Chevrolet Monza

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Chevrolet Monza
Visão Geral
Nomes
alternativos
Opel Ascona (Europa)
Opel 1604 (Portugal)
Produção 19821996
Fabricante Chevrolet, grupo General Motors
SAIC - GM
Montagem São Caetano do Sul,  Brasil
Valencia, Carabobo  Venezuela
Modelo
Classe Médio
Carroceria Sedã/hatchback
Ficha técnica
Motor 1.6
1.8
2.0
Transmissão 4 e 5
Modelos relacionados
Volkswagen Santana
Fiat Tempra
Ford Versailles
Ford Del Rey
Volkswagen Passat
Ford Corcel
Entre-eixos 2573
Consumo 8,0km/l (Gasolina) e 6,0km/l (Álcool)
Cronologia
Chevrolet Vectra
Chevrolet Monza S/R
Visão Geral
Produção 1986 - 1989
Fabricante Chevrolet, grupo General Motors
Modelo
Classe Médio
Carroceria Sedã/hatchback
Ficha técnica
Motor 1.6
1.8
2.0
Transmissão 4 e 5
Modelos relacionados
Volkswagen Gol GTS
Entre-eixos 2573
Consumo 8,0km/l (Gasolina) e 6,0km/l (Álcool)
Cronologia
Chevrolet Kadett GS
Chevrolet Monza 2dr side.jpg
Chevrolet Monza 1.8 rv.jpg
Opel Ascona

Chevrolet Monza é um automóvel que foi fabricado pela General Motors a partir de 1982 no Brasil, derivado do Opel Ascona alemão. Durante três anos consecutivos (1984, 1985 e 1986), foi o carro mais vendido no país. Foi eleito pela Revista Autoesporte o Carro do Ano de 1983, 1987 e 1988. Sua produção foi encerrada em 1996, totalizando 857 810 vendas.[1][2]

Breve histórico[editar | editar código-fonte]

Lançado em abril de 1982, inicialmente na versão Hatchback 3 portas (fabricada até 1988) com motor transversal 1.6, logo depois no mesmo ano ganhou opção de motor 1.8 devido as criticas com relação à performance modesta. Em 1983 ganhou as versões Sedan 4 portas e Sedan de 2 portas, sendo essa última a mais vendida, embora ela tenha sido retirada de produção em 1995. Teve a versão esportiva S/R baseada na carroceria hatchback, produzida até meados de 1988.

Em 1987, a versão Classic, lançada no ano anterior, inaugura o uso do motor 2.0 litros. Em 1989 inaugura-se a era da injeção eletrônica com o modelo 500 EF em homenagem a Emerson Fittipaldi, apesar deste sistema Le-Jetronic da Bosch ser ainda analógico, elevando sua potência para 116 CV.

Em 1991 recebeu uma reestilização externa, mantendo porém basicamente o mesmo painel desde o lançamento até o final da produção ao mesmo tempo que se iniciava a era da injeção eletrônica digital com o sistema Multec - 700, com o porém deste contar somente com um eletro-injetor para os 4 cilindros (Monoponto).

Em 1994 foi lançada a versão Hi-Tech, de apenas 500 unidades[carece de fontes?], que incluía itens como painel digital e freios ABS de série.[3]

A produção total foi de 857.810 unidades.

Conviveu pacificamente com o Chevrolet Vectra de primeira geração, desde o lançamento deste em 1993 até Abril de 1996, quando o Vectra de segunda geração no Brasil foi lançado, obrigando a aposentadoria definitiva do Monza em Setembro do mesmo ano.

Outros nomes do Chevrolet Monza em outros países e suas montadoras pelo mundo e o ano da produção:

• 1982 -1997 Chevrolet Monza (América Latina)

Generalidades[editar | editar código-fonte]

Não se pode confundir o Monza brasileiro com o modelo Coupé fabricado nos Estados Unidos na década de 70.

O modelo brasileiro, foi lançado como um sedan de luxo, já que a Ford tinha o Del Rey e a GM para esta categoria, tinha apenas o Opala, então precisava de um sedan médio de preço menor, para concorrer diretamente com o sedan da Ford. Com o lançamento do Monza, o Del Rey ficou velho da noite para o dia. O Monza, inicialmente lançado como Hatch e alguns meses depois na versão Sedan, era campeão em aerodinâmica e tecnologia, coisa que na época, poucos carros ofereciam. O mais próximo deste, era o Passat.

