "missão" de propagação mundial.[2]

Essa tendência, embora menor, continuou até 1930 quando tornou-se associada com National Socialist Combat Movement, um movimento dissidente do Partido Nazista, que era liderado por Hermann Ehrhardt, Otto Strasser e Walther Stennes e que adotou a economia de esquerda.[3]

O nacional-bolchevismo atualmente[editar | editar código-fonte]

Hoje em dia, a Rússia é considerada o centro do nacional-bolchevismo e quase todos os partidos e organizações nacional-bolchevistas do mundo estão de alguma forma relacionadas com este país. Entre os líderes e teóricos destaca-se Eduard Limonov, que lidera o banido Partido Nacional-Bolchevique na Russia.[4] Entre outras influências apontadas estão os nomes de Georges Sorel e Otto Strasser.

Os militantes do Partido Nacional-Bolchevique participaram em manifestações contra o G8 em São Petersburgo. Outros grupos, como o "Franco-Belgian Parti Communautaire National-Européen" partilham igualmente do desejo da criação de uma Europa unida (assim como partilham muitos dos seus ideiais económicos).

Existem grupos nacional-bolchevistas em Israel (Partido Nacional-Bolshevista de Israel) e em toda a antiga União Soviética, mas estes encontram-se ligados ao Partido Nacional-Bolchevique russo.

Ver também[editar | editar código-fonte]


Referências

  1. Von Klemperer, Klemens (1951). "Towards a Fourth Reich? The History of National Bolshevism in Germany". Review of Politics 13 (2): 191–210.
  2. Martin A. Lee, The Beast Reawakens, Warner Books, 1998, p. 315
  3. Robert Lewis Koehl, The SS: A History 1919–1945, Tempus Publishing, 2004, paginas 61-63
  4. Court Upholds Registration Ban Against National Bolshevik Party

Ligações externas[editar | editar código-fonte]