O Monza não concorria de início apenas com o Del Rey, mas também passou a competir com o novo (na época) Gol, mesmo este sendo um carro popular, com o Passat, este mais próximo de um esportivo e dos próprios modelos da chevrolet Diplomata e Comodoro.

Em 1984, ganhou um novo concorrente, o Volkswagen Santana, na época, o único carro do mesmo padrão que oferecia a mesma tecnologia e poderia bater de frente com o modelo da marca americana. Mesmo assim, nunca conseguiu ser tão querido (exceto pelos frotistas), quanto o modelo da Chevrolet.

Em 1985, a família poderia ter crescido com o lançamento de sua Perua, mas ficou só no papel. Seria concorrente direta da Quantum.

O Monza, era desejo de muitos, foi apelidado de “O queridinho da Classe Média”, já que era difícil adquirir um carro deste porte na década de 80 e este impressionava a todos, sendo eleito o carro daquela década.

Em Junho de 90, foi anunciado um novo Monza, mais arredondado, apelidado posteriormente pelos seus proprietários de tubarão. O modelo entrou de cabeça na década de 90. Tanto que foi exposto no salão do automóvel do Anhembi, em São Paulo.

Seu reinado durou até 1991, quando o presidente Fernando Collor de Mello, abriu as importações e o modelo começou a ficar obsoleto.

O Omega era um de seus concorrentes e mesmo o Monza todo renovado, este parecia mais velho que o modelo trazido da Europa e não pelo acabamento externo, pois os dois eram bastante parecidos e a traseira do Omega era criticada, algo que não acontecia na traseira do Monza. Mas principalmente pelo acabamento interno, já que o painel do Monza morreu do mesmo jeito que nasceu.

Em 1996, com seus dias contados, a Chevrolet tinha a meta de vender 1000 unidades por mês.

Seus concorrentes Santana, Tempra e Versailles, também estavam com os dias contados. Porém o modelo da VW fabricou por mais 10 anos, o da Fiat por mais 3 anos e o da Ford, que na época anunciado que teria uma sobrevida, deixou de existir junto com o modelo da General Motors.

No desmonte após 60000 quilômetros (QUATRO RODAS de setembro de 1992), o Monza SL/E 2.0 foi coberto de elogios. "Ele leva o título de campeão de resistência em nossos testes de 60000 quilômetros. Tira, portanto, o troféu que estava com o Gol 1.6 (...). O veículo da GM ganha dianteira por dois aspectos: tecnologia e assistência técnica".

Além do Brasil, o Monza foi vendido em todos os outros países da América do Sul, fazendo sucesso principalmente nos países andinos.

Na Colômbia e na Venezuela (onde também foi produzido) O Monza era comercializado nas versões L, DL, Classic e Hatch S/R.

Apesar de ter saído de linha no Brasil em 1996, o modelo foi vendido até 1997 no Uruguai, Argentina e Chile.

Versões[editar | editar código-fonte]

  • L (1982-1984) - Disponível apenas para o MONZA HATCH 1.6.
  • SL (1984-1993) - Motorização 1.8 e 1.8 EFI. O acabamento era simples, se achar algum destes com Travas e Vidros Elétricos, comemore.
  • SL/E (1984-1993) - Versão intermediária, fabricada até 1993. Tinha um requinte maior. O estofamento tinha várias opções de escolha, sendo elas vinho, dourado, azul acinzentado, listrado preto e branco. O painel era diferenciado da versão básica.
  • S/R (1986-1989) - Versão esportiva, com motorização 1.8 e 2.0. Ambas tinham a relação de câmbio mais curta, o carro ganhava 10s nas retomadas, em relação à versão SL/E. Era equipado com bancos esportivos Recaro®, o Painel tinha fundo vermelho e era disponível nas cores Vermelho, Preto, Branco e Prata. Em certos modelos, era disponível o teto solar, mas algo muito raro, já que não era um equipamento que equipava o Monza. Em 1988, ganhou as lanternas traseiras do Monza Classic SE.
  • Classic (1986-1987). Era disponível com motorização 1.8 e 2.0. Trazia ar condicionado de série. Tinha a opção saia e blusa, disponível nas cores (Dourado & Cinza).
  • Classic SE (1988-1994) – Modelo mais luxuoso do Chevrolet Monza. Trazia de série na geração antiga: Ar Condicionado, Retrovisores, Vidros, Travas, Porta Malas Elétricos, Regulagem de altura do banco e do volante. Todos eram 4 portas e a lanterna traseira era diferenciada. Na versão antiga, as cores diferenciadas eram (Azul & Cinza, Verde & Cinza, Cinza & Preto). Quando o Monza foi remodelado, a versão Classic permaneceu quase até o seu fim, foi tirada, com o lançamento do Vectra. O automóvel contava com painel digital, algo muito à frente de seus concorrentes e dispunha de motorização MPFI.
  • GL (1994-1996) - Substituiu a versão SL em 1994, porém pouco mais equipado que a versão anterior. Dispunha de Direção Hidráulica, Travas e Vidros Elétricos de série. Disponível nas motorizações 1.8 e 2.0 (EFI). As rodas eram aro 13’, tendo duas opções de escolha. O painel era diferenciado da versão básica. As últimas unidades do Monza foram lançadas nesta versão e foi compartilhado com esse modelo os bancos do Corsa 1996, com um acabamento inferior ao do Monza GL 1994 e 1995, o volante do Vectra e o painel com conta-giros do Kadett GLS.
  • GLS (1994-1996) – A versão era como a SL/E, porém trazia faróis de neblina, para-choques da cor do carro, lanternas traseiras fume, rodas de liga leve (Em 1996, a mesma do Kadett GSi) dando um requinte maior ao acabamento externo. O volante até 1995, era o de quatro raios, sendo substituído pelo volante do Vectra em 1996.

Um lote de 226 veículos Monza foram importados da Venezuela em 1989, somente nas séries SL, Classic SE e S/R, todos com motorização 2.0, porém dos 226, apenas 26 era equipados com injeção eletrônica multi-ponto Bosch. Dos restantes, apenas 20 eram com câmbio manual, todo o lote possuíam ar-condicionado de série, e boa parte com revestimento em couro, denominados alguns como "Exclusive".

Séries especiais[editar | editar código-fonte]

  • Clodovil (1984) – Concessionária Itororó, motorização 1.6 e 1.8. Equipado com bancos de couro.
  • Conversível (1984-1986) – (Envemo, Sulam ou Souza Ramos)
  • 500 E.F. 2.0i (1990) – Idem ao Classic SE, com injeção eletrônica e apelo esportivo, faz alusão as 500 milhas de Indianápolis, conquistadas pelo piloto brasileiro Emerson Fittipaldi. Trazia computador de bordo de série e teve apenas 5.000 unidades produzidas.
  • Barcelona (1992) – Idem ao SL, com novos equipamentos, faz alusão aos Jogos Olímpicos de Barcelona. Cor: Prata.
  • 650 (1992) – Idem ao SL, com alguns equipamentos do SL/E, alusão as 650.000 unidades do Monza. Disponível nas cores Prata e Vinho.
  • Class (1993) – Idem ao SL, com equipamentos do SL/E, disponível na cor Cinza.
  • Hi-Tech (1993-1994) – Idem ao Classic SE, com freios ABS e injeção eletrônica EFi.
  • Club (1994) – Idem ao GL, com alguns equipamentos do GLS, nas cores Vermelha e Azul, faz alusão a Copa do Mundo de 1994.

Motorização e desempenho[editar | editar código-fonte]

1.6 (Hatch/Sedan) (1982-1983)

  • Potência: 75 CV a 5.600 rpm (gasolina) e 72 CV a 5.200 rpm (álcool)
  • Torque: 12,4 kgfm a 3.000 rpm (álcool) 12,6 kgfm a 2.600 rpm (álcool)
  • Velocidade Máxima: 148 km/h (gasolina) e151 km/h (álcool)
  • Aceleração: 17s (gasolina) e 16,44 s (álcool)

1.8 (Hatch/SL) – (1983-1986)

  • Potência: 86cv a 5.400 rpm (gasolina) e 87cv a 5200 rpm (álcool)
  • Torque: 14,5 kgfm a 3.100 rpm (gasolina) e 15,2 kgfm a 3.100 rpm (álcool)
  • Velocidade Máxima: 159 km/h (gasolina) e 160,7 km/h (álcool)
  • Aceleração: 14,08s (gasolina) e 13,1s (álcool)

1.8 (SL/SLE/Classic) – (1987-1990)

  • Potência: 95cv a 5.800 rpm (gasolina) e 96cv a 5.600 rpm (álcool)
  • Torque: 14,3 Kgfm a 3.000 rpm (gasolina) e 15,1 Kgfm a 3.000 rpm (álcool).
  • Velocidade Máxima: 165,3 km/h (gasolina) e 162,6 km/h (álcool)
  • Aceleração: 12,5s (gasolina) e 12,8s (álcool)

1.8 (S/R – Álcool) – (1986-1988)

  • Potência: 106cv a 5.600 rpm
  • Torque: 15,6 kgfm a 4.000 rpm
  • Velocidade Máxima: 180 km/h
  • Aceleração: 11s

1.8 EFi (SL/GL/BARCELONA/CLASS/650) (1991-1996)

  • Potência: 98cv a 5.800 rpm (gasolina) e 99cv a 5.600 rpm (álcool)
  • Torque: 14,6 kgfm a 3.600 rpm (gasolina) e 16,0 kgfm 3.000 rpm (álcool)
  • Velocidade Máxima: 172 km/h (gasolina) e 174 km/h (álcool)
  • Aceleração: 12,5 (gasolina) e 12,1s (álcool).

2.0 (SL/SLE/CLASSIC/CLASSIC SE) – (1987-1990)

  • Potência: 99cv a 5.600 rpm (gasolina) e 110cv a 5.600 rpm (álcool)
  • Torque: 16,2 kgfm a 3.500 rpm (gasolina) e 17,3 kgfm a 3.000 rpm (álcool)
  • Velocidade Máxima: 165,3 km/h (gasolina) e 168,7 km/h (álcool)
  • Aceleração: 11,98s (gasolina) e 11s (Álcool)

2.0 (S/R – Álcool) – (1987-1989)

  • Potência: 110cv a 5.600 rpm
  • Torque: 17,3 kgfm a 3.000 rpm.
  • Velocidade Máxima: 178 km/h
  • Aceleração: 11,08s

2.0 EFi (SL/SLE/BARCELONA/HI-TECH/CLASS/CLUB/CLASSIC SE/GL/GLS) – (1991-1996)

  • Potência: 110cv a 5.600 rpm (gasolina) e 116cv a 5.400 rpm (álcool).
  • Torque: 16,6 kgfm a 3.200 rpm (gasolina) e 18,0 kgfm 3.200 rpm (álcool).
  • Velocidade Máxima: 177,4 (gasolina) e 183,1 Km/h (álcool).
  • Aceleração: 10,8s (gasolina) e 10,2s (álcool).

2.0 MPFi (500 EF – Gasolina) – (1990)

  • Potência: 116cv a 5.600 rpm
  • Torque: 17,8 mkgf a 3000 rpm
  • Velocidade Máxima: 187 km/h
  • Aceleração: 10,3s

2.0 MPFi (CLASSIC SE – Gasolina) – (1991)

  • Potência: 116cv a 5 400 rpm
  • Torque: 17,6 mkgf a 3 000 rpm
  • Velocidade Máxima: 171 km/h
  • Aceleração: 10,7s

2.0 MPFi (CLASSIC SE – Gasolina) – (1992-1993)

  • Potência: 121cv a 5 400 rpm
  • Torque: 17,6 mkgf a 3 000 rpm
  • Velocidade Máxima: 182 km/h
  • Aceleração: 10,7s

Câmbio: dianteiro, transversal, alavanca de mudanças no assoalho, cinco marchas à frente sincronizadas (manual) ou três marchas à frente (automática). Procedência: manual (lsuzu, Japão), automática (Hidramatic Division, EUA)

  • 4 Marchas (1982)
  • 5 Marchas (1983-1996)
  • Automático 3 Marchas (1985-1995)

Vendas[editar | editar código-fonte]

  • 857 810 modelos vendidos no Brasil entre 1982 e 1996.[1]

Modelo Antigo (571.920)

  • 1982 - 33745
  • 1983 - 55090
  • 1984 - 70577
  • 1985 - 75240
  • 1986 - 81960
  • 1987 - 53460
  • 1988 - 70575
  • 1989 - 75749
  • 1990 - 55412

Modelo Novo (285.890)

  • 1991 - 59030
  • 1992 - 54305
  • 1993 - 66664
  • 1994 - 62994
  • 1995 - 31924
  • 1996 - 10973

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «20 fatos sobre o Chevrolet Monza». revistaautoesporte.globo.com. Consultado em 20 de dezembro de 2019 
  2. «Três modelos não-populares que lideraram as vendas no Brasil». Quatro Rodas. Consultado em 20 de dezembro de 2019 
  3. «Best Cars Web Site - Clássicos». www1.uol.com.br. Consultado em 20 de dezembro de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